Presumo

27 Duas caras


Notas iniciais
eae! Quem estiver lendo esse capítulo e nunca comentou na fic deixe algum OI, por favor! Obrigado aos que estao comentando, mesmo!!! Aproveitem, o capítulo é todinho de voces.

Pov – Nico

Veracruz era incrível. As fontes, os lagos, as casas, e até eu que não era filho de Atena sabia o quão rico era a arquitetura daquela cidade.

Havíamos andado tanto por volta da cidade que não tínhamos lugar pra ir mais. Um adolescente por volta dos dezoito entregou um panfleto turístico para conhecermos o sítio El Tajín. Então deu que acabamos indo.

Chegamos ao sítio e a única coisa que eu percebi nele era as pirâmides-templos em quase ruínas. O lugar era lindo embora sem graça. Uma estrada de pedras dava passagem por grandes escadas e torres feitas de tijolos velhos. A pouca grama que havia no sítio era de um verde impressionante. As árvores que davam sombras pelo lugar eram do mesmo verde.

– [...] Os edifícios cerimoniais foram construindo por volta do século I e com o passar dos tempos á área foi invadida pela floresta. – Explica a guia que se apresentou como Nerea.

– Hum, e podemos entrar nos templos? – Josh pergunta sussurrando.

– Não, cara! – Heitor responde envergonhado com uma idosa olhando feio para nós.

– Algum problema ai atrás, queridos? – A guia pergunta. – Querem explicar no meu lugar?

– Não, obrigada. – Respondo.

– Então fiquem quietos. – A mulher diz grossamente.

– Eu em! Quem ela acha que é? Minha professora do nono ano? – Josh pergunta enrugando o nariz.

– Acho que esta mais pra diretora. – Heitor responde.

Continuamos andando pelo sítio e quando o tour-turístico acaba nos viramos pra ir embora.

– Não tão rrrápido. – Ouço uma voz rouca e velha. Viro-me e no seu cartão de turista está escrito Guadalupe.

– Hum, esquecemos alguma coisa senhora? – Heitor pergunta.

– Não Heitorrr Benassi filho de Apolo. Só do carrrrro parrra a morrrrte de vocês!

–--

A primeira coisa que eu pensei foi me ferrei. Heroico? Sempre. Desembainhei a espada e apontei para a velha.

– Quem é você? – Perguntei.

No mesmo segundo me arrependi de ter perguntado. A velhinha virou uma serpente de duas cabeças: uma no lugar correto e outra na cauda, como se uma mordida daqueles dentes já não bastassem! Suas asas pequenas não poderiam vaze-la voar. Vantagem.

– Anfisbena! – Heitor gritou apontando sua flecha a ela. – Não olhe nos olhos dela!

– Já ganhei boas-vindas piorrres que essa. – Anfisbena diz puxando o R. – Querrro apenas a morrrte de vocês!

E ela atacou rápido demais. Só deu tempo de desviar de uma das suas cabeças, por que a outra veio em direção as minhas pernas. Não. Foi em direção a terra.

– O que é isso? – Diz Josh com a espada de ouro imperial na mão.

– Ela pode escavar a terra! – Heitor gritou subindo os degraus.

Anfisbena saiu do outro lado impedindo a nossa passagem. Subi com Josh as escadas em direção ao templo enquanto Heitor distraia o dragão de duas cabeças.

– O que mais ela pode fazer? – Perguntei alto.

– Hipnose, escavação, velocidade, e bem. Se ela cravar um dente na sua pele você morre! – Responde Heitor.

– Ah, que ótimo! – Josh grita.

Entramos no templo esperando que ela não escave através dele. Chegamos a uma sala destruída cheia de esqueletos e o que parece um altar de oferendas.

– O que é isso? – Heitor pergunta.

– Os toltecos acreditavam que fazendo isso chamariam a atenção do deus totonaca da chuva e trovoada. – Josh responde e eu olho pra ele. – Que? Os romanos também estudam história antiga lá no acampamento.

– Ham sim, claro. – Falo – então todas essas pirâmides são templos?

Nenhum dos dois teve tempo de me responder. Anfisbena surgiu despedaçando um esqueleto e mostrou um sorriso com cem dentes cheios de cáries. Tentei cortar a cabeça da cauda dela, mas ela era extremamente rápida. Josh me puxou para sairmos do templo com Heitor logo na frente.

– Vamos voltar para o navio. – Heitor grita.

– Ela vai nos seguir e matar todos do navio provavelmente. – Digo.

– Então vamos matar ela antes. – Josh diz um sorrisinho. – Eu coloquei alguns explosivos que trouxe dos irmãos Stolls na mochila. Vamos derrubar esses templos. Heitor, você vai dar um jeito de acender eles.

Heitor concorda convocando uma bola de luz nos dedos, Josh pega um explosivo e tira a ponta para Heitor acender. Com toda a presa Josh joga nos templos atrás de nós. Não adiantou muito, já que Anfisbena surgiu logo na nossa frente através da terra.

O problema não era os templos. Era a terra. Peço para Heitor e Josh distrai-la e convoco alguns esqueletos para ajudar.

– Tentem trocar de lugar com ela. – sussurro baixinho.

Rastejo atrás das pedras derrubadas no chão e vou para as costas de Anfisbena. O quão fundo ela poderia escavar? Espero que não muito.

Com toda a minha força, cravo a espada na terra fazendo-a abrir uma fenda enorme de noventa metros. Anfisbena nem percebeu que rodou em círculos e que agora estava do lado oposto da fenda.

Olho para os dois meninos que assentem. Josh joga alguns explosivos em Anfisbena com algumas bolas de luz de Heitor. Tento convocar alguns esqueletos para ajuda-los, mas não foi necessário. Um trovão rimbombou do céu acertando em cheio Anfisbena.

– Sentiram minha falta? – Jason desce voando ao nosso lado prestigiando uma gosma verde se dissipar.

– Cara! Estou tão feliz em ver você! – Josh diz dando um soco leve no braço de Jason.

– Depois você vai ter que repetir isso para eu gravar. Agora temos que ir um grupo de mortais está correndo pra ver o show que vocês fizeram! – Jason disse sorrindo.

Quando estávamos quase de volta no Argo II, uma geada percorreu minha pele. Estávamos no centro da cidade, o que teria que ser o lugar mais quente de Veracruz. Olho franzindo as sobrancelhas para Jason que concorda com a cabeça. Escuto uma explosão vinda do Museu de Cera a poucos quarteirões dali.

– As meninas! – Jason grita.

Nós quatros corremos em encontro a elas.

Pov – Piper

Só fiquei com medo de Quione e seus dois irmãos quando vi a gasolina e os fósforos sendo preparados no canto da sala.

– Você vai explodir a gente? – Perguntou Hazel.

– Sim. – Quione respondeu sorrindo.

– Mas é fogo! Vai te derreter! – Eu disse.

– Querida amiga, eu não te venci com gelo, entretanto vou vencer você com fogo! – Diz Quione com seu falso sotaque francês. – E além do mais, vou sair daqui antes de tudo pegar fogo.

– Não vamos querer ficar para o show. Obrigada. — Davina diz virando as costas.

Ela para no mesmo segundo vendo que a porta atrás de nós congelou fazendo um iceberg como muro.

– Fala sério. – Davina reclama.

– Você não queria ficar pro show? – Quione diz com falsa pena. Duas caras. — Que pena, vejo que você já pagou o ingresso para o camarote. Vai ter que ficar. Zetes e Cal joguem a gasolina!

– Não! – grito com meu charme quando Zetes e Cal estão prestes a molhar toda a sala. – Zetes e Cal, joguem a gasolina em um e outro!

Por um momento angustiante os dois continuaram parados.

– Bobinha, eles estão usando tampões. – Quione diz rindo.

Eu começo a sorrir quando vejo que é mentira. Zetes esta tendo uma batalha de gasolina com o irmão, encharcando-os com o líquido.

– Seus imbecis! Parem! – Quione grita. – Por que não estão usando os tampões?

– Queria ouvir a voz da menina bonita! – Zetes diz abaixando o galão.

– Cal igual. – Cal responde triste.

– Idiotas! Agora se vocês acenderem os fósforos vai botar fogos em si mesmos! Piper Mclean você vai ser a primeira a morrer!

Quione ataca uma geada em minha direção que é impedida por um grupo de diamantes que congelam na hora.

– Obrigada Hazel. – Dou um sorriso a ela. – Temos que matar os irmãos primeiro. Zetes e Cal acendam os fósforos! – Grito com todo o poder na minha voz.

Os dois riscam os fósforos quando Quione grita não. Cal e Zetes saem se debatendo tentando tirar o fogo por todo o corpo. Eles tropeçam em outros galões e todo o canto do cômodo explode abrindo uma enorme cratera no teto.

– Sua peste! – Quione levita no ar com uma aura fria em sua volta. – Você vai morrer!

Eu, Davina e Hazel começamos a congelar quando Quione cai de joelhos segurando os ouvidos.

– Eu não tenho o poder para matar uma deusa, nem que essa deusa seja tão pequena como Quione. – Davina comenta malvada e eu dou um sorriso. – Só posso segura-la por um tempo. Deem um jeito na porta!

Concordo com a cabeça vendo a metade da sala pegar fogo derretendo os bonecos. O gelo já esta pela metade, contudo não da pra passar.

Viro-me para Quione que começa a se levantar cambaleando segurando os ouvidos. Logo cai de novo quando um raio a atinge.

– Piper! – Grita Jason do outro lado do iceberg que Heitor esta dando um jeito.

Pulo o último pedaço do gelo e abraço Jason. Davina vem logo atrás apreciando a uma tonelada de cristais em cima de Quione.

– Temos que ir meninas, o fogo vai queimar tudo! – Josh diz balançando as mãos.

Concordamos com ele e saímos do museu.

– Explodimos três locais em menos de um dia. – Comenta Jason.

– O que? – Pergunto.

– Vi Annabeth e as meninas explodirem um restaurante vegetariano perto do porto. Os meninos aqui explodiram alguns monumentos sagrados.

– Então não perdemos o jeito! – Hazel diz e nós sete rimos.

Jason convocou um pouco de chuva que pelo que os mortais murmuravam, só estava chovendo no Museu.