Pretty Boy
4 Don't Make Me Love You
Notas iniciais
Ahn, aproveitem o//
Já passava da meia noite, um horário não muito bom para se andar nas ruas perigosas do Bronx, para Kurt, era apenas uma noite normal. Já Blaine estava um tanto assustado, a rua agora parecia ainda mais movimentada desde a hora que ele havia chego, e não era um bom movimento, as mesmas pessoas estranhas que ele tinha visto,aquele mesmo clima de drogas, prostitutas, e traficantes. Bem, a diferença era que agora ele estava acompanhado de Kurt. Falando em Kurt, o castanho tem estado estranho desde que eles deixaram o hotel.
Os dois estavam no carro à algum tempo, e nenhum deles abriu a boca até então. O moreno se concentrava no caminho das ruas que devia seguir, pois ele realmente não conhecia nada por lá, ás vezes ele desviava o olhar para poder encontrar os olhos verdes, tentando manter um clima agradável. Kurt se concentrava nos pingos de chuva escorrendo pelo vidro da janela do carro, e um milhão de pensamentos em sua cabeça.
– Já passamos por essa rua, umas três vezes. – disse o castanho, ainda com os olhos fixos no vidro do carro. – Poderíamos ter evitado isto se ainda estivéssemos no meu quarto. – Kurt disse em um tom meio seco, mas ainda assim Blaine não se incomodou.
– Poderíamos estar no seu quarto se você tivesse comido alguma coisa antes e não estivesse passando mal agora. – respondeu divertido.
– Eu poderia ter comido se você não tivesse feito eu largar meu jantar nas escadas.
– Eu poderia ter deixado você jantar, se você não estivesse exibindo sua beleza e oferecendo seus serviços por ai — Blaine agora já soltava uma gargalhada, Kurt virava mais o seu rosto para esconder o rubor – E como desculpas por ter feito você abandonar seu jantar, eu estou te levando para ter um novo. Além disso, também preciso te agradecer pela noite, nada mais justo, não é mesmo?
– Não. Eu não preciso de jantares, ou flores, ou que você me trate bem, nem qualquer outra coisa. Você já pagou essa noite, eu te devo sexo. Enquanto você está aqui me levando para comer fora, você está desperdiçando o seu dinheiro. – a irritação já era evidente na voz de Kurt. – E além do mais, eu não estava passando mal, ninguém morre ficando um dia sem comer.
– Você não vai mesmo me dizer o seu nome? – Blaine optou por ignorar o castanho por enquanto.
– Qual é o seu problema?
– Eu só queria saber seu nome, eu não sei, e estranho passar todo esse tempo com você e nem saber como você se chama. – nada deixava o castanho mais irritado do que aquela voz calma. – E quanto ao jantar, você disse certo, é o meu dinheiro, eu estou pagando, e eu quero levar você para jantar. E eu quero te tratar bem, e bem... Quando eu te contratei imaginei que você me trataria bem também, eu não sou seu cliente? Você não pode ficar bravo comigo.
Kurt sentiu a raiva percorrer seu corpo, ele queria muito gritar, mas ele não sabia o porquê. Ele tinha uma infinidade de clientes que ele detestava, mas ele sempre fingia tão bem, com Blaine tudo era tão estanho, o castanho não conseguia se esconder em seus pensamentos, nem controlar as suas palavras.
– Tem razão... Eu sinto muito Sr. – respondeu simples.
Blaine ficou desapontado, ele estava gostando de ver Kurt irritado, ele gostava da ideia de ver novas expressões naquele rosto tão bonito.
– E bem, você sabe, se você desmaiasse mesmo naquela hora, eu iria perder minha noite toda de diversão, te levando para jantar agora eu perco só algumas horas. – o moreno continuou sorridente, ele não tinha intenção de estragar o clima.
– Do jeito que você dirige, provavelmente vai perder sua noite inteira... – Kurt estava tentando, ele realmente estava, mas era difícil lidar com toda a calma de Blaine.
– Tem razão, eu não sou muito bom com essas coisas... Conhece algum restaurante por aqui? – Ele continuava com aquele maldito sorriso.
– Claro que eu conheço, eu moro por aqui. E não precisa ser um gênio para encontrar, basta parar de andar em círculos.
Blaine freou o carro bruscamente e desafivelou o sinto de segurança.
– Agora é o momento em que você me levou longe o suficiente e vai me esquartejar para espalhar meu corpo por ai? – Kurt perguntou arqueando a sobrancelha.
Blaine soltou novamente uma risada e tirou as chaves do contato.
– Não na verdade, só acho melhor nós trocarmos de lugar – Disse abrindo a porta.
Kurt ficou imóvel em seu banco alguns segundos até ver o moreno dando a volta e abrindo sua porta.
– Você dirige não é? – O mais baixo já estava empurrando a chave nas mãos de Kurt, antes mesmo de ouvir a resposta.
O castanho não disse nada, ele apenas pulou para o banco ao lado, dando a Blaine uma bela vista de seu quadril por alguns segundos.
– Para onde estamos indo?
– Ahn, para um restaurante? – Blaine disse pensativo. – Qualquer um que você conheça e goste...
– Você se importa se eu for no mais próximo? Não gosto de viagens longas.
– Qualquer coisa que você quiser.
Kurt afundou seu pé no acelerador indo diretamente para um restaurante próximo dali, ele não falou mais nada nesses poucos minutos, Blaine até comentava algo sobre as ruas serem todas iguais, mas ele não fez questão de responder. Logo, Kurt já estava estacionando.
Ainda estava garoando quando os dois saíram do carro, e um vento gelado estava soprando pela rua. Kurt se envolveu em seus braços buscando algum calor.
– Ahn, você podia usar roupas mais apropriadas para o inverno.
– Oh, sinto muito se as minhas roupas de trabalho te incomodam, quem sabe da próxima vez eu não visto um terno...
– Você deveria tomar mais cuidado com a sua saúde. — Blaine tirou seu casaco e jogou em cima dos braços do castanho. – Sabe, viver com frio e com fome, essas coisas fazem mal.
– Eu não preciso disso, eu estou bem. – O castanho tirava o casaco de seus ombros. – E, saiba que as pessoas não costumam passar frio e fome por opção.
Blaine puxou o casaco novamente sobre Kurt.
– Vamos, eu não quero você resfriado.
Os dois entraram no restaurante em silêncio, era um ambiente simples porém confortável, Blaine escolheu uma mesa mais reservada, e logo uma garçonete veio anotar seus pedidos.
– Boa noite, posso ajudá-los? — A senhora logo reconheceu Kurt da região e enviou um olhar de desprezo ao castanho.
Kurt ignorou, desviando seu olhar para suas mãos, Blaine percebeu seu desconforto e fez o pedido para os dois. Assim que a senhora saiu o moreno tentou iniciar um diálogo.
– Ahn, então, você mora aqui faz muito tempo?
– Uns cinco anos.
– E você sempre... – Blaine se repreendeu mentalmente assim que começou a perguntar.
– Não Blaine, eu não nasci sendo um garoto de programa. Não é um sonho de infância.
– Eu sinto muito, eu só... Por que você não conversa comigo?
– Oh eu sinto muito, você queria que eu fosse gentil, afinal, você é meu cliente não é mesmo – Kurt disse irônico. – Então, onde você mora? – Kurt disse com falso interesse.
– Eu moro em Manhattan. – Blaine disse desapontado, ele não queria chatear Kurt, ele só nunca esteve em uma situação tão estranha em sua vida.
– Uau Blaine, querido isso é incrível! Aposto que você mora em uma cobertura, com a melhor vista dos melhores cartões postais da cidade! Aposto que você tem uma família maravilhosa que te apóia em tudo, e que as coisas dão certo pra você sempre, desde que você nasceu. – Blaine permaneceu em silencio, ele se sentia mal por Kurt, e bem, ele meio que estava dizendo verdades, exceto por Sebastian é claro, o moreno não sabia o que fazer. – Eu acertei não é mesmo? Ah eu sabia, e me fale um pouco mais sobre a sua profissão, você é algum tipo de advogado rico?
– Não... Eu, você estava irritado porque eu estava te julgando, e agora você está fazendo a mesma coisa comigo, eu não sou um advogado rico. Eu não sou tão dentro do estereótipo que você imagina.
– Oh Blaine, eu sinto muito, então me diga, no que você realmente trabalha? – Kurt continuou com o tom irritante.
– Eu sou um cantor...
– Cantor?
– Teatro musical, meus últimos trabalhos tem sido na Broadway. – Blaine disse sem nenhuma empolgação, ele já esperava que Kurt fosse dizer algo para fazê-lo se sentir mal.
– Broadway? Blaine... Isso é... Incrível!
Desta vez não tinha nenhum tom zombeteiro, de ironia ou falsidade, as palavras caíam da boca de Kurt tão automáticas, num tom mais baixo, e realmente surpreso, Blaine sentiu o sorriso do castanho se iluminar e podia jurar que seus olhos azuis estavam ainda mais brilhantes.
– Você trabalha tipo, com o papel principal? – Kurt ainda mantinha aquela fisionomia adorável, Blaine sentiu que aquela foi a primeira vez que ele realmente pode ver o castanho, e ele estava adorando.
– Ahn depende, ás vezes sim, mas nem sempre... – Blaine trabalhava em suas palavras até que foi interrompido pela garçonete.
–Aqui está senhor – ela só dirigia a palavra à Blaine – Desculpe a demora, espero que aproveite.
Ela serviu o vinho nas taças, e colocou o alimento nos pratos, e logo após isso se retirou.
O assunto anterior tinha sido esquecido, agora Kurt estava muito concentrado em seu alimento, Blaine não podia acreditar que ele podia manter aquele corpo comendo tanto assim, ele bebeu seu vinho pacientemente enquanto assistiu o castanho terminar sua refeição. Quando Kurt percebeu que Blaine estava dando uma atenção excessiva para ele, suas bochechas coraram um pouco, e ele começou a comer um pouco mais devagar, não que Blaine achasse menos adorável.
O moreno só estava muito confuso, à poucas horas ele havia conhecido esse belo rapaz, e ele havia se jogado em cima de Blaine, ele havia oferecido os serviços, ele que literalmente implorou por sexo, por que agora ele estava simplesmente irritado com tudo? E por que diabos do nada ele havia voltado a tratar Blaine bem?
O resto do jantar prosseguiu normalmente, Kurt comeu, e bebeu muito, e Blaine apenas assistiu, também bebendo, eles não discutiram nenhuma vez, só tiveram alguns rápidos diálogos. Assim que eles acabaram de comer, Blaine pagou a conta e os dois se retiraram, o moreno ia abrir a porta do motorista e ouviu o castanho:
– Tem certeza que consegue achar o caminho? – Ele não falou isso zombando da cara de Blaine, não mesmo, foi um tom de brincadeira, muito amigável.
– Hmm considerando o quanto você bebeu, eu acho que eu sou a melhor opção para dirigir dessa vez. – Blaine respondeu em um tom igualmente amigável.
A viagem de volta foi tranqüila, Kurt passou o caminho todo acariciando a coxa de Blaine, sim Kurt havia voltado a dar em cima de Blaine, mas desta vez, ele até podia culpar o álcool, bem, o moreno não reclamou. Além disso, Blaine também não errou o caminho pois tinha Kurt para indicar a direção certa. Em poucos minutos eles já estavam subindo para o quarto de Kurt.
Blaine não perdeu tempo, assim que entrou pela porta empurrou o castanho na cama distribuindo alguns beijos em sua orelha e seu pescoço, ele tirou com cuidado sua jaqueta de Kurt, e logo em seguida tirou carinhosamente a camisa, distribuindo alguns beijos no peitoral do mais velho. Blaine removeu a calça de Kurt com um pouco de dificuldade, e finalmente encontrou sua boxer, que foi rapidamente tirada, ele não perdeu tempo e logo agarrou o membro de Kurt, acariciando-o lentamente assistindo qualquer mudança de expressão nos olhos verdes, Blaine estava amando os pequenos gemidos que Kurt soltava.
– Eu quero te provar. – Blaine disse baixinho com seus olhos queimando em luxuria.
– Sem beijos... – Kurt respondeu ofegante.
Blaine abaixou seu rosto próximo ao membro do castanho, e deu algumas lambidas, não antes de depositar um beijo doce na ponta do pênis, sentindo o gosto salgado do castanho. Ele fixou seu olhar em Kurt e começou a distribuir beijos em toda a base, ele lambeu toda a extensão do membro, deixando um rastro com sua saliva.
– Porra, você tem um gosto tão bom – Kurt achou que fosse entrar em combustão com o olhar flamejante que recebia de Blaine.
– Porra, Blaine... Mhmr – O castanho não conseguia formular nenhuma frase coerente. Por que um cliente está fazendo um oral nele? Não deveria ser o contrário?
Kurt agarrou os lençóis e apertou seus olhos para se controlar.
– Psiiu, eu quero você olhando pra mim. – Isso com certeza já era suficiente para fazer Kurt vir, mas ele se segurou, ele queria mais de Blaine.
Kurt abriu os olhos com dificuldade, e o moreno lhe deu um olhar penetrante, antes de afundar sua boca em toda a extensão. Blaine não era um profissional como Kurt, mas ele era muito, muito bom naquilo. Blaine deslizava para cima e para baixo, fazendo círculos com sua língua na cabeça, ele alternava a velocidade entre rápida, e bem lenta. O moreno estava amando ver Kurt se contorcendo na cama, ele amava estar fazendo isso com ele.
O castanho agarrou os cabelos de Blaine com força, enquanto o moreno deixava suas mãos passearem livremente pelo corpo de Kurt. A sensação de tocar a pele quente de porcelana, sentir o gosto daquele menino bonito e ainda ter seus cabelos puxados com veracidade, tudo aquilo enlouquecia Blaine.
– Blaa-aine, eu vou – Kurt choramingava, tentando afastar o moreno de seu membro – Blaaaaaine!!
Enquanto o castanho tentava se afastar, Blaine só se aproximava mais segurando Kurt firme, esperando a sua recompensa. Em questão de segundos Kurt estava soltando jatos quentes na boca de Blaine, que fez questão de engolir tudo. Ao terminar o moreno ainda lambeu os beiços e depositou um ultimo beijo no pênis do castanho.
– Oh Blaine... Isso foi... – Kurt ainda tentava formar alguma frase com sentido, mas desistiu no meio do caminho. — Blaine você, o que você quer que eu faça? Eu..eu sinto muito, você não usou preservativo, eu sinto muito, o que você precisa? – O castanho estava adoravelmente tonto por causa de seu orgasmo, e ligeiramente desesperado, pois sabia que Blaine era o cliente, e era ele quem tinha que gozar no final.
– Shhh, Bebê, que tal dormirmos agora? – Blaine disse carinhosamente, acomodando o castanho em um travesseiro.
– Eu sinto muito Blaine, eu realmente sinto muito. – Blaine não sabia ao certo sobre o que ele estava se desculpando, mas ele certamente o desculparia.
Kurt não falou mais nada, tudo o que ele podia ver era Blaine, suado, com seus cabelos bagunçados, seus lábios vermelhos e inchados, ele queria tanto tocar aqueles lábios, ele sabia que se ficasse acordado mais um minuto ele não resistiria, ele optou por fechar os olhos e sucumbir ao cansaço.
Blaine depositou um beijo suave na testa do castanho e afagou um pouco seus cabelos, agora Kurt realmente estava em um sono pesado, e nesse momento, quando Blaine pode ver Kurt sem tentar arrastá-lo para cama, ou seduzi-lo, sem estar brigando sem motivos, abusando de sua ironia, ele percebeu que Kurt era apenas um garoto, um portador de uma beleza exuberante, mas ainda assim, ele era só um jovem, e talvez Blaine estivesse tentando entender o que ele estava fazendo se vendendo por ai.
Blaine ouviu a respiração profunda e constante do menino bonito, ele ouvia seu coração batendo, o jeito que ele raspava os lábios durante a respiração, e suas mãos macias servindo de apoio para seu rosto angelical. Blaine não soube dizer quanto tempo ficou assistindo o castanho, mas uma hora sentiu seus olhos ficarem pesados, e mesmo sabendo que não estava exatamente certo, ele encostou Kurt em seu peito, e se permitiu flutuar em seus sonhos com esse belo rapaz em seus braços.
Fale com o autor