Princesa de Cristal
1 Prólogo
Notas iniciais
As frases que estiverem com *, terão sua tradução devidamente postadas nas notas finais. Boa leitura
Ajeitei a coroa em minha cabeça. Todos me olhavam como se eu já fosse rainha. Eu tentava não ficar nervosa. Mas, estava impossível.
- Sua Alteza Real, Princesa Layla de Aurum.- Quando me anunciaram, comecei a descer as escadas. Meu sorriso estava se alargando, pois no fim da escada estavam meus pais, me olhando orgulhosamente. Comecei a encará-los, e tive a chance de ver seus sorrisos sumirem e seus olhos assumirem um olhar assustado. Minha mãe gritou. Virei a cabeça e vi um homem todo coberto, com um arco e flecha nas mãos.- Pauperum deservire honesteque vivunt!*- Ele gritou. Depois que ele falou isso, entraram vários encapuzados no salão de baile. Gritos foram ouvidos e as pessoas tentaram sair do salão. Os guardas começaram a atirar contra eles. Eles revidavam. Vi um deles atirarem contra minha mãe. Isso me fez ter um choque de realidade e comecei a correr. Subi as escadas na tentativa de ir para meus aposentos. Mas, alguém me segurou. Um dos rebeldes.- Aonde pensa que vai, vossa alteza?- Sua voz era grossa e me causavam arrepios.Ele me segurou pela cintura, me arrastando para o salão novamente. Comecei a me debater e dei-lhe uma cotovelada na costela. Ele me soltou rapidamente e eu comecei a correr. Acabei voltando para o salão. Haviam vários mortos, entre eles os próprios rebeldes. Meus pais não estavam no salão. Me desesperei comecei a olhar ao redor a procura deles. Um dos guardas, me viu parada no meio do salão e me puxou.- Vossa alteza! A senhora deve sair daqui. Apenas assenti sem condições de responder. Ele começou a me levar para fora do salão. Mas, algo o atingiu antes de conseguimos sair dali. O rebelde estava na ponta da escada, com o arco e flecha erguidos. Ao lado dele, surgiu outro.- Quid nunc agam? Occiderimus princeps?*- Um perguntou, em latim para o outro.O outro rebelde abaixou o arco e flecha e me encarou. Eu tentava sair do salão.- Illa erit auri pretium. Ad eam rex quid faciet. Hit caput eamus.* Depois que ele disse isso, o outro rebelde caminhou em minha direção. Ele tinha um vaso de porcelana nas mãos. Tentei correr, mas ele foi mais rápido. O vaso de porcelana se quebrou em minha cabeça e vi tudo rodar. A última coisa que senti foi os braços do rebelde me segurando.
Notas finais
- Pauperum deservire honesteque vivunt!- Os pobres merecem viver honestamente
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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