Prison of Love

30 O que eu quero?


Notas iniciais
GENTEE TO APAIXONADA POR VOCÊS *--* Seus lindos, quantos comentários no capítulo anterior *--* Apaixonei *--* Leiam, leiam, leiam!!! Boa Leitura, huehuehue

POV Percy

Adentro pela “floresta”, avançando entre as árvores e ignorando os galhos que me arranham.

Finalmente chego no “laguinho” e sento-me, tirando os tênis e as meias.

Mergulho meus pés, sentindo-me relaxar.

Suspiro, balançando-os e sentido a água passar por eles, concentrando-me nisso para não pensar naquela conversa.

Suspiro mais uma vez, mais profundo desta vez.

Tiro minha camisa ao constatar que está calor e uso-a como “travesseiro” ao deitar-me com os pés na água.

“ – Você não entende filho! – exclama a mulher á minha frente, aquela que um dia chamei de mãe.

Ela estende a mão para tocar em mim e segura meu braço.

Afasto-me bruscamente, deixando a mão dela cair.

Arrependo-me disto ao olhar para ela, seus olhos tristes e cansados e uma expressão angustiada.

Mas meu arrependimento dura pouco, por é só olhar bem para ela para lembrar de quando ela me abandonou.

– Ah, agora você vem me ver?? Depois de tanto tempo mãe? Bom, se é que posso te chamar assim – esbravejo, vendo-a se encolher minimamente.

– Percy, para com isso – sussurra ela, em seus olhos formando-se uma pequena poça de água.

Não me importo. Ela não se importou comigo quando eu chorei para que ela não me deixasse, por que eu me importaria com ela chorando agora?

– Parar com o que, Sally? – pergunto ácido.

– De me tratar assim – diz ela – Percy eu amo...

– Não diga que me ama! – revolto-me, interrompendo-a.

– Percy eu amo você – sussurra ela, de todo jeito.

E, para mim, é impossível não lembrar dos momentos bons que passamos juntos.

Quando ela descobriu minha primeira namorada, quando eu dei meu primeiro beijo e ela gravou, quando ela fazia bolo azul para mim e como ela sempre brincava comigo, correndo pela casa. E tenho vontade de dizer “eu também te amo”, como nos velhos tempos.

Mas tão rápido quanto vieram as lembranças boas, vieram as ruins.

Ela descobrindo que estava grávida. Paul gritando que eu era má influência e ela concordando. Paul me batendo enquanto ela ficava calada.

E tão rápido quanto veio a vontade de dizer “eu te amo” veio a vontade de gritar “você é ridícula”.

Acontece que nós não estamos mais nos velhos tempos, por que a Sally que faria tudo por mim antigamente vendeu-me por que seu marido pediu.

Pediu não, mandou.

(...)

– Não Sally, você podia me amar, mas você não me ama.

– Percy...

– Use o passado do verbo amar comigo, Sally, pois o presente não funciona contigo.

– Percy!

Suspiro, passando á mão pelos cabelos. Já estou ficando cansado disso.

Não quero falar com ela. Não quero lembrar do quanto ela já me amou, assim como eu já a amei incondicionalmente.

Não quero lembrar que ainda seremos para sempre mãe e filho, mesmo depois de tudo de ruim que ela me fez.

Ela olha em volta, certificando-se de que não tem nenhum guarda em volta.

Depois, ela abre a bolsa com cuidado, retirando de lá um pacote.

– Toma – sussurra ela, colocando o pacote em minhas mãos.

– O que é isso? – pergunto, examinando o pacote, ainda que com raiva dela.

– Abra depois – pede ela.

Olho para ela.

Seus cabelos pretos com alguns fios grisalhos. As pequenas rugas em volta de seus olhos. Seus olhos angustiados, implorando para que eu entenda, para que eu a perdoe.

Eu quero. Eu quero perdoá-la. Quero abraça-la, sinto uma necessidade de dizer-lhe que tudo está bem, de que tudo vai ficar bem e que eu a amo.

Mas eu não posso. Não depois de tudo que eu passei.

Mas, quem sabe, um dia isso passe. Quem sabe um dia eu consiga perdoá-la. Quem sabe um dia...

– Amo você, filho – sussurra ela, lágrimas grossas molhando suas bochechas ao escorrerem de seus olhos.

Sinto um impulso de limpá-las, mas contenho-me.

Cansado disto tudo, a única coisa que eu quero é ir embora. Pensar.

– Eu até posso ser seu filho, Sally, mas você não é minha mãe – repito e ela desaba em lágrimas.

Depois de uns dois longos minutos, ela endireita os ombros. Enxuga as lágrimas.

– Adeus filho – diz ela – Por favor, tente entender que eu fiz o que fiz para te proteger.

Fico em silêncio.

– Eu amo você – sussurra ela simplesmente, antes de sair.

Ao vê-la sair, sussurro comigo mesmo.

– Também amo você, mãe.”

Assusto-me com o barulho de passos.

Sento-me lentamente, ainda meio desorientado depois de lembrar algumas partes da minha conversa com a minha... Com Sally.

Ainda não consigo chama-la de mãe, apesar de tudo.

Passo as mãos nas bochechas, limpando qualquer requisito de choro.

Arrasto-me até a árvore mais próxima, encostando-me nela e com os pés ainda mergulhados na água.

Vejo as folhas começarem a se mexer, indicando que seja lá quem for está chegando.

Fico um pouco tenso, não sabendo quem esperar.

A primeira coisa que vejo na pessoa que sai pelas árvores são cabelos loiros encaracolados.

Relaxo, já sabendo quem é.

Ela me olha, parecendo surpresa por eu estar justamente aqui.

Não falamos uma palavra e ela anda até o meu lado, sentando-se ao meu lado.

Tira as sapatilhas pretas, que eu aposto serem de Thalia e mergulha os pés na água comigo.

Ficamos em silêncio por um tempo, os dois sem saber o que falar.

– Oi Percy – diz ela, por fim.

– Oi Annabeth – respondo.

– Percy... Eu vou te fazer uma pergunta – começa ela – E dependendo da sua resposta eu vou saber se você confia em mim ou não, ok?

– Ok – respondo, olhando curioso para os olhos cinzas que me encaram intensamente.

Ficamos por um longo período só nos encarando. Cinza no verde, verde no cinza.

– Tudo bem? – pergunta ela, finalmente.

Paro. Eu estou bem? Com certeza não.

Eu confio na loira pra dizer isso? Ou devo dizer que sim, está tudo bem, como sempre fiz?

Olho novamente para ela, conectando nosso olhar.

Depois de refletir muito, finalmente respondo.

– Não.

Eu confio nela. Confio nela como nunca confiei em ninguém em toda a minha vida.

Ela se ajoelha, dobrando-se para frente e abraça-me.

Minha cabeça ficando entre a curva de seu pescoço e seu peito.

O cabelo loiro cai sobre seus ombros, batendo levemente em minhas bochechas.

Coloco as mãos no quadril dela, incerto do que quero.

Levanto-me um pouco e ela parece entender, abaixando-se junto.

Nossos lábios ficam á centímetros de distância.

Sinto a respiração pesada e quente dela no meu nariz, acho que devo estar igual.

Ela tem um incrível cheiro de morangos que faz com que eu queira cheirar ela pelo resto do dia.

O que eu quero?

Finalmente decido-me.

Eu quero ela.

Sim, eu gosto dela.

Gosto dela mais do que achei ser possível gostar de alguém, sinceramente.

Aproximo-me ao mesmo tempo que ela, acabando com a distância entre nós em um beijo maravilhosamente doce.

Notas finais
O que acharam? Meloso demais? É que eu to apaixonada por vocês mesmo *-* YEEY, FINALMENTE PERCABEETH!! Heuhe, nem eu tava aguentando mais ficar sem Percabeth u.u Gente, agora é sério, comenteem!!! Comentem tanto quanto comentaram no passado *-* Por favorzinhooo!!! Gente, minha mãe quer assistir um filme de terror. Só tem um problema. Eu to com medo!!! Sim, eu estou com medo. Sim, eu sou medrosa pra caralho. Alguém aí é efeito colateral? *-* Já assistiram o filme? *-* Eu assisti ontem, yeey!! Pra vocês terem noção, eu não chorei. Eu só quase transbordei o rio São Francisco pelos olhos '-' Heuehueh sério, é parecido com o livro, não tem algumas partes, claro, mas é bem legal... Heuhuhe Beijos, comentem!!! Se tiver bastante comentários (pelo menos a mesma quantidade do capítulo anterior ou mais) eu volto para postar amanhã ou domingo!! Se tiver alguma recomendação também, huehuehue Beijos, amo vocês *-*