Pretty Boy

8 Everybody Hurts


Notas iniciais
Heeey o// Primeiro de tudo, quero deixar bem claro que nem passou pela minha cabeça abandonar a história, sinto muito ter demorado, e muito obrigado por todas as mensagens perguntando sobre Pretty boy! Obrigado também por estarem lendo e comentando, vocês são lindos >.< Para comemorar o dia da prostituta aqui vou eu com mais um capítulo! Mentira.. só coincidência haha Espero que gostem!

– Mãe, por favor, eu pensei que de todas as pessoas você seria a que mais me entenderia... – Blaine olhava suplicante para a mulher em sua frente.

– Blaine, você sabe o quanto magoou Sebastian? Há quanto tempo vocês estavam com esse casamento marcado?

– Eu só não sabia se aquilo era exatamente o que eu queria pra minha vida. – Mentiu Blaine. – Eu não me sentia preparado e eu estava confuso...

– Blaine Anderson, você namorou Sebastian sua vida inteira, como você pode simplesmente achar que isso não é o que você quer?

– Exatamente! Sebastian foi meu único namorado, em toda a minha vida. Eu não conheço nada diferente disso, eu não quero assumir um compromisso tão sério sem ter certeza...

– Isso é o suficiente Andrea. Blaine não pensou em nada ao fazer isso, não pensou em nós, muito menos em Sebastian, ele só agiu como uma criança mimada. – Interrompeu um homem sério a conversa. – Por que você fez isso? Nós te criamos tão bem a vida toda, Blaine. Nunca te faltou nada nessa casa, sempre te apoiamos em tudo, e é assim que você retribui?

– Eu sinto muito pai, não foi essa minha intenção, eu só... – Blaine não queria contar o real motivo para seus pais, ele não queria contar para ninguém.

– Não importa se você sente muito! Você não tem noção do que você fez? Desde o seu ensino médio você namora o mesmo garoto, e sua mãe e eu nunca tivemos problemas em aceitar isso! Sebastian é quase nosso filho, e nós criamos relações importantes com os Smythe ao longo desses anos. E você Blaine, jogou tudo no lixo ontem quando simplesmente resolveu não aparecer nesse casamento! – O homem gritou a ultima fala, já alterado e totalmente irritado.

Blaine não sabia como as coisas tinham chegado aquele ponto. Ele deveria ter dito algo a seus pais, Sebastian era o único culpado por tudo isso, ele que havia o traído, ele que destruiu sua confiança, sua familia e a aliança Anderson-Smythe.

– Querido, você precisa se desculpar com o Sebastian, talvez ainda haja uma maneira de consertar as coisas... – Sua mãe interrompeu a conversa docentemente.

– E se eu não quiser consertar as coisas!? – Blaine levantou a voz assustando seus pais. – Eu só... Preciso de um tempo. – Disse levantando da cadeira e se retirando da cozinha.

– Blaine por favor! Nós podemos conversar ainda! – A mulher gritava desesperada. – Onde foi que nós erramos Harold? O que está acontecendo?

– Deixe esse menino pra lá, quando ele voltar e quiser enfrentar seus problemas nós teremos uma séria conversa com ele... – Dito isso o homem também se retirou do cômodo, deixando sua esposa sozinha romper em um choro agudo.

Brigas como esta eram uma raridade na casa dos Anderson, pode-se dizer que esse foi o primeiro grande problema da família. Eles não estavam acostumados a viver esse tipo de drama com filhos rebeldes que não escutam seus pais, não mesmo.

Eles sempre resolveram seus problemas com muito diálogo e compreensão. Isso até seu filho pródigo abandonar seu noivo no altar, como o menino simplesmente atropelou todos os valores da família por um motivo tão individualista? Ou até mesmo inexistente, pois o garoto ainda não havia dado uma resposta satisfatória.

Blaine passou o dia de seu suposto casamento totalmente desaparecido, chegou em casa apenas no dia seguinte ainda tentando evitar o assunto. E quando foi questionado, pressionado, pelos pais não ofereceu um motivo real, os Anderson nunca haviam passado tantas horas brigando antes, e agora seu filho havia saído de casa novamente, mal sabiam eles que seus problemas estavam apenas começando.

~K&B~

– Você acha que isso são horas? Hummel eu te instrui para chegar às onze!

– E-eu sinto muito, eu acabei me distraindo e dando uma volta antes de chegar aqui.

– Você tinha um cliente! Um cliente que iria pagar bem, mas ele foi embora porque você simplesmente não apareceu em sua hora marcada!

– Eu não sabia que eu teria cliente, por que você não me avisou?

– Eu não tenho que te avisar nada. Você trabalha pra mim, você me pertence, e você deveria estar aqui para o seu cliente, você deveria estar aqui para conseguir o meu dinheiro, mas não, você simplesmente achou que tinha direito de dar uma volta! Porra, qual é o seu problema?

Kurt tentava limpar sua mente, ele não era de Erick, ele não era de ninguém, ele era Kurt e ele teria sua vida de volta. Mas ao mesmo tempo ele pensava em sua realidade, cruel e fria realidade, se ele não era de Erick ele era o que então? Ele simplesmente fazia tudo o que esse homem queria, ele não tinha nada, ele não tinha uma casa, um emprego, amigos, nem familia, ele era uma prostitua barata que nem ganhava pelos seus serviços, ele trabalhava para satisfazer os caprichos de Erick, ele era sua propriedade.

– Eu realmente sinto muito, eu posso conseguir o seu dinheiro, só me de um tempo, por favor... – Erick olhou nos olhos azuis tão suplicantes e feridos, lágrimas frescas brotando. Ele sentia uma corrente de ódio percorrer seu corpo, Kurt era patético, tão fraco, vulnerável e amedrontado.

Erick se aproximou de Kurt levantando seu queixo, olhando fixamente nos olhos azuis, antes de arremessar o menino contra a parede, fazendo o castanho soltar um gemido de dor, deslizando na parede com ainda mais medo em seu olhar, só ele sabia do que Erick era capaz. Kurt caiu no chão, encostando os joelhos em seu peito e os abraçando com força, temendo, olhando assustado.

Porra, ele era tão... Tão bonito.

Aquele pânico em seu olhar faziam as calças de Erick cada vez mais apertadas.

– Vem aqui. – Aquilo não era um pedido, era uma ordem, e Kurt simplesmente não podia se mover.

– Você é uma prostituta inútil, e eu aposto que adora todos os homens que passam um tempo com você. Especialmente aquele Blaine não é? – Erick se aproximava lentamente do menino que repousava no chão.

– Você não pode mentir pra mim, você se atrasou porque ainda estava fodendo com ele não é?! Porque você é um viado desprezível, e é só isso o que você sabe fazer.
Mas deixe eu te contar uma coisa, uma hora ele vai se cansar de você e ele nem vai mais se lembrar de que você existe, ele nunca mais vai por os pés aqui. Mas isso não importa não é mesmo? Porque enquanto você tiver esses quadris fantásticos, sempre vai aparecer um pau pra te encher, e você fica feliz com isso, não é? – Kurt se afogava em seus próprios soluços, cada única palavra ardia como brasa fervente em seu coração, por que as coisas eram assim?

– E-eu...

– Fica quieto! – Erick abriu o zíper de suas calças e as arrastou para baixo junto com suas boxers, não completamente, apenas o suficiente para o que viria a seguir. – Abra a boca! – Kurt olhou desesperado, ainda com a boca fechada, completamente sem reação. Ele era uma prostituta, qual era o real problema disso? – Se você não abrir a boca agora eu vou te bater tanto que Blaine nem vai te reconhecer da próxima vez que ele aparecer aqui!

Kurt continuava em silêncio, ele se sentia tonto, parecia que ele estava assistindo aquela cena de longe, ele não se sentia mais lá.

Ele foi acordado de seus devaneios pela mão pesada de Erick puxando seu cabelo e aproximando seu rosto tomando seu lábio em um beijo grosseiro, áspero e sujo, fazendo Kurt se sentir enjoado. Mais enjoado ainda quando ele se lembrou de que esse homem havia roubado sua liberdade, seu ser, suas chances de felicidade e aos poucos estava roubando sua alma.

Erick quebrou o beijo bruscamente, deixando um filete de saliva escorrer pelos lábios de Kurt, aproveitando a boca aberta do castanho para descer até seu membro, fazendo o engolir tudo de uma vez.

Oh, ele era tão quente.

Tão macio.

Erick podia sentir o ódio de Kurt por ele e isso era uma das melhores partes, só perdia para o horror nos olhos do menino, acompanhado de suas lágrimas de sofrimento.

Kurt não tinha motivo algum para odiar isso, ele o fazia com todos os caras da cidade, todos os dias. Mas Kurt odiava.

E Erick amava esse ódio, qual era o sentido de possuir Kurt se ele fosse totalmente entregue? Ele não queria o amor, ele queria o medo, ele queria o menino congelado em pânico embaixo dele, ele queria as lágrimas, o sofrimento, a dor tão palpável e o desespero. Kurt fazia isso com qualquer homem da cidade, mas Erick se sentia tão exclusivo, só ele tinha o poder de ver essas ações prazerosas do menino, sufocando-se com o ato, tremendo com seu simples toque, se ele quisesse um ato consensual ele podia conseguir com qualquer outro garoto, por isso Kurt era tão especial.

A melhor parte era ver no olhar aterrorizado do menino, ele esperava por mais sofrimento, ele imaginava mais tortura, ele nunca sabia até onde Erick poderia chegar, e ele nunca estava ansioso para descobrir.

– Você sabe, você merece isso. Você deveria ficar feliz e grato de eu te dar tanta atenção, você sabe que você é o meu favorito. Kurt... Sua boca...

O corpo de Kurt tentava rejeitar a intrusão em sua boca, ele já não aguentava mais, ele se sentia tão sujo e usado, mais do que o normal. Claro que ele não podia simplesmente parar, rapidamente ele sentiu um tapa ardente em seu rosto.

– Eu não disse que você podia parar! Estamos quase lá. – Kurt fechou os olhos com força, tentando resistir ao impulso de vomitar.

Erick empurrava mais forte, mais rápido e mais profundo. Ele provavelmente estava sufocando Kurt ainda mais, e ele amava isso. Ele queria mais sofrimento, ele queria seu menino quebrado e machucado.

– Abra os olhos meu amor. – Erick deu mais um tapa naquele rosto tão bonito.

Kurt abriu lentamente, lágrimas incessantes escorrendo daquelas piscinas azuis, ver aqueles olhos azuis chorosos foi o suficiente para o mais velho. Erick já estava vindo todo dentro de Kurt.

– Engole! – Ele pressionou suas mãos, ainda segurando firmemente o rosto de Kurt em seus membros, fazendo o menino engolir sem qualquer resistência.

– Oh, isso foi ótimo Kurt. Perfeito como sempre, se ter uma boca tão perfeita para ser fodida fosse um talento, você com certeza seria a pessoa mais talentosa do mundo. – Disse Erick dando um beijo nos cabelos de Kurt. – Descanse minha prostituta favorita, daqui duas horas eu tenho clientes para você, são dois de uma vez e eles pagaram o triplo do preço, quero você em seu melhor estado. Nem pense em fugir.

Erick saiu do quarto, deixando Kurt inerte no chão.

Ele não sentia ódio, nem tristeza, nem medo, ele não sentia nada, ele não pensava, ele não chorava ele só era ele... Dentro de duas horas ele teria mais clientes, e as coisas deviam ser assim, ele era apenas uma prostituta inútil, essa era a única coisa que ele fazia da vida, isso que ele fazia bem.

Kurt tinha recebido um monte de merda a sua vida toda, e talvez ele devesse apenas aceitar, por que ele tem que lutar contra isso?

Ele não era especial, ele não tinha que ser amado, ele não tinha que ser cuidado, ele não precisava de uma casa nem de uma familia. Ele não tinha que ter amigos, nem trabalho, nem sonhos nem emprego. Ele não precisava de nada porque tudo o que ele tinha que fazer era deixar os caras foderem ele, era isso que ele era bom, era isso que ele faria até o dia de sua morte.

~K&B~

Blaine pensou em procurar Kurt, ele gostava de correr até o menino quando ninguém mais o compreendia. Mas ele não podia ir atrás de uma prostituta toda vez que as coisas em sua vida dessem errado.

Sim, Kurt era especial, e sim ele queria ser amigo do castanho e ajudá-lo. Mas ele precisava tomar seu tempo e encarar os problemas de sua vida.

Talvez seu pai estivesse certo, ele não passava de uma criança mimada e egoísta. Ele nunca havia brigado com sua família, ele não queria ser o responsável por toda essa intriga, talvez ele ainda pudesse concertar as coisas.

Blaine não tinha visto Sebastian desde o dia da traição, ele ainda não sabia como se comportaria ao conversar com o garoto. Ele passou sua vida toda achando que ele era o amor de sua vida, e talvez ele realmente seja, não é? Nos musicais da Broadway sempre ocorrem traições, fugas inesperadas de casamento, crises de ciúmes, e muitos outros dramas, mas eles sempre acabavam perdoados. E o amor renascia ainda mais forte, talvez isso fosse só um empecilho na vida de Blaine não é?

Blaine realmente ama Sebastian, e ele quer voltar para seus braços, e ele quer se casar e quer ver sua familia orgulhosa dele novamente. Ele terá ainda sua peça no final do mês, e ele quer todas as pessoas realmente importantes para ele lá, talvez ele devesse parar de ser orgulhoso e perdoar Sebastian.

Um amor tão forte como o deles não pode simplesmente acabar assim, sem nenhuma luta, pode?

Notas finais
Não me odeiem, nem o Blaine. As coisas vão melhorar para o Kurt, talvez não, mas sei lá haha Obrigado por lerem! Me deixem saber o que vocês estão achando!!