Pretty Little Liars
10 To Kill o Mocking Girl
Notas iniciais
P.O.V — Hanna.
Todas nós caminhávamos pela floresta onde nos lembrava Alison.
– De quem foi essa ideia mesmo? — perguntou Aria.
– Da mãe da Emily — respondeu Spencer.
– A ideia da cabana foi minha, minha mãe só disse para fazermos algo por nós — respondeu Emily.
– Não podemos fazer algo sem pernilongos? — eu disse.
– Não são pernilongos, são mosquitos — corrigiu Aria.
– Não importa, são pequenos, irritantes e estão voando ao redor do meu nariz.
– Estão atraídos pelo seu perfume, pelo seu produto de cabelo e pelo gloss — explicou Spencer.
– Disse que eu atraio moscas?
– Mosquitos — corrigiu Aria novamente.
– Parece o caminho errado — disse Emily, fugindo do ''papo dos mosquitos''.
– Não, é esse mesmo. Lembro daquela árvore — disse Spencer, apontando para uma árvore enorme logo à nossa frente — Marca a metade do caminho. Faltam 136 passos para a cabana.
– Você esteve aqui desde a Alison?
– Eu? Não. De jeito nenhum.
– Mas se lembra da árvore.
– Gente, não é tão estranho assim. Vínhamos aqui na 8ª série todo dia, até depois disso — disse Hanna.
– Acho que é o lugar errado pra fazer isso ... — disse Spencer — Ou santuário, como você diz — se referiu a Emily.
– Não é um santuário, é só um lugar para lembrar da Alison. Qual é o problema? — disse Emily.
– Vir até aqui parece que temos algo a esconder — retrucou Spencer.
– Se preocupa com o que podem falar?
– Você não? Quer dar motivo para aquele detetive nos questionar?
Todas ficaram em silêncio. Comecei a andar mata adentro e Aria me seguiu.
– Hanna, por que está tão quieta? — perguntou ela.
– Só estou tentando manter os insetos no meu nariz fora da minha boca.
– Você tem o direito de dar sua opinião sobre isso — disse Emily.
– Quer minha opinião? Vamos nos afastar e não lembrar dela até termos certeza de que ela não está aqui ainda.
– O quê?! — todas perguntaram, incrédulas.
– Do que você está falando? — perguntou Aria.
– Acha que ela ainda está viva? — perguntou Emily.
– Hanna, acharam o corpo dela — disse Spencer.
– Pare! Estou oficialmente assustada. Não podemos...
– Pediram minha opinião — interrompi Aria — Não acredito que ela se foi.
– Nós fomos no funeral dela! — disse Spencer.
– E, quando saímos, recebemos uma mensagem dela.
– Não era ela. Alguém está perturbando a gente — disse Spencer.
– Como sabe? E que tal todas aquelas mensagens más? Como esse tal de ''A'' sabe coisas que apenas a Ali sabe? — questionei.
– Esta conversa está me dando nos nervos — disse Aria.
– Isso é uma picada. Pernilongo.
– Spencer, recebeu mais alguma mensagem? — perguntou Emily.
– Você não?
Ouvimos barulhos no mato, como passos de alguém.
– O que foi isso? Você ouviu? — perguntou Emily para Aria.
– Sim, ouvi. Estou parada bem ao seu lado.
– Olá? Tem alguém aí? — perguntei, esperando uma resposta.
– Provavelmente é um coelho — disse Spencer.
– Olá?
– É um coelho, Hanna. Não vai te responder.
– Podemos ir logo para a cabana? — disse Emily.
Ouvimos de novo barulhos no mato.
– Lógico que não é um coelho, tem alguém lá — eu disse.
– Vamos voltar — disse Emily.
Todos os nossos celulares tocaram. Era uma nova mensagem.
Cuidado, melhores amigas! Temporada de caça a mentirosas e eu estou caçando. -A

– Bom dia — disse o detetive Wilden sem camisa de frente para a geladeira.
– Cadê minha mãe? — perguntei.
– Está lá em cima vendo algo. Estou tentando ver o que deixa isto espalhável — disse ele, com um pote na mão — Quer um waffle?
– Não. Obrigada.
– Aqui está ela — disse ele, apontando para a minha mãe — É óleo de canola!
– Darren, porque não se veste? — perguntou minha mãe, vendo Darren apenas de toalha — Cuido do café da manhã.
– Tá.
Ele beijou a bochecha dela e subiu para se vestir.
– Por acaso ele mora aqui agora? — perguntei.
– Pegue o leite.
– Isso é uma coisa permanente?
– Pode falar baixo, por favor?
– Foi só um par de óculos! E era da coleção passada.
– Me passe aquelas garrafas.
– Mãe, não precisa fazer isso.
– Fazer o quê?
– O suco dele.
– Conversamos depois do café da manhã.
– Não tomo café da manhã. Nem você.
– Olha, até ele conseguir que a loja retire a queixa da sua farra, não vamos mandar ninguém para o escanteio. Não queremos de modo algum um inimigo na polícia.
– Eu entendi, tá? Mas não esperava ter que dar a ele um cartão de dia dos pais.
– Hanna! A situação é delicada. Aliás, se for comprar um cartão, que seja para mim.
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