Notas iniciais
Oie gente!! Primeiramente, muito obrigada pelo aumento no número de favoritos!!! Obrigada mesmo pelos comentários e eu espero que eles continuem! Ou que aumentem!!!! =]
Nesse capítulo, temos um pouco do final do outro, mas sobre o POV das meninas e um pouco da ligação da Cana e do que aconteceu na segunda-feira! Bom, não é dessa vez que os casais se ajeitam, né? Só que teremos um flagra de um casal amado!!! Stay tuned.

Por mais que Natsu estivesse em uma posição mais favorável, ele realmente não era bom com mulheres. Tanto que nos instantes em que ficou sozinho com Lisanna em seu apartamento, não conseguiu articular uma frase decente por causa daquele palpitar desenfreado do seu coração, o que o deixava muito confuso, o que fez com que ela perdesse de vez as esperanças.

Ele ficou completamente mudo, sentindo as bochechas ardendo e aquele calor estranho não passava, mesmo quando pegou o gelo pra colocar no pulso dela. Aquele toque despertava uma sensação confusa, agradavelmente confusa. Ele estava tentando ficar mais perto dela, quem sabe até beijá-la? Coisa que era inconcebível, levando em consideração que tinha terminado um relacionamento longo e agradeceu intimamente a qualquer divindade quando ouviu a porta batendo.

“LISANNA, VOCÊ TÁ AÍ?”

“Ai, meu Deus, é a minha chefe. Deixa eu ir lá abrir.”

Lisanna abre a porta e se depara com Erza em uma situação calamitosa. Além de suja de terra e aparentemente com o nariz sangrando, ela estava murmurando alguma coisa.

E claro, como não poderia deixar de ser, Natsu, nosso herói, ou pelo menos o mais próximo do heroísmo nessa estória, aproveitou a porta aberta e saiu correndo como o diabo foge da cruz, deixando uma platinada perplexa e furiosa, tendo que lidar com uma colega de quarto que deixava Laxus Dreyar em ponto de ebulição e beirando a insanidade e com uma chefe em frangalhos. Ela respirou fundo e perguntou:

“Erza, mas o que houve?”

Erza não sabia se ria ou se chorava, então fez os dois! Ela ria desesperadamente, mas lágrimas não paravam de sair dos seus olhos. Aquilo deixou Lisanna desesperada. Seus traquejos sociais não eram dos melhores, sem falar que ela era sua chefe, qualquer movimento em falso, ela acreditaria que seria demitida, mas com a raiva que estava de Natsu, mandou tudo à merda internamente e sentou a mão no rosto de Erza.

Aquilo com certeza tinha tirado a ruiva de seu torpor. “Anh, obrigada Lisanna, estava precisando disso. Eu não sei o que aconteceu. Eu estava correndo no parque antes de vir aqui ajudar a Cana a se instalar, quando eu me deparei com Jellal se exercitando nas barras (curiosamente, o sangramento nasal aumenta neste momento) e eu caí de cara no chão. Como se a minha vergonha não pudesse ser maior, ele veio em meu auxílio. Me levantou e tentou limpar meu rosto. Depois me ofereceu uma carona pra cá, eu aceitei e no meio do caminho ele me tocou...”

“Tocou?? Como assim tocou? Ele te acariciou? O que ele fez?

“Ele jogou uma camiseta suada em mim e depois foi pegar e passou acidentalmente o dorso da mão no meu seio esquerdo. A mão dele é tão quente...”

Lisanna ficou em choque, sem falar que estava sentindo uma dor infernal. Mas não ia reclamar! Sem falar que não sabia se aquilo era uma fantasia ou se realmente Jellal tinha bolinado Erza, só que parecia que ela tinha gostado, então a incentivou a continuar.

“Então Lis, quando chegamos, eu agradeci a carona e ele me abraçou, só que parecia que ele ia me beijar! Eu juro! Senti a respiração dele! Estava tão ofegante quanto a minha. E sabe, ele cheira bem até suado e misturado com terra! A terra que eu tinha passado pra ele! Mas de repente, quando estávamos quase nos beijando, aquela montanha de músculos chamada Laxus chegou e jogou ele pra trás. Fiquei em choque. Quando eu vi, Jellal tava dando um soco no Laxus e gritando, mas eu fiquei com medo de que ele tivesse recobrado a consciência e vim correndo pra cá! Ai Lis! Eu fiquei tão feliz achando que ele queria me beijar e acontece essa merda.” Erza suspira.

Cana chega na sala de estar vestindo apenas uma camiseta e bufando. “ Lis, que diabos o Dreyar tava fazendo aqui e que merda é essa que ele impediu o Jellal de beijar a Erza? Ele tá afim da Erza? Mas que porra é essa, cara?”

“Eu não sei Cana, eu não sei também porque você nem o cumprimentou quando você viu ele mexendo nas suas coisas. Eu também não sei porque aquele orangotango superdesenvolvido quase quebrou o meu braço, que por sinal tá doendo pra caralho, perguntando se você tinha um namorado e eu também não sei o motivo pelo qual eu to afim, ou melhor quase me apaixonando, coisa que é uma merda por si só, por um idiota que me acha uma baranga e que agradece a Deus quando a minha chefe aparece nesse estado calamitoso pra sair correndo! VÁ TUDO PRA PUTA QUE PARIU!” Lisanna sai correndo e quase arrebenta a porta do quarto.

“Pera, o Laxus bateu nela? E o Natsu saiu correndo? Erza? O que aconteceu com você?”

“Uai, Cana, você não ouviu o que eu falei?”

“Só do Laxus pra frente.”

“Eu caí no parque, vendo o Jellal malhar.”

“Vai lavar essa cara. Eu vou ver se ainda posso morar por aqui.”

Cana vai até o quarto de Lis e bate na porta

“Lis, posso entrar? Me desculpa! Você quer que eu vá embora?”

Lisanna abre a porta, com uma cara de dar dó.

“Nada disso, Cana. Você não fez nada, sério! Nada. Ele achou que você tava namorando o cara do telefone. Me perguntou se eu sabia quem era. Mas isso não é sua culpa. Não foi sua culpa também o fato do Natsu não me achar bonita e tudo o mais! Eu tô mais triste por causa disso. Mas pelamor de Deus! Não me deixa sozinha. Eu me sinto só desde que a Mira foi embora. Eu vou melhorar, tá? Vou ser a melhor colega de quarto que você já teve! Eu prometo” — limpou o rosto e o nariz – “Mas por favor, não vá embora.”

Cana ficou tão emocionada que se lançou aos braços da platinada e começou a chorar também. “Muito obrigada Lis! Muito obrigada mesmo.”

Erza chega perto delas com uma cara meio passada e olha com uma cara que de que quer fazer parte daquele abraço, coisa que Cana, com sua sagacidade estende a mão pra amiga para se abraçarem em grupo.

“Temos que fazer uma coisa muito importante!” Cana exclama.

“O que?”

“Fazer com que a Lisanna fique com o Natsu e Erzinha com Jellal.”

“Eu não quero! O Natsu não é afim de mim e eu não vou passar por essa humilhação despropositada” Lisanna responde.

“Humilhação despropositada vai ser a dele quando se declarar! Quando eu falei que ia morar aqui e disse que ia morar com você, ele ficou super vermelho. Sem falar que ele veio com você aqui, né?”

“Só que o Laxus veio também! E eu nem falei que você tava morando aqui e acho que nem o Natsu! Isso não significa nada! A única aqui que vai beijar será a Erza! Também, Cana, você não tá esquecendo de nada não? Por que a gente precisa e você não? Porque pela reação daquela montanha, eu não acho que ele não queira pelo menos repetir a dose do Bepop!” Lisanna complementa.

“Aquilo deve ser reação de luxúria atrasada! Nada a ver, se ele quisesse mesmo ficar comigo, por que ele não foi atrás de mim?”

“Será que foi pelo fato de você não ter nem olhado pra cara dele?” Lisanna responde.

“Nada a ver! Um homem como aquele não se deixaria deter por um detalhe desses.”

“Cana, olha o meu pulso! Isso foi porque ele não quer nem saber de você!”

Realmente, o pulso de Lisanna estava detonado. Estava com um roxo muito vívido, parecia quase quebrado. Elas acharam melhor levá-la ao pronto socorro, mas como Erza morava longe de onde elas estavam, acharam melhor que ela fosse pra casa! Então somente Cana foi com Lisanna ao pronto socorro.

Ainda bem que não estava quebrado, se bem que trincar é mais sério do que quebrar. mas ela tinha que usar uma bandagem por pelo menos uma semana e como foi o braço direito, ela conseguiu um atestado de 3 dias. Claro que ela ficou chateada, ficou com medo de perder o emprego, mas como tinha conseguido a amizade da chefa, ficou mais aliviada. Sem falar que ficar sem ver o idiota do Natsu seria muito bom. Porque certamente ele não iria visitá-la.

Na segunda-feira, Cana foi trabalhar preocupadíssima. Lisanna estava em casa, machucada por causa dela, de Laxus. Que força astronômica A morena não tinha entendido o motivo pelo qual ele faria isso com ela, pra saber quem estava no telefone. Aquela maldita/bendita ligação.

Como era de fácil dedução, a pessoa que estava falando com Cana era o pai dela. Pessoa da qual ela não perdoa por ser ausente já que ele passou a infância dela inteira bebendo, mas nutre um apreço meio idiota. A mãe dela morreu de tanta angústia. Só que o pai milagrosamente se recuperou do vício. Cana achava que essa recuperação se deu por transferência, ele passou o vício pra filha.

Tudo bem, Cana podia ficar sem beber, só que houve tempos onde ela apresentava sintomas de delirum tremins, o que a apavorava. Mas esses tempos se foram e com eles o dinheiro de Cana, mas as dívidas chegaram. E ela foi pedir auxílio pra quem? Papai! A única pessoa no mundo para quem ela não queria pedir nada e a única que a ajudaria. Condição: falar com ele uma vez por mês! Não importa quem entrasse em contato, mas tinha que ter um contato. Obviamente ela achava que estava se vendendo, traindo sua mãe, só que nunca viu sua mãe falar mal do seu pai.

Incrivelmente, aquele velho maldito entranhou em sua mãe, mesmo depois de toda a ausência, Cornelia ainda o amava! Devia ser por isso que tinha trauma de amor, de relacionamentos, de qualquer coisa. Só que o velho a ajudou. Nunca pediu dinheiro de volta, nunca perguntou onde ela usaria, só queria saber dela. Isso a comoveu. Talvez as preces da mãe tivessem dado resultado, só que isso não mudava o passado e Cana não gostava muito de falar com seu pai.

O pai pareceu muito empolgado quando ela comentou do emprego novo, realmente orgulhoso do complexo Fairy Tail. Perguntou se ela precisava de alguma coisa e ouviu atenciosamente quando ela contou das amigas que fizera. Gildarts riu e ela o questionou. Ele a surpreendeu dizendo que nunca a ouvira falar de amigas, que pessoas não faziam parte dos seus relatos mensais e que realmente ficou feliz. Perguntou do tratamento e do psicólogo, dos exames e de como estava a manutenção da dependência. O papo fluiu incrivelmente bem, fazendo com que Cana ficasse satisfeita, perturbadoramente satisfeita. Ah, o pai era a única família que tinha, ele estava tentando e ela também. Eles não podiam ser melhores amigos, mas tentariam se entender.

Depois dessa retrospectiva, ela chegou ao setor e deu de cara com Gray aos beijos com uma moça de cabelos azuis (?).

“Opa, desculpa interromper Gray. Eu volto outra hora.”

“Desculpe Cana. – ele respondeu se ajeitando. – “essa é a minha namorada, Juvia. Juvia, essa é a Cana.”

“Muito prazer Cana, Juvia se sente honrada em conhecê-la.”

Cana estranhou o tratamento em terceira pessoa que a moça dedicava a si própria mas assentiu.

“O prazer é todo meu. Você trabalha em qual setor?”

“Ah, Juvia não trabalha aqui, Juvia trabalha na escola de natação de Magnólia, mas como Juvia estava com saudade do seu Gray-sama, aproveitou e passou aqui pra dar um beijinho. Juvia estava solitária.”

“Juvia, não exagere, eu estava na sua casa ontem. Mas eu gostei da surpresa, amor! Obrigado por ter vindo e pelo obentô!” Gray respondeu dando-lhe um selinho.

Incrivelmente, a moça ruborizou e respondeu gaguejando: “Ah, ima..imagi..imagine! Ju..Juvia faz qualquer coisa pra agra..agradar seu Gray-sama!”

Ela se despediu e deixou os dois a sós.

“Bom, antes eu não gostava desse jeito dela, mas ela realmente quer o meu bem. E sabe, Cana, eu nunca tive ninguém que quisesse o meu bem como essa mulher. Ela cuida de mim e entende os meus hábitos estranhos. Nunca achei que tivesse gente assim no mundo, ah, me desculpa. Talvez eu esteja mesmo me apaixonando por ela.

“Que legal Gray, mas como você a conheceu?”

“Pra ser bem sincero? Eu a conheci em uma praia. Começamos a brigar por um motivo qualquer e fomos pra cama no mesmo dia! Eu nunca achei que me interessaria por alguém que eu tivesse transado no mesmo dia em que conheci, mas ela soube manter o meu interesse. Sim, ela era meio stalker, admito, mas depois de um tempo, eu comecei a sentir falta, sabe? Estranho, né? Sem falar que é uma mulher maravilhosa! Eu ia perder a melhor coisa da minha vida se eu fosse um machista imbecil, teria perdido tudo isso! Ah, desculpa! Sabe quando você precisa falar pra alguém? Eu não ia falar disso pro Jellal. Aaah, outra coisa, você é amiga da Erza, né? Você podia por favor falar pra ela dar uma chance pro Jellal porque eu não agüento mais....

“Gray, você podia trabalhar, né? Ao invés de ficar fofocando que nem uma velha coroca, né?” Jellal falou.

O chefe estava tão furioso que Cana se dignou a murmurar um “bom dia” e ir para o seu canto e torcer intimamente para que a manhã passasse bem rápido.

Passaram umas duas horas, Erza bate na porta do atuário pra falar com Cana, ela entra e cumprimenta Jellal com um aceno de cabeça e um bom dia murmurado.

“Cana, cadê a Lisanna? O que aconteceu?”

“O braço dela está trincado, praticamente quebrado. Por causa daquele negócio lá em casa, sabe? O atestado tá aqui, toma.”

Erza ficou chocada, mas como tinha visto a amiga, não duvidava que o resultado seria esse.

“Tudo bem então! Nossa, eu vou lá visitá-la. Tadinha, tava tão triste ontem, né? Ah, você vai almoçar comigo?”

“Vou sim, eu passo lá no RH pra sairmos.”

“Ok, te espero lá.” E saiu da sala.

Jellal ficou branco, mais do que o esperado e saiu chutando tudo. Chegou até o setor da qualidade, entrou e foi socando Laxus.

“Fernandes? Você tá louco?”

“Louco tá você que quebrou o braço da Lisanna! Você QUEBROU O BRAÇO DA LISANNA! Você tem noção da merda que você fez?

“Como assim eu quebrei o braço dela? Eu só apertei o pulso dela um pouco. Mentira, ela está mentindo, onde ela está?”

“Ela não veio. Cana, sabe a Cana? Então ela trouxe o atestado da Lisanna. A Erza foi lá perguntar e ela nem olhou pra mim. Eu não sei porque eu to puto ainda! Se eu tô puto por você ser um bosta de homem e ter agredido uma moça por causa dessa sua loucura ou se eu to puto porque você atrapalhou a única oportunidade que eu tive de beijar a Erza! Eu não sei porque eu vou te matar, mas eu vou!”

Gajeel e Natsu chegaram do café e viram os dois brigando. Aquilo nunca era coisa boa.

“EU TÔ FALANDO PRA VOCÊ, SEU MERDA! EU NÃO QUEBREI O BRAÇO DAQUELA MULHER! VOCÊ ESTÁ LOUCO, ERZA TÁ LOUCA, TÁ TODO MUNDO LOUCO!” Laxus gritava.

“ENTÃO PORQUE DIABOS A CANA ESTAVA COM UM ATESTADO ESCRITO LISSANA STRAUSS DISPENSADA POR TRÊS DIAS? SEU IMEBCIL! POR QUE? VOCÊ ACHA QUE ELA IA MENTIR UMA COISA DESSAS, SEU CRETINO?” Jellal gritava.

Natsu ouvia e não acreditava! Ele realmente não percebeu que ela estava com o braço quebrado? Ele a deixou sozinha como um merda que era? Ele só estava confuso! E com raiva! Como ele estava com raiva! Entrou na dança e socou Laxus também!

“Oe, NATSU?? QUE PORRA É ESSA? VOCÊ TAMBÉM?”

“Laxus, como você pode fazer isso? Que merda de homem é você? Eu to com tanto ódio...”

“De que você tá falando, você nem ficou lá com ela...como fica aí dando uma de namoradinho ofendido? Seu bosta!”

“Eu posso ser até um bosta, mas eu nunca bati em uma mulher na minha vida! E eu não sou namorado dela, eu não sou nada dela, mas eu gosto dela e você vai se arrepender de tê-la machucado!!!”

Na hora do almoço, o pessoal se depara com 3 homens de olho roxo! Natsu Dragneel Jellal Fernandes e Laxus Dreyar. Eles estavam em uma situação deplorável. A coisa estava tão feia que mesmo Gray e Gajeel se abstiveram nas brincadeiras.

Mas Natsu iria ao RH, nem que fosse surrado por Erza pra pedir o telefone da Lisanna, pelo menos pra se desculpar, já que não tinha coragem de ir ao apartamento. Mas sabe, ele podia ao menos tentar ser diferente.