Prision without Walls.
9 Liberdade Separada por três cores
– Cara… Ela não desiste? — falou Arya. — Andem seus trouxas!
– Levantem!
– Não dá — disse Ethan enrolado — isso amorteceu todos os meus músculos.
– O que? — Perguntou Selene.
Antes de a resposta chegar todos já haviam sido alvejados.
***
Halt levou as mãos até a cabeça gemendo de dor. Sua cabeça doía e os braços ainda estavam meio dormentes. Ele preparou-se para levantar, mas Selene o interrompeu.
– Não ouse se levantar — disse ela — olhe de baixo dos lençóis. Aqueles desgraçados levaram nossas roupas e agora estão fazendo exames em todos, um por um.
– Vou mata-los! Não, isso não teria graça! Cara, vou bater tanto na Rebecca que ninguém vai reconhecer ela quando ela sair da sessão de tortura! — falou Halt
– Então eu os mato! Eles vão ver só… — resmungou Ez. — Afinal, eu acho que estamos falando muito para pessoas peladas que tiveram suas roupas roubadas.
– Onde estão os outros? — Perguntou Halt.
– Já foram levados — disse Selene.
– Temos que sair daqui… antes conseguir roupas… Mas provavelmente nós não vamos sair! — falou Ez.
– Vamos cooperar… depois fugimos! — disse Sarah.
– Outra tentativa agora seria burrice, deixem eles acreditarem que vamos cooperar e quando menos esperaram acabamos com eles — Disse Halt.
– Foi isso que eu falei, Dã!
Uma mulher ruiva abriu a porta carregando uma pilha de roupões. A mulher era alta, vestia um jaleco branco, tinha olhos castanhos e tinha uma pele levemente bronzeada.
– Vistam isso, os quatro vão juntos — disse ela jogando um roupão para cada um.
– Grossa! — sussurrou Selene — Copia fajuta da Cassandra!
– Fechem os olhos — disse Sarah.
– Ei, espera! Moça! Não dá pra colocar os garotos em outro lugar? — falou Selene — Não quero que eles me vejam!
– Ninguém quer te ver — Disse Ez espiando entre os dedos.
– Ezra La Devou eu vou arrancar seus olhos! — Gritou a garota.
– Ez, se você olhar, eu juro que te dou uma surra! — falou Sarah olhando Ez ameaçadoramente. O garoto tampou os olhos e as garotas colocaram os roupões em seguida deram as costas para os garotos que colocaram os roupões também e saíram daquela sala.
Selene entrou em uma sala, Sarah foi para outra e os garotos também foram separados.
– Seu nome? — perguntou uma mulher de cabelos e olhos castanhos sentada em uma cadeira na frente de computadores.
– Selene!.
– Então Selene, entre atrás do biombo, tire o roupão, você passará por uma ressonância! Ah sou Andressa!
– Hun… Prazer… eu acho… — Selene foi para trás do biombo e tirou o roupão, deitou na maca.
– Não se mexa por favor!
Depois de um tempo o exame terminou e a mulher lhe deu o roupão novamente, mandou a morena se sentar em uma cadeira. Assim os exames seguiram, eram exames de sangue, visão, audição e alguns outros que Selene não sabia para que servia.
– Coloque essas roupas e encontre seus amigos no centro de treinamento — disse a mulher entregando uma pilha de roupas limpas.
– Certo… Espera…
– Apenas vista-se e siga as linhas amarelas no chão.
– Tá, sua vaca — disse Selene colocando as roupas intimas sediadas.
Selene recebeu uma blusa vermelha, uma calça de moletom preta que ficou muito larga e um par de tênis de corrida brancos.
– Eita... quem escolheu essas roupas tem um péssimo senso de moda…
Ao sair da sala ela se deparou com Halt vestindo roupas exatamente iguais.
– Oi Selene… Ahn bela roupa…
– Só que não, né? É horrível, pelo menos em você ficou bom!
– Hm… Obrigado.
– Que seja… Halt, onde estão os outros!?
– Como se eu soubesse!
– Halt temos que acha-los!
– Que seja… Esse lugar é enorme! E me mandaram ir pro treinamento…
– Eu também… Então vamos, talvez a gente ache os outros lá.
Ambos seguiram as linhas amarelas no chão em silencio. As linhas levaram até grandes portas de metal e vidro. Assim que Selene tocou a porta elas se abriram. Os outros sete estavam em fila.
– Muito bem, agora que todos chegaram — disse Gregor — vamos separar vocês em grupos de três. Grupo Azul venha até aqui.
Sarah e Cassandra se dirigiram até Gregor. Ez também vestia azul, mas ficou parado até Sarah gritar com ele. Selene riu, até lembrar-se que ele não via cores.
– Time amarelo — Arya, Mia e Jess se apressaram.
– E vocês três que sobraram são o time vermelho. — disse Rebecca. — Bem vocês treinaram separadamente, mas quando isso tudo acaba sendo uma competição, o time que acumular mais pontos será o primeiro a ter permissão para sair.
– Vocês terão instrutores para lutas, desenvolvimento e controle dos poderes, estratégia e resistência física — disse Gregor. — Agora comecem.
Como se tudo fosse ensaiado todos se dirigiram até um instrutor. Sarah e Selene decidiram ir para o controle e desenvolvimento de poderes. Halt foi para estratégia seguido por Mia. Arya, Jess e Ez se dirigiram para a academia e Ethan decidiu lutar.
– Escolha uma arma, a que mais te agradar e você se sentir confortável — disse o instrutor para Cassandra que já estava lá. Ele era alto, loiro, olhos pretos e traje de combate militar.
– Eu… não quero armas — disse ela.
– Eu quero aquele cajado ali — disse Ethan se metendo.
– Ok — disse o instrutor pegando dois cajados, entregando um deles para Ethan — Cassandra, quando você decidir qual dessas belezinhas aqui você quer me chame tudo bem? Ah meu nome é Louis!
Cassandra concordou um a cabeça.
O instrutor se colocou em frente a Ethan segurando um cajado semelhante ao dele.
– Bem Ethan, um cajado não é como uma espada ou uma lança — disse ele calmamente — não é uma arma cortante. A habilidade está muito mais presente. Quando se usa uma espada você pode ferir seu oponente com um simples toque, com uma lança você pode atravessar o corpo do inimigo facilmente!
– Eu sei, pare de falar e lute — disse Ethan com desdém.
– Hun… Você é muito afobado! Tenha calma!
– Eu estou calmo.
– Então tenha mais calma! A calma é essencial.
– Você fala demais! — falou Ethan correndo na direção do homem pronto para bater com o cajado na cabeça do mesmo, mas Louis se defendeu.
– Calma! Eu disse pra ter calma moleque! — Louis passou uma rasteira em Ethan que caiu no chão, logo depois batendo com seu cajado no estomago do garoto fazendo o mesmo arfar.
O ar esfriou, os olhos de Ethan ficaram totalmente brancos, ele começou a cantar em uma língua estranha, como se fosse africana. As luzes da sala piscaram fumaça saiam da boca de Ethan até ganhar forma. Forma humana, ou parecida com isso. A silhueta de um homem de cerca de dois metros empunhando um cajado e usando um saiote se formou na fumaça, como um guerreiro egípcio.
Então tudo se acalmou novamente, os olhos de Ethan voltaram a cor normal, a fumaça sumiu e o instrutor cai sem vida no chão.
– Que diabos foi isso? — Perguntou Rebecca assustada.
– Esse é o poder do senhor das trevas — disse Cassandra encarando o corpo do instrutor.
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