Pretty Boy
14 I Need You
Notas iniciais
Kurt e Blaine combinavam perfeitamente, era admirável a sintonia dos dois, os beijos continuavam em um ritmo ensaiado e apaixonante, nenhum dos dois poderia dizer ao certo quanto tempo eles estavam fazendo isso, mas com certeza parecia infinito. Kurt tomava os lábios de Blaine como se fossem sua tábua de segurança, seu único motivo para estar vivo, no momento, talvez realmente fosse. Blaine não pensava muito, Kurt era a coisa mais deliciosa que ele já tinha provado em toda sua vida, ele aproveitava cada segundo abusando dos lábios feridos do castanho, ele precisava memorizar a sensação do toque da pele de porcelana na sua, o cheiro do menino, o calor do momento, os leves gemidos que escapavam da boca de Kurt... Tudo isso, ele queria tudo do menino bonito.
– S-seus lábios... Eles são tão macios e viciantes... Eu poderia estar viciado, eu com certeza estou viciado. – Disse Blaine ofegante, entre selinhos.
– Viciado? Você realmente poderia estar... – Concordou Kurt enquanto ria.
– Alguém já te disse que você é perfeito? – Perguntou Blaine entre os beijos.
Kurt não respondeu, ele apenas sorriu tristemente. A resposta era bastante óbvia, não era? Ás vezes Kurt ouvia que “sua bunda era perfeita para foder” ou “sua boca é perfeita envolta do meu pau”, mas não do jeito que Blaine queria dizer, isso nunca. E Kurt sabia que ele estava muito longe de ser perfeito.
Blaine parou de atacar desesperadamente Kurt por um minuto e tomou alguns segundos para olhar no fundo dos olhos verdes. Kurt sentiu suas bochechas esquentarem, ele pensou que fosse morrer com a intensidade do olhar então optou por desviar Blaine de sua vista.
– Hey – disse o moreno enquanto levantava o queixo de Kurt. – Eu estou falando sério, você é perfeito.
– Você não pode simplesmente falar essas coisas... – disse Kurt envergonhado. – não pode simplesmente dizer isso depois me deixar aqui sozinho. – Completou em seus pensamentos.
Blaine se inclinou para tomar os lábios inchados de Kurt com os seus. Não era mais um beijo urgente e desesperado, mas sim calmo, cuidadoso, preocupado e apaixonado.
– Eu fico feliz que você não de isso pra todo mundo.
– Isso o que? – Perguntou Kurt confuso.
– Seu beijo. – Disse Blaine simples antes de selar seus lábios com os de Kurt. – Eles são preciosos demais para você dar para qualquer um.
– Posso te listar uma infinidade de coisas que são importantes para mim e eu dou pra qualquer um.
O corpo de Kurt realmente não pertencia a ele, existiam tantas coisas sobre as quais ele era reservado e agora já não importavam mais. Ele até ria quando se lembrava do Kurt de quinze anos que tapava os ouvidos enquanto seu pai falava de sexo, como alguém que tinha vergonha e ruborizava só de falar a palavra podia agora dormir literalmente com a cidade toda?
Kurt se lembrou também de quando estava no ensino médio e nunca havia beijado ninguém, ele tinha ensaiado tanto tempo para encontrar seu príncipe encantado, mas isso nunca aconteceu. Ohio era bastante ignorante e atrasada em relação ao resto dos Estados Unidos, mas então tinha Karofsky, o valentão que incomodou Kurt sua vida toda um dia o atacou no vestiário e roubou seu primeiro beijo. Kurt odiou e temeu Karofsky todos os dias que seguiram seu ensino médio, mas olhando para trás agora, Karofsky parecia muito melhor do que qualquer outro homem que se deitava com ele na cama do bordel.
Kurt tentou se guardar a partir daquele momento, quando ele se mudou para NY ele saiu em alguns poucos encontros, mas nunca conseguiu se entregar a ninguém, ele não podia beijar qualquer pessoa sem se lembrar de Karofsky. Se Kurt não queria beijar ninguém, então logicamente ele nem pensava em perder sua virgindade, isso é claro, até os acontecimentos da vida darem uma rasteira nele. Kurt sorria tristemente ao pensar naqueles tempos, tudo parecia agora muito, muito distante, quase inexistente em sua memória.
– Kurt? – Disse o moreno tirando Kurt de seus pensamentos. – Você sabe, eu estou falando sério. – Completou antes de tomar os lábios de Kurt para mais um beijo quente e demorado, roubando todo o ar do castanho e mantendo-o ofegante em seus braços.
– Blaine... – Começou Kurt, entre lufadas de ar. – Eu quero você. – Disse sério mantendo seu olhar fixo no moreno. – Por favor, só... me fode.
– Kurt, e-eu... Eu não posso fazer isso. – Disse Blaine um pouco incerto.
– P-por que?! Blaine, por favor, eu quero você tanto, eu preciso de você. – Disse suplicante. – Por favor.
– Não, Kurt, Você já está muito ferido, eu não vou te machucar mais. – Respondeu firmemente desta vez.
– O quê? Você não vai me machucar, eu quero isso, eu quero você!
Tudo bem, Kurt pensou que nunca chegaria no ponto de precisar implorar por sexo, afinal, ele era um garoto de programa. Mas Blaine estava lá, e ele precisava do moreno, muito.
– Vamos ver um filme Kurt, ou jogar algum vídeo game, eu não sei. Por favor, não me peça pra te machucar mais, já foi horrível o suficiente o que fizeram com você.
Kurt não disse nada, Blaine arriscou um olhar para o castanho e viu o quanto o menino ficou ferido com as palavras. Não era sua intenção, mas a ultima coisa que Kurt precisava agora era de sexo, existiam outras maneiras de se estar próximo de alguém, certo?
– Que tal irmos para o meu apartamento agora?
– S-seu apartamento? – perguntou inseguro.
– Eu não quero que você fique aqui, e podemos fazer algumas coisas mais legais por lá. – disse em meio a uma piscadela, enquanto se levantava da cama.
– Eu não sei... Erick não gosta muito da ideia de eu ficar saindo com você o tempo todo.
– O que? Ele implica até com isso?
– Eu não consigo entendê-lo... – Disse Kurt cansado.
– Mas ele não pode simplesmente “não gostar”. Ele não deveria reclamar depois da quantia de dinheiro que eu dou pra ele.
– Eu não quero que você fique gastando seu dinheiro comigo.
– Não seja bobo, eu já falei que não me importo – Disse dando um leve tapa na perna do castanho. – Vamos!
Após algum tempo conversando com Erick sobre o “aluguel” de Kurt, os dois partiram para Manhattam, onde Blaine vivia.
~K&B~
Kurt brincava com seus dedos nervosamente enquanto estava sentado no banco do acompanhante. Tudo bem, ele já tinha saído com Blaine em diversos lugares e dormido com ele mais de uma vez, mas ele nunca tinha visto o lugar onde o moreno vivia, ele tinha motivos para estar nervoso, certo?
Blaine entrou na garagem de um apartamento luxuoso, dando um pequeno aceno para o segurança. Depois de estacionar o carro ele chamou Kurt para descer.
– Chegamos! Vamos lá?
– Eu não sei, eu não deveria estar aqui... Blaine, acho que deveríamos voltar.
– Por favor, não diga bobagens, vamos, desça do carro.
Blaine saiu do carro e deu a volta até a porta do acompanhante e abriu para Kurt sair, depois disso tomou a mão do menino com a sua e caminhou até o elevador.
Kurt deixou seus olhos correrem para as paredes de marfim até o elevador espelhado, não deixando é claro, de pensar a cada segundo o quão bem suas mãos se encaixavam na do moreno. Mas ao mesmo tempo, isso era a vida de Blaine, este apartamento luxuoso na melhor parte da cidade, os grandes palcos da Broadway, vinhos caros, carros esportivos e uma familia prestigiada; eles estavam longe de pertencerem ao mesmo mundo.
Após alguns segundos no elevador, Blaine desceu ainda puxando Kurt pela mão, e abriu a porta do apartamento, guiando Kurt gentilmente pelo caminho.
– Estamos em casa! Não se importe com a bagunça, já faz um tempo que eu não chamo a empregada para vir aqui, mas gostaria que você se sentisse a vontade.
– Sem problemas. – Kurt respondeu calmamente, andando lentamente até a grande vidraça da sala onde apoiou suas mãos olhando intensamente tendo a vista maravilhosa de toda a cidade. – Isso é inacreditavelmente lindo, sério.
– Não é?! Ás vezes eu esqueço como eu amo essa cidade.
Ás vezes Kurt esquecia também, esquecia os motivos de ter se mudado para Nova Iorque, ele não conseguia mais imaginar a cidade perfeita com a qual ele sempre sonhou, mas sempre que ele estava com Blaine ele conseguia imaginar como as coisas seriam se ele não tivesse virado este garoto de programa.
– Você quer ver algum filme? Podemos assistir Cinderela.
Kurt riu, era incrível como um homem tão importante e independente como Blaine podia ser tão fã assim de filmes infantis.
– Eu não sei, não faz diferença pra mim...
– Vem cá, você pode escolher! – Disse Blaine animado guiando Kurt até a grande estante de filmes.
– Oh meu deus Blaine, você definitivamente é um viciado em filmes da Disney. – Disse Kurt rindo enquanto seus dedos passeavam pelos DVDs.
– Meu amor por filmes da Disney é completamente natural, pensei que tínhamos concordado que eu estivesse viciado em você. – Disse Blaine simplesmente, fazendo as bochechas de Kurt esquentarem. Ás vezes ele falava coisas que não devia no calor do momento e se arrependia instantaneamente, Blaine não tinha o direito de dizer essas coisas tão naturalmente.
– Você tinha mencionado algo sobre vídeo games antes. – Disse mudando de assunto.
– Ah claro, o que você gosta de jogar, vem aqui escolher!
Kurt folheou os jogos e depois de algum tempo de difícil escolha ele decidiu que eles jogariam Mario Kart.
Em pouco tempo o clima tenso da sala foi substituído por um ar amigável, era fácil para Kurt ficar perto de Blaine, ele não tinha que fingir nada, e Blaine gostava disso, ele podia ver o castanho sorrir com muito mais frequência.
Após algumas partidas, e Blaine sendo miseravelmente derrotado, eles se cansaram do jogo e deixaram os controles de lado.
– Você quer comer alguma coisa?
– Por que nossos encontros sempre acabam com comida? – Perguntou Kurt, sem perceber o que havia dito. – Quero dizer, você sempre está pensando em comer e... – Voltou a falar, ainda se enrolando nas palavras.
– Porque comer é a melhor coisa que tem. – Disse Blaine sorrindo, cortando o monólogo de Kurt.
– Eu já sei, eu posso fazer um bolo pra você!
– Sério?
– Claro, só preciso ver se você tem alguns ingredientes dos quais eu preciso.
Os dois se moveram para cozinha e Blaine se sentou na banqueta enquanto Kurt inspecionava cuidadosamente cada armário.
– Você quer um bolo de que?
– Chocolate!
– Por que eu já imaginava que você responderia isso? – Perguntou Kurt, em um tom falsamente pensativo.
– Por que chocolate é o melhor de todos. – Respondeu Blaine, como se fosse óbvio.
– Claro, porque você é uma criança. – Disse Kurt rindo.
– Ei, eu não sou! – Argumentou Blaine, fingindo estar ofendido.
Kurt levou algum tempo batendo a massa, e algum tempo discutindo com Blaine que ele não podia lamber a tigela, até colocar o bolo no forno. Já fazia muitos anos que Kurt não cozinhava nada, ele sentia falta dessa normalidade em sua vida.
– Isso é ótimo Kurt! Eu nunca provei nada igual, perfeito. – Disse Blaine animado após a primeira garfada.
– Fico feliz que tenha apreciado meus dotes culinários
– Você é muito talentoso, Kurt. Existem tantas coisas que você pode fazer e-
– Por favor, não vamos falar sobre isso agora tudo bem? – Disse Kurt cortando Blaine. – Eu sei que você não aprova o que eu faço, nem eu gosto disso, mas você não entende, não é tão simples quanto parece.
Blaine ficou quieto por um tempo, apenas encarando Kurt e voltou a comer o bolo.
– Por que você não come também? – Perguntou mudando o assunto.
Kurt sorriu e se juntou a ele. O resto do dia passou calmamente de uma forma tão calma, tão simples e tão caseira. Kurt podia se acostumar com isso, mas ele sabia que esse tipo de coisa não era pra ele.
– Eu estou morrendo, tive um dia cheio hoje. – Disse Blaine segurando um bocejo.
– Nem me fale...
– Vamos dormir? – Kurt acenou em concordância, pronto para se deitar no sofá, sendo impedido por Blaine que o arrastou até a cama. Blaine sentou-se na cama e puxou Kurt pela cintura para se juntar ele.
Blaine procurou rapidamente a boca do castanho para juntar com a sua, e deixou sua língua deslizar para dentro do mais velho, que não mostrou nenhuma resistência. Suas bocas encontraram o ritmo que já estava ficando familiar; as línguas se empurrando, os dentes raspando, e Blaine sugando o lábio inferior de Kurt até arrancar um gemido do menino bonito.
Kurt arrastou sua mão até o inchaço evidente nas calças de Blaine e após algum tempo apalpando a região mergulhou uma de suas mãos por dentro da calça do moreno, enquanto a outra trabalhava para arranhar as costas do mais baixo.
– Porra, Kurt... – Gemeu Blaine, ainda sem deixar os lábios rosa do castanho.
A mão do castanho continuava apalpando o membro do amante preguiçosamente, fazendo Blaine ficar além de duro o suficiente, ele não poderia resistir a sensação das mãos macias de Kurt tocando-o dessa maneira. O moreno deixou sua língua e seus dentes trabalhando ainda sobre cada pedaço de pele delicada que ele encontrava, levando um tempo especialmente demorado num ponto sensível do ombro do castanho, fazendo Kurt choramingar; a ideia de deixar uma marca sua na pele de Kurt deixava Blaine ainda mais duro, se é que isso era possível.
Kurt se afastou, não muito, o suficiente para se livrar da camiseta do moreno, deixando seus dedos brincarem com os pelos do peito demoradamente até remover totalmente o pedaço pano que estava atrapalhando. Blaine puxou Kurt para perto dele novamente, fazendo seus pênis friccionarem juntos, levando os dois meninos a gemer mais alto do que pretendiam.
– Foda-se Kurt, você não tem ideia do que está fazendo comigo... Eu quero você, eu quero muito você.
– Eu também quero você... Por favor.
Blaine deixou sua língua brincar com o mamilo de Kurt, deixando o castanho ainda mais ofegante, enquanto movia seus quadris em busca de mais atrito. Kurt puxou a boca do moreno para a sua novamente, enquanto sua mão deslizava por dentro das calças de Blaine, tentando envolver o pênis do mais novo.
– Eu quero você dentro de mim. – Suplicou Blaine ofegante, entre beijos molhados.
Kurt encarou o amado por um tempo, um pouco inseguro, até que assentiu calmamente.
– Sim, sim... Por favor, sim. – Só de pensar em estar dentro de Blaine, Kurt sentia toda a excitação percorrer seu corpo.
Kurt selou sua boca com a de Blaine uma ultima vez antes de retirar sua camiseta e deslizar até seu rosto encontrar o membro duro do moreno, ainda coberto pelas calças, que foram rapidamente arrancadas pelo mais velho.
Porra... Blaine era tão lindo, tudo sobre ele era maravilhoso; Kurt gostava especialmente de seus olhos castanhos quem o encaravam tão intensamente e dos cabelos encaracolados e rebeldes que caiam completamente adorável naquele rosto.
Kurt encarou o membro de Blaine, incrivelmente duro, já com o pré gozo vazando e sentiu água na boca; ele nunca havia se sentido tão excitado para chupar um pau em toda sua vida. Ele só queria afundar sua boca até sentir sua garganta presa e o ar faltado em seus pulmões, mas, ao invés disso ele arrastou sua língua lentamente através de toda a extensão do membro do moreno antes de mergulhar na fenda da cabeça, provando o gosto do pré gozo de Blaine.
Kurt parou por um momento para assistir a expressão atordoada no rosto do moreno antes de lamber seus lábios e continuar dando pequenas lambidas no pênis de Blaine, como se fosse um picolé, fazendo o moreno tremer na cama.
– P-porra.. K-Ku-rt... Para de m-e pr-provocar!
– O que eu fiz de errado? – Perguntou docentemente, continuando as lambidas enquanto encarava Blaine.
– F-faz alguma coisa... Qualquer coisa. – Disse derrotado.
Kurt sorriu, era incrível como um homem tão bonito e perfeito como Blaine estava se desfazendo totalmente ao seu toque, ele não podia evitar de sorrir ao saber que ele era o único responsável por isso.
Kurt levou uma de suas mãos para trabalhar nas bolas de Blaine enquanto ele continuava as lambidas.
– Por favor Kurt... eu quero seus dedos dentro de mim. — Kurt sorriu e afundou sua boca quente e molhada por todo o comprimento de Blaine.
Blaine engasgou com a respiração, ele tentava se levantar um pouco para assistir a cena incrivelmente erótica, mas tudo era demais pra ele, ele mal conseguia manter seus olhos abertos. O moreno estava disposto a jurar que não existia nenhuma sensação que se comparava a da boca de Kurt ao redor de seu membro. Era engraçado que mesmo Kurt sendo um garoto de programa ele parecia um menino inocente, puro e angelical; e vendo o castanho fazer essas coisas com sua boca era demais. Blaine lutava contra a vontade de agarrar os cabelos de Kurt e afundar a boca do menino em si, fazendo-o engolir cada centímetro que ele quisesse... Era nesse momento que ele se lembrava que Kurt já tinha sido abusado o suficiente por hoje.
Kurt demorou mais um tempo trabalhando no membro de Blaine, antes de puxar sua boca, fazendo um barulho obscenamente alto.
– Você tem lubrificante? Preservativos? – Blaine tentou controlar sua respiração alguns segundos, antes de apontar para a primeira gaveta de sua cômoda.
Kurt levantou, rebolando um pouco, com suas calças ainda vestidas, antes de abrir a gaveta e retirar o que era necessário.
– M-muitas roupas... – reclamou Blaine ofegante.
Kurt sorriu e tirou lenta e inocentemente sua calça, antes de jogá-la em um canto qualquer do quarto.
O castanho voltou para a cama, abrindo o lubrificante e jogando um pouco em seus dedos, aquecendo um pouco antes de deslizar um dedo vagarosamente na entrada do mais novo, fazendo-o estremecer com a intrusão.
Porra, tão apertado.
Kurt tinha passado tanto tempo assistindo e admirando as expressões de Blaine que ele nem percebeu o quanto seu próprio membro havia sido negligenciado, ele estava acostumado com isso embora, e ele estava se divertindo com os gemidos do moreno.
Kurt entrou com um segundo dedo, mais lentamente ainda, aproveitando para captar cada segundo da respiração superficial do amante. O castanho estava simplesmente amando assistir as sensações de Blaine. Assim que ele deslizou um terceiro dedo, ele escorregou o pau de Blaine de volta para sua boca, fazendo o moreno convulsionar embaixo dele.
Blaine estava morrendo, não, ele havia morrido e neste momento estava no paraíso. Era simplesmente uma combinação venenosa de um turbilhão de sensações esmagadoras, ele nem sabia mais como falar.
– Mais... – Disse suplicante, quase chorando.
Kurt entortou um pouco os dedos, procurando o ponto certo; ele sabia que tinha encontrado quando Blaine afundou sua mão nos cabelos castanhos e começou a gemer palavras incoerentes.
– Me f-ode, agora, eu não vou mais aguentar.
O castanho jamais poderia dizer não para isso, Blaine lindo, delicioso e desesperado implorando para Kurt entrar dentro dele, isso era demais.
Kurt tirou sua boca e removeu seus dedos de dentro do moreno, fazendo Blaine choramingar um pouco. O moreno estava desesperado com a sensação de vazio repentina e abriu as pernas o máximo que conseguia, Kurt quase desmaiou com a visão, ele pegou o lubrificante e passou desajeitadamente em seu próprio membro.
O castanho posicionou a cabeça de seu pênis na entrada molhada de Blaine, e pressionou vagarosamente para frente, gemendo a cada milímetro que seu pau deslizava aquela entrada apertada. Blaine ofegava embaixo dele, com uma careta no rosto, uma mistura de dor e prazer talvez, enquanto suas unhas arranhavam as costas de Kurt.
Kurt iria ficar parado até Blaine se sentir confortável o suficiente, mas tudo isso era muito e ele não podia esperar mais. Ele empurrou seus quadris rapidamente para frente, e como Blaine não reclamou ele aumentou o ritmo mais e mais.
Blaine tentou se inclinar um pouco, buscando desesperadamente os lábios macios do castanho, até que eles se encontraram em um beijo desajeitado e molhado. Blaine sussurrava uma série de obscenidades, ao menos era o que parecia, a cada momento em que a boca de Kurt se afastava da sua.
A temperatura do quarto só aumentava a cada segundo, o barulho da cabeceira da cama batendo na parede era alto, porém os garotos estavam ocupados com outras sensações para perceber isso. O cheiro de sexo se espalhava por todo o quarto e o que mais se ouviam eram os gemidos bagunçados e o barulho de pele batendo com pele
Kurt levou sua mão até o pênis do moreno, fazendo seus punhos moverem-se em um movimento frenético, buscando desesperadamente a libertação de seu parceiro. Blaine não aguentou muito, após um grito estridente ele estava vindo derramando o liquido branco sujando sua barriga e a de Kurt.
– S-sua vez...
Kurt acelera o ritmo dentro de um Blaine desossado até que, depois de não muito tempo, seu corpo se desfaz em cima do moreno quando ele entra em uma sensação de êxtase do orgasmo. Blaine sente a camisinha inchando dentro de sua entrada, e leva seus lábios para beijar qualquer pedaço de pele de porcelana que ele encontra.
Depois de algum momento recuperando seu fôlego, Kurt desliza para fora de Blaine e cai de costas na cama, o moreno rola um pouco e encosta sua cabeça no peito do castanho.
Os dois estão uma bagunça, o suor escorrendo por suas peles, deixando seus cabelos molhados, e ainda cobertos pelo gozo de Blaine, mas ainda assim tudo parecia tão confortável e certo.
– Nós estamos nojentos. – Disse Kurt, afirmando o óbvio enquanto jogava o preservativo que a pouco ocupava seu pau pelo quarto.
– É, mas aqui está confortável demais pra eu sair.
Kurt não disse nada, ele levou sua mão, provavelmente ainda suja com fluidos, até os cabelos suados de Blaine e afagou carinhosamente. O moreno distribuiu alguns beijinhos no peito do amante até que os dois estavam dormindo calmamente, no lugar em que pertenciam, com um sorriso no rosto.
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