Mais uma vez ele estava ali. Ambos preocupados, olhando a tela que se projetara acima do aparelho.

- O bebê está bem, o sangramento não se explica, aparentemente seu corpo se curou, seja lá o que tenha sido. Mas a criança está ótima! – Shayen dissera, tendo os batimentos do bebê em formação em alto e bom som. – Por ser uma gravidez mais acima, suas costelas protegem o útero naturalmente. Já que corpos masculinos possuem a bacia mais estreita, o útero foi se projetando e expandindo-se mais acima. A criança está se desenvolvendo de maneira vertical, mas nada que impeça que a gravidez ocorra normalmente. Na verdade, sua musculatura natural até a protege mais do que no baixo ventre, que era o tradicional dos corpos antigos e femininos dos phisianos. Por isso seu tronco parece levemente mais robusto, sem perder a linha da cintura masculina. Devo dizer que sua anatomia é extraordinária! – Julius sorrira com a explicação.

- Eu bem notei essa mudança... – Comentara ele.

- Que bom que está tudo bem... – Elôrem dissera por fim, mas sua voz soara cansada e um pouco melancólica, o que não passara despercebido por Julius. Ele segurara uma de suas mãos.

- Ei..! Aquela mulher já foi apreendida. O que ela fez vai completamente contra as regras deste povo. – Elôrem o mirara, Julius notara a profunda dor e tristeza que aqueles olhos carregavam. Ele entendera no momento em que seus olhares se cruzaram. Não dor somente pela agressão, era a dor da rejeição, do doar e não ter nem mesmo um sorriso em retorno. Ele baixara os olhos e uma única lágrima silenciosa contornara seu belo rosto. Ele pousara as mãos em seu abdômen e permanecera em silêncio. Julius respirara fundo e Shayen entendera.

- Vocês podem voltar para casa. Só descanse, Elôrem.

- Ok... – O mais jovem dissera, descendo da maca em seguida. Julius o ajudara e logo partiram.


O silêncio era ensurdecedor. Elôrem permanecera quieto. Não conversava e continuava deitado, sem dizer uma palavra. O mais velho lhe preparara refeições ao longo do dia, das quais ele comia em silêncio, com o olhar longínquo o suficiente para saber que não estava ali, no presente. Julius não o questionara. Respeitava seu tempo, seu momento e o que provavelmente ele estaria planejando fazer a seguir. O problema fora que esse mesmo silêncio se arrastara por dias, em que o mesmo permanecera deitado, somente levantando para se alimentar e se banhar. Dizia poucas palavras e Julius estava agoniado com isso.

“Não vai me contar o que está pensando?”

Ele lhe indagara em pensamentos, em uma noite. Elôrem sorrira, o mirando. Os diálogos telepáticos possuíam suas vantagens.

- Não estou pensando em nada... Na verdade eu só queria ir embora.

- Pra onde? – O mais jovem sorrira.

- Eu quero desistir desta existência. Quero voltar pra casa. – Julius entendera, e ele sentia toda sua dor, a tristeza que gritava em silêncio.

- Você veio por curiosidade, veio por que já era hora de tentar uma nova experiência. Porque desistir no meio do caminho? Já pensou que obstáculos fazem parte da existência física? Esse é só mais um que certamente você superará. Precisa confiar em si mesmo. Você é tão forte. Não faz ideia do quanto eu te admiro, eu falar não chega aos pés do que sinto. Não dá pra verbalizar em palavras. – Ambos estavam deitados de frente um pro outro. A luz das luas entrava pela janela. Ele esticara as mãos apanhando-as de seu parceiro, apertando-as contra seu peito.

- Eu não quero mais viver... Eu amo você, mas não quero mais estar aqui... – Dissera em lamento, a voz carregada de dor e uma tristeza inimagináveis. E então ele chorara, silenciosamente. – Eu desisto de tentar. – Julius sentira seu coração afundar. Ele puxara Elôrem para seu peito, abraçando-o fortemente, permitindo-o desabar. Mas não podia negar, sentira-se em pânico com esta declaração.

- E nossa filha? E eu? – Elôrem não respondera. Não sabia o que responder. Só conseguia enxergar sua dor e mais nada além disso.

- Estou cansado de fugir... Eu não tenho mais pra onde ir. Não tenho vontade de ser mais nada. Eu só quero dormir e desaparecer lentamente... – Julius sabia que nada que dissesse iria ajudar, ele estava afundado em sua própria dor e a única coisa que podia fazer agora era estar presente. Nada mais que isso. Sua presença e constância neste momento eram o mais importante.


***


Julius admirava Elôrem em sono tranquilo em uma certa manhã. Ele puxara os lençóis de leve, acariciando onde notava a saliência que estava um pouco maior que dias atrás. Seu peitoral masculino estava dando lugar a seios femininos sutis. Seu corpo se modificava aos poucos. Ele sorrira, beijando seu abdômen. Até que uma luz azulada surgira, emanando do corpo do mais jovem, ela se desprendera quase por completo, a não contar por um único fio de luz que a ligava ao corpo do rapaz. Lhe parecera uma versão de Elôrem formado unicamente por luz.

“Só permaneça. Ele se recuperará quando estiver pronto. Passamos por ciclos, em que alguns deles o silêncio é o mais necessário para se desenvolver e desabrochar um novo ser.”

Julius estava diante da energia primordial de Elôrem, a criadora, dona do núcleo da vida.

- Eu estarei aqui quando ele acordar. Sempre. – Ele respondera. A energia, tendo sua confirmação, dissipara-se, mesclando-se com o éter. Julius permanecera em silêncio, observando o nada.


Seus dias eram assim, silenciosos, repetidos, iguais... A alegria costumeira que enchia a casa de vida, não estava mais ali. Em seu lugar somente o silêncio e um corpo que perdera sua motivação. Julius sentia nos ossos sua dor. E ele sofria em vê-lo sofrer.

Naquela manhã ele se encontrara com Shayen no laboratório.

- Ele só dorme... se alimenta porque eu insisto.

- Está em tristeza profunda. Elôrem sempre foi sensível, amoroso, com uma profundidade gigantesca. O sonho dele era ser um resgatista. Mas ele não esperava ser tão mal aceito, invejado e odiado por ser quem é, por seu poder e personalidade genuína. – Shayen fora até Julius. – Ele só precisa de você ali, se não for pedir muito. Quando tiver que retornar a Tay, me diga, que cuidarei dele.

- Não se preocupe. Holp está segurando as pontas pra mim. Na realidade foi exatamente isso que a energia primordial dele me disse.

- Ela falou com você?

- Sim, enquanto ele dormia, se desacoplou de seu corpo e se comunicou comigo.

- Que interessante... – Shayen permanecera pensativo. – O problema de Elôrem é que ele quer ser aceito e reconhecido, mas ele desperta sentimentos distintos em quem cruza seu caminho, algumas pessoas não conseguem sustentar sua força e profundidade. A energia de Elôrem convida, sem que ele perceba, a um mergulho dentro de si mesmo, e nem todos estão preparados para isso, para encararem suas próprias sombras.

- Sim... Ele de fato é peculiar.

- E você também é, mas de uma maneira diferente. – Dissera, apertando levemente um de seus ombros. Shayen era tranquilo assim como Ranael. Crescera sendo amparado por eles. Eram sua família, queria ter conhecido Elôrem em sua infância também, se não houvesse tamanha diferença no tempo de encarne um do outro.


Julius permanecera com a conversa em sua mente. O tempo estava virando e uma tormenta se aproximava. Ele adentrara sorrateiramente à moradia, mas quando fora procurar pelo mais jovem, o mesmo não estava por ali.

- Elôrem? – Caminhara pela casa, mas sem sinal algum do rapaz. Julius sentira o desespero tomar conta de si. O mais jovem não estava em seu juízo perfeito e isso mudava tudo. Saíra em disparada pela vila de casas em completo desespero. Ele parara respirando fundo. Elôrem não deveria estar longe. Se concentrara lembrando-se de uma das técnicas de comunicação entre gêmeos de alma. Ele chamara sua energia primordial, projetando o cordão dourado que os ligava pelo coração, para fora de seu peito. O mesmo cordão viajara em milésimos de segundos e então ele pôde ver exatamente o que Elôrem estava vendo em tempo real. Água, um rio. Então se lembrara de haver um rio ali perto. Julius fora o mais rápido que podia.


Ele o avistara. Sem roupas, com metade do corpo dentro da água. A chuva começara devagar. Elôrem estava de olhos fechados, o rosto voltado para cima enquanto as gotas leves lhe caíam à face, em dado momento ele baixara os olhos, mirando as próprias mãos banhadas pelas águas, os cabelos longos e brancos, lhe conferiam ainda mais a impressão etérea, próprias de suas características. Era a visão mais hipnotizante que Julius já havia visto. Se pudesse, a retrataria como uma pintura.

Ele se aproximara sorrateiro, tratando de tirar as próprias roupas também, adentrando à água devagar. Elôrem dera por conta de sua presença e o olhara com um belo sorriso em seus lábios. Julius fora até ele, admirando uma vez mais a cena diante de si.

- Eu já disse que você é exuberante? – Elôrem gargalhara.

- Não sou... – Ele respondera divertido, puxando o mais alto pelas mãos, notavelmente maiores do que as suas. Os corpos se colaram e o mais velho pode sentir o quão quente estava sua pele. Elôrem apoiara o rosto sobre seu peitoral, respirando fundo enquanto ouvia o pulsar forte de seu coração. Aquela sensação era um alívio para si.

- Você se lembra da primeira vez que nos vimos? – Julius lhe indagara. O mais novo sorrira.

- Claro que sim!

- Não essa primeira vez, a outra. – Elôrem ficara pensativo. – Quando você era criança. Não se lembra?

- Não me lembro, quando foi isso? – Julius sorrira de canto.

- Você estava no laboratório, nos corredores. Ranael estava preparando uma sala pra um exame em mim quando eu te vi. Um garotinho de cócoras com as mãos na cabeça. Me chamou atenção seus cabelos brancos. Então eu fui até você, e perguntei se estava bem. Você sorriu e ficou feliz porque eu estava de azul, quando tudo que você via era branco. Depois eu entendi que você tinha recém acoplado e ainda estava um pouco confuso. – Elôrem arqueara as sobrancelhas em surpresa.

- Acho... que me lembro... – Começara ele, tendo flashs de memória invadindo sua mente. – Quer dizer, tenho uma vaga lembrança... Você era muito alto. Lembro de achar o rapaz de azul muito bonito, então era você! – Julius sorrira.

- Eu tinha vinte anos. Sua energia primordial despertou a minha naquele momento. Ela sempre me domina quando quer. Aliás, você tem esse poder sobre mim. – O mais jovem lhe dera um selinho.

- Me lembro mais perfeitamente da festa da colheita. – Comentara.

- Sim, naquela noite eu te reconheci no momento em que você chegou na festa. Eu já sabia quem você era, não mudou nada. Mas ali sua energia chegou primeiro que sua presença física. Foi a emoção mais genuína. Finalmente tínhamos nos encontrado pra valer. – Elôrem sorrira ao ouvir o outro lhe dizer, pousando os braços em seus ombros, ao redor de seu pescoço.

- Vou ser honesto, eu não sabia quem você era. Sabia da existência dos complementos, mas não imaginava que seria premiado com sua presença ali, naquele momento. – O mais velho lhe sorrira sem jeito, Elôrem conhecia todos os seus sorrisos. – Mas uma coisa eu sabia, que você não era qualquer um, não era comum à minha alma. Acho que foi ela que te reconheceu. Meu eu encarnado sentiu encantamento e magnetismo, sem saber porquê.

- Estou feliz de ter meu Elôrem de volta, aqui comigo, em meus braços. – Elôrem notara na urgência da fala, um grande alívio e o quanto a mesma era genuína. – Por um segundo achei que tinha te perdido. Sem você comigo, sou meramente uma alma fugaz, sem destino... – Ele apertara Elôrem contra si, em um abraço que carregava o peso da responsabilidade de amar alguém; em que se percebe que sua vida já não é mais só tua. Aspirara o cheiro costumeiro de frutas em seus cabelos. A melhor sensação do mundo era tê-lo ao alcance de suas mãos. Elôrem o abraçara de volta com carinho, sentindo que ali era o único lugar no mundo em que podia ser ele mesmo, o único que realmente era seu lar. – Agora me diga, o que veio fazer aqui? – Elôrem respirara fundo, apartando o abraço, afundando um pouco mais seu corpo na água morna do rio.

- Eu amo água. Senti que precisava estar neste local. Costumava ficar horas aqui na infância. Ninguém vem neste rio... É uma área privada do laboratório. – Julius o observava em silêncio, sorrindo, vendo-o se afastar e boiar o próprio corpo na superfície. A garoa continuava leve. Até que Julius jogara água nele de propósito.

- Ei! – Elôrem jogara de volta e os dois começaram uma guerra na água, cada um molhando mais o outro entre risadas e abraços calorosos.

Ambos retornaram a casa em silêncio, com Julius tendo um dos braços por cima dos ombros do menor durante todo o percurso. Ao chegarem, o mais velho o ajudara a tomar banho entre risos leves e uma conversa agradável. Mais tarde, Elôrem o ajudara na cozinha naquela noite e eles tiveram um momento bom de refeição um com o outro.


Os dias se passaram, e com isso os meses. O abdômen de Elôrem não era facilmente notado. Somente para quem olhasse bem e com atenção. Apesar de seu corpo ser mais delicado que um corpo masculino genuíno, sua estrutura era de fato, consideravelmente maior e mais forte que de uma phisiana. Ele fora chamado por diversas vezes ao laboratório onde crescera. Era frequentemente examinado ou permanecia em estado de observação. Fora considerado um marco da natureza cósmica, um enigma, um mistério. Shayen e Ranael por vezes tentavam minimizar os estudos em cima dele, mas estava sendo difícil, uma vez que ele despertava curiosidade e interesse de toda a equipe e de equipes de geneticistas de fora de Mirtop.

Num dia como outro qualquer ele acordara diferente e intuitivamente já sabia que havia chegado a hora. Naquela manhã, ele acordara cedo mirando Julius que dormia ao seu lado tranquilamente. Ele levantara-se, caminhando devagar. Alcançara um copo com água e como havia previsto, sentira algo quente descer por suas pernas, líquido transparente formara uma poça sob seus pés. Elôrem respirara fundo, pousando uma das mãos em seu abdômen. Fechara os olhos e podia sentir que algo ali havia mudado, o desconforto sob suas costelas aumentara significativamente. Mas indo na contra mão dos conselhos de Shayen ou Ranael, ele não queria que sua criança nascesse em um laboratório como ele ou Julius.

“Meu amor, acorde. Preciso que me ajude com algo.”

Em meio minuto Julius adentrara à cozinha, deparando-se com a poça de água no chão e Elôrem sentado de qualquer jeito na banqueta ao lado.

- Elôrem! – Ele se aproximara às pressas.

- Me leve até o rio.

- O quê?

- Preciso ir até lá.

- Quer ter nosso filho na água? – Ele meneara em positivo, esperando uma objeção, mas fora prontamente erguido no colo com facilidade por Julius, que de pijama e descalço, o levara até lá rapidamente, como se sua vida dependesse disso.


O rio estava tranquilo, quente e naturalmente belo. Às aguas ali eram límpidas, com uma nascente próxima. O céu estava limpo e a estrela Mirtop estava quase para nascer. Julius o levara até a beira, pousando seus pés na água.

- Aqui está bom? – Elôrem lhe sorrira, pousando uma das mãos em seu rosto. Fechara os olhos suavemente, para abri-los com o brilho branco azulado. Ele chamara sua energia primordial. Mas uma segunda energia mesclara-se fortemente à sua. Tão dourada e poderosa quanto de Julius. Elôrem adentrara às águas, tirando o manto branco que o cobria. Seu parceiro fora até ele, o apoiando. Ele estava em pânico e se surpreendera em ver o quanto Elôrem estava tranquilo. A energia primordial e a energia dourada o circundara, formando uma grande esfera de luz ao seu redor. Elôrem mirara o mais velho, até perder o solo e afundar completamente. Julius o segurara em seus braços mergulhando com ele, para pousar no fundo do rio. Em seguida, a visão que enchera seus olhos jamais poderia ser esquecida. Aos poucos, Elôrem encolhera seu corpo, em posição fetal, flutuando em meio às águas. Vagarosamente e de forma natural, ele adaptara-se, tendo suas cavidades abrindo-se aos poucos. Seu corpo dera leves solavancos, contrações que facilitavam a passagem do pequeno bebê, que sem complicações e muito rapidamente viera ao mundo. Julius acompanhara todo o processo, segurando a pequena criança em suas mãos, assim que ela deixara o corpo de Elôrem. Ele expelira de seu corpo a placenta que acompanhara a criança e o cordão que ainda os ligava fora cortado pela energia azul. Sangue se misturava às águas ao seu redor, e Elôrem continuara desacordado, tendo a energia primordial o circundando fortemente. Julius segurara o pequeno bebê com cuidado, indo até Elôrem que mais parecia um corpo em criogenia.

“Leve a criação com você!”

A energia primordial de Elôrem lhe falara.

“Não vou sem Elôrem.”

Julius rebatera.

“Ele retornará na hora certa. Agora vá!”

Ele sentira uma ondulação ameaçadora nas águas. Ela o estava expulsando dali. Julius saíra da água e o bebê em seu colo ao puxar o ar pela primeira vez, chorara fortemente, tendo seu choro ecoando por toda a parte. Ele embalara a criança no manto que trouxera, observando o rio. Não sairia dali sem Elôrem, mas o problema é que os minutos se arrastavam e ele não retornara. O desespero lhe batendo à porta. Julius não pensara mais, sua energia primordial tomara seu corpo, ele lançara um invólucro de luz dourada sobre o bebê, que flutuara no ar protegido pela cúpula de luz. E se lançara ao rio, procurando por Elôrem em completo desespero. Mas nada se via, ele nadara por longos metros rapidamente, até que uma forte luz azulada lhe cegara os olhos. Elôrem ainda estava em posição fetal, envolto por uma grande esfera de luz, submerso ao fundo das águas translúcidas. De alguma forma, Julius entendera o que acontecia ali. Ele não podia interferir; Elôrem estava em um processo de renascimento e permanecera assim por mais alguns minutos, antes de abrir os olhos brilhantes como dois faróis hipnotizantes. Julius se aproximara, esticando uma das mãos, tendo seu gêmeo fazendo o mesmo movimento; ambas as mãos de encontro uma com a outra. A luz dourada de Julius serpenteara por seu braço, envolvendo o de Elôrem, penetrando sua pele. Era uma transferência de energia. E Julius sabia; dar a luz a uma outra energia primordial provavelmente consumia muito de si. Ele podia escutar seu coração, que batia em compasso com o seu próprio. Aos poucos a luz forte deixara seus olhos, e Elôrem retornara ao seu estado normal. O mais velho o amparara em seus braços, saindo com ele das águas do rio.

Notas finais
Desculpem a demora em postar, estava na correria por aqui.. 🤭 Espero que tenham gostado! ❤️
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.