Primeiros Erros
22 Livro II: Capítulo sete
Notas iniciais
Primeiros erros.
Final.
‘’ Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim’’ — Francisco do Espírito Santo.
Bella.
—Dra. Cullen! Dra. Cullen, emergência. — Meu nome soou alto pelos altos falantes do corredor. Guardei meu celular no jaleco após digitar ‘’te encontro às 20h no Pier.’’
Corri pelos corredores passando por pessoas acostumadas, afinal aquela era a emergência do Hospital de Chicago.
—Bella!- Meu nome foi dito num misto de alívio e dor. Rosalie estava com um vestido longo preto, a barriga mais proeminente que tudo, Emmett ao seu lado, tentando ampará-la, parecia aflito.
—Já estão a caminho?- Perguntei sorrindo. Era esperado eles adiantarem um pouco, visto que eram gêmeos.
—Eles não serão prematuros? Ainda não está na hora, não é? Ela começou a sentir dores de madruga eu quis vir mas ela quis esperar!
Emmett estava a beira de um ataque.
—Respire, Emmett. É perfeitamente normal gêmeos adiantarem um pouco. Tenho certeza de que a obstetra informou isso a vocês.
Ele ajudou Rosalie a se sentar na cadeira de rodas que um enfermeiro havia trago.
—Ele parece nada bem. Devia se sentar, querido. — Rosalie disse com uma expressão de dor. Controlei minha vontade de rir.
—Maria. — Chamei a moça da recepção. — Vou acompanhar minha amiga até sua obstetra, quem me procurar… — Deixei no ar.
—Sim, doutora. — Ela assentiu entendo que eu não queria ser procurada.
—Vamos para um quarto Rose, Emm você dá a entrada dela, assinando a papelada. — O indiquei o balcão. Ele me olhou perdido.
—Por aqui senhor. — Maria o pegou pelo braço com gentileza, o encaminhando para o balcão.
—Mas… — ele tentou protestar.
—Rose vai ficar bem, estou com ela. -Garanti. Empurrei a cadeira da minha amiga em direção aos elevadores.
—Emmett parece muito apavorado. — Comentei. Ela riu, depois gemeu.
—Acho que também estou, mas tenho que ser forte por ele.
—Homens. — Comentamos juntas.
—Vai ficar comigo? -Ela segurou minha mão forte e prendeu a respiração.
—Sim, querida. Estarei com você. -O elevador chegou e adentramos. Encontramos Tanya Danali dentro dele.
—Rosalie! A hora chegou? — Ela sorriu simpática.
—Sim! — Rosalie grunhiu. Troquei um olhar entendido com Tanya, estávamos acostumadas aquele cenário.
—Bom dia, Bella.
—Bom dia, Tanya.
—Por acaso o chocalho da Valentina está na sua casa? — Ela me perguntou.
—Sim, meu gato estava brincando com ele pela manhã, achei melhor comprar um novo para ela.
Tanya fez uma careta.
—Ela tem outros. O problema é que ela gosta desse.
—Levo para você hoje à noite?
—Por favor. — Chegamos ao andar do RH e ela saiu.
—Bom parto, Rosalie.
—Obrigado. -Rose respondeu apertando minha mão novamente.
—Três minutos entre uma contração e outra? Ou você está exagerando? — perguntei.
—Está doendo!
—Ok, querida. -Ela devia estar exagerando. Sua obstetra nos encontrou na saída do elevador, começou a fazer os procedimentos, outras três enfermeiras apareceram, um pediatra e o pai das crianças. Enquanto me preparava junto a Emmett para acompanhar o parto normal o dei algumas instruções.
—Por favor, não desmaie. Ela precisa mais de você que você dela nesse momento. — O alertei. Emmett estava pálido e de olhos arregalados, eu temia que ele desmaiasse a qualquer momento.
—Por que não pode ser uma tranquila cesariana? — Ela gemeu com as mãos na cabeça. Ficando na ponta dos pés apoiei as mãos em seu ombro.
—Ter filhos desse modo que ela escolheu é perfeitamente normal. Está tudo ok com ela e com os bebês, podemos fazer isso. Agora vá para o lado dela, e seja forte.
Ele respirou fundo e eu contive minha vontade de rir, talvez a obstetrícia fosse um ambiente mais animada para se trabalhar que a neurologia.
Eu estava ali apenas como telespectadora, Rosalie havia me pedido desde que voltei que estivesse ao lado dela nesse momento. Emmett tentava parecer forte do seu lado esquerdo, e eu a incentivava do seu lado direito.
—Chegou a hora, Rosalie. Vamos lá, ok? — a obstetra a sua frente falou.
Os bebês já estavam mesmo a caminho. Não foi preciso muito trabalho, logo o primeiro choro foi ouvido, e quando a doutora ergueu o bebê para que pudéssemos vê-lo, um baque forte foi ouvido.
Emmett havia desmaiado.
—Emmett! — Rosalie gritou.
Corri para o lado dele, felizmente ele não havia perdido os sentidos completamente, e sua cabeça não bateu com força no chão.
—Rosalie, não acabamos, se concentre aqui!
—Mas o Emmett…
—Ele está bem, querida. — Falei abrindo as pálpebras do citado. — Emmett?!
—É uma menina. — A doutora confirmou o que vi de relance. -Vamos, Rosalie, só mais um pouco!
—Não consigo! Estou cansada.
—Emmett, você precisa levantar! — Falei.
—Não seria melhor levá-lo para o repouso? — Uma enfermeira sugeriu. Se fosse um desconhecido eu até aceitaria a sugestão, mas era Emmett afinal, ele ficaria bem.
—Emmett levanta agora!
—É uma menina também!
Ele levantou num pulo com a informação que foi gritada pela médica.
—Rosalie! -Ele estava ao lado dela.
—Você está bem? — Ela perguntou exausta.
—Amor… isso não importa, eu estou ótimo!
Me foi passado uma das bebês. Era pequena e rechonchuda. os olhos estavam fechados, ela fazia pequenos movimentos com as mãozinhas.
—Aqui papai. — A médica passou a outra a Emmett. Ele pegou meio sem jeito, a bebê parecia muito pequena em suas mãos enormes.
Rosalie dividiu sua atenção para as crianças que inclinamos sobre ela, seus olhos banhados em lágrimas. Trocamos um olhar cúmplice, bem ali, minha prima estava realizando seu sonho.
—Oi Ana. — Ela sussurrou para a bebê em meus braços e beijou o topo da sua cabeça. — Oi Ammy. — Ela disse para a bebê que Emmett segurava.
Meu peige começou a apitar.
—Tenho que ir, querida. Vejo você no quarto. — Passei a bebê para uma das enfermeiras e me mandei dali.
…
Eram três e meia da tarde quando parei para comer na cantina. Meu sanduíche natural parecia ter gosto de nada, enquanto eu comia entretida com meu celular.
Nada de me encontrar no píer, eu pego você na sua casa. Sei que não vai estar lá às 20h. -Edward escreveu.
Ele me conhecia bem. Sorrindo respondi com uma carinha feliz e coração.
Mãe, você pode conversar com a Bree? Ela tá toda estranha e não me responde!
Respirei fundo lendo a mensagem de Enzo, que estava em turnê no Canadá. Bree estava em Nova York gravando um filme.
Sua muito recente carreira de atriz estava se iniciando após ela ser convidada a estrelar uma produção da Netflix após um diretor ficar fascinado por ela quando a viu com meu filho em uma apresentação dele.
Respirei fundo digitando minha resposta.
Filho, dê espaço para ela. Lembrem-se que ela está trabalhando e você também!
—Bella. — Riley se jogou na cadeira ao lado parecendo exausto.
Ele estava há um mês trabalhando na emergência.
—Chicago é uma zona, quero voltar para a África. Vamos? — Ele sorriu.
—Tenho outros planos, querido. — Sorri de volta.
—Vai encontrar o Cullen hoje? — Ele adivinhou.
—Sim. Vamos passear no Pier, de mãos dadas, como um lindo casal adolescente.
—Como é possível ser namorada do seu ex marido?
—É uma experiência ótima! Sem cobranças desnecessárias, ele está na casa dele e eu não minha… espera essa última parte é horrível.
—Porque não moram juntos? -Ele deu uma mordida no seu sanduíche.
—Não conversamos sobre isso. -Confessei. -Mas sinto falta de tê-lo em casa.
—Fofo.-Riley revirou os olhos.
—Está de mau humor hoje? -Adivinhei.
—Só com fome. -Ele fez pouco caso.- Ouviu falar do novo médico?
—Peter. -Lembrei. Era o novo cirurgião. -Parece gente boa, vai ser bom tê-lo na equipe.
—Eu o vi sussurrando nas escadas com a Carmen.
—E…?
—Acho que eles têm algo. -Riley me olhou sugestivo.
Eu sabia a resposta. Carmen e Peter foram namorados no passado e Eleazar não sabia disso. Aparentemente eles estavam deixando pistas.
—Isso não é da nossa conta.- falei.
—Quem é você e o que fez com a minha amiga fofoqueira?
Ri me levando.
—Preciso ver meus pacientes. Fique longe das fofocas. -Baguncei seus cabelos ao passar por ele.
Eu era filha única, tinha minha prima Rosalie como irmã e agora tinha o Riley, que no começo confundiu um pouco as coisas, mas agora tudo parecia claro entre nós e uma espécie de irmandade havia nascido.
Quando o meu plantão terminou, às 20h em ponto, eu procurava não exceder meu tempo no hospital, fui até o quarto de Rosalie ver como ela e as bebês estavam.
Encontrei minha prima muito sorridente sentada na cama, com um robe vermelho por cima da camisola da mesma cor. Os cabelos estavam numa trança frouxa.
Na poltrona ao lado Emmett estava inclinada sobre os moisés onde suas filhas dormiam.
—Elas mamaram. — Rosalie me informou. — Aquilo doeu, Bella.
—Eu te disse que doeria. — Fiz uma careta.
—Vou me acostumar, quero muito amamentá-las.
—Será uma maratona com duas. — Avisei.
—Ansiei muito por isso.
—Eu sei. — Sussurrei logo que me aproximei e segurei sua mão.
—Parece cansada, Bella. — Emmett comentou.
—Plantão. — Falei com um bocejo. — Emm vai ficar com você?
—Claro que vou. Vanessa está com Esme — Ele sorriu orgulhoso.
—Imagino que ela esteja louca para conhecer as irmãs.
—Emmett já mandou fotos. — Rosalie me estendeu o celular onde já haviam inúmeras fotos das pequenas.
—Por favor, me mande. — Pedi lhe entregando o aparelho. Era bom que Vanessa estivesse com Esme, talvez ela falasse um pouco bem de mim e…
ignorei o pensamento. Mesmo após Edward ter me perdoado e termos reatado, a mãe dele parecia apenas me tolerar.
—Boa noite gente. — Dei um beijo na testa da minha prima, me aproximei do moisés do hospital onde estava as meninas. — Elas são realmente lindas.
—São a minha cara. — Emmett lembrou, Rosalie riu.
—Elas são a cara de qualquer bebê. — Caçoe.
Dirigi com calma para casa, horário de pico passado, as ruas de Chicago eram ótimas. Edward passaria no meu apartamento para me buscar para nossa noite romântica, eu poderia pedir para ele parar na casa de Tanya no caminho, só para deixar o chocalho.
Mas Valentina iria se pendurar no pai se o visse.
Eu poderia deixar o bendito brinquedo sem que Edward saísse do carro.
—Boa noite querido. — Cumprimentei Yuno. O gato veio para minhas pernas se esfregando e miando. — Como foi o seu dia? — perguntei o pegando no colo. Esfreguei meu rosto junto a sua cabeça peluda e ele ronronou.
Deixei minha mochila no chão, tirei meus sapatos, depositei o gato no sofá, e fui tirando a roupa pelo caminho até o banheiro.
Coloquei uma música animada no celular, o deixando em cima do vaso sanitário.
Meu apartamento naquele momento era o sonho de qualquer jovem solteiro, quarto sala, cozinha americana ampla, banheiro grande ( eu realmente tinha uma coisa com banheiros), tinha sido todo decorado de forma prática e despojada.
Eu morava sozinha, e Edward costumava a dormir comigo muita noites, já tinha muitas coisas dele, e até mesmo de sua filha no meu apartamento.
A pergunta de Riley voltava a minha cabeça: ‘’por que não moram juntos?’’
Os últimos três meses foram… corridos para se dizer o mínimo. Houve a morte da minha mãe, então todos os tramites que se seguiram; a mídia atras do meu filho, a midia atrás do meu pai, o pavor da empresária do meu filho ao descobrir que eu havia traído Edward, e ele havia tido um relacionamento que originou Valentina — a mulher estava apavorada com a possibilidade de que nossa história caísse na mídia — , minha mudança para um lugar só meu, minha volta para o hospital… minha reconciliação com Edward.
Ele estava ao meu lado todo o tempo, deixou que eu chorasse a perder de minha mãe, me ajudou a achar um apartamento bem localizado e com preço bom, me levou ao cinema, ao bar, ao shopping, me chamou para fazer parte da vida de sua filha, e quando eu vi que ele estava me apoiando ao invés de tomar as rédeas da situação por mim…
eu me entreguei.
E agora, pouco mais de um mês depois do começo do nosso namoro oficial —namorando meu ex- marido! — eu sentia falta de tê-lo ali.
Como seria? Voltar a chegar em casa, agora no meu pequeno duplex, e encontrar Edward?
Talvez meu apartamento não fosse muito prático para um bebê… não em tempo integral.Quando Valentina ficava com Edward, ela ficava na casa completamente segura e aprova de bebês de Esme e Carlisle. Eu tinha grandes janelas duplas sem proteção que davam para a rua, e eu morava no quinto andar!
Talvez o meu apartamento fosse perfeito apenas para mim, e se eu fosse convidar Edward para morar comigo, deveria ser perfeito para a filha dele também.
Filha dele…
Eu me sentia muito madura ao pensar em Valentina, tê-la nos braços, brincar com ela e me maravilhar com cada nova descoberta dela. Não havia ciúmes pelo fato dela ser fruto de uma relação de Edward depois de mim, muito pelo contrário, eu amava aquela pequena guerreira, que veio ao mundo para iluminar a vida de Tanya e fazer Edward pai mais uma vez, algo que ele amava.
Para Edward vir morar comigo provavelmente teríamos que nos mudar, e eu realmente não queria isso. Gostava de onde meu apartamento estava localizado, perto do hospital, perto da minha cafeteria favorita, gostava do seu tamanho, era fácil de limpar e manter limpo…
Talvez eu estivesse naquela idade em que não quero mais dividir o espaço com ninguém.
Mas então eu pensava em Edward, em como os fim de semana com ele eram bons, em como tomar banho e acordar com ele era bom.
Até gostava de brincar com sua filha em minha sala!
Saí do banho menos relaxada do que imaginei, se antes a ideia de chamar Edward para morar comigo parecia brilhante, agora parecia sem preparo algum.
—Sua mãe é louca Yuno. — Sussurrei para o gato deitado na cama. Tirei a toalha que tinha enrolado no corpo, a jogando por cima do gato, que miou como uma reclamação e se afastou mais para cima dos travesseiros.
Fitei meu corpo no espelho, decidindo qual lingerie usar. Algo casual e sexy? Eu queria provocar Edward, mas queria que ficasse algo meio inocente, como se dissesse ‘’uso isso todos os dias’’.
Escolhi um conjunto de calcinha e sutiã com rendas na cor azul. Calça jeans, botas, e uma regatinha colada que deixava meus seios mais proeminentes. Peguei o inseparável casaco, os ventos da noite não podiam ser ignorados.
Era nove e meia quando recebi a mensagem no celular ‘’estou aqui.’’.
Sorrindo, peguei minha bolsa pequena, conferi meu reflexo no espelho, e corri para a porta.
Meu coração estava acelerado, porque desisti de esperar pelo elevador preferindo descer as escadas. Edward estava encostado no seu carro, calça escura, blusa azul marinho combinando com a minha, sapatênis e um blazer preto. Os cabelos pareciam despenteados, levemente molhados. Seu sorriso se iluminou ao me ver.
Pulei os últimos degraus, e então estava no seus braços. Ele me ergueu, cheirando meu pescoço, senti meu corpo arrepiar com o contato do seu.
—Não acredito que toda essa produção seja para mim. — Ele disse assim que me pôs no chão.
—Não é. — Brinquei com as mãos apoiadas nos seus ombros. — É para Valentina.
Ele arregalou os olhos fingindo surpresa.
—Fiquei de passar na casa de Tanya para deixar o chocalho dela. — Expliquei. Edward riu retirando as mãos da minha cintura.
—Ela tem muitos brinquedos. — Abriu a porta do carro para mim.
—Tanya disse que esse é especial. -Dei de ombros entrando no veículo.
—Todos são especiais. Ele nem completou um ano e já tem todas vocês na mão dela. -Reclamou divertido.
—Você é o primeiro! — Dei um tapa de leve no ombro dele.
—Já está tarde, quero aproveitar a noite com você. Amanhã levamos esse brinquedo para Valentina. — Não pude discordar do seu plano.
—As meninas de Rosalie e Emmett nasceram! — Gritei a informação só me lembrando de dividi-la com ele naquele momento.
Edward riu.
—Sim, Emm me contou. Se eu esperasse você seria o último a saber. — Reclamou.
—Eu fiquei… com muita coisa na cabeça.
—Como o que? — Ele deu a partida rumo ao Píer.
Eu não sabia como abordar o assunto.
Respirei fundo.
—Exercícios de comunicação… apenas fale, Bella. — Ele lembrou.
—Tem sido muito bom… ter você de novo, assim.- Indiquei nós dois. -Sermos namorados.
—Eu também penso assim. — Segurou minha mão e a levou aos lábios.
—Eu queria… que você, talvez, se você quiser… sem pressão… passasse mais tempo comigo em casa. Talvez… não precisar voltar para a casa dos seus pais.
Edward ficou em silêncio absorvendo minhas palavras.
—Quer que eu vá morar com você? — Perguntou baixinho.
—Sim! Eu estive pensando nisso o dia todo… eu sinto sua falta em casa. — Falei mais baixo. Edward ficou em silêncio. Comecei a torcer os dedos nervosa com sua atitude, ele deve com toda certeza está pensando nas implicações lógicas disso.
—Então eu estava olhando meu apartamento, e percebi que não é o melhor lugar para você, quer dizer, não é o melhor lugar para Valentina, para qualquer bebê, não tem proteção na janelas…
Edward começou a rir. Notei que já estavamos no estacionamento do Pier.
—Bella, respire. — Ele tirou o cinto após estacionar. Respirei fundo, sua risada preenchendo o carro. Ele fez uma carinho no meu rosto.
—Fico feliz que tenha pensando nisso, sempre é… difícil voltar para a casa dos meus pais. Estive pensando em alugar um lugar.
Mordi o lábio, tentando permitir que ele falasse sem ser atropelado.
—Eu não quero me impor na sua casa, com a minha bagagem. — Ao dizer a última palavra ele gesticulou com a cabeça para o banco de trás, onde havia uma cadeirinha de bebê permanente ali.
—Amo a sua bagagem. — Sussurrei acariciando seu rosto. Ele se inclinou para me beijar de forma doce.
—Então…- ele disse assim que nos afastamos.
—Gosto do meu apartamento. Mas podemos escolher um mais seguro, eu… não quero abrir mão de acordar todas as manhãs ao seu lado.
—Eu também, meu amor. — Ele me beijou de novo, mais forte, a língua exigente querendo o domínio sobre minha boca.
—Por favor, eu estou com fome! -Reclamei com humor me afastando dele.
—Tudo bem, vamos comer! — Ele riu abrindo sua porta, tive um contratempo para tirar meu cinto, e ele abriu minha porta nesse meio tempo.
—Tão cavalheiro.- Elogiei.
—Sempre.- Ele sussurrou e me deu um beijo na testa.
De mãos dadas seguimos pelas barraquinhas de lanche procurando um cheiro que nos atraísse mais.
—Então é isso, vamos morar juntos. -Ele constatou.
—Pode ficar lá em casa hoje mesmo.
—Eu realmente não pensava em voltar para a minha. — Ele passou o braço a minha volta me puxando para mais perto.
Contei para ele como foi meu plantão, o nascimento das meninas, e confessei que me sentia insegura às vezes por não estar tão preparada para filha dele. Eu já amava Valentina, e não era difícil, nunca tive notícias de uma bebê tão dócil.
—Eu… sinto que não faço o bastante. — Confessei quando enfim nos decidimos por cachorro quente.
—Você tem sido incrível. — Ele disse bebericando sua coca. — Isso… a relação que temos agora, é uma situação um tanto inusitada. — Sorriu. — Nunca te imaginei assim.
—Assim como? — Quis saber.
—Tão… a vontade consigo mesma. Tão independente. A vontade com o fato de eu ter uma filha com outra mulher.
—Não vou negar que sinto um pouco de ciúmes. — Fiz uma careta. -Mas… nós cometemos erros, mas Valentina não é um deles. Ela é… o amor de Tanya. O presente mais linda que ela tanto sonhou. -Olhei em volta, as pessoas andando, comendo falando, e o homem lindo a minha frente. — Eu estou feliz, Edward. Com o que temos, com o que conquistamos juntos, com o que conseguimos construir nesses meses. Eu quero que… você vir morar comigo, voltarmos a viver juntos, seja algo a mais, algo para acrescentar de forma positiva. Não…
—Ei. — Ele segurou minha mão ao perceber que eu estava ficando nervosa. — Eu estou pronto para isso. Dividir a vida com você, e agora fazer isso de forma correta, sem pender para um lado ou outro, vamos caminhar juntos na mesma direção. Você realmente quer isso, Bella?
Abri um sorriso grande, sem me importar com a visão que ele devia estar tendo com pão de cachorro quente entre meus dentes.
Peguei o anel da latinha de refrigerante e puxei sua mão para o alto.
Ele riu entendo o que eu queria. Me pus de pé engolindo o resto do pão rapidamente.
—Bella…
—Edward Cullen. — Disse seu nome alto atraindo atenção de algumas pessoas. — Você aceita voltar a morar sob o mesmo teto que eu?
Pessoas riram e aplaudiram.
—É o que eu mais quero! — Respondeu deixando seu lanche de lado, se levantou e me pegou nos braços me beijando.
—Acho que respondi suas questões. — Ri no seu pescoço.
—Com toda certeza. E com muitas testemunhas. — Ele me pôs no chão, tirou o celular do bolso e estendeu para uma moça que estava na mesa ao lado do nosso cercada de seus amigos. -Tira uma foto nossa?
Pediu sorridente. Vi como a moça ficou deslumbrada com o poder do seus olhos sob ela e eu tive que me segurar para não rir.
—C-claro. -Ela sussurrou se levantando. Pegou o telefone da mão dele.
—Jully! Você está bem? — um de seus amigos debochou. Se levantou tomando a frente e pegou o telefone da mão de Edward. -Deixa que eu tiro a foto.
Se ofereceu.
Edward me pegou nos braços de novo, ri com os pés fora do chão. Ele encostou a testa na minha fechei os olhos, meu coração batia rápido. Ele me beijou de forma lenta.
—Acho que tirei umas trinta fotos.
Edward riu me pondo no chão.
—Muito obrigado. -Disse ao rapaz.
Analisei as fotos que ficaram muito bonitas. Depois de comermos, voltamos a caminhar pelo pier, passava das dez e o fluxo de pessoas caíra radicalmente.
—Quer ir para casa?
Ele questionou.
—Hum... ainda nada. Tem algo que eu quero tentar. — confidenciei aos sussurrou. Comecei a conduzi lo de volta ao carro, ele me acompanhou divertido. Quando chegamos, o coloquei no banco do passageiro, coloquei minha playlist do Maroon 5, lips on you.
Dirigi para uma parte mais deserta do estacionamento, onde o fluxo de pessoas seria mínimo ou nulo. Edward divertido o tempo todo, uma mão em minha coxa a apertando.
Quando parei o carro, ele sabia o que eu tinha em mente, e me puxou para um beijo voraz.
Não tínhamos posto o cinto, então com muita facilidade eu estava em seu colo, puxando sua blusa para fora do casaco.
—Isso é sério? Aqui? -Ele arfou.
—Podemos fazer de novo em casa. -Prometi.
Ele retirou minha blusa, eu já havia me livrado do casaco, tirou meu sutiã com habilidade, e finalmente meu seios estavam livre. Ele atacou o direito com a boca enquanto massageava o esquerdo com a mão direita.
—hum. — gemi sentindo sua língua brincar com meu mamilo, ora sugando, ora mordiscando. Esfreguei meu centro pulsando de encontro ao seu membro volumoso mesmo através do jeans, eu precisava de algum alívio. Ele gemeu com o contato.
Movi minhas mãos dos seus cabelos em direção ao cós da sua calça, desabotoando e finalmente ele estava livre em minhas mãos. Com uma mão fiz movimentos de vai e vem, e o senti ficar maior, passei meu polegar na cabeça, espalhando o líquido que brotava em sua pequena fenda.
—Bella… -Ele abandonou meu seio partindo para meu pescoço, mas não era isso que eu queria.
—Eu quero você aqui. -Guiei sua cabeça de volta ao meu seio, dessa vez o esquerdo. Continhei a masturbalo com uma mão, até que aquilo não era o bastante, Edward estava me levando a loucura com sua boca em meu seio, eu precisava dele dentro de mim.
Ele pareceu pensar o mesmo, após com certa dificuldade Abriu meu jeans, tive que sair do seu colo para retirá-lo completamente e voltar a montá-lo, dessa vez com ele dentro de mim.
—Hum…-Ambos gememos com o contato, ele pulsou dentro de mim.
—Me monta vai! Assim! Rebola gostoso. — Ele rugiu segurando meu quadril de cada lado, os dedos deixariam marcas, mas eu não estava me importando, eu só queria mais e mais dele.
—Edward… mais. — me impus contra ele com mais força, não duraria muito eu precisava de alívio.
Contrariando minha vontade, ele foi parando meu movimentos.
—Calma, amor, assim. -sussurrou no meu ouvido com o único propósito de me deixar louca.
Tentei aumentar o ritmo das investidas, eu estava tão perto!
—Edward! -Reclamei
—Você está muito afobada. -Ele falou com os lábios no meu pescoço, passando a língua de um lado a outro. — vem assim -ele me fez rebolar, gememos.
Seus sussurros quentes em meu ouvido, o ritmo que ele comandava, tudo nos levava à beira de um delicioso abismo. Ficamos arfantes e nem mesmo ele conseguiu manter aquele ritmo lento, logo estava me fazendo quicar em seu colo, buscando mais contato, mais atrito, sua boca sobre a minha abafando meus gemidos.
Então ele veio, se derramando dentro de mim, e eu me senti libertar com suspiro profundo. Seu nome saiu dos meus lábios. Pousei a cabeça em seu ombro cansada.
—Isso é o que eu chamo de uma preliminar. -Ele elogiou e deu um sonoro tapa em minha bunda.
Ri saindo de seu colo, coloquei minha calça jeans de volta e fiquei parada no banco do motorista olhando o estacionamento agora vazio. Será que alguém tinha nos visto?
Eu não me importava.
—Bella? — Edward me chamou, os dedos fazendo um carinho em minha bochecha.
—Você dirigi? -Pedi, eu não estava sentindo minhas pernas.
Edward riu, confirmou e saiu do seu lugar dando a volta no carro para assumir o volante.
Seguimos para o meu apartamento com muita risada e provocação, nossa noite estava apenas começando.
…
Foi pouco antes do aniversário de um ano de Valentina que ficamos sabendo que Enzo foi indicado como melhor canção no MTV MUSIC AWARDS, que aconteceria exatamente no dia do aniversário da pequena.
Alice muito prática disse que eu deveria ir com meu filho ( algo que eu com toda certeza faria) e Edward que se desculpasse com um dos filhos deles. Logo que nos deu a notícia, Enzo já sabia que era o dia do aniversário da irmã, estava sem jeito ao telefone e disse que entenderia caso Edward não fosse. Não, ele deixou claro para que o pai não fosse, me lembro das exatas palavras.
"É aniversário da Valente no dia, eu queria muito estar aí e abraçar ela, mas preciso ir é a primeira vez que sou indicado para alguma coisa. Abrace muito ela por mim pai!"
Em todo o tempo de conversa via vídeo chamada, nosso filho deixou claro que o pai estaria com a irmã.
Mas Edward estava dividido e com razão.
—É o primeiro ano dela. — ele me disse certa manhã, uma semana antes dos eventos.
—E o provável primeiro prêmio dele. Eu sei. -Contei sentada de frente para ele na mesa de café no nosso novo apartamento.
—Não sei o que fazer.
Eu sabia o que fazer para resolver o nosso problema, mas queria falar com Tanya primeiro. Só que meus plantões estavam sendo muito apertados e eu não encontrava com ela e não queria tratar aquilo por celular, ela poderia não ser completamente sincera comigo ao telefone.
—Estou perdido. — Edward constatou.
Mordi o lábio pensando se o contava ou não a ideia que tive. Por fim achei melhor ficar quieta e guardar aquilo mais um pouco.
—Vou pensar em algo! -Pulei do meu lugar com minha xícara de café em mãos, o beijei nos lábios.
—Amo ter você de calcinha pela casa. -Ele comemorou espalmando as mãos em minha nádegas.
—Seu pervertido. -O acusei me afastando para a pia.
—Não pode me culpar quando tenho você assim. -ele Se prostrou atrás de mim na pia, seu corpo todo colado no meu. Edward estava sem camisa e o contato e pele com pele me convida a voltarmos ao quarto, ou até mesmo me inclinados um pouco para .. mas eu não podia chegar atrasada no trabalho. Nem ele.
Vamos deixar para outra hora. -Me virei deixando o pouco de louça na pia. Passei os braços pelo seu pescoço ficando na ponta dos pés o puxei para um beijo tranquilo.
—Não podemos nos atrasar. -ele disse se afastando.
—Isso. -Concordei embora fosse difícil com ele tão perto de mim.
Troquei a água e coloquei mais um pouco de ração no pote de Yuno para que ele tivesse a sensação de que era nova e comece de uma vez. Nós despedimos de novo na saída de prédio, e cada um seguiu seu caminho.
—Bella, se eu posso vir ao hospital almoçar com você no meio da semana, você pode dar um jeito de me visitar no fim de semana. —Rosalie reclamou. Estamos no refeitório do hospital, ela com uma bebê nos braços, e a outro no bebê conforto dormia. — Vanessa, coma querida.
—Só quero batatinha.- A menina disse emburrada. Rose e eu trocamos um olhar. Estava sendo mais fácil do que o imaginado, ter duas recém-nascidas em casa e um menina de cinco anos, porém Vanessa tentava chamar atenção a todo o custo, e a comida era o seu alvo favorito.
—Querida, tem que comer tudo o que está no seu prato. Não está com fome? — Rose perguntou de forma doce e eu me admirei mais uma vez da minha amiga. Se fosse comigo, provavelmente teria ameaçado Vanessa de alguma forma.
—Sabe quantas crianças queriam ter um pratinho de comida, Vanessa? — perguntei a olhando séria. -Você deve comer, por elas.- Falei firme. -Uma menina tão bonita, irmã mais velha… tem que dar o exemplo para suas irmãzinhas! — Completei num tom mais brando e a fiz cócegas. Ela riu e voltar a comer menos emburrada. Rosalie mexeu os lábios num ‘’obrigado’’ mudo.
—Rosalie, admiro seu gesto ou tentativa de gesto, mas nós duas sabemos que você só está aqui porque é dia de consulta das gêmeas. -Voltei ao nosso assunto inicial.
—Mas eu podia ter consultado elas e ter ido direto para casa! Ao invés disso fiquei para almoçar com você!
Eu não podia contradizer sua lógica.
—Ok, obrigado por isso.
Olhei em volta buscando Tanya, era a primeira vez em dias que eu parava para o almoço não era possível Tanya não passar por ali naquela hora!
—Procurando Riley? -Rosalie tentou.
—Não… Tanya.
—Ah o aniversário de Valentina e o prêmio de Enzo! -Rosalie fez uma careta. -Nem posso imaginar o quão dividido Edward está!
—Nem me fala. -concordei. -Eu pensei numa solução só que não sei como Tanya vai reagir.
—Por que não compartilha comigo? -Ela arqueou a sobrancelha no modo fofoca.
—Quero convidá-la para vir conosco a Los Angeles. Ela e a mãe, o que acha?
—Não seria estranho? Elas iriam a premiação…
—Não, aí já seria polêmico demais. Faríamos um bolinho para Valentina lá, todos juntos. Pensei até em você e Emm virem com essa menina linda! — Apertei a bochecha de Vanessa.
—Ah eu adoraria! Mas as bebês ainda não podem viajar. -Fez uma careta.
—Mas eu posso ir? — Vanessa se meteu.
Dei de ombros para Rosalie.
—Por mim tudo bem, vai ser ótimo!
—Eba! -A pequena comemorou.
—Vamos falar com seu pai primeiro. — Rosalie a corrigiu.
—Ele vai deixar. — Prometi para a menina que voltou a comer mais empolgada.
—Sobre Tanya: o que acha? Ela vai topar?
—Não sei… mas pode perguntar a ela, que vem ai!
Senti o gelo na boca do estômago, meu plano parecia muito perfeito, até eu estar cara a cara para por ele em prática.
—Rosalie! Bella! Vanessa, você está tão mocinha! E olha essas bebês! -Tanya se fez presente sorridente como sempre. Olhar para ela as vezes era como olhar para o sol, brilhante e aconchegante.
—Estão crescendo rápido. -Rosalie disse.
—Ei Bella. -Me levantei para cumprimentar lá já que o que eu teria que pedir poderia ser… delicado.
—Estou precisando muito falar com você. — disse logo. Ela ficou séria, talvez já soubesse meus motivos. -Pode sentar conosco?
—C-claro! Só vou pegar meu almoço. -Ela saiu atarefada.
—Ah mulher deve achar que é algo muito sério. -Rosalie reclamou.
—Eu acho que é algo muito sério. -fiz couro.
—talvez Edward simplesmente devesse ficar. -Rosalie deu de ombros -Enzo já é grandinho e…
—Não vamos entrar nesses termos. -reclamei. Não iríamos dizer qual filho merecia mais atenção, não é?
Tanya se sentou com sua bandeja de comida.
—Como está seu sono? Esses primeiro meses são terríveis! -ela lembrou com Rosalie.
—Elas mamam muito, pelo menos é sempre no mesmo horário assim régulo melhor. — Rosalie explicou.
Resolvi tomar a frente antes que o assunto ficasse muito no ramo da maternidade e o que eu realmente precisava falar com Tanya ficasse para escanteio.
—Então Tanya… o aniversário de Valentina está a porta.- comentei.
—Sim! Um ano! Já se passou um ano que meu pequeno milagre nasceu. — seus olhos brilharam.
—Sim. E ela está cada dia mais linda. — comentei. — eu queria falar com você sobre a possibilidade de…
—Tudo bem se o Edward quiser ir para Los Angeles. Ela é muito pequena para saber o que se passa… podemos fazer um bolinho depois. — ela me interrompeu logo comendo e evitando me olhar.
Suspirei, muito a cara dela, querer se sacrificar pelos outros, ou melhor por Edward. Segurei sua mão para que me olhasse.
—Tanya eu pensei em vocês virem conosco. Você e sua mãe, e a Valentina. Ficamos na casa que Enzo comprou lá, passamos o fim de semana, fazemos uma festinha… ainda não falei com Edward, mas foi a solução que me passou para que ninguém saia perdendo. -terminei com um dar de ombros.
Rosalie estava cômica balançando a bebê que já dormia em seus braços e olhando de uma para outra.
—Não precisa me dar uma resposta agora, mas você estava disposta a abrir mão do direito que a sua filha tem que é passar esse momento especial com pai, pelo o que você achava ser o que Edward queira. Acho que vocês virem conosco seria uma opção muito melhor. -Tanya continuou quieta. -Somos família, Tanya. -Inclui.
—Ah eu queria muito ir! -Rosalie resmungou.
—Quando as bebês estiverem maior marcamos. -Pisquei para ela.
—Eu vou falar com minha mãe. -Tanya finalmente.
—Tanya…
—Nós não somos uma grande e feliz família, Bella. -Ela me cortou. Ouvi Rosalie engolir em seco.
—Tanya… — Eu não fazia ideia do que responder! Desde que tinha voltado, e voltado com Edward, Tanya se mostrava muito solícita, prestativa, amigável… nunca imaginaria que ela se sentisse assim.
—Sei que é importante para Edward e para Valentina estarem juntos, mas ela é só um bebê. Vou fazer uma pequena reunião na minha casa no dia, e quando vocês voltarem podemos fazer outra.
Ela disse tudo muito séria e de forma clara. Parecia que ‘’vou falar com minha mãe’’ tinha ficado para trás. Senti meu rosto esquentar.
—Não me leve a mal, Bella… sei que ama minha filha, e isso é muito bom para mim, saber que quando ela não está comigo você cuida muito bem dela. Mas… não seremos esse tipo de família.
—Você ainda gosta dele. — O sussurro de Rosalie poderia ter passado despercebido se a TV do refeitório estive apenas um pouquinho mais alta. Ou se alguém próximo a nós estivesse falando.
—Sim Rosalie. Eu amo ele. -Tanya revidou.
—Tanya… — eu não sabia bem o que dizer, só não queria um clima pesado entre nós.
—Não, Bella. Por favor. Eu vi… todo o período dele, tudo o que ele passou quando você o traiu. Toda a dor, todo o amadurecimento e amor próprio que ele construiu. E depois de tudo ele ainda escolhe você. — ela frisou. — Sempre você. Está tudo bem, meu amor por ele não me fere nenhum pouco e eu desejo toda a felicidade do mundo a vocês dois. Eu só não quero assistir de tão perto. -Ela se levantou deixado sua bandeja na mesa.
—Estou torcendo pelo Enzo, espero que ele realmente ganhe, ele merece. — Ela disse e afastou, nesse exato momento Ammy começou a chorar.
—Você poderia ter chorado a alguns instantes atrás lindinha. — Falei pegando a bebê nos braços.
—Desculpa, Bella. — Rosalie fez uma careta.
—Não, está tudo bem. Eu devia ter previsto…
—Não poderia prever.- Ela sacudiu a cabeça. — Tanya sempre te trata muito bem…
—Ela deixou a filha dela passar o fim de semana comigo!
—E com o pai. Deixou com o pai, e com a namorada do pai que é alguém que ela confia. Isso só… confirma que ela ainda o ame.
—O que eu posso fazer? — Perguntei inutilmente.
—Apenas respeitar o espaço dela. — Rosalie disse sabiamente.
Eu não soube como abordar o assunto com Edward nos dias que antecederam a premiação e o aniversário da menina. Eu o vi ficar mais e mais aflito sem poder fazer nada a respeito! Até que chegou o dia em que tínhamos que comprar a passagem e ele mesmo abordou o assunto.
—Vou ficar para o aniversário de Valentina. — Edward disse tarde da noite, quando eu estava deitada com a cabeça em seu peito. Aquilo me pegou de surpresa. Me endireitei para ver seus olhos.
—Tanya disse que eu deveria ir, que ela é muito pequena para se importar, mas eu me importo. — Ele esclareceu. Fiz um carinho no seu rosto.
—Eu entendo, meu amor. Tenho certeza que Enzo também vai entender. — Eu não tinha coragem de contar a minha fracassada tentativa que fazer Tanya se unir a nossa comitiva para a Califórnia.
—Ela é uma cobra que quer separar vocês! — Alice reclamou ao telefone quando a contei que apenas eu iria.
—Não seja dramática sobre isso, eu consigo entender os motivos dela para não ir e os de Edward para ficar.
—Ela quer separar Edward do filho de vocês! Enzo precisa muito de vocês agora, e vai precisar ainda mais nos próximos meses!
—Eu sei Alice. Sei dessa loucura de ser famoso, mas ele está lidando muito bem com tudo e afinal não é nenhuma criança. — A lembrei.
—Ah Bella, você não entende! Essa mulher vai roubar seu marido debaixo do seu nariz e você não fará nada sobre isso!
Ri do tom indignado de Alice, eu estava muito confiante no meu relacionamento no momento, e sabia que por mais que Tanya nutrisse sentimentos por Edward, ela não faria isso.
—Olha, eu sei que meu filho vai entender a ausência do pai. -Pontuei. — E talvez seja até melhor mesmo, não é?
—Não vejo nada de melhor, as marcas de cueca ficariam doidas com Edward por aqui! Você não sabe o tanto de proposta que tenho para Enzo estrelar uma campanha publicitária de roupas íntimas com o pai!
—Ok, agora eu quero que Edward fique longe de Hollywood. -Ri. — Tenho que ir Ali, vou preparar minhas malas.
—E o seu pai? Ele não vai aparecer aqui, não é? — Ela parecia hesitante.
—Acho que não, ele não disse nada…
—Nunca é bom um político associado a um artista, principalmente um em ascensão. A gravadora não quer as pessoas associando Enzo ao Charlie.
—Meu pai é um homem honesto que tem feito muito pela a cidade! — O defendi. TÍnhamos criado o hábito desde a minha volta de jantarmos juntos todo o domingo, na maioria das vezes na casa dos pais de Edward, e podia ser um tanto quanto superficial, mas eu me sentia mais próxima dele.
—Isso não importa, Bella. Apenas… não é bom essa ligação, ok? Política e celebridades… não andam juntas.
—Não se preocupe, não acho que Charlie queria ir a L.A. -Deixei claro.
— Ótimo! Estamos combinadas então! Ah,não se preocupe em trazer nada para usar no evento, tenho tudo fechado com a Chanel para você vestir.
—Gosto disso. — Brinquei.
Falei com Charlie dois dias antes do meu embarque para a Califórnia, e ele me recomendou muito que convencesse Enzo a passar por Chicago.
Sinto falta do garoto, mas não posso sair daqui agora. — ele disse parecendo atarefado em sua mesa no gabinete oficial.
Eu havia concordado, e o beijado no rosto como despedida.
Peguei o voo junto de Vanessa para L.A e me surpreendi ao desembarcar e encontrar uma corja de paparazos a minha espera.
—Você é a mãe do Enzo Cullen?
—Com quantos anos você deu a luz? Essa menina é sua filha?
—É muito jovem! Tem alguma plástica?
—É verdade que você e o pai do Enzo são divorciados?
Eu simplesmente congelei segurando firme a mão da menina pequena ao lado, e fiquei olhando para aqueles disparos de câmeras que nem um cachorro na frente de um forno.
—Não sejam abutres! Vem por aqui! — Um grupo de meninas me cercou empurrando os homens com câmeras para os lados, e eu as segui um tanto cega para a saída.
Alice disse que teria um carro a minha espera! Qual seria? Como eu saberia?
Tentei pegar o telefone, mas ele estava jogado dentro da minha mochila.
—Tudo bem senhora C, a gente sabe qual o carro que vai levar a senhora. — Uma das meninas disse, não podia ter mais que quinze anos.
—Isabella?! — Meu nome foi gritado e reconheci Jasper na frente de um Jeep preto. Ele estava com chapéu e óculos escuros.
—Jasper! — As meninas fizeram coro me esquecendo por um instante. Os paparazzo seguiam ao nosso encalço.
—Oi meninas, vocês conheceram a sogra de vocês!- Jasper disse e percebi que elas tinham cartazes com o nome do meu filho e o meu.
—Tira uma foto com a gente, por favor. — Elas me pediam.
—Meninas, a senhora C está cansada. — Jasper disse.
—Tira com a gente também!
—Jasper… eu não me importo de tirar uma foto. — Falei sem jeito tentando fugir dos flash. Jasper suspirou, mas sorriu.
—Tudo bem! apenas uma, com todos nós! — Ele avisou. Percebi que os homens que estavam em volta de Jasper eram seguranças, que mantiveram os paparazzi a uma distância segura. Nos organizamos de modo que todos saíssem nas fotos, eram cinco meninas ao todo, e um dos seguranças bateu a foto.
—Ficou ótima! Vocês são muito lindas, meninas, fui totalmente ofuscado.
Elas riram contentes.
—Senhora C, diz pro Enzo que eu amo ele! — Uma delas disse.
—Vou dizer. — Sorri.
—Da isso a ele por favor! — Elas me encheram de ursos e cartas. Quando finalmente sentei no banco traseiro do Jeep ao lado de Jasper e com Vanessa espremida entre nós, parecendo muito deslumbrada, respirei aliviada.
—O que foi isso? — O perguntei.
— Isso é Hollywood, baby. — Ele cantou. — Está muito bem, Bella. Faz anos. — Ele se inclinou para me abraçar meio sem jeito por cima da cabeça da menina e eu retribui.
—Sim, quem diria que eu viria aqui pelo meu filho estrela pop. — Brinquei. — Está tudo bem, querida? — Perguntei a Vanessa. Ela apenas assentiu.
—Realmente aquele quadrado do Edward não veio? — Ele raclamou.
—É aniversário da filha dele. — Contei.
—Poderíamos fazer uma festa enorme aqui, como unicórnios, princesas, essas coisas toda! diversão para todas as idades!
Jasper manteve uma conversa agradável comigo, e puxou assunto com Vanessa até que ela se soltou mais e conversou todo o caminho até a casa que meu filho havia comprado ali e eu ainda não havia conhecido.
—Enzo mora aqui? — Me espantei quando chegamos num grande portão com segurança.
—Ele mora aí dentro, tem muitas celebridades aí, Incluindo eu. — Jasper piscou.
Meu filho havia comprado uma casa, bom isso foi o que ele me disse, com seu próprio dinheiro. Eu imaginava algo confortável e grande, mas não… uma mansão junto de tantas celebridades. Enzo tinha um contator, o da família, mas eu tinha que admitir que não olhava seus saldos bancários e não fazia muita ideia do quanto ele ganhava e de como gastava, Edward estava mais por dentro, ou isso era o que acreditava.
O carro parou em frente a uma grande mansão branca.
—É show, não é? -Jasper me despertou já fora do veículo.
—É demais. Eu não fazia ideia…
—Senhora C! — Reconheci o grito de Bree antes de vê-la, os cabelos estavam longos e castanhos agora. Ela me abraçou. -Que bom que está aqui!
—É muito bom ver você também.- Murmurei.
—Está espantada com o tamanho da casa né? Eu falei para o Enzo que era demais, mas ele não me ouvir! Tudo porque essa casa tem sala de cinema, piscina aquecida, sala de jogos…
—Vocês são tão pervertidos! — Jasper riu.
—Não esse tipo de jogos! Ei Vanessa! Você cresceu uns dez centímetro!
Vanessa apenas sorriu, subitamente tímida.
—Ela não deve ter crescido tanto, você que é muito ana.- Jasper caçou. Bree fez uma careta para ele.
— Vem senhora C, o Enzo está na academia.Vanessa, você vai adorar a sala de jogos!
—Ela é uma criança, sua pevertida!
—Já disse que não é esse tipo de jogo!
Ai meu pai, tem uma academia lá dentro! Eu só conseguia pensar nisso.
—Bella, deixe essa criança passar um tempo aqui para Bree treinar. — Jasper disse, mas não prestei muito atenção, meio pasma com o tamanho da mansão.
Bree andou comigo pela casa, que contava com um número significativo de empregados, e pessoas agregadas como ela me indicou, amigos que basicamente moravam ali.
—São nossos amigos. — Ela me indicou.
Encontramos meu filho correndo numa esteira junto de um homem que supus ser seu personal trainer.
—Mãe! — Ele parou de correr imediatamente e veio até mim pingando de suor!
—Lorenzo! — Reclamei quando ele me tirou do chão, contudo estava muito feliz por vê-lo.
—Vocês demoraram, achei que o tio Jasper tivesse sequestrado você! — Ele reclamou.
—TInha umas fãs suas no aeroporto… — ele pareceu preocupado.
—Elas não foram más, não é?
—Não mesmo! Foram um amor, me salvaram dos paparazzi lá dentro… e mandaram cartas e presentes para você.
—Vanessa! Olha só para você que linda! -Ele tentou se aproximar dela que fugiu.
—Você tá sujo! — Disse rindo.
—Eu tô sujo?! Ahhh eu vou te encher de abraços! — Ele ameaçou correndo atrás dela.
—Senhora C, não precisava ter pegado essas coisas.- Bree disse olhando os cartazes e ursos que os seguranças traziam.
—Precisava sim! Essas meninas… amam meu filho. — Dei de ombros. -Dava para sentir todo o carinho delas por ele.
—Ah mãe! Estou tão feliz que esteja aqui! — Nosso objeto de fala voltou para perto de mim, e me pegou de novo nos braços.
—Não repare, ele fica elétrico após o treino. — O personal trainer contou.
—Quando você disse que havia comprado uma casa, eu não imaginava… este tipo de casa. — Gesticulei.
—O papai aprovou. Era o que eu precisava. — Ele justificou. Sacudi a cabeça não querendo entrar naquele assunto.
—E o que são todos esses amigos? Eles realmente moram aqui?
Enzo revirou os olhos.
—Não, mãe, é claro que não.
—Na verdade posso citar três que não tem dormido fora daqui tem um mês. — Jasper disse comendo algumas frutas que estavam por ali. Meu filho fez uma careta.
—Eu estava em turnê. -Explicou.
—E seus amigos ficaram morando aqui por esse tempo. — Adivinhei.
—Vou fazer uma limpa, ok?
—Ok. — Concordei, feliz demais por estar com meu filho para brigar, fosse qual fosse o motivo.
Todos os seus amigos pareciam ser bastante legais, mas muito… encostados. As meninas se diziam modelos, mas Jasper sussurrou no meu ouvido que nenhum tinha trabalho na área a meses, outros se diziam atores, e Jasper repetia que nenhum tinha papel.
—São amigos sanguessuga. — Jasper me confidenciou quando todos estavam muito entretidos com Vanessa, nada como uma criança para despertar o lado criança de jovens adultos.
—E como nos livramos deles? — Sussurrei de volta.
—Fácil, você leva seu filho para casa, ou ele viaja e deixa a dispensa vazia; sem comida, sem ratos.
Rimos de nossa piada interna.
Tarde da noite quando me retirei para o quarto que me tinha sido reservado, Bree veio comigo, dizendo que precisa muito conversar.
—Como foram as filmagens do filme da Netflix? — Perguntei.
—Cansativas, mas muito, muito divertido! Eu já me imagino… sei lá, dirigindo um filme! Estou completamente fascinada! — E o brilho dos seus olhos não a deixava mentir.
—E eu estou completamente cansada. — Me joguei na cama e ela se deitou ao meu lado.
—Senhora C… eu queria ter mais tempo para te dizer isso, mas sei que Enzo logo vai subir e querer contratar ele mesmo. -Ela tomou fôlego. — Eu estou te contando porque não quero que tenha nenhuma reação negativa na frente dele. Ele está passando por muita pressão para ganhar esse prêmio, que ele mesmo se impôs, e nem é um Gremmy! Então se a senhora tiver uma reação ruim, ele vai ruir…
—Bree, eu não estou entendo. -Me sentei na cama nervosa.
—Eu estou grávida. — Ela disse séria. — E estou apavorada com isso, nós não planejamos, mas aconteceu! E Enzo está muito feliz e empolgado com isso, e se a senhora tiver uma reação ruim ele não vai ficar nada bem…
—Grávida? — Repeti.
—Sim. — Ela suspirou.- Eu estou apavorada, mas… sei que vai ficar tudo bem. Eu vou ser uma mãe melhor do que a minha foi para mim.
—Ah Bree. — Puxei a menina para os meus braços.
—Por favor, não briga comigo na frente no Enzo. A culpa foi minha mesmo, eu devia estar tomando a pilula, mas com o ritmo de gravações eu me embolei…
—Xi… está tudo bem, querida. Não vou culpar ninguém. — A tranquilizei.
—Enzo está muito feliz. — Ela continuou. -Eu disse que deveríamos esperar para contar, mas ele quer te contar hoje.
—E você ficou com medo de como eu reagiria.
—Isso.
—Está tudo bem, querida. -Não estava tão bem assim, meu neto vindo aquele mundo, com aquela casa cheia de desabrigados aspirantes a celebridades. — Mas muita coisa vai ter que mudar.
—Eu sei. — Ela sussurrou
—Espere, Alice já sabe?
—Sim.
Agora eu entendia sua fala ao telefone, sobre Enzo precisar muito do pai.
—Veja se não são as duas mulheres da minha vida! Espera, não, falta Valentina. — Ele nos abraçou. — Por que está chorando, meu amor? — Ele perguntou a Bree com muito carinho.
Só serviu para que ela chorasse mais.
—São os hormônios. — Eu.
—Você já…
—Sim, ela acaba de me contar. Vocês são muito irresponsáveis, eu sou muito jovem para ser avó, e estou amando a ideia!
—Obrigado mãe. Sabia que ficaria do nosso lado.
—Sempre. — olhei firme segurando seu rosto.
—Valentina vai ser tia de uma criança que vai crescer com ela! — contei e rimos juntos.
Tapetes vermelhos eram uma loucura e eu agradeci muito a Bree por não me deixar sozinha momento algum. Eu usei um vestido tubinho azul, já ela foi com um branco mais folgado, já que era muito magra e a barriga já dava sinais. Para nossa alegria Enzo ganhou a categoria em que concorreu. Era madrugada quando voltamos para sua casa, e dei um gritinho alegre ao ver Edward parado no meio da sala.
—Você veio! — Comemorei.
—Pai! — Enzo comemorou, mas não parecia muito surpreso em ver o pai ali.
—Como… quando decidiu vir? — Perguntei.
—Eu liguei para Tanya, e pedi que viesse. Amanhã, melhor hoje é aniversário da minha irmã, e eu não queria perder o primeiro aninho dela. Pedi a tia Alice que organizasse uma festa pequena.
—Alice? Festa pequena? — Bree perguntou. — Oi senhor C. — Ela se aproximou para abraçar Edward.
Então ao pedido do Enzo, Tanya não negava? Hum… tínhamos um jogo que duas podíamos jogar.
—Por que está sorrindo como a gata que comeu o rato? — Edward sussurrou no meu ouvido me abraçando por trás.
—Apenas feliz por vocês todos estarem aqui. — Desconversei.
—Pena que tia Rose e tio Emm não puderam vir.
—As bebês não podem viajar ainda. -Bree lembrou. -Ei.- Ela chamou atenção de uma moça que descia as escadas. — A Vanessa está dormindo?
—Como um anjo. — A resposta foi até cantada.
—Eu sei que as bebês ainda não podem viajar. — Ele disse chamando atenção da namorada e trocaram um sorriso cúmplice, a mão de Enzo foi direto para seu ventre e a troca, não passou despercebida a Edward.
—Isso… -ele sussurrou.
—Sim vovô. — Brinquei.
Enzo percebeu e olhou o pai sorridente.
—Então pai… eu vou ser pai!
Bree parecia um pouco em pânico, como se temesse que a reação exagerada viesse de Edward.
—Isso é… uau. — Foi tudo o que meu homem disse. Parecia precisar se apoiar em mim.
—Respire, querido. — Brinquei.
—Pensei que ficaria feliz por mim. — Enzo entendeu mal a reação do pai.
—É muita coisa para absorver. -Ouvi Bree o dizer.
—Uma criança é muita responsabilidade…
—Eles vão aprender. E nós estaremos aqui para auxiliar. — Tomei a frente.
—Eu sei que tenho muito o que amadurecer, mas a partir de agora… é tudo por ele. — Enzo disse tocando o ventre de Bree.
Edward respirou fundo, tocou o ombro do filho com uma mão e o olhando disse;
—Sei que vai, filho. Sei que vai. — Então o puxou para um abraço. Fiquei como Bree, olhando os dois homens da minha vida se abraçarem, olhando a minha família, e a família que crescia derivada dela.
Essa família estava crescendo, e até mesmo Tanya que não queria reconhece, fazia parte dela.
Não era um final, longe disso. Era mais um começo, um recomeço, que teriam erros e acertos pelo caminho. E amor, cumplicidade e companheirismo e principalmente perdão, não iria faltar.
~~~FIM~~~
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