Nascida com uma missão

Sendo guiada por outra mão

Trilha um caminho já definido

Se pudesse não teria seguido

Sem opções para escolher

Só decisões para manter

Atriz de um papel teatral

Apresentado num tribunal

Cresce sem perceber

Sem lutar, sem se defender

Culpada de todo acaso

Ré primária de um descaso

Do peito algo surge, se rebela

Força que em raiva se revela

Tropeça, cai e se ergue

Limpa a ferida, cicatriz que segue

Agora decide, agora resiste

Não há mais quem palpite

É dona de si, do seu dever

É aquilo que escolheu ser.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!