Notas iniciais
Olá gente!! Atualização rápida, não?? Agora eu posso ficar muito feliz que a fic chegou aos 70 coments!! Muuuuuuuuuuuuuuuuuito obrigada mesmo por todo o apoio, em especial à Anny-chan que fez o comentário 70!!!
Mas esse capítulo não temos Laxus e Cana e nem Cana e Kagura. Na verdade, esse daqui é um preâmbulo para o próximo (o que parece uma coisa óbvia, mas é pra deixar o pessoal mais situado.)
Erza e Jellal voltam!! Siiiiiiiim! Voltam em uma situação mais nonsense que o normal.
Ah, uma coisa: Lady Murphy: Lei de Murphy.
È necessário para o entendimento do capítulo.
Lembrem-se de comentar!!
Stay tuned.

Quando os três saíram, Lisanna e Natsu ficaram completamente sós e mudos dentro do apartamento. Ficaram pelo menos uns 5 minutos sem dizer nada um para o outro e incrivelmente, Lisanna estava achando melhor daquela maneira. Não queria falar com ele, não queria confirmar que ele tinha perdido o interesse e também, não queria falar que estava pensando em voltar com o ex, mesmo que esse pensamento tenha durado alguns dias. O silêncio era mais que bem-vindo.

Só que ficar em pé no meio da sala cansava e muito e ela achou melhor ir mesmo tomar um banho de sal grosso. Estava se afastando, quando ouviu Natsu dizer:

“Eu fiz algo de errado pra você estar me evitando assim, Lis?”

“Não estou evitando você, Natsu. A gente simplesmente não está se encontrando. Só isso.”

“Não está me evitando? Eu vou todos os dias no RH pra te chamar pra almoçar e eu fico sabendo que você está comendo dentro dos arquivos. Coisa que não pode ser feita. Eu ensaio todo dia vir aqui e bater na sua porta e eu nunca sei como eu serei recebido. Poxa, eu achei que o que a gente passou tinha significado alguma coisa pra você. Porque pra mim, significou e significa, mas que merda! Me desculpe, eu não devia ter dito isso assim, na verdade eu nem deveria ter vindo aqui. Tudo isso foi um erro. Eu acho que vou embora.” Natsu disse se afastando.

O ruivo fez aquela contagem mental esperando que ela o chamasse, sendo bem sucedido em sua espera. Ela o chamou e se desculpou.

“Natsu, espera, não vai. Me desculpe. Vou te contar o que está acontecendo. Senta aí.”

O homem fez como lhe foi solicitado e ela começou.

“Bom, eu tinha um ex e ele entrou em contato comigo recentemente, não sei pra quê. E assim, ele foi a única pessoa no mundo que demonstrou interesse por mim. Porque na real, Natsu, eu vi quem é a sua ex e eu acho que ela é uma mulher muito inteligente que deve estar passando por dificuldades no momento e que quando ela acordar, ela vai sacar a burrada que vez e querer voltar com você! Porque não tem mulher nenhuma nesse mundo que não iria querer ficar contigo, Natsu. Você é o cara mais....mais interessante que eu já conheci. O mais fantástico....”

Lisanna respirou. Isso ia contra tudo o que diziam. Não se declare para o cara, deixe-o querendo mais. Não entregue o jogo logo de cara, saiba seduzir, seja perfeita. A albina tinha centenas daquelas revistas femininas em casa que diziam até a cor da calcinha que deveria ser usada, mas aquilo não era o que deveria acontecer. Ela deveria tomar conta da própria vida, sem conselho de ninguém, sem se deixar levar por padrões e tudo o mais. Era agora.

“E Natsu, eu não posso ficar entre a sua felicidade e a da sua ex, porque eu só estou esperando um dos dois recobrar o juízo. Aquela mulher é lindíssima e você então...nem se fala. É isso. Eu não queria chorar mais tarde. Me desculpe. Tudo o que eu queria era me preservar.” Ela terminou dizendo com um suspiro.

Natsu não sabia o que dizer. Ficou impressionado com tudo o que ouviu e não podia imaginar como ela tinha feito todas essas suposições sem ao menos falar com ele. Como que ela podia ter achado que Lucy voltaria e ainda considerado a possibilidade dele voltar com ela, sem falar que achava que ela tinha batido com a cabeça, já que tinha dito que ele era um dos homens mais interessantes que ela já vira. Natsu não se achava interessante. Foi então que ele percebeu. Eles eram semelhantes. Não se gostavam, mas tinham algo em comum: gostavam um do outro. E foi neste momento em que ele realmente percebeu que aquilo iria perdurar por um bom tempo.

“Lis, eu sou completamente interessado por você. Desde que eu te levei para aquele tour na empresa. Sério. Foi atração à primeira vista. As coisas comigo e com a Lucy já estavam mal Lis, eu e ela queremos coisas diferentes. Ela não é uma má pessoa e eu também não. A coisa era que eu não a satisfazia mais e ela também não me satisfazia mais. Começamos essa coisa toda muito jovens e ela foi a primeira mulher que se interessou por mim, ela foi meu primeiro beijo e ela foi meu primeiro amor. E isso nunca vai mudar. A importância que ela tem na minha vida é simbólica, não significa que eu queira novamente, entende? Acho que é como funciona com o Bacchus-san e a Erza. Eles se relacionaram, mas não querem ser namorados um do outro novamente. A Lucy está feliz com o Sting, eu nunca a vi tão feliz como quando ela foi embora. As pessoas precisam de mudanças Lis, é isso. E você é a mulher mais interessante que eu já conheci. Por favor, não pense de outra maneira.”

Lisanna ficou impressionada, no mínimo e como não sabia mesmo o que dizer, só falou: “Eu vou tomar banho. Quer vir junto?”

O homem ficou abobado por um momento, mas quando ouviu o chuveiro, foi correndo e tropeçando no sofá.


Enquanto isso, Erza estava saindo da reunião, quando Jellal lhe ofereceu uma carona, mas a ruiva realmente não queria voltar para casa, então lhe sugeriu que fossem comer em algum lugar. Acharam melhor ir para um restaurante mais aconchegante, já que não estavam vestidos para um jantar de gala e acabaram escolhendo justamente o restaurante onde Cana e Kagura estavam jantando, ficando surpresos com a multidão que as cercava.

Erza até queria ir falar com elas, mas Jellal achou melhor os dois continuarem batendo o papo descontraído entre eles mesmos.

“Bom, Erza e como estão as coisas no RH? Sempre o setor mais bombástico, não?”

“Na verdade Jellal, o pior é o seu. Esse negócio de analisar riscos de operações financeiras não é muito saudável, tudo bem que vocês sempre analisam o que é melhor pra empresa, mas querendo ou não, nossos clientes...ah, eu não sei bem o que pensar das ciências atuariais. Realmente. Eu não acho que conseguiria trabalhar com esse clima de tensão o tempo todo, sabia? Eu realmente admiro você. Admiro muito esse fato de você ser centrado o suficiente para conseguir trabalhar no atuário, que é o setor irmão do Laxus, que não deve ser nada fácil. Tem o Natsu e o Gray que mais brigam do que trabalham, ainda tem a Cana no meio dessa salada toda. Tem que ser muito bom para conseguir coordenar essa galera.”

Jellal não pode deixar de ruborizar diante desses elogios à sua competência e achou que aquele não era o melhor momento para tentar retomar as atividades amorosas que eles vinham tendo antes de toda aquela confusão com Bacchus, isso deveria ser uma ode à confiança, como ela assim o desejava.

“Bom, mas o RH não é fácil também. Eu tenho que cuidar do Laxus e Cia, mas eles não são a empresa toda, não? E você cuida da empresa toda. Não tem como não admirar isso. Você sempre foi organizada, metódica, mas sempre muito humana. Sabe dosar o que é melhor para a empresa, mas prioriza o humano. Eu queria ser mais humano como você. Queria sentir mais como você. Você é um exemplo Erza, um exemplo do...” Jellal teve seus lábios tomados por um beijo terno.

“Me desculpe, eu não pude evitar. A cena era linda demais para não fechar assim, não é?” Erza disse marota.

Jellal não sabia o que dizer e então, não disse nada. Simplesmente continuou beijando aqueles lábios como se cada segundo da vida dele dependesse do quanto ele podia beijá-la. A beijaria para que ela se esquecesse daquele fiasco, para que ela se reapaixonasse por ele e também, para que eles pudessem se curtir, para que ele pudesse adorá-la através de seus lábios. Continuaram se beijando como se não houvesse amanhã. Bem comportadinhos, até que o garçom disse que fecharia o restaurante, se sentindo muito mal em atrapalhar um casal tão bonito. O garçom já estava desiludido porque não tinha visto nenhum beijo daquelas duas mulheres que estavam ali anteriormente e agora tinha que tirar a única diversão que lhe restara. Vida tirana.

Depois que se separaram, Erza disse que queria continuar aquela sessão de beijos e como ela morava com mais gente, seria mais seguro continuar na casa dela.

“Mas você não tem seu quarto?” Jellal perguntou.

“Eu divido com a Cana.” Erza disse.

“Melhor assim. Vamos lá, ficar como namoradinhos no sofá, vendo um filminho e se beijando.” Jellal disse.

“Namoradinhos?” Erza perguntou.

“Ai, é..não...quero dizer...eu não sei...ai, eu acho que...”

“A gente vai dar bastante beijo no sofá lá de casa.”

“Sim. Vamos.”

Os dois vieram conversando tranquilamente, sem nenhuma expectativa e quando entraram no apartamento, ouviram uns gemidos suspeitos. Entraram na ponta dos pés, quando ouviram de dentro do banheiro.

“Mais forte, Natsu. Mais forte.”

Erza ficou vermelha como seus cabelos, mas não pode deixar de sorrir. “Bom que ele não desistiu dela.”

Os gemidos ficaram cada vez mais altos e os dois ouviram algo bater na porta do banheiro.

Dizem que a curiosidade matou o gato. O casal do lado de fora não conseguiu se mover. Ficaram estáticos na frente do banheiro, ouvindo Lisanna e Natsu em uma linguagem não muito decifrável. Nunca imaginaram que aqueles dois podiam gritar assim. Sem falar que gritar ‘ai meu Deus’ nessa situação parecia meio pecaminoso. Erza nunca achou Lisanna tão sexy até aquele momento. A ruiva entrou em um loop imaginário, tentando visualizar as expressões da amiga que sempre lhe pareceu tão tímida. Era como se Lisanna fosse uma tigresa, uma leoa, tanto que Natsu não gritava como ela, os gemidos dele eram como uma oração de agradecimento. Erza jurava que tinha ouvido uns agradecimentos da parte dele e somente prazer da parte dela.

Lisanna era uma rainha e Natsu a estava servindo, e a tigresa, tomando tudo, exigindo, dando em troca e quando Erza sentiu a baba escorrendo pelo lado esquerdo de sua boca, a porta arrebenta. E bate. No rosto de Erza.

Temos uma porta caída, Erza sob a mesma, um casal completamente nu sobre a porta e esse casal não parou de transar. Eles ainda continuam se amando e gemendo sobre a porta do banheiro que caiu, como se arrebentar portas fosse muito normal.

E Jellal? Jellal escolheu um ponto estratégico para continuar observando.

Natsu e Lisanna não viam nada além do outro, não sentiam nada além do outro, mas Erza tinha que se mexer, caso contrário, poderia realmente se machucar e foi quando a porta virou.

Quadro invertido. Temos um casal se amando sob a porta e uma ruiva sobre a mesma. Estática e notoriamente com inveja. E Jellal? Deixou seu ponto estratégico e foi pegar seu par.

O homem agarrou o braço da ruiva e foram para o quarto mais próximo. Que era de Lisanna.

“Esse quarto é da Lis. Vamos pro meu, Jellal.”

“Eles vão ver a gente. E o Natsu vive reclamando de como todo mundo atrapalhou ele com a Lisanna.

“Jellal. A porta caiu! Eles ficaram em cima e debaixo da porta! Sério. Nada poderia atrapalhar! Se eles entrarem aqui, não poderemos sair!!!!”

Lady Murphy, como estava de plantão, claramente que providenciou isso. Natsu e Lisanna, pelados e molhados, entraram no quarto para continuar sua sessão de amor e luxúria.

Sendo observados de perto por um casal completamente envergonhado e entocado em um guarda-roupa.

“Essa vai ser uma longa noite.” Jellal profetizou.