Pretty Little Liars
7 The Jenna Thing - Parte 2
Notas iniciais
P.O.V — Spencer.
Estava jogando uma partida de golfe sozinha. Mirando até os buracos, posicionava o taco e arremessava. Uma ótima maneira de me livrar do estresse do dia-a-dia. Revirei meu pescoço com o intuito de desamarrar alguns nós. Voltei meu olhar ao jogo quando fui interrompida de minha concentração.
– Bom — uma voz familiar dizia. Me virei para ver quem era. Emily, acompanhada por uma garota. — Está treinando para ser a capitã do time? — Em se dirigia até mim.
– Bom, eu queria, mas..
– Se você quer, vai conseguir — ela me interrompia novamente.
– Temos algo para comemorar? — A garota que estava com ela perguntava.
– É, parece — respondi enquanto dávamos risadas.
– Spencer, essa é a Maya — Emily me apresentava.
– Isso. A garota que se mudou para a casa da falecida — Maya dizia entristecida. A observava com um olhar clichê. — Mas o que eu estou dizendo — ela fez uma pausa cabisbaixa.
– É, não acredito que disse isso — a questionei.
– Acho que perdi o chip que controla a razão.
– Tudo bem — a compreendi. — Todas estamos aprendendo a lidar com os fatos.
– Maya e eu vamos tomar um café. Quer vir? — Emily perguntava.
– Adoraria um café com leite.. mas só tenho agora para treinar, então.. — acho que ela entendeu o recado.
– Nos vemos depois — ela se retirava do campo juntamente com Maya.
P.O.V — Emily.
– Ela é decidida — Maya dizia.
– Quando conhecer os pais dela, vai entender — a respondi.
P.O.V — Aria.
Estava caminhando pelos corredores do colégio quando me deparei com Ezra a poucos metros de minha frente.
– Posso falar com você? — Perguntei enquanto ele parecia surpreso.
– Pode, claro — ele segurava seu fichário abaixo das axilas.
– Quero pedir transferência da sua turma — fui direta. Ele me olhava um pouco chocado enquanto desviava o seu olhar para a sala ao lado.
– Pode entrar aqui? Um minuto? Por favor?
– Está bem — assenti. Entramos na sala enquanto ele fechava a porta e se dirigia até mim.
– Eu entendo as suas motivações.. mas gostaria que ficasse na minha turma.
– Não é uma decisão fácil.. mas acho que é a coisa certa a se fazer — o encarava.
– Posso controlar meus sentimentos.
– Eu não — respondi. — E mesmo que pudesse, eu não quero. É muito difícil assistir a sua aula todo dia e chamar você de Senhor Fitz. Não sei fingir que não te conheço. Então.. — pegava o papel da transferência de aulas e entregava para ele. — Você pode assinar? — Interroguei-o.
– Tem certeza? — Ele perguntava.
– Tenho — ele assinava a papelada e me entregava. — Obrigada — agradeci e me retirava da sala.
P.O.V — Hanna.
Observava Aria se retirar da sala do Senhor Fitz. A expressão em seu rosto me desconfiava.
– Eu fico querendo botar silicone, mas quando vejo o delas, desisto — disse Mona se referindo ás outras estudantes que passavam por nós. Ri. — Aí vem o Sean — ela chamava minha atenção enquanto me revirava ao encontro dele.
– Te vejo no almoço — me despedi e logo fui cumprimentar meu namorado com um beijo. Andávamos de mãos dadas pelos corredores.
P.O.V — Emily.
Recolhia o material de minha aula seguinte, e assim que fechei o armário fui surpreendida por um beijo de Ben. Me afastei.
– O que foi? — Ele perguntava.
– Você me assustou — ri.
– Vamos ao cinema? — Ele me convidava para sair.
– Minha mãe convidou a Maya para dormir lá em casa hoje — ele fez uma pausa sensual.
– Que tipo de pijama você acha que ela usa? — Perguntou.
– Como vou saber? — Questionei.
– Te vejo no treino — ele me deu um beijo na bochecha e seguiu seu caminho. Avistei Maya conversando com algumas amigas. A apreciava, porém fui desviada ao microfone que fornece os avisos escolares.
As seguintes alunas compareçam á direção: Emily Fields, Aria Montgomery, Spencer Hastings e Hanna Marin."
O sinal tocou e rapidamente todas as garotas solicitadas apareceram de lugares diferentes no mesmo corredor em que eu estava.
P.O.V — Aria.
Meu celular apitava dentro de minha mochila, como se tivesse recebido uma mensagem. E tinha mesmo.
– Espere — disse a todas. — É de "A" — elas lançavam olhares de assustadas á mim.
– Garotas mortas andando — disse Hanna lendo a SMS ao meu lado.
Todas nos entreolhamos um tanto assustadas. Continuamos andando á direção enquanto eu guardava meu aparelho na bolsa.
O delegado andava de um lado para o outro da sala com uma papelada nas mãos.
– Vejamos — ele fez uma breve pausa. Parecia estar procurando alguma coisa entre aquelas toneladas de papéis. — Você pensou ter ouvido ela gritando — apontava para Spencer.
– Foi o que eu declarei. Sim — ela afirmava em resposta.

– E quando vocês três acordaram no celeiro, Alison tinha sumido e Spencer também? — Ele perguntava a mim e aHann e Em.
– É, acordei antes delas e percebi que a Ali não estava, então eu.. — ele interrompeu Spencer.
– Então saiu para procurá-la — completou.
– Foi o que aconteceu — ela sorriu sarcasticamente.
– Entendi. Mas o que aconteceu? Beberam demais ou..
– Isso é um interrogatório? — Spence parecia incomodada ao responder aquele questionário.
– Não, só uma investigação de rotina. Por que vocês todas caíram no sono? — Ele perguntava surpreso.
– Estávamos cansadas — respondi com a resposta mais lógica possível.
– Cansadas? Sério? — Ele me criticava ironicamente. — É isso que você lembra, Hanna?
– É — Hann afirmou.
– É. Estavam cansadas — ele compreendeu.
– Olha, já dissemos tudo o que sabemos do jeito que aconteceu naquela noite em que ela desapareceu — Spencer foi direta.
– Eu sei. Eu sei. E o curioso é que repetiram a mesma versão de um ano atrás. Parece decorado — ele parecia desconfiado.
– Como a Spencer disse, contamos tudo o que sabemos — ele redirecionava seu olhar ás papeladas.
P.O.V — Hanna.
Estávamos sentadas ás 4 juntas em uma mesa do refeitório. Todas cabisbaixas e caladas. Foi quando Aria resolveu quebrar aquele clima silencioso.
– Ele sabe que estamos mentindo — ela nos repreendia.
– Mentir não é crime — afirmei.
– É quando se dá um falso testemunho para a polícia — Spencer me questionava. — Chama obstrução da justiça — completava.
– Ah, por favor, mentimos sobre beber. A verdade que importa é que não sabemos o que aconteceu com a Ali naquela noite — impliquei.
– Também sabemos de uma pessoa que poder ter tentado fazer mal a ela — Spence dizia.
– Devíamos ter contado a verdade á polícia sobre o acidente da Jenna na noite em que ocorreu — Emily parecia entristecida.
– Eu quis contar, lembra? — Arqueava minhas sobrancelhas.
– Tivemos a chance de fazer mais do que contar a verdade. Podíamos ter impedido uma tragédia — Aria exclamava.
– Mas não fizemos e contar para a polícia agora o que aconteceu com a Jenna não vai fazer ela voltar a enxergar -Spencer tinha razão. — Só vai destruir as nossas vidas — completou.
Ouvi o som da muleta de Jenna sobre o piso da cantina. Direcionamos nosso olhar a ela.
– Minha nossa, ela voltou a estudar aqui? — Perguntava surpresa.
Um garoto passou correndo por ela a fazendo quase cair. Aria caridosamente se levantou para ajudá-la a se guiar.
P.O.V — Aria.
– Jenna? — A chamava. — Oi, é a Aria. Quer sentar com a gente? — Perguntava.
– Claro — ela respondeu.
Peguei a bandeja com os alimentos que ela iria almoçar e os coloquei sobre a mesa.
– Obrigada — ela assentiu enquanto posicionava sua mão sobre meu ombro para se guiar.
– Está entre a Hanna e a Emily. E Spencer bem na sua frente — dizia. Coloquei a bandeja sobre a mesa e ela agradeceu novamente. — Aqui está a cadeira — peguei o assento vazio da mesa ao lado.
– Que seria a cadeira da Alison, certo? — Ela perguntava enquanto se sentava e eu me dirigia ao meu lugar.
– Não, estamos sentadas em outra mesa — Emily a respondeu dizendo que não estávamos almoçando na mesa de costume cujo almoçávamos com Alison.
– Sabiam que ela foi me visitar depois do acidente? — Ela nos voltava a uma pergunta novamente enquanto dobrava sua muleta para guardá-la.
– A Alison foi? — Spencer e todas nós lançávamos uma expressão de surpresa a Jenna. Ela assentiu com a cabeça dizendo que sim.
– Ninguém entendia bem a Alison, mas eu sabia exatamente quem ela era.
– Quando voltou, Jenna? — Spencer mudava de assunto e perguntava por curiosidade. — Soubemos que estava naFiladélfia, numa escola para pessoas especiais.
– Pode dizer "cega", Spencer — Jenna riu. — Tudo bem, não é palavrão — ela pegava seu suco de manga armazenado em uma garrafa e girava a tampinha para abri-lo. Enquanto ela tomava um gole todas permanecíamos em silêncio. — Uau! Que silêncio — ela dizia ironicamente. — Vocês eram mais divertidas. O que aconteceu com vocês? — Ela soltava algumas risadas.
FLASHBACK ON
Ríamos e nos divertíamos na casa de Emily experimentando algumas roupas ao som de uma música bem agitada.
– Deixa eu provar este aí — me referia a blusa que Hanna segurava em suas mãos. Ela me deu.
– Será que vai caber em mim? — Ali perguntava.
– Ali, ficou ótimo — Spencer disse.
– Espere. Olha esse! — Ali segurava uma roupa para todas verem se ficaria bom ou não nela. Estávamos muito distraídas e alegres.
– Vou usar isso. É lindo! — Emily afirmava.
– Ai, que lindo! Um minuto, ficou ótimo Ali — Hanna dizia enquanto ficava admirando Ali no espelho. Ela queria ser igual a ela.
– Passa essa blusa! — Eu dizia pegando a roupa das mãos de Spencer. — Não, eu não gostei.
– Estou te vendo! — Ali parecia ter visto alguém através do espelho nos bisbilhotando pela janela. Ela correu em direção a vidraça. — Nossa, não acredito.
– Quem era, Ali? O que você viu? — Emily perguntava.
– Ele estava na janela, espiando a gente. Mas que ódio! — Alison estava revoltada.
– Ele quem? — Spencer perguntava.
– O pervertido do Toby Cavanaugh.
– Mas você tem certeza? — Argumentava.
– Tenho, sim. Estava bem ali. Aposto que nos viu nua.
– Será que devemos avisar alguém? — Perguntei.
– A gente até podia.. mas tenho uma ideia melhor — ela lançava um sorriso de quem parecia que iria aprontar.
Caminhávamos pelo quintal da casa de Toby naquela noite de fogos de artifício.
– Tem certeza que ele não está? — Perguntei.
– Ele não está, certo? — Ali respondeu. — Trouxe o isqueiro, certo, Spencer?
– Trouxe — Spence respondeu.
– Espere um pouco — Emily segurava o braço de Ali tentando-a impedir do que pretendia fazer.
– O que, Emily? — Ali perguntava.
– Não quero fazer isso.
– Certo. Vá embora. Você que sabe.
– Acho que a Emily tem razão. Vamos chamar a polícia, eles o levam e fazem o que for da lei — disse.
– E qual seria a graça? — Ali me questionava. — Gente, o Toby Cavanaugh é um louco e precisa levar o troco. Se ele acha que pode nos espiar enquanto nos trocamos no seu quarto, Emily, ele precisa saber que seu precioso esconderijo não é assim tão seguro. Sabe, imagina o que ele faz aqui o dia todo, aquele louco — Ali estava mais do que decidida.
– Tem certeza que era o Toby? — Spence continuava a desconfiar de que Ali estava enganada.
– Tenho, e é só uma bomba de cheiro. Não vamos explodir o lugar. Vamos acender. Dê-me o isqueiro — ela ficou de frente a porta dos fundos da casa de Toby enquanto ordenava Spencer a fazer o que ela queria. Spence exitou mas acabou entregando o isqueiro nas mãos de Ali. Ela acendeu a bomba, abriu a porta e a jogou lá dentro com rapidez. Logo depois a encostou. — Vamos embora rápido. Corram!
Todas saímos com pressa imediatamente daquele local. Foi quando ouvimos o barulho de algo se quebrar de dentro da casa e tomamos um susto, revirando nosso olhar para trás. A garagem da casa estava em chamas.
– Ali, o que você fez? — Spencer a repreendia enquanto perguntava nervosa.
– Temos que sair daqui. Vamos, corram! Rápido. — Disse.
FLASHBACK OFF
P.O.V — Spencer.
Nossos celulares apitavam recebendo torpedos. Jenna pegou meu aparelho telefônico e perguntou.
– Não vai atender? — Dizia enquanto sorria. Todas nós em conjunto pegamos nossos celulares para visualizar a mensagem.
Se ela pudesse ver seu ar culpado..
–A
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