Notas iniciais
Gente, gente!! Primeiramente, muito obrigada pelo aumento dos favoritos e do número de leitores!! Estou mesmo muito feliz! Claro que estou sentindo falta dos comentários, mas podemos mudar isso, né?
Segundo, ganhei minha primeira recomendação nessa fic!!! Muuuito obrigada ishidaneji777 por essa recomendação linda e que me deu muita vontade de continuar essa fic! Então, para os que estavam esperando, que venha o Jerza!!! Espero que vocês gostem!!! Obrigada.

Erza não se cabia de tanta felicidade. Finalmente tinha conseguido uma conversa com Jellal, nada de muito profundo ou uma proposta de casamento inusitada, mas enfim. Eles eram colegas e estavam conversando, como pessoas que se conhecem, não há tanto tempo quanto se tem notícia, mas quem sabe poderiam recuperar o tempo perdido, não?

Sem falar que foi uma doce surpresa saber que ele também era uma formiga, então teria com quem conversar sobre os doces da empresa. Se bem que ele não gostava de morango! Isso deixou a deixou alarmada. “Quem em sã consciência não gosta de morango?” Erza pensava.

Ela pensava que o conhecesse, mas desde aquele episódio do beijo, as coisas não foram mais as mesmas entre eles. Provavelmente ela tinha feito algo errado e o espantou. Provavelmente tinha que ter abraçado e feito o que queria fazer com a língua! Sho só pediu aquilo porque ela se declarou apaixonada e deu tudo errado. Quem sabe teria uma nova oportunidade! Segundo Simon e Bacchus, ela sabia beijar bem.

Sabia que devia e muito a Cana, desde que ela chegou, sua vida havia se transformado. Não diria bem transformado, mas Erza estava mais feliz, ou ao menos mais satisfeita. Tinha colegas, poderia dividir suas angústias femininas para um ser humano e não para o seu morango de pelúcia e começou a sentir os prazeres de ter amigas, amigas desinteressadas, pelo menos isso.

Antes dessa semana, Erza achava que as pessoas não a suportavam, por seu jeito militar, mas a questão é que ela nunca se deixava aproximar, não buscava manter contato e nem prolongar uma conversa. Só gostava de conversar com os amigos antigos, como a Miliana, o Sho, que formavam o casal da turma. Ficou sabendo que o Erick viria morar na cidade e isso a deixou feliz, pelo menos mais um vínculo com o passado.

Ela estava se preparando para fazer uma caminhada e depois ajudar na mudança de Cana, a amiga realmente precisava de um lugar novo pra morar, e precisava admitir pra si mesma que ficou enciumada pelo fato de Lisanna morar com Cana e não ela, só que não se abalou. Colocou sua calça de suplex, seu top, sua camiseta da faculdade, seus tênis e colocou-se a caminhar.

O parque estava particularmente vazio naquele domingo e ela preferia assim, pelo menos não tinha que lidar com aquelas interações sociais desconexas e com aquela tentativa frustrada de conversar com quem provavelmente a queria nua. Como que as pessoas acham que as mulheres vão conversar com aquelas roupas justas sem se sentirem constrangidas? Os homens perderam totalmente o tato social, ficam fazendo aquelas piadas de mau gosto, sem falar nas cantadas fuleiras.

Talvez, sua queda por Jellal se desse ao fato dele não parecer um homem comum, mas de acordo com Cana, ele achava suas coxas titânicas. Vai ver era um eufemismo para coxas gordas! “Maldito! E eu achando que ele estava me elogiando.”

Chacoalhando as rubras melenas que estavam presas em um rabo de cavalo robusto, ela corria com um ritmo constante e não estava tão ofegante até chegar ao local do parque onde tinham as barras de alongamento. Lá estava ele, Jellal, sem camisa e com um corpo surpreendentemente malhado, fazendo a barra, os famosos push-ups.

Erza ficou tão nervosa que tropeçou nos próprios pés e caiu ao chão, de cara na terra. Rezou para que ele não tivesse visto aquela cena horrenda, mas ouviu a voz dele bem ao pé do ouvido, perguntando se ela estava bem.

“Ah, eu estou sim, até demais.” E ficou mais vermelha ainda. Claro, ainda tinha terra no rosto, mas tem como saber o que é rubor e o que é sujeira, não?

Jellal também estava envergonhado, claro, sua titânia em seus braços, com roupas reveladoras era mais do que o pobre homem podia suportar, só que ele tinha que manter a pose.

“Ah, você quer que eu te leve em casa? Nunca se sabe quando você pode cair de novo, né?” Jellal ofereceu esperançoso.

“Não quero te incomodar, sem falar que eu preciso ir pra outro lugar também.”

“Pra onde você tem que ir?”

“Pra um prédio perto da empresa, aquele azul, sabe?. A minha amiga está de mudança pra lá, eu vou ajudá-la a ajeitar as coisas.” Erza respondeu.

“Bom, então eu te dou uma carona pra lá! Não é bom uma dama andar sozinha a essa hora, né? Nunca se sabe o que pode acontecer, sem falar que é como eu disse antes, nunca se sabe quando você pode cair outra vez.” Jellal disse.

“Tem certeza que não vai te atrapalhar? Se bem que eu já atrapalhei seus exercícios com a minha queda, me desculpe.”

“Erza, você está mesmo se desculpando por cair? Eu só fico preocupado, porque seria um crime você machucar essas pernas...opa, quer dizer se machucar. A empresa não funcionaria sem você e também...”

Erza ficou em dúvida, ele estava dando em cima dela, sendo gentil ou tirando um sarro? Essa vida de se isolar estava mostrando suas consequencias.

Não conseguia discernir um flerte de uma conversa inocente, sem falar que ele não olharia pra ela com esses olhos, visto que por ter beijado-a na adolescência, teve uma experiência tão ruim que cortou relações com todos até ela aceitar o pedido de Simon, depois de muita insistência dele. O incrível é que Jellal voltou a falar com eles depois que soube que Erza estava comprometida, o que jogou todas as suas esperanças por terra. Ok, nada de lembrar o passado. Vamos em frente.

“Ah, sim, eu sou mesmo um desastre, achava que só era boa em correr, mas aparentemente, até nisso me embanano. Eu aceito sua carona.”

Jellal não se cabia de felicidade! Finalmente estaria sozinho no carro com Erza! Quando viu ela caindo, ficou desesperado, também porque foi um tombo tão bobo, sem falar que o nariz dela estava sangrando, achando que seria indicado levá-la ao hospital, mas ela parecia bem e ele não queria deixá-la.

Ficou sentido quando ela não aceitou que ele a levasse em casa, mas o espírito dele estava renovado com a aceitação posterior, quem sabe, ele poderia mostrar o que aprendeu durante a vida, sobre beijos, pra fazer com que ele esquecesse aquela experiência grotesca. Os deuses estavam ao seu lado. Eles estavam com pouca roupa e Erza estava divina. Era ser um bom samaritano e seu prêmio seria levar aquele morango pra casa.

O momento no carro foi silencioso e até constrangedor, com algumas tentativas frustradas de diálogo. Ele ainda mantinha a camisa enrolada na cabeça (estilo Mystogan) e ela estava com o rosto meio sujo, sem falar nas roupas. Eles não sabiam bem como começar e como continuar a conversa. Tinham tanto a dizer, mas a vergonha os consumia.

“Eu acho que deveria ter comido um pouco das passas ao rum de Cana.” -Erza pensava com agonia. – “quem sabe assim, eu teria coragem de falar alguma coisa?”

Jellal também estava agoniado, mas ao mesmo tempo feliz. Depois de um tempo, reparou que ainda estava com a camiseta no rosto, fez um movimento brusco e jogou a mesma em cima de Erza, que ficou estática.

“Meu Deus, me perdoe Erza, eu sou um estabanado mesmo.” Ele foi tentar pegar a camiseta e acabou tocando um dos seios dela, o que a arrepiou e o deixou desesperado. Ela soltou uma exclamação que mais parecia um gemido, o que desconcentrou ainda mais o motorista, fazendo com que ele quase batesse no poste e fazendo com que eles dessem graças a Deus em chegarem ao destino.

Jellal não sabia onde enfiar a cara de tanta vergonha e Erza parecia igualmente constrangida, só que o seu constrangimento poderia se dividir em duas partes, pelo toque e pelo apreço ao mesmo. Ela ficou feliz por ser tocada por ele, mesmo que acidentalmente, o que não é muito recomendável, né? Ah, essas convenções da vida moderna....

“Bom chegamos, obrigada pela carona Jellal. Eu te daria um abraço, mas eu estou meio suja, né?”

“Quanto a isso, não tem problema algum.” E abriu os braços.

Erza o abraçou e levantou o cenho na direção do rosto dele, que tinha o rosto abaixado em sua direção. Ele limpou sua bochecha que estava suja de terra e quando estava puxando o rosto dela para mais perto, em um ponto onde podia sentir a respiração entrecortada daquela mulher, sentiu que seu corpo era puxado pra trás.

Erza ficou estática! Ele ia beijá-la? Pra que ele iria beijá-la? Meu Deus, ele ia beijá-la! Ela não esperaria que ele dissesse que era tudo um engano e que estava sei lá, sob efeito de entorpecentes. Vai ver não era pra ser. Entrou correndo no prédio.

“DREYAR??? MAS QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO???? ERZA? CADÊ VOCÊ? CADÊ ELA DREYAR?? VOCÊ VIU A MERDA QUE VOCÊ FEZ AGORA??? VOCÊ VIU?” Jellal socou Laxus com toda a força que tinha. “QUE PORRA É ESSA? PORQUE VOCÊ TINHA QUE ME PUXAR AGORA, SEU DESGRAÇADO?

‘Você disse que a Cana não tinha namorado! Você me garantiu que ela não tinha namorado e hoje quando eu a encontro, finalmente, ela tira o celular da minha mão pra atender um velho qualquer, seu desgraçado! Você mentiu pra mim, então não vai beijar a Escarlate! Simples assim.”

“Claro, porque os homens que podem ligar pra ela são só os namorados, né? Parentes não! Pais não, né??? Colegas de trabalho não, também. Porque todos os homens dessa terra são namorados da Cana Alberona, né? Você nem conversa com ela, acha que ela tem que ser sua, MESMO SENDO CRETINO O SUFICIENTE EM TRANSAR COM ELA E NEM PERGUNTAR O NOME, a viu hoje, mesmo depois de todo aquele mimimi querendo saber dela e você não fez A COISA MAIS ÓBVIA que seria PERGUNTAR QUEM É??? VÁ SE FODER DREYAR, VÁ PRA PUTA QUE TE PARIU!”

“Droga, verdade! Eu não pensei nisso, mas eu não posso voltar lá! Eu praticamente machuquei a Lisanna, agarrei tanto no braço dela que eu acho que até o Natsu me bateria! Droga, droga! Maldita mulher, como ousa me deixar desequilibrado desse jeito? Fernandes, ela estava só de camiseta, com aquelas pernas matadoras à mostra!!! Como ela ousa??? AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH” Laxus praticamente urra e soca uma parede.

“Você quer saber como ela ousa em ser gostosa, como ousa deixar vossa majestade em segundo plano ou como ousa atender algo que parece mais importante que você? Você acha mesmo que se você soubesse como manter uma mulher interessada, precisaria de todas essas merdas? Tudo o que você sabe dela é porque fui eu que falei, dando uma de espiãozinho adolescente. Você é esse monte de músculos mas é um idiota e ainda machucou uma outra mulher que não tinha nada a ver com isso. Você tá doente, sério!”

“Eu já entendi, Fernandes, eu vacilei...”

“Não, vacilo é apostar contra o relacionamento do Natsu, vacilo é fazer o Gajeel se declarar pra nanica, mas isso é caso de internação. Não só por causa de interromper o meu beijo e o da Erza, mas por essa obsessão com a Cana e você não a conhece. Fica dando uma de macho alfa, mas esquece dos sentimentos da moça, ou será que você só tá pensando em foder com ela? Seu imbecil!!! Eu sei e você sabe que se fosse só por uma foda, você não estaria nessa histeria. Agora aja como homem, pelo menos uma vez nessa sua vida miserável e vamos montar uma merda de plano pra conquistar essas mulheres, porque se eu tiver que ficar mais um final de semana sem a Erza, vou enlouquecer e vou matar você.

“Plano, como adolescentes? Esse tipo de plano? Se for assim, vamo convocar o Natsu porque ele tá todo afinzinho da loirinha lá e idiota do jeito que ele é...coitado.”

“Cadê o Natsu?”

“No apartamento da Lisanna, com ela e a Cana e provavelmente a Erza.”

“Então, o Natsu está com a minha Titânia, a sua Deusa da luxúria, a mocinha do RH e o tonto é ele?”

“E..é...MERDA!!! VOU PRO BAR...PORRA! VOCÊ VEM?”

“Hoje é domingo, mas o que tem isso, né? Vamos embora.”

Notas finais
Ok, eu acho que vocês devem querer me matar nesse momento por não ter deixado o beijo acontecer, né? Mas pensem o seguinte, eu sempre sou aberta a sugestões!! Pode me mandar pelos comentários!! Beijão.