Prision without Walls.
6 Liberdade... SQN!
– Para onde vamos? — Perguntou Sarah.
– Tem uma festa no Pier — Disse Mia — Vamos lá, por favor!
– Tudo bem! — Gritou Arya acelerando.
– Ei… Mia, como você sabe disso? — perguntou Jess — EZ, VAI PRO LADO! NÃO INVADE MEU ESPAÇO!
– Eu não posso me fundir com o Moço aqui do lado, sabia? — Berrou Ez se retorcendo no banco.
– Ei quietos ai! E se meu carro tiver um arranhão ou uma sujeirinha no banco… Vocês vão pagar caro! MUITO CARO! — falou Arya.
– E onde você comprou esse carro? Na liquidação? — Perguntou Ez encarando a garota pelo retrovisor.
– Cale a boca! — Gritou Arya.
– Gente… Parem… — falou Cassandra se encolhendo — Deixem Arya dirigir! Senão vamos sofrer um acidente!
– Relaxa! — falou Mia.
– Querem ver o que eu sei fazer? — Perguntou Ez
– Sinceramente? — falou Sarah se virando — Não!
– Eu quero! — falou Cassandra alegremente
– Se segurem! Mia Segure minhas pernas pra eu não cair — Falou Ez ficando de pé.
– É bom seu tênis não manchar meu estofamento!
– Calada! — Ez berrou mais alto que o vento.
Ez estendeu as mãos sobre a cabeça, ele conseguiu destruir uma casa, pode fazer um carro rampar em um campo de força. Um brilho estranhamente esverdeado apareceu em frente ao carro.
– Ez que… Ahhhhhhhhhhhhhhh — disse Mia enquanto o carro voava em pleno ar.
– Isso foi demais! — gritou Sarah e Jess — De novo! Faz de novo!
– Espera! Vocês tem… Poderes? — perguntou Arya sem tirar os olhos da estrada.
– Somos perfeitos — Respondeu Ez sentando-se as gargalhadas.
– Sim acho que todos temos algumas habilidades né!? — falou Ethan dando um empurrão em Ez e o olhando com uma careta — Sai do meu espaço La Devou!
– Quem ai tem dinheiro!? Precisamos de roupas! — Selene falou.
– Pra que? Não vai adiantar! Aposto que amanhã de manhã a gente já vai estar no reformatório de novo! — falou Sarah.
– Você é tão fria. — Falou Halt.
– Oh não, ela é quente! — Ez falou baixinho.
– Cala boca idiota! Minha audição é muito boa! Então cale a boca! — Sarah falou — E só estou dizendo a verdade! Eles vão mandar o exército atrás da gente se precisar!
– Eu vou fugir, voltar para o Japão… — Disse Mia sonhadora.
– Chegamos — Falou Arya.
– Isso ai!- falou Sarah pulando pra fora do carro.
– Odeio parques e festas — murmurou Halt.
– É claro, seu infeliz — Respondeu Selene.
– Cassandra fique longe dessa gente toda! Se você se perder eu vou te deixar aqui! — Ez berrou correndo atrás de Cassandra que se meteu no meio da pista de dança.
– Me encontrem aqui à 00:00, ok? — Falou Arya indo em direção ao DJ.
– Ah…! Eu vou aproveitar! — falou Sarah sumindo entre as pessoas.
– Bom… Quer tomar alguma coisa? — perguntou Jess.
– Claro… Qualquer coisa pra não ficar aqui com cara de… Pastel… — falou Selene se lembrando da cena cômica com Sheng, fazendo ambas garotas rirem.
Sarah mal conseguia respirar em meio a todas aquelas pessoas, então decidiu ir para o parque onde as coisas pareciam estar mais tranquilas. Mal começou a andar pelo local e encontrou Ez e Cassandra.
– Sarah! — Cassandra disse sorridente — Você consegue ganhar um premio para mim?
– Ez não pode?
– Você tem que acertar as argolas na garrafas vermelhas e eu não vejo cores lembra? — Falou Ez jogando uma argola para Sarah.
– Na verdade, você nunca falou que não enxergava cores… Ou falou?
– Falei, mas acho que você não estava no quarto. Foi no acidente que eu destruí parte da minha casa.
– Isso explica! — Sarah jogou a argola, acertando a garrafa vermelha — Pronto! Estou indo!
– Sarah?
– Sim?
– A Cassandra sumiu — Falou Ez.
– Serio? A gente tirou o olho dela por meio minuto! Se é isso que eu fazia quando era criança… Peço desculpas ao meu irmão! Vou matar a ruivinha depois! Vamos! Temos que achar ela!
– Vou destruir cada átomo daquela…
– Não se pode destruir um átomo, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma — falou Sarah.
– Eu perdi uma criança que já esteve num hospício, quer que eu me lembre das aulas de química? — Disse Ez indignado.
– Na verdade eu detesto química! E… Você age como se a Cassandra fosse sua filha! — falou a garota soltando uma risada.
– É que diferente de você eu nasci e cresci com uma família, compreendo a garota — falou Ez sarcasticamente — Não sou como você que viveu a vida toda sozinha.
Sarah abaixou a cabeça e diminuiu a velocidade dos passos.
– Eu tive uma família… Meu irmão era minha família! E eu vou achar ele!
– Eu vou… Sarah? Você tá bem? — vendo que as unhas da garota estavam um pouco mais compridas...
– Estou… Estou ótima!
Eles continuaram andando, mas agora sem falar uma palavra. Cassandra tinha realmente desaparecido! Os dois andaram até uma parte mais afastada do parque onde não tinha quase ninguém.
– Puxa… Ela não está aqui também! — reclamou Ez. Deram meia volta e esbarraram em alguém, mais exatamente uma grupo de cinco pessoas nada amigáveis com aparência de vândalos.
– Saiam da frente! — disse Sarah empurrando um garoto com estilo Punk.
– Ora vejam só, achei um Chihuahua — disse o Garoto com um sorriso malicioso.
– Você me chamou do que? — falou Sarah de cabeça baixa.
– É surda morena? — falou segurando o braço dela e a puxando pra perto, aproximando os rostos.
– Sarah… Vamos logo! — falou puxando a garota e a afastando do outro garoto.
Sarah levantou a cabeça, as íris de seus olhos estavam estranhamente avermelhados, se misturando com o tom azul dos olhos da garota. Ela também tinha presas e garras, como um felino.
– Sarah? — perguntou Ez.
A garota não respondeu. Mas partiu correndo em direção aos garotos, chegando perto deles apoiou as mãos no chão e girou chutando uns dois ou três no rosto. Em seguida se levantou, ela realmente estava assustadora, seus olhos eram o que mais assustava.
Ela deu um soco em um garoto e deu uma rasteira em outro. Um dos garotos tentou dar um soco em Sarah, mas a garota desviou arranhando o menino com suas garras. Sarah, cortou o ar e acertou uma cotovelada entre os olhos do quarto rapaz.
– Sua... Sua aberração — murmurou o quinto garoto, muito perplexo para fazer algo além de sair correndo. Sarah soltou uma risada e cambaleou, sua franja cobriu os olhos e ela se virou para Ez.
– Seu poder é tããããão mais legal que o meu! — Ez vibrou. — Eu só posso me defender, não posso controlar meu campo de força para o ataque, mas você pode dar uma surra em qualquer um, Sarah isso é… Sarah?
Sarah se virou e ficou olhando suas garras, deu uma risada um tanto… psicopata e se colocou a correr, mas sua corrida foi interrompida por uma baixinha ruiva que lhe abraçou. A mais velha se assustou e empurrou Cassandra e rosnou pra mesma.
– Sarah… Garras… Presas… Você… — murmurou Cassandra.
– Cassandra! — Ez disse assustado.- Sai de perto dela, bem lentamente.
– Por quê? Ela não vai me machucar! Né Sarah?
– Cassandra! SAI. — Ez gritou, Sarah levantou a mão, pronta pra atacar Cassandra. Ez correu até elas e tampou os olhos de Sarah com uma das mãos e a outra iria agarrar o pescoço da garota, mas a morena conseguiu morder o braço de Ez. Ele deu alguns passos pra trás e caiu sentado, consequentemente trazendo a garota junto. — Cassandra! Sai daqui! Chama a Arya! Vai chamar alguém!
– C-certo! — a ruivinha saiu correndo, não havia muitas pessoas naquela parte do parque, então eles não chamaram atenção. Ez tirou a mão dos olhos de Sarah e a segurou, impedindo que ela se levantasse.
Ez encarou a garota que não parava de se debater em seus braços e percebeu as semelhanças com um gato.
– Gata, você mia? — Ez falou sério.
Sarah parou e o encarou, então explodiu em uma gargalhada estranhamente dolorosa.
– Você é um grande idiota, sabia? — Perguntou Sarah.
– Não era eu que estava fora de controle! E agora? Você voltou ao normal!?
– Não, ainda não… Eu fico com instintos! Não vou miar como um gato selvagem! — disse Sarah se virando e se aproximando do rosto do garoto, mais especificamente dos lábios dele. Deu um beijo em Ez. O garoto ficou surpreso e se afastou da garota logo em seguida se levantando.
– Então volte ao normal logo! E o que raios foi isso!? — falou Ez. A respiração de Sarah ficou mais calma.
– Sarah? Ez? Estão bem? — Perguntou Selene chegando junto com os outros.
–Tudo bem, já passou… eu acho — disse Sarah de cabeça baixa, seus olhos voltaram a ser azuis, as presas e as garras sumiram e ela voltou ao normal. — Eu fiz de novo...
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