Pretty Little Screams
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Era outono e as folhas caíam ao redor da casa de CeCe Drake. A casa era enorme e cheirava a plástico queimado. CeCe além de ser popular, era rica. Seus pais viviam viajando e ela quase sempre estava só. Sozinha em certos termos, na maioria das vezes ela estava no quarto com o namorado Jason Dilaurentis, ou com suas melhores amigas Sherrie Preston, Melissa Hastings e Alison Dilaurentis. Atualmente Alison estava um pouco afastada de CeCe, ela não suportava a tal de Melissa. Era a mesma coisa com a irmã dela, Spencer Hastings, mas Spencer e Ali eram amigas e sempre depois de uma discussão voltavam a se falar. Já Melissa era mesquinha e mimada, Ali odiava a atenção que ela recebia das pessoas, ela odiava isso mas do que Spencer.
CeCe e Sherrie estavam deitadas na cama e conversando.
[CeCe] — Que tipo de garota ele curte? Daquelas que se maquiam feito a sua mãe?
[Sherrie] — Me poupe, tem gente que tem gosto pra tudo.
[CeCe] — Pois é... Até pra concurso de vadia ela ganharia.
CeCe e Sherrie estavam rindo.
[Sherrie] — Quando seus pais chegam?
[CeCe] — Segunda, e adivinha o que isso quer dizer? Amanhã vai rolar festa aqui.
[Sherrie] — Eu mal posso esperar! Convida o Eric, eu vou ter o maior prazer de mostrar pra ele que eu segui em frente, de cabeça erguida.
[CeCe] – É assim que se fala. Você não vai se deixar abalar por um garoto qualquer, nós temos todos aos nossos pés.
[Sherrie] – É, mas ele é Eric Kahn, não é um garoto qualquer. Só espero que ela não traga aquela ridícula da Sara!
[CeCe] — Eu não vou permitir, fica tranquila.
[Sherrie] — Nesse momento já deve tá tudo mundo sabendo. — Sherrie riu.
CeCe descobriu que Eric Kahn havia tirado a virgindade de uma garota do primeiro ano, chamada Sara Darling, e ela aproveitou o fato e espalhou para toda a escola.
[Sherrie] — Cadê a Melissa?
[CeCe] — Aposto que tá em qualquer beco desses por aí se agarrando com o Ian.
[Sherrie] — E eu aposto que ela tá se matando de estudar.
[CeCe] — Não sei pra quê tudo isso, às vezes só de olhar pra ela me dá nos nervos.
[Sherrie] — Falando nisso, e a Ali, onde se meteu?
[CeCe] — Não sei, ela estava meio estranha hoje. Disse que ia sair com umas garotas aí... Ela anda meio estranha ultimamente.
[Sherrie] — Ah, eu acho que sei quem são. São umas meninas da série dela sem importância alguma, eu não sei o porquê Ali se da o trabalho de andar com elas.
[CeCe] — Já te disse que a Ali é estranha. Eu acho que ela anda escondendo algo de mim.
[OUTRA CENA]
As ruas de Rosewood estavam molhadas por conta da chuva, o vento estava frio e abafado. Ella Montgomery dirigia seu Fiat 2006 com suas roupas modestas. Ao seu lado estava Alison Dilaurentis que vestia um vestido azul-marinho e que cantava uma música que tocava no rádio acompanhada de três garotas que estavam sentadas no banco de trás. Só Alison podia ir ao banco da frente, as outras garotas eram muito ingênuas para isso. Aria Montgomery, Hanna Marin e Emily Fields, estavam sentadas no banco de trás e cantavam freneticamente uma música que no momento era a música delas.
[Alison] – Hanna, você pode tentar entrar no ritmo da música? Tá me atrapalhando.
Aria e Emily olharam para Hanna, que na hora se encolheu e se calou. Ella estava tão concentrada na direção para poder falar alguma coisa.
[Alison] – Sr. Montgomery, podemos passar no mercado para comprar alguns salgadinhos?
[Ella] – Ah, claro.
[NA CASA DE CECE]
CeCe e Sherrie conversavam no quarto e ouviam música, foi quando ouviram um barulho na janela.
[CeCe] — Deve ser o vento.
[Sherrie] — Será? Foi tão forte.
[CeCe] — Tá com medo? Talvez seja só a vadia da Melissa brincando com a gente.
[Sherrie] — Será que ela tava escutando o que a gente tava conversando?
[CeCe] — Quem se importa? Vamos descer e assistir alguma coisa... Acho que vou ligar pro Jason.
Enquanto CeCe e Sherrie desciam as escadas, Sherrie ouviu o barulho novamente, mas não deu importância. Elas foram até a cozinha.
[CeCe] — Vou fazer pipoca!
[Sherrie] — O Jason? Nem se atreva! Sempre quando ele tá aqui, você me abandona e se tranca no quarto com ele... E ainda sou obrigada a ouvir os gemidos escandalosos de vocês dois.
[CeCe] — Como você é indelicada! Tudo bem, eu aguento até amanhã.
Elas se jogaram no sofá e ligaram a televisão.
O celular de Sherrie tocou.
[Sherrie] — É o Eric.
[CeCe] — Desliga.
Sherrie desligou.
O telefone da casa de CeCe tocou.
[CeCe] — Ah que droga, sempre tem algo pra atrapalhar.
[Sherrie] — Deixa que eu pauso o filme.
CeCe caminhou até o telefone.
[CeCe] — Alô? — Disse bufando.
[VOZ MISTERIOSA] — Você devia tomar mais cuidado ao falar das pessoas, elas podem estar em qualquer lugar.
[CeCe] — Me surpreende você, Eric. Você acha que já não tá muito passado essa de mudar o efeito da voz e ficar mandando trote pros outros? Hein?
[Sherrie] — É o Eric?
[VOZ MISTERIOSA] — Passado? Todas as coisas que importam pra mim agora estão no presente. E você é uma delas.
[CeCe] — Querido aceita um conselho meu, supera. A Sherrie mandou beijos, tchau. – CeCe desligou o telefone.
[Sherrie] — O que ele queria?
[CeCe] — Sei lá, fazer medo pra gente, só isso.
[Sherrie] — Que babaca!
O telefone tocou outra vez.
[CeCe] — Não atende, deixa tocando.
O telefone parou de tocar e voltou a tocar novamente.
CeCe estressada foi até o telefone novamente e atendeu.
[CeCe] – Já chega Eric! Vá para algum motel e leve a Sara com você, se divirtam.
CeCe desligou o telefone e foi até a cozinha pegar mais refrigerante.
[CeCe] – Vou deixar o telefone fora do gancho. – Gritou ela indo à cozinha.
Sherrie estava confusa, ela ainda gostava de Eric, mas ele era um idiota por ter feito o que fez. Ainda mais porque CeCe seria capaz de deixar de andar com ela se ela ficasse com ele novamente.
[CeCe] – Volto já. — CeCe passou da cozinha para o outro corredor que era entrada para o banheiro.
O celular de Sherrie tocou e era o Eric. Ela hesitou mais depois atendeu caminhando para fora da casa na varanda perto da piscina.
[Sherrie] – O que você quer? – Sussurou.
[VOZ MISTERIOSA] – Eu quero você.
[Sherrie] – Você já me teve e errou feio. Não tem mais volta. E que voz estranha é essa?
[VOZ MISTERIOSA] – Você quis dizer sexy?
[Sherrie] – Eric, adeus!
[VOZ MISTERIOSA] – Não desligue.
[Sherrie] – Então o que você quer de mim?
[VOZ MISTERIOSA] – Eu já disse, eu quero você. Você está tão linda com essa blusinha amarela.
[Sherrie] – Eu não acredito que você tá aqui, eu sabia que tinha alguém aqui dentro. Vai logo embora, a CeCe é capaz de chamar a polícia. Ah você me entendeu, eu tenho que ir e não me ligue mais. Estou morta pra você. – Sherrie desligou o telefone, e assim que se virou ela viu alguém na sua frente.
[Ghostface] – E está mesmo! – Ele deu um chute na garota que caiu no chão e gritou.
Sherrie gritou e tentou respirar após o golpe, mas o assassino já posicionava a faca em direção ao seu peito. Ele ergueu a faca para cima e deu a primeira apunhalada no estomago.
[CeCe] – Droga Sherrie, você já começou o filme sem mim. – Falou CeCe do banheiro, não percebendo que os gritos eram verdadeiros.
Sherrie esperneava e o sangue escorria em direção à piscina. Ela já estava inconsciente e sua blusa amarela estava encharcada de sangue. O assassino a arrastou pela varanda em direção à sala novamente.
[NO CARRO: COM AS GAROTAS]
[Alison] – Para bem ali, naquele mercado. – Alison apontou para o mercado.
[Aria] – Por que tem que ser nesse?
Alison olhou para Aria e soltou um olhar intimidador, algo como "FIQUE CALADA".
[Ella] – Podemos comprar as comidas perto da casa da Spencer, vocês não acham melhor?
Ella perguntara como se as garotas quisessem comprar algo ali, mas só Alison queria. Nenhuma delas respondeu.
[Alison] – É porque eu ouvi dizer que aqui, vendem os melhores salgados da cidade, não é meninas?
Alison sorriu para elas.
[Ella] – Ah então tá bom, vou lá comprar, volto já. – Ella desceu do carro e entrou na loja.
Alison diminuiu o som do rádio.
[Aria] – Por que aqui Ali? – Aria perguntou ainda intrigada.
[Alison] – Precisava fazer uma coisa. É rápido, eu prometo pra vocês.
[Emily] – Você vai pra onde? Você vai furar com a gente mais uma vez?
[Alison] – Não, eu não vou. Só preciso entregar isso a uma pessoa. – Ali mostrou um envelope para as meninas.
Hanna permanecia calada.
Alison olhou para ela. – Hanna, me desculpe... Mas você desafina demais, triste realidade. – Ela saiu do carro e olhou para as meninas. – Volto já.
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