Pretty Little Liars
3 Piloto - Parte 3
Notas iniciais
P.O.V — Emily.
– Não acredito que venderam a casa — dizia a minha mãe enquanto ela pegava alguns alimentos na geladeira.
– Trazia lembranças duras para a família. Imagino o que passaram.
– É tão estranho ver gente nova morando na casa que foi da Alison — dizia cabisbaixa.
– Eu sei, querida.
– Aria voltou — tentava fugir do assunto.
– Ela ainda usa o cabelo cor-de-rosa? — Perguntava minha mãe sorrindo.
– Não mãe, não mais.
– Quer saber a verdade? Eu nunca entendi aquela família. Como uma mãe permite que a filha faça aquilo? — Ela dizia caminhando enquanto ao mesmo tempo gesticulava.
– Porque acreditam que os filhos são indivíduos. Não sua propriedade.
– Filha, não acho que você é minha propriedade, mas sou sua mãe — ela falava com dois potes de compotas nas mãos. — Que espécie de mãe eu seria se deixasse você virar gótica? — Ela posicionava os alimentos que pegava em uma cesta. — Sabe, essa moda pode pegar bem na Europa.. mas aqui em Rosewood não dá certo.
– Nem todo mundo está preocupado em agradar o povo de Rosewood, mãe — ela saía de minha frente. — Algumas pessoas pensam mais longe — sussurrava.
Caminhava até a antiga casa de Alison para dar ás boas-vindas aos novos moradores da residência com uma cesta entre as mãos, e observava o caminhão de mudanças retirando os últimos pertences que restaram de Ali.
– Quer para você? — Se aproximava uma garota de cabelos estilo black power totalmente cacheados que aparentemente se referia a uma medalha que eu segurava — Sou Maya Saint German. Também chamada, "a nova vizinha".
– Sou a Emily. Bem-vinda ao bairro — dizia amistosamente enquanto entregava uma cesta caseira.
– Obrigada — ela agradecia. — Foie gras e conserva de pepinos. Meus preferidos — ela dizia enquanto observava o que continha na cesta.
– É da minha mãe — tentava me explicar.
– Imaginei. Estas coisas estavam no meu quarto. Pode ficar para você, se quiser — se referia ás centenas de caixas na calçada.
– Era tudo da Alison.
– Ela é sua amiga?
– Era, há um tempo.
– É só o que vai dizer? Sem detalhes?
– Éramos cinco amigas muito unidas. Mas não somos mais — dizia chateada em ter que contar do meu passado.
– Acharia abuso eu pedir para me ajudar a desempacotar umas caixas?
– Sim — fui direta. — Mas não me importo — demos risadas. Larguei á medalha em cima das coisas de Ali ali fora e seguiMaya para dentro da residência.
– Então por que não é mais amiga da garota que morava aqui? — Ela perguntava enquanto segurava uma caixa entre seus braços e entrava em seu quarto.
– Você adora fazer perguntas — caminhava logo atrás dela.
– Como vou conhecer você sem perguntar? — Pegava algumas roupas dentro de uma das caixas que estavam abertas por ali.
– E aí vem mais uma pergunta.
– Certo. Sua vez. Faça-me uma pergunta — olhei aos arredores do quarto e achei um porta-retrato em seu quarto.
– É o seu namorado? — Me referia ao moço da foto.
– Ele se chama Justin.
– É bonito.
– Está a dois mil quilômetros daqui.
– Meu namorado se chama Ben.
– O que ele faz? — Ela perguntava curiosa.
– Ele nada, como eu.
– Aposto que é boa nisso. Seu corpo diz isso — ela se aproximava de mim ao lado da janela do cômodo. — Minha mãe toca cello. Estão construindo um estúdio.
– Você também toca?
– É, mas não cello — ela ria. — Como você é desportista, vai ficar muito zangada comigo seu eu puxar um fuminho?
– Agora? — Perguntava surpresa.
– Não acendo, se não quiser.
– E os seus pais?
– Relaxe. Eles saíram — ela se afastava.
– Pode fumar.
– Quer também? — Ela me oferecia com sua caixa de cigarro nas mãos.
– Tudo bem — aceitei enquanto sentava juntamente com ela na cama.
– Primeira vez?
– Não — ela me observava intimadamente. Acabei dizendo a verdade — É.
– Estou corrompendo você. Quer mesmo?
– Quero, acho que sim.

P.O.V — Spencer.
– Então, o que achou? — Perguntava a minha irmã Melissa me referindo ao celeiro.
– Você tem um dom para decoração. Eu absolutamente amei.
– Obrigada.
– Sério, quando a mãe me disse que você estava reformando o celeiro em um loft.. não acreditei. Mas está lindo. Bom trabalho.
– Que bom que gostou — sorri.
– E adorei você deixar que a gente se mude para cá — ela insinuava que eu a deixei morar com seu noivo lá.
– Como? — Perguntava surpresa.
– Wren e eu vamos morar no celeiro enquanto reformamos nosso apê na cidade.
– Não. Eu vou me mudar quando for para a faculdade, Melissa. Foi esse o trato que fiz com nossos pais. Tirei boas notas. Fiz o estágio. Gastei todas as minhas férias reformando para mudar para cá.
– Bom, mas você vai ter que esperar — ela dizia cinicamente.
– Por que não podem ficar no meu quarto?
– Somos um casal, Spencer. Precisamos de um espaço nosso e nossos pais concordaram.
– Mas eles me prometeram — ela ria enquanto seu noivo se aproximava de nosso bate-papo.
– Está tudo bem? — Ele perguntava. — Eu sou Wren.
– Pensei que ficaria feliz por mim.
– Bom, sabe o que dizem sobre a esperança? Que só traz desilusões — me retirei do local e voltei para dentro de casa.
P.O.V — Melissa.
– Parece que ela estava planejando se mudar para o celeiro — disse Wren.
– Não esquenta com a Spencer. Ela vai superar — me dirigi ao celeiro.
Anoiteceu..
P.O.V — Spencer.
Observei Wren amassar um maço de cigarro dentro de um vaso de flores que havia na varanda.
– Acha isso correto? É estudante de medicina, certo? — Arqueei as sobrancelhas.
– Você é um pouco chatinha — ele disse.
– Só um pouco? — Fiz uma pequena pausa. — Minha irmã sabe que você fuma?
– Ela tem que saber de tudo? — Ele olhava cabisbaixo para o chão e me respondia com um ar de sarcasmo. Trocamos olhares. — Desculpa a gente mudar para o seu loft. Se quiser que eu fale com ela..
– Não ia mudar nada. Obrigada pela consideração — agradeci. — Você é diferente dos outros namorados da Melissa.
– Diferente como? — Ele riu.
– O jantar está servido — mudei de assunto. Assim que passei por ele resolvi respondê-lo. — Eu gosto de você. Essa é a diferença — caminhei para dentro de casa enquanto ele esbanjava um sorriso.
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