Prison of Love
14 Kiss - One Direction
Notas iniciais
POV Thalia
Estou roendo as unhas.
Ok, eu acho que estou nervosa e ansiosa por mim e pela Annabeth.
Essa loira desgraçada parece calma. Como ela consegue estar calma? Eu estou quase subindo as paredes e ela está normal. Isso que o email é para ela e não para mim.
Ela clica sobre o email e aparece que temos que por uma senha.
– Senha? Que senha? – pergunto, indignada
Annabeth dá de ombros.
– Olha para mim Lia – pede ela. Eu, de besta que sou, olho – Tenho cara de vidente, filha?
– Não mãe – respondo ironicamente.
Começo a andar nervosa pelo quarto. Annabeth alega que só ela e o pai dela sabiam desse negócio de “hora do lanche”.
Mas aí que vem minha dúvida. E se alguém descobriu e está fazendo uma brincadeira de mau gosto com ela? Com a Annie?
E se for isso mesmo, quem faria isso? E por que faria isso?
Annabeth então fica radiante. Parece ter tido uma ideia.
– Lia?
– Fala vaca.
– Eu e meu pai tínhamos uma senha, tipo um código.
– E qual é? – pergunto, me enchendo de esperanças.
– Não lembro – responde ela, abaixando a cabeça.
– Você. Não. Lembra. – digo lenta e pausadamente. Annabeth nega com a cabeça – Ok....
– Lia?
– Que é?
– Você tá bem?
– Sim, por que a pergunta vadia? – viram minha delicadeza? Minhas amizades? Apelidos carinhosos são comigo mesmo.
– Você tá ficando vermelha, Lia.
– QUER SABER? EU NÃO ESTOU BEM! Estou preocupada tá bom? Quem tá te mandando isso? Que porra de senha é essa? E ainda tem o Jason e....
– Lia, tá tudo bem – diz ela se aproximando de mim.
Annabeth passa o braço por cima dos meus ombros e eu me acomodo nela. Voltamos para cama e sentamos em frente ao computador.
– Já sei! – dia a loira sorrindo.
– O que? – pergunto, começando a sorrir também.
– A senha era trinta, 3 1, 7 5, 1 2 (N/A: Entendedores entenderam) – diz ela toda saltitante agora.
– Então digita, criatura! – digo. Não falei que apelidos carinhosos eram comigo mesmo?
Annabeth ainda eufórica pega o computador e digita.
Trinta, 3 1, 7 5, 1 2.
O email abre. Eu e ela nos abraçamos, só estamos faltando pular de alegria que nem aquelas patricinhas quando ganham um carro novo ou uma maquiagem.
É pessoal, essa é a nossa empolgação. Nos faz parecer retardadas. Bem, retardadas nós já somos, mas ficamos mais retardadas ainda.
O email abre totalmente.
De: Anônimo
Para: Annabeth Chase.
Assunto: / / / / / / / / / / / / /
Annabeth, tenha cuidado. Estão te observando.
Na verdade, nos observando. O espião está no reformatório. Ele é um garoto, não estou autorizado a falar nomes.
Cuidado, e lembre-se que eu te amo..... Filha.
Assim o email acaba.
Annabeth está pálida. Parece pior do que se tivesse levado uma bofetada.
– Annie? – chamo.
– Annabeth?
– Chase?
De novo nada.
– Criatura que eu amo?
Nada. Sacudo ela levemente, começando a ficar realmente preocupada.
Ela balança a cabeça fortemente, como se acordasse de algo.
– Meu Deus.....
– Annabeth?
– Sim?
– Sabe o que isso significa?
– Que estou sendo observada?
– Também. Mas o que mais?
– Sei lá.
– Pensa Annabeth!
– Não sei!
– Que seu pai pode estar vivo, criatura – sussurro. É a verdade, não é?
Agora sim ela parece mais chocada do que antes.
– Mas como, Lia? Eu vi..... Eu estava no enterro.....
– E se colocaram outro corpo no caixão? E se ele achou melhor que você não soubesse a verdade?
– Isso significaria que ele não me ama. E que eu virei uma assassina á toa – responde ela.
Será que se Frederick estiver mesmo vivo, Annabeth ficaria com raiva dele?
Olho a expressão irritada dela e logo sei a resposta.
E com muita raiva. Põe raiva nisso.
Suspiro. –
– Tudo bem Annabeth. Eu vou ir ver o Jason, quer vir comigo?
Ela nega levemente com a cabeça.
Não demoro a entender que ela quer ficar sozinha.
Na verdade, eu a entendo melhor do que ninguém. Ela merece um pouco de espaço. Privacidade.
Depois de tudo isso que aconteceu. Acho que se eu estivesse no lugar dela, já teria pirado. Annabeth é uma das pessoas mais fortes que eu já conheci, eu acho.
Ela é, na verdade, uma das melhores pessoas que eu já conheci. Mesmo em tão pouco tempo, ela já é minha melhor amiga.
Ela é legal, bonita, inteligente, forte, meiga..... Tantas outras coisas....
Enfim, saio do quarto pensando em quem está realmente mandando os e-mails.
Eu juro que se for um babaca qualquer que quer simplesmente magoar a minha amiga, eu acabo com a raça dele.
Procuro Jason por toda a parte e não o acho em lugar nenhum. Ouço um barulho em uma sala e vou até lá, olhando pela janelinha.
Jason está lá dentro com mais alguém.... Peraí, aquela ali não é aquela agente do FBI? A que trouxe ele para cá?
Bem, sendo ou não ela, o Jason a beija. Sim, ele beijou ela.
Meu Deus, ele antes era meu garotinho que achava isso tão nojento, hoje está ali, beijando aquela moço. ‘To emocionada!
Bem, depois de longos minutos que eles estão se beijando e eu aqui fora segurando vela e observando emocionada o meu menininho já crescido, o Jason se desgruda dela.
Ela vem andando para a porta e eu me escondo.
Jason saí e logo depois aquela agente lá também saí. Ela está sorrindo abobadamente.
Sorrio também e vou á procura do Jason.
Acho ele no pátio, conversando com os que eu suponho que sejam amigos dele.
– Jason?
– Ah, oi Lia. Esses são Leo, Hazel e Frank.
– Oi Leo, Hazel e Frank.
– Pessoal, essa é minha irmã Thalia
– Oi Thalia – respondem juntos.
– Posso roubar meu irmão um pouquinho?
– Á vontade – responde Leo.
Puxo Jason para longe de todos, e quando estou afastada o suficiente pergunto.
– Que beijo foi aquele, hein?
Jason congela.
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