Prison of Love
41 Pressure - Paramore
Notas iniciais
POV Thalia
Entramos no ônibus e sentamos.
Amanda ria, tinha o braço enlaçado com o de Annabeth.
Humpf, que assanhamento é esse com minha noiva? Eu hein.
Chegamos então no lugar. Descemos do ônibus por último, sempre com o professor na nossa cola.
Arqueei as sobrancelhas para Annabeth, que deu de ombros, ainda enlaçada com Amanda.
Bufei e fui para o outro lado dela, enlaçando seu outro braço.
Annabeth sorriu levemente, murmurando um “ciumenta” básico para mim, bem baixinho.
– Só cuido do que é meu, meu amor – respondi, sussurrando para ela, que sorriu.
Ares começou a explicar sobre o que era a atividade e como era.
Eu estava tentando prestar atenção. Juro que estava tentando me comportar, juro que estava tentando entender o que Ares falava... mas sabe aquele momento que você se pega pensando em coisas aleatórias, que não tem nada á ver com o que você devia estar fazendo?
Pensamentos do tipo: “como isso é verde? Por que a clorofila não é azul?” e então você pensa: “é, estou realmente ferrada nesta matéria”, por que, na verdade, você realmente está ferrada na matéria e simplesmente não consegue prestar atenção, mesmo querendo.
Suspiro e balanço a cabeça, Annabeth que me explicasse do que se tratava depois.
– Psiu – chamou o professor – Venham aqui.
Seguimos ele, que foi andando em uma pequena e disfarçada trilha por um tempo, se afastando do grupo.
– Me batam – diz ele, parando bruscamente e se virando.
– O que?! – exclama Annabeth, olhando para o professor de ciências abismada.
– Andem garotos e garotas, me batam – diz ele – Eu trabalho com seu pai, Annabeth.
– Meu pai está morto – responde ela, imbatível.
– Não, não está. Sei que você tem motivos para acreditar que ele esteja, e talvez tenha até algumas provas disso, mas eu te afirmo que ontem mesmo eu combinei com Frederick Chase como tiraríamos você daqui.
– Do que raios você está falando? – pergunta Amanda.
– Por favor, acreditem em mim – pede ele, com suavidade.
– Por que faríamos isso? – questiona Annabeth.
– Por que, querida, ele pediu para te entregar isso – então nosso professor estende para Annabeth um relógio de pulso dourado.
– Santo Deus... – ofega Annabeth.
– O que fazemos? – pergunta Gabriel.
Annabeth olha o professor e ele sustenta o olhar. Ficam assim por mais ou menos um minuto.
Irritada, estou prestes á declarar que parem de flertar e decidam algo, quando Annabeth sentencia:
– Vamos – diz ela.
– Ótimo – continua o professor, se empolgando – Um caminhão estará esperando por vocês no norte daqui – diz ele, apontando para o norte – Vocês andarão até sair da mata e já irão ver o caminhão. Entrem nele e pronto.
– Hm... – diz Nico, pensativo.
– Agora vocês irão me bater – diz o professor – E correr para o norte. Vou contar dois minutos e gritarei por ajuda. Direi que vocês me bateram e que correram para o sul, ok?
– Certo – digo, dando de ombros e levanto o punho.
Ai, meu sonho sempre foi bater em um professor, que emoção.
Fecho os dedos e acerto um soco no queixo do professor. Ele sorri, passando a mão pelo local atingido.
– Muito bom, garota – diz ele.
A próxima é Amanda, que chuta a canela dele e acerta-lhe um soco no olho.
Nosso professor de ciências caí no chão.
– Agora corram – diz ele, meio que gemendo de dor, meio que com um quê de satisfação na voz.
E então corremos. Viramos para o norte, Annabeth na frente do grupo, eu e Amanda logo atrás.
Nem viro para ver se o resto está nos seguindo, só torço para que estejam. No momento, só estou preocupada em não tropeçar em um galho.
Não dá muito certo, e quase caio, mas Amanda me segura ao meu lado, me puxando pelo braço.
Sorrio um pouco em agradecimento e continuamos á correr.
Ouvimos um baque atrás de nós e nos viramos. Eu, Amanda e Annabeth paramos de correr e nos viramos, tendo uma crise de riso no mesmo minuto.
Percy estava caído no chão.
Por que isso é tão engraçado? Oras, simplesmente por que o idiota estava tão concentrado em seus pés que não percebeu a árvore que estava na cara dele e bateu nela.
Sim, você entendeu certo. Ele bateu de cara na árvore e caiu.
Reclamou e nos xingou, como se nós tivéssemos culpa da idiotice dele, af.
Luke estendeu a mão para ele, que aceitou e levantou, batendo na calça para tirar algumas folhas que grudaram.
Bufou e vi ele passar a mão pelos cabelos antes que Amanda me puxasse com ela, pegando meu braço.
Viro para frente antes de fazer o mesmo que o babaca do Percy, porém de costas.
Corremos para o norte até sairmos do mato. Olhamos em volta e nada do caminhão.
– Será que o professor estava nos enganando? – pergunta Luke, olhando em volta.
– Será que era um teste e nós falhamos? – diz Nico, procurando o caminhão também.
– Não pode ser – diz Annabeth, cheia de confiança – Isso aqui... – começa ela, erguendo o relógio dourado.
– É só um relógio, Annabeth – diz Gabriel com uma voz tranquilizadora – Não significa nada.
– Detesto ter que concordar com ele, Annie – digo sincera.
– Anna, o Biel tem razão – diz Amanda – É só um relógio.
– Mas... – tenta argumenta Annabeth – Tem... tem FC aqui gente! O que mais seria, senão Frederick Chase?
– Annabeth, existem muitos outros nomes com iniciais FC – responde Nico.
– Eu tenho certeza! – esbraveja ela exasperada, abrindo os braços e fazendo gestos exagerados ao redor de si – Podem confiar em mim uma única vez?!
– Sempre confio em você, sabidinha – responde Percy.
– Totalmente, Annabeth – diz Liz.
– Confiaria minha vida á você, Annabeth – responde Nico.
– Confio cem por cento em você, loirinha – continua Luke.
– Não preciso nem responder – diz Gabriel, piscando para ela.
– Irmã – sorri Amanda, e Annabeth estende as mãos para ela e aperta-as entre as suas.
– Lia? – pergunta ela, me olhando, então percebo que fui a única que não respondi.
– Daria a vida por ti, amor, sabe disso – digo por fim, sem saber o que dizer.
Ouvimos uma buzina e vejo um caminhão chegando.
Um motorista é um moreno sorridente que tem os olhos castanhos.
– Desculpem a demora crianças, o trânsito estava de matar – diz – Agora, entrem na traseira do caminhão.
Andamos até a porta do caminhão e ela abriu, mas quem nos esperava ai me deixou sem reação.
Aliás, deixou todos totalmente seu reação e Annabeth sem fôlego.
Parado ali, sorrindo um pouco e estendendo a mão para nós estava nada mais nada menos que Frederick Chase.
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