Princesa Emily 2
2 Meu irmão é um romântico!
Notas iniciais
– Certo, vamos fazer algo – Alex disse.
– E o que pretende, gênia? – Tyler cruzou os braços erguendo as sobrancelhas.
– Não sei... ainda.
– Ótima ideia.
– Porque não usa seu cérebro, se é que tem um, para pensar em algo também?
– Porque, minha cara irmã, eu tenho algo a fazer agora.
Alex ergueu as sobrancelhas.
– Como...?
– Escrever uma carta.
– Pra quem?
– Isabelle, é claro – ele sorriu.
– Olha veja só, meu irmão é romântico?
Tyler sorriu.
– Eu também te amo – ele sorriu, e por mais que tentasse, Alex não conseguiu esconder seu sorriso.
– Te amo, idiota – ela deu um soco fraco no ombro do irmão que piscou para ela se retirando.
A menina se agachou um pouco para olhar seus pais pelo vão entre os livros, mas eles não estavam mais ali. A menina franziu o cenho confusa até ouvir um pigarro.
– Vendo algo interessante?
Ela se virou lentamente vendo seu pai, apenas seu pai.
– Eu só...
– Imagino de onde você puxou essa curiosidade – ele ergueu a sobrancelha direita.
Ela sorriu fraco.
– Onde está a mamãe?
– Foi procurar seu tio.
Ela assentiu.
– Eles estão... brigados, não é?
Charlie puxou a filha para seus braços.
– É mais complicado que isso, Alex.
– Então o que acha de me explicar?
Eles se sentaram e Charlie segurou a mão direita da filha por cima da mesa, ela já tinha maturidade para entender a situação.
– Bom, você conhece a minha história com sua mãe.
– Na verdade sim, mas vocês nunca me contaram de fato, eu sei por cima como todo mundo.
Charlie sorriu.
– Porque não começa contando sua história com a mamãe e depois explica o que está acontecendo?
– Certo – Charlie concordou – então, eu era um guarda aqui do palácio, na época eu tinha 19 e sua mãe 18 – Alex assentiu – e como qualquer um deles, eu era apaixonado por sua mãe que sempre foi linda, mas não era apenas a beleza que me atraia nela, era o seu jeito bondoso com todos não importasse quem era. E um dia ela estava chorando no jardim, por um motivo que até hoje eu desconheço e eu fui tentar ajudá-la, era minha missão proteger a família real, e a partir daí começamos a conversar quase todos os dias, e um dia desses enquanto conversávamos a pressão de sua mãe baixou e ela desmaiou e eu a levei para a enfermaria... então tudo foi acontecendo aos poucos e quando me dei conta estava escalando até a janela do quarto dela para lhe fazer companhia – Alex riu – e pra ficar comigo ela renunciou o direito ao trono, e é ai que o problema começa – Charlie suspirou – seu tio Carter amou a ideia de se tornar Rei no começo, mas agora vê que isso não é tão divertido assim... e bem, ele culpa sua mãe por isso.
Alex olhou para a mesa, seu tio era tão bom e legal, não conseguia imaginá-lo bravo com a irmã por ter dado a coroa para ele, o que de certo modo era um privilégio.
– Eu não entendo...
– Acalme-se, tudo vai se resolver.
– Mesmo?
– Vamos torcer para que sim, querida.
. . .
Emily procurou, realmente procurou Carter, mas não o achou.
– Deve estar por ai com Rose – A Rainha tentou acalmar a filha.
– Ela está aqui?
– E quando não está?
Emily riu.
– É a noiva dele, esqueceu?
– Eles são muito chicletes – Emily riu.
– Ah, porque você acha que você e o Charlie não eram assim? Ou melhor, ainda são.
Emily sorriu novamente.
– É só estranho... – ela deu de ombros.
– É, eu sei – Anne sorriu.
– Mas poxa... eu procurei ele a tarde toda.
– Você o acha amanhã.
– Nem jantei com a minha família... eu sou um desastre.
– Não é nenhum desastre, vai para o quarto que eu peço para levarem algo para você comer.
– Pode deixar mãe, eu me viro – Emily suspirou – ainda tenho que dar boa noite para as crianças e colocar o Joey na cama.
_ Boa noite querida.
_ Boa noite, mãe.
Passou no quarto de Alex e de Tyler dando boa noite, depois foi botar seu pequeno na cama.
Mal entrou no quarto de Joey quando viu Charlie sentado na beirada da cama do filho acariciando de leve os cabelos do pequeno que estava quase dormindo definitivamente.
– Desculpa – ela disse baixinho sentando ao lado de Charlie.
– Pelo que?
– Por não ter jantado com vocês e não ter te ajudado a colocá-lo na cama – ela olhou para o Joey.
Charlie sorriu dando um selinho em Emily.
– Deixe de ser tão preocupada.
– Mas eu...
– Shhh – ele lhe deu outro selinho – vamos.
Emily assentiu beijando a testa do filho o cobrindo certinho.
Emily sorriu ao entrar em seu quarto e ver sua comida em cima da mesinha.
– Vou tomar um banho, ok? – Charlie disse e Emily assentiu.
Depois que comeu suspirou ao ver que Charlie ainda estava no banho, então sem ligar entrou no banheiro. Charlie estava com a cabeça apoiada na almofadinha da banheira tranquilo de olhos fechados aproveitando a hidromassagem. Emily tirou a roupa devagarzinho e entrou na banheira com ele abraçando o peito de seu marido que sorriu.
– Da vontade de dormir aqui, desse jeito – ele murmurou.
– Com certeza – ela disse se espremendo nele.
– Conseguiu falar com Carter?
– Não, esse menino sumiu Charlie – ela disse manhosa.
Charlie sorriu beijando a testa dela.
– Eu estou tão estressada e preocupada – Emily suspirou.
– E eu estou na seca – ele disse cabisbaixo – parece que nós dois estamos estressados.
Emily riu.
– Nem faz tanto tempo assim – ela disse.
– Uma semana na seca – ele disse – isso é o cúmulo, só chegamos a esse número quando você deu aquele surto de TPM.
– Hey!
– O que? Você simplesmente me ignorou a semana inteira, nem deixava eu te beijar.
– Eu tava grávida do Tyler naquela época, por isso estava bipolar.
– Enfim.
– Mas dessa vez a culpa não é minha.
– Não mesmo, é do baixinho inconveniente – ele disse – primeiro era Tyler que não deixava eu nem encostar em você, agora é o Joey que não me deixa transar com você.
Emily riu.
– Nesse aspecto Alex é um Anjo, sempre dormiu sozinha, não me privava de encostar em você...
– Mas hoje nosso baixinho vai dormir com a Alex – ela disse.
_ Como?
_ Ela disse que se por acaso ele acordar, ela cuida dele.
_ Essa menina é um anjo _ Charlie sorriu.
– Então não seremos incomodados.
– Cama, agora – Charlie se levantou a pegando no colo saindo os dois da banheira.
A colocou no chão a enrolando na toalha secando seu lindo corpo, e Emily sorriu fazendo o mesmo distribuindo beijos no pescoço dele bem devagarzinho.
– Você está me excitando – ele sussurrou e ela riu.
– Desculpa, não é mesmo proposital – ela disse sarcástica colocando seu roupão saindo do banheiro.
– Ah meu deus – ele foi rápido atrás dela pressionando seu corpo na parede daquele enorme quarto – você realmente não é mais a garotinha inocente que tinha vergonha de transar de antes.
– É, estou mais velha – ela disse e Charlie sorriu.
– E agora você fica me provocando com essa carinha de safada, e sabe que eu sou louco pelo seu corpo e usa isso contra mim também...
– Como se você não amasse me provocar, guarda Martin – ela disse.
– Eu não te provoco.
– Ah não? Só fica dormindo de cueca, andando pelo quarto seminu, se espreguiçando mostrando esse corpinho ai... – ela passou a mão no peito dele.
– Mas eu não faço essas coisas com a intenção de te provocar, você sim.
– Então pare de ser sexy o tempo todo!
– Impossível, eu sou uma delícia – ele riu baixinho no ouvido dela abrindo o cordão do roupão dela abaixando os ombros – e você nem se fale.
Deixou o roupão dela cair por seu corpo admirando cada pedaço de pele revelado.
– Estou em desvantagem – ela desenrolou a toalha da cintura dele a deixando cair também.
– Linda – ele murmurou a pressionando com força na parede gelada.
Emily segurou a nuca dele com as duas mãos e o puxou contra seus lábios. A língua deles tinham um ritmo próprio, se entrelaçavam com calma e nessa hora Charlie já havia a pegado no colo ficando entre as pernas da menina.
Foi andando com ela até a cama enquanto ainda se beijavam e ao sentir a cama bater em seus joelhos se ajoelhou colocando a menina deitada na cama.
Acariciou o rosto dela com o nariz bem devagarzinho.
Era sempre assim, não importava o tempo, ou quantas vezes eles transassem, sempre seria feito com calma, devagarzinho e cheio de beijos. Eles tinham todo o tempo do mundo mesmo.
Levou um susto quando Emily girou o deixando por baixo, o olhou com os olhos repletos de desejo e desceu a cabeça beijando de seu pescoço até sua virilha. Beijou mais de uma vez a virilha do menino e segurou seu membro o masturbando. Charlie gemeu baixo e mordeu o lábio quando ela começou a lamber seu membro chupando de leve os testículos e a cabeçinha.
Quando ele estava chegando ao ápice Emily parou voltando a beijar sua boca.
Novamente as posições foram trocadas e foi a vez de Charlie fazê-la gemer lambendo sua intimidade com calma, e igual a Emily, ele não a deixou chegar ao ápice passando seus lábios para os seios dela os sugando, mordiscando e beijando.
– Charlie... por favor.
– Por favor o que, amor? – ele perguntou sorrindo de lado.
– Por favor, vai rápido...
Charlie sorriu de lado segurando seu membro se estimulando e sem avisar a penetrou devagar.
Ambos gemeram e Emily abraçou as costas dele enquanto entrava e saia devagar de dentro dela.
– Você continua tão apertadinha – ele gemeu.
– Ah Charlie – ela suspirou no ouvido dele que sorriu a penetrando com mais força.
Ela chegou ao ápice antes dele, mas ele logo a acompanhou se derramando dentro dela.
– É muito mais gostoso sem camisinha, meu deus – ele disse sorrindo bobo lambendo o seio dela.
– Obrigada anticoncepcional – Emily murmurou sorrindo e Charlie levantou a cabeça com um sorriso e a beijou.
– Mais relaxada agora? – ele perguntou sorrindo de lado.
– O que sexo não pode fazer com o humor, hein? – ela disse e Charlie gargalhou.
– Agora vai dormir, mamãe – ele a abraçou pousando a cabeçinha dela em seu peito.
– Boa noite, lindão.
– Boa noite, lindona – ele a beijou uma última vez antes de fecharem os olhos para dormirem abraçados como sempre faziam.
Depois de 16 anos, eles continuavam tão grudentos e apaixonados como na lua de mel.
. . .
Alex estava no salão sem fazer nada aparentemente, estava se sentindo bem entediada na verdade, mas quando seu tio Carter entrou ela sorriu.
– Oi tio! – ela o abraçou de surpresa.
– Oi Alex.
– Tudo bem? Tenho te visto pouco.
– Tudo bem, eu só ando ocupado com o trabalho e casamento.
– Ah – ela disse – minha festa é semana que vem, diga para Rose que ela está convidada.
– Ah, obrigada baixinha – ele bagunçou os cabelos da sobrinha.
– Mamãe estava te procurando ontem – ela disse, se fez de burra desentendida.
A expressão de Carter fechou um pouco.
– É, seu avô me contou – ele disse e ela assentiu.
– Então eu vou te deixar ir, tchau tio.
– Tchau linda.
Alex saiu do salão agora realmente decidida a fazer algo.
Subiu em passos apressados até o quarto de seu irmão batendo na porta.
– Tyler, é importante, por favor, abra – ela disse carinhosamente, bom, ao máximo que conseguia.
– Joey!
Ela franziu o cenho e abriu a porta.
Os olhos da menina se arregalaram e ela segurou o riso.
Tyler estava apenas com uma bermuda preta correndo atrás de Joey.
– Alex! Eu achei uma cartinha de amor do Tyler! – Joey gritou ainda correndo do irmão.
– Cala a boca Joey! – Tyler gritou.
– Pra mim! – Alex ergueu os braços. Joey amassou o papel e jogou para Alex que saiu correndo com o bilhete em mãos, e antes que Tyler colocasse uma camisa e a alcançasse ela entrou em seu quarto trancando a porta.
Abriu a carta e segundos depois ouviu batidas na porta.
– Alex! Isso é pessoal, me devolve essa carta!
– Aham! – ela coçou a garganta desamassando o papel – "Isabelle, sinto..."
Não me pergunte como, mas Tyler abriu a porta e deu um salto sinistro puxando o bilhete das mãos de irmã caindo com uma cambalhota perfeita no chão.
– PESSOAL! – ele gritou colocando o bilhete no bolso.
Tyler estava corado e respirava ofegante.
Alex foi até ele o abraçando, o que surpreendeu a Tyler que a envolveu com um braço.
– Depois dessa, não adianta bancar uma de rebelde sem causa pra mim – ela disse no ouvido dele – você é romanticamente fofo.
– Não – ele a soltou – não sou.
– É sim – ela sorriu toda romântica para ele, só para irritar mais.
Ele suspirou passando a mão no cabelo. Igualzinho a Charlie.
Ela apontou para a cama e Tyler se sentou, Alex se sentou ao lado.
– O que era urgente?
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