Pretty Boy
23 I am Afraid
Notas iniciais
Kurt foi tomar um banho quente, tentando relaxar antes de se deitar, o menino passou todo o dia em piloto automático, ele estava preocupado com Blaine. No entanto não queria parecer aqueles namorados loucos de filmes que ficavam morrendo de saudades com somente um dia de distância, embora fosse difícil se controlar. Felizmente ele não teve nenhum cliente problemático hoje, e ele já tinha deixado o último ir embora.
Kurt se secou rapidamente e vestiu uma calça de moletom e uma camiseta de dormir. Ele estava um pouco ansioso, depois de pentear seu cabelo e gastar alguns minutos circulando em seu quarto em busca do que fazer, ele foi mexer nos papéis em sua gaveta, onde ele encontrou o cartão que Blaine tinha dado a ele um tempo depois que eles se conheceram. Mais especificamente no dia em que Kurt assistiu à estreia de sua peça, que foi o mesmo dia que Kurt conheceu Sebastian, também conhecido como a primeira vez que Blaine quebrou o coração de Kurt.
Tudo bem, ele estava parecendo um pouco sistemático. Mas ele não tinha muitas datas importantes das quais se lembrar, então os dias com Blaine eram memorizados cuidadosamente, mesmo os ruins.
Kurt encarou o cartão, ele nunca tinha ligado para Blaine. Também, ele nunca teve a oportunidade, toda vez que ele pedia para Blaine sumir, o moreno voltava no dia seguinte. Kurt sorriu com seus pensamentos. Ele nem tinha como ligar mesmo, já pensou tentar usar o telefone de Erick na recepção? Se o homem percebesse as coisas ficariam complicadas, ainda mais atualmente que Erick controlava tudo o que ele fazia, ele ficaria completamente louco.
O castanho guardou o cartão no bolso da sua calça com um sorriso triste, ele precisaria esperar Blaine aparecer aqui para poder vê-lo novamente.
~K&B~
Sebastian trabalhou alguns anos consideráveis de sua vida como advogado criminalista e Blaine sempre reclamava, algo sobre ele “defender bandidos”. Seu ex noivo era muito sentimentalista, não entendia nada de negócios, nem de direito. Mas era melhor assim.
Ele conheceu muitos clientes estúpidos que cometeram crimes horríveis dos quais ele conseguia sempre livrá-los. Ele tinha certeza que Blaine não aprovaria nem metade destes casos, mas isto não importava. Sebastian não estava nem um pouco preocupado no mal que a pessoa fez para a sociedade, somente no quanto podiam pagá-lo. Isso que fazia dele um excelente advogado.
Sebastian não tinha medo da lei, ele conseguiria lidar com este tipo de empecilho, o problema para ele era a questão fora da lei. Bom, ele não era bobo, sabia como funcionava esse negócio do submundo, sabia que para lidar com Kurt teria que lidar também com Erick, e ele sabia que o cara podia ser perigoso.
O melhor seria uma morte discreta, sem que alguém pudesse perceber seu envolvimento. Ou então ele poderia se livrar dos dois juntos, fazendo o que a polícia de Nova Iorque deveria ter feito há muito tempo.
Não, Sebastian não era um assassino, ele só queria recuperar sua antiga vida de volta, mesmo que precisasse de meios mais urgentes.
Ele planejava agir rápido, uma madrugada qualquer e um pobre garoto de programa que as pessoas mal sabiam o nome caminhando pela rua, em busca de novos clientes talvez, e repentinamente sendo atingido por um tiro. Ótimo.
~K&B~
No momento em que chegou em Nova Iorque Blaine foi rapidamente para seu apartamento, com tempo somente de buscar seu carro para poder ver seu namorado. O moreno estava cansado da correria do dia, e principalmente da viajem, mas ele havia prometido para Kurt que o veria hoje de manhã, e ele sabia que a mente de Kurt poderia ser bem criativa imaginando que ele tivesse sido assassinado, ou até mesmo não quisesse vê-lo.
Dirigir por este caminho à noite lembrava muito o dia que Blaine conheceu Kurt, andando desesperado por essas ruas só para encontrar o menino que futuramente seria seu grande amor. Talvez ele devesse agradecer a Sebastian por aquela traição em especial
Blaine não podia conter sua animação, se tudo corresse bem, em pouquíssimo tempo ele não teria que fazer toda esta viajem para ver Kurt.
Depois de estacionar o carro no lugar de sempre Blaine entrou no prédio que já era bastante família, só para encontrar um rosto que ele não gostaria de ver tão cedo, fazendo seu sorriso desmanchar-se imediatamente.
— Ah você por aqui? Achei que não te veria de novo, em especial depois da nossa conversinha da última vez. – Erick disse calmo, com um leve humor na voz, numa tentativa falha de esconder toda raiva que sentia.
— Oh eu espero que você me perdoe, mas eu não absorvi absolutamente nada que você quis dizer aquele dia. Eu vim ver Kurt. – Blaine respondeu firme.
— Se eu fosse você tomaria mais cuidado com a maneira que fala comigo. – Rebateu sínico, agora se levantando da cadeira. – Vou ter que pedir para você se retirar.
— Eu não posso, fiz uma viajem muito longa até aqui. – Argumentou, agora sendo tomado por um leve desespero, ele não gostaria de enfrentar Erick aqui. – Além disso eu tenho dinheiro, isso não te interessa?
Erick pensou por alguns segundos. O que este homem estava fazendo aqui de novo? Ele havia chegado muito feliz para seu gosto, ainda mais depois dos dois terem tido aquela conversinha no último dia.
— Isso só comprova o que eu falei... De você ser um dos nossos mais fiéis consumidores.— Erick sorriu, dando seu preço para Blaine e permitindo o menino a ir para o quarto.
Depois que Blaine saiu um tanto aliviado, o homem ficou interessado. Não era possível que ele estivesse vindo aqui só para sexo, e ele achava que tinha sido muito claro com Kurt sobre relacionamentos com o cliente.
Alguns minutos após Blaine ter deixado a recepção, Erick curioso e muito silenciosamente fez seu caminho até a porta do quarto de Kurt, tentando ouvir o que estava acontecendo.
~K&B~
Quando Kurt ouviu batidas na porta ele ficou animado, só existia uma pessoa que o respeitava o suficiente por aqui para bater em sua porta, e não por acaso era a pessoa que ele mais ansiava para ver. Levantando-se animado Kurt girou a maçaneta só para encontrar o rosto bonito do seu namorado.
— Oi. – Falou esbaforido, com um sorriso que não cabia em seu rosto. – Pensei que você tinha se esquecido de mim.
— Oi, menino bonito. – Respondeu Blaine, fechando a porta atrás de si, e deixando suas mãos envolverem a cintura de Kurt. – Eu não poderia me esquecer de você nem se tentasse.
— Por que você demorou tanto? – Perguntou o castanho, fazendo um bico.
— Eu precisei resolver uns negócios de última hora. — Respondeu Blaine ofegante. – Aliás nós precisamos conversar.
Antes que Blaine pudesse falar mais alguma coisa, ele sentiu seus lábios sendo tomados ansiosamente pelo seu namorado, e única coisa que ele poderia fazer era retribuir. Os dois não sabiam o quão estavam ansiosos por isto. O castanho continuou aprofundando o beijo, empurrando Blaine até a cama do quarto, onde os dois caíram confortavelmente. Os dedos de Kurt se enroscavam levemente nos cachos do moreno, enquanto as mãos de Blaine desciam pela cintura de seu namorado, apertando com uma pressão deliciosa.
— Depois nós podemos conversar. – Sussurrou simples no ouvido do moreno. — Blaine, eu quero você. – Pediu com a voz fraca.. – Por favor.
Blaine respirou fundo e reuniu todo seu autocontrole para se afastar de Kurt, segurando o namorado carinhosamente pelos braços.
— Eu quero você também. Deus, eu sempre quero você. – Respondeu com dificuldade, enquanto se sentava. – Mas eu vim aqui para falar sobre um assunto importante, por favor Kurtie. Depois podemos fazer o que você quiser. – Pediu, deixando um dedo acariciar o rosto de Kurt enquanto falava olhando em seus olhos.
Kurt ficou um pouco magoado com a rejeição de Blaine, mas parou, sentando-se dando sua atenção para o namorado. Levando em conta que o relacionamento dos dois tinha começado somente como sexo, fazia tempo que os dois não dormiam juntos, e Kurt sentia falta disso, ele não conhecia muito bem outras formas de expressar seus sentimentos, de dizer que queria estar próximo de alguém.
— O que você precisa falar? – Perguntou tentando conter sua impaciência.
— Você se lembra quando eu disse que te ajudaria a sair daqui? – Kurt apenas assentiu um pouco apreensivo, ele não esperava esse tipo de assunto agora. – Bom, nesses últimos dias eu andei estudando as melhores formas de fazer isso. E vou ser honesto com você Kurt, sua situação não está nada fácil.
— Oh não me diga... – Comentou o castanho, não sem um tom de ironia repentino em sua voz. – Pensei que se você pedisse educadamente para Erick nós três poderíamos tomar um café e eu poderia ir embora daqui depois. – Blaine suspirou, ignorando os comentários ácidos do namorado, e continuou a falar.
— Eu sei o quanto você é importante e especial, mas a verdade é que nenhum policial se importaria com sua história, ou com o tipo de atividade envolvida aqui. Quero dizer... isso não é segredo para ninguém não é mesmo? – Divagava triste. – Então a melhor forma que eu encontrei é de nós fugirmos.
— Oh meu Deus, Blaine. Não comece com essas histórias de filme, isso é ridículo, não vai dar certo. Vamos ser descobertos e eu não quero que você seja assassinado por minha causa. — Falou o mais velho desesperado. – Por favor, eu estou bem aqui.
— Você sabe que não está nada bem, Kurt. E não se preocupe, não penso em nada tão dramático. Eu já vou deixar as passagens compradas com antecedência, nós saímos para tomar um café e vamos para o aeroporto, ninguém vai desconfiar.
— Blaine não. Você sabe que eu não posso viajar, eu não tenho nem documentos mais. – Argumentou ansioso. – Além disso, Erick não me deixa sair mais nem para tomar um sorvete.
— Kurt você precisa se acalmar. Eu já pensei nisso, vamos precisar sair daqui uma hora que Erick não estiver, e quanto aos seus documentos não se preocupe, eu estou verificando já uma forma de resolver isso.
— Oh eu não sei. Eu tenho medo do que pode acontecer. – Kurt falou um tanto inseguro.
Blaine segurou as mãos do namorado, acariciando calmamente.
— Você não precisa ter medo Kurt. Eu juro que nada de mal vai lhe acontecer. – Falou sincero, querendo mais que tudo que Kurt acreditasse nele. – Eu só quero que você fique bem meu anjo, eu sei que as coisas estão difíceis, e eu não sei por quanto tempo ainda posso suportar te ver assim. Por favor confie em mim.
— Eu confio em você. – Kurt assentiu levemente. – O que exatamente você tem em mente?
— Eu estava pensando em deixar as passagens compradas para semana que vem, você sabe que dia é mais fácil não encontrar Erick por aqui?
— Geralmente ele não aparece por aqui de segunda, terça também é difícil. – Respondeu depois de pensar alguns segundos.
— Ótimo! Eu vou agendar nosso voo para noite. Eu passo aqui e te busco para irmos direto ao aeroporto.
— Mas hoje já é quarta... V-você quer dizer na semana que vem? Assim tão perto?
— Sim, claro. Quanto mais rápido melhor, eu sei que ele já está desconfiando de algo. – Comentou Blaine inquieto. – Eu vou passar aqui à noite, depois do teatro, como um dia normal. Você nem precisa arrumar suas malas, chegando lá nós damos um jeito.
— Para onde nós vamos? – Kurt perguntou curioso. E Blaine sabia que se ele respondesse a verdade, todo o progresso com seu namorado seria perdido instantaneamente. Kurt odiaria a ideia de envolver seu pai nisso.
— Hm, isso é segredo. Mas você vai adorar. – Respondeu sorrindo.
Kurt sorriu com a resposta do namorado. Ele conseguiria pensar em mil formas de isso dar errado, mas ele não queria este tipo de pensamentos tomando conta de sua mente. Ele precisava ser positivo e acreditar em Blaine.
— Você acha mesmo que neste dia na próxima semana nós vamos estar juntos e felizes? – O castanho perguntou, se sentindo um pouco idiota. Mas já fazia alguns anos que ele nem se atrevia a pensar nesse tipo de possibilidade.
— Eu tenho certeza. – Blaine se inclinou, roubando um beijo de Kurt, voltando de onde eles tinham parado anteriormente.
~K&B~
Furioso era pouco para descrever o quão irado Erick se sentia. O homem precisou se controlar para não quebrar a porta do quarto, e descarregar sua arma nas costas de Blaine Anderson, isso não faria bem algum a ninguém.
Erick desceu, indo até sua mesa na recepção. A última coisa que ele queria agora era ouvir Kurt, seu Kurt, tentando fazer sexo com o cara que queria roubar seu bem mais preciso. O homem se sentou irritado, com os olhos vermelhos de raiva, as poucas garotas de programa que passavam por lá evitavam até encarar ele com medo.
Por que Kurt queria ficar com um cara desses? Por que ele concordaria em fugir dessa vida que Erick deu para ele tão facilmente?! Erick sempre dizia que gostava de forçar Kurt a fazer sexo com ele, só parar ver o sofrimento no rosto do menino, mas isso era só porque ele nunca o quis de boa vontade. Se Kurt tivesse apaixonado por ele tanto quanto está apaixonado por este tal de Blaine a vida dele seria completamente diferente. A vida dos dois.
Só existia uma pessoa que Kurt poderia amar, confiar e querer por perto. E esta pessoa não era Blaine.
Erick deixou a raiva tomar conta de si por um bom tempo que ele nem mesmo preocupou-se em calcular. Provavelmente algumas horas. Ele só percebeu que era demais quando avistou Blaine descendo as escadas, e fez de tudo para não ter que olhar no rosto do Anderson, caso contrário ele iria acabar com este homem com suas próprias mãos.
Evitá-lo foi fácil, uma vez que Blaine também não estava ansioso para ter uma conversa com Erick. Ele só observou o menino passar reto pela recepção e deixar o bordel sem dizer uma só palavra. Erick não perdeu nem mais um minuto e fez seu caminho até o quarto de Kurt.
~ K&B~
Kurt deitou-se na cama feliz como há muito tempo não se sentia, agora ao fechar os olhos ele só podia ver coisas boas pela frente. Uma vida inteirinha com Blaine, isso seria incrível, talvez ele pudesse voltar a estudar, e ter um emprego normal... E tantas coisas que Kurt achou que jamais seriam possíveis para ele.
Infelizmente para o castanho, tão rápido que suas esperanças vieram elas foram arrancadas. Assim que ouviu a porta de seu quarto ser escancarada violentamente, e um Erick enfurecido se aproximando dele, o homem o agarrou pelo colarinho da blusa o arrancando da cama.
— E então, você teve uma noite boa hoje? – Perguntou sem se dar ao trabalho de conter o desgosto em sua voz.
— E-eu não sei do que você está falando. – Kurt murmurou assustado.
— Ah mas você sabe. – Continuou impulsivo. – Eu estou falando sobre o seu namoradinho, que há pouco tempo atrás você estava implorando para te foder. Como se você já não fizesse isso o suficiente o dia todo. – Berrava o mais velho descontrolado. — Aquele mesmo que veio aqui hoje só para te oferecer uma proposta de vocês fugirem juntos, e viverem uma vidinha feliz longe daqui. Longe de mim.
Oh merda. Merda. Merda. Erick tinha ouvido tudo, ele iria matar Kurt, iria matar Blaine. O castanho se encolheu com os berros.
— Por que Kurt? – Questionou agora em um tom mais baixo, agarrando o pescoço do menino força. – Por que você ama alguém como ele?
Erick jogou Kurt de volta na cama, e logo em seguida preencheu o rosto bonito do menino com um murro forte, fazendo o castanho ofegar.
— Por que não eu?! – Erick voltava a gritar, agora dando mais e mais socos no rosto de um Kurt desesperado.
— E-eu não entendo. – Kurt perguntou choroso, com a voz fraca. – O que você está querendo de mim?
— O que eu quero, Kurt? – Perguntou em voz alta, não exatamente esperando uma resposta. – Eu te dei tudo, eu sou a única pessoa que se preocupou com você durante anos, por que você consegue amar um imbecil como aquele e não pode me amar?
Kurt ficou confuso, o que Erick queria dele? Erick nunca se importou com ele desse jeito, nunca tinha tido ciúme de nenhum cliente. E agora ele estava simplesmente irritado porque Kurt não o amava? Como ele poderia amar alguém assim? Será que Kurt estava errado? Se ele tivesse correspondido os sentimentos de Erick desde o começo eles poderiam viver felizes? Não, não. Isso soava errado, de muitas maneiras. Kurt mal podia respirar, sentindo seu corpo inteiro dolorido, sua cabeça pungente com tudo o que Erick falava rodando em seus pensamentos.
— Você vai me matar? – Foi a única coisa que ele conseguiu perguntar. Ele sempre imaginou que teria uma morte precoce, mas desejava que ela não fosse tão torturante. Ele queria ter se despedido de Blaine melhor. Blaine. Kurt deixou de acreditar em Deus alguns anos atrás, mas se por acaso houvesse algum, ele esperava que não deixasse Erick matar Blaine também.
— Te matar? Por que eu te mataria? – Questionou, como se isso fosse a coisa mais distante de sua mente. – Eu estou aqui, perdendo meu tempo só para dizer o quanto eu fiz por você, e isso não foi para te matar assim. Eu só esperava que você pudesse me retribuir, talvez um dia ser grato a mim, poder me amar, me querer por perto. Não uma outra pessoa qualquer.
— Por favor... – Implorou Kurt com a voz falha. – Por favor, não machuque o Blaine, ele não tem nada a ver com isso. Eu faço tudo o que você quiser, eu sou o único culpado.
— Hmf, com certeza você vai fazer tudo o que eu quero. Você sabe por que, Kurt? – Chiou o mais velho novamente. – Porque eu decido o que é melhor para você, eu decido como as coisas tem que acontecer para você.
— O que você quer? – Kurt perguntou com a voz aguda, sem poder evitar as lágrimas de desespero que agora escorriam de seus olhos.
— Eu quero você. – Respondeu simples. – Você só para mim. Sem mais clientes, sem mais Blaine, só você e eu.
— Por favor, me prometa que você não vai fazer nada com o Blaine. – Pediu desesperado.
— Eu prometo que nada vai acontecer com ele. – Disse agora mais calmo. – E a partir de agora você vai deixar este quarto e vai viver comigo, não vai precisar sair para lugar nenhum sem mim, assim ninguém vai te roubar. Nunca mais. – Divagava Erick. – Nós vamos viver juntos como um casal, e você vai me amar, não é mesmo? – Perguntou ansioso, agora acariciando o rosto de Kurt, cheio de hematomas que ele mesmo havia colocado agora há pouco.
— T-talvez eu po-possa começar a gostar de você. – Mentiu Kurt, tentando terminar essa conversa o mais rápido possível.
Então Erick era muito mais desequilibrado do que ele imaginava.
— Ótimo, então vamos agora para casa. – Falou enquanto puxava Kurt com certa delicadeza para acompanha-lo. – Preciso cuidar dos seus ferimentos ainda. – Continuou, como se não tivesse nenhuma ideia de como Kurt tinha conseguido esses machucados.
E de repente Kurt percebeu que as coisas acabaram de ficar muito, muito piores.
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