Prison of Love

45 Let Her Go - Passenger


Notas iniciais
OI PESSOAS. COMO ESTÃO VOCÊS? ENFIM, LEIAM. BOA LEITURA, AMO VOCÊS

POV Percy

O desespero tomava conta do meu corpo.

– ANNABETH! – eu gritava com todo o ar que eu tinha em meus pulmões, implorando á Deus que ela me ouvisse, para que ela não morresse.

Então ouvimos um grito. Era um grito agudo, e mesmo nunca tendo ouvido Annabeth gritar, eu tinha certeza que era ela.

– NÃO! – desta vez reconheci a voz desesperada de Thalia gritando – ANNABETH!

– PORRA ANNABETH, VAMOS LÁ! – gritava Liz.

Senti meus olhos se encherem de água, e comecei a me jogar de ombro contra a porta igual Luke.

Nico tentava forçar a maçaneta, mas não tinha espaço para nós três ali.

Então um tiro. Gritos desesperados de Thalia e de Liz.

E eu soube que tinha chegado tarde demais. Tinha falhado com Annabeth, assim como falhei com minha mãe, assim como falhei com todo mundo que eu amo/amei.

Luke para de se jogar contra a porta. Nico para de forçar a maçaneta.

– O que diabos vocês estão fazendo seus babacas?! – exclamo, ainda jogando-me contra a porta – Vamos, temos que salvar a Annabeth!

– Percy – tenta argumentar Nico, mas eu me recuso.

Me recuso a aceitar que ela esteja morta. Ela não esta morta.

Ela não me abandonaria assim, não desse jeito, não agora. Ela não pode estar morta, eu não permito que ela esteja morta!

Puta que pariu, eu a amo.

Eu amo Annabeth de um jeito que eu nunca achei possível amar alguém, nem mesmo minha mãe. Eu amo essa garota, e não vou deixar ela ir para perceber isso.

Me recuso.

Continuo me jogando contra a porta com força, até que ela está quase cedendo.

Thalia e Liz passam pela porta, logo atrás surgem Gabriel, Amanda e Joshua.

Todos estão chorando.

– Por que você ainda esta fazendo isso? – diz Thalia, se aproximando.

– Não... – digo, continuando a me jogar contra a porta.

Ela está abrindo, eu vou chegar a tempo, eu vou salvar Annabeth.

– Percy para – diz Thalia, pegando minhas mãos.

Empurro ela sem me preocupar em ser delicado, Annabeth precisa de mim e eu irei salvar ela. Thalia arfa ao bater na parede, mas eu não me importo.

– Percy! – desta vez é Nico que vem, mas eu estou pronto e o empurro também.

Luke me pega de surpresa ao pegar minhas mãos, puxando-as para trás.

– Já chega Percy – diz ele, suspirando – Não chegamos a tempo.

Então Liz começa a chorar, agarrando os próprios cabelos e puxando. Amanda se agarra em Joshua, e ele a abraça fraternamente.

Gabriel fixa o olhar na parede, algumas lágrimas saindo de seus olhos.

Thalia abraça Nico com força, chorando. Seu braço está cortado, ela caiu no espelho quando eu a empurrei.

Então a realidade me atinge.

Annabeth não precisa de mim, ela não precisa da minha ajuda.

Ela nunca mais vai precisar da minha ajuda, nunca mais vai precisar de mim. E eu nem disse á ela que a amava.

Eu sou um covarde. Sou um verdadeiro filho da puta.

Como eu não fui ao mercado com minha namorada? Por que eu não disse que a amava? Por que eu não percebi algo estranho na demora?

Sinto como se todos os meus órgãos tivessem sido esmagados contra meu peito, meu coração latejando de dor. Minha visão embaça com as lágrimas, e eu ando até Thalia.

– Desculpe – sussurro, mas não sei a quem estou pedindo desculpas.

Estou pedindo desculpas por não salvar Annabeth? Estou pedindo desculpas por empurrar ela? Estou pedindo desculpas por ser quem sou? Ou talvez esteja pedindo desculpas a mim mesmo, por meu coração partido?

Sinto como se minhas pernas não conseguissem mais sustentar meu corpo, e deixo-me meio que “deslizar” para o chão, sentindo-me terrivelmente péssimo.

Eu não sei para quem peço desculpas, e nem Thalia parece saber, mas ainda sim me acalma.

– Tudo bem Percy – sussurra, e então se solta de Nico. Agacha-se ao meu lado, passando os dedos pelos meus cabelos.

Apoio a cabeça em seu ombro, chorando. Passo os dedos pelo seu braço machucado, tirando alguns cacos de vidro dele.

Agora sim, estou pedindo desculpas a ela.

– Meu Deus! Thalia, me desculpe... Perdão, eu não...

– Eu sei Percy, você não queria me machucar. Nunca quis, eu sei – diz ela suavemente, seus dedos correndo de um jeito tranquilizador pelo meu cabelo.

– Thalia – chama Nico, pegando um kit de primeiros socorros e limpando as próprias lágrimas.

A morena beija-me delicadamente a bochecha, e eu choro mais ainda. Ela levanta, sentando no sofá ao lado de Nico.

Ficamos em silêncio, parecendo até que estamos em “um minuto de silencio pela falecida Annabeth Chase”.

Pensar nisso dói. Levanto e balando a cabeça, enterrando meus dedos nos cabelos e me jogo de novo contra a parede.

Eu preciso ver ela, precisa garantir que ela não esta viva. Afinal, e se ela estiver?

Eu preciso dela, mesmo sabendo que seus lábios não estarão mais rosados, seu rosto estará branco e sem cor e sua pele antes quente estará fria, mas eu preciso disso.

– Percy – sussurra Liz, e puxa-me com ela. Não resisto, não adiantaria.

Sentamos todos no sofá em uma rodinha, cada qual com seus pensamentos e dores.

Mas todos chorando e compartilhando um luto. Na realidade, acho que estamos esperando que Frederick desça as escadas para que nós possamos surrá-lo, acabar com ele na porrada e descontar tudo o que estamos sentindo em relação á Annabeth.

Mas isso seria impossível. Nem se quebrássemos todos os ossos do corpo dele ele seria capaz de imaginar a dor que eu estou sentindo no momento, por que não há dor no mundo pior do que se perder a pessoa amada.

– SOCORRO! – um grito do andar de cima.

Todos levantamos a cabeça, todos pensando que deveria ser uma alucinação.

– SOCORRO! – de novo. Levantamos e corremos para a porta.

– ANNABETH! – grito histérico, tornando a me jogar contra a porta.

Nico me ajuda.

– ANNIE! – grita ele ao meu lado.

Não demoramos a arrombar a porta.

– ANNABETH! – grito novamente, sem saber por onde entrar nos corredores.

– AQUI! – gritos, e seguimos a voz.

Chegamos em um quarto, Annabeth está deitada. Um corpo está no chão, uma bala no peito. Frederick.

Tem uma mulher agachada na cama.

– SOCORRO! – grita ela segurando a mão de Annabeth e acariciando lhe o cabelo.

– Quem é você? – pergunto, empurrando-a e pegando a mão de Annabeth.

Está quente.

A mão dela esta quente. Ela esta viva... Meu Deus ela está viva!

Sinto algo se espalhar pelo meu corpo, um calor repentino.

Sinto sua mão pequena e delicada apertar a minha.

– Percy – meu nome escapa dos lábios dela como um sussurro doloroso.

– Estou aqui, tudo bem – sussurro de volta, beijando a testa dela – Vai ficar tudo bem. Eu amo você.

– Quem é você? – repete Thalia entrando no quarto e olhando a mulher.

Olho bem para ela.

Cabelos castanhos curtos e encaracolados, mas quando olho em seus olhos cinzas tenho certeza de quem é ela.

– Sou Atena Olympians – diz ela, nos olhando – Mãe da Annabeth, e precisamos leva-la para o hospital agora.

Notas finais
AÊW POARR, #TEAMATENA AQUI! U.U AEW, CHEGAMOS AOS 1000 COMENTÁRIOS *--* MDS, EU AMO MUITO VOCÊS! Mas quem ainda quiser comentar os capítulos que não comentou, eu aceito e respondo todos os comentários com amor e carinho ok? Shuashua Não, eu não matei a Annabeth. E SE TODO MUNDO QUE COMENTOU NO ÚLTIMO CAPÍTULO NÃO COMENTAR AQUI EU MATO ELA OK? AINDA POSSO MATAR ELA? SIM. Ruum, um monte de fantasminhas apareceram, quero ver todo mundo nesse capítulo também. A fic tá acabando galera, é definitivo ;-; Só temos mais cinco capítulos! Se mais alguém quiser, sei lá, recomendar e ganhar um capítulo, a hora é agora ;--; Amo muito vocês, até os comentários, beijos *u*