Presentes
1 Aniversário & Presentes
Notas iniciais
Essa aqui é a minha segunda ONE hiccstrid. E espero que também gostem dessa. O nome da fanfic e do capítulo é bem sugestivo. Mas espero que gostem da ideia em si.
Até as notas finais queridos...
Quando todos pensam em Astrid Hofferson, a primeira visão que vem na cabeça é de alguém sem coração. De alguém impiedosa. E de alguém que nunca amaria qualquer outra coisa em sua vida que não fosse o seu machado.
Bom. Eu posso provar o contrário sobre ela.
A Astrid é muito mais do que uma grande guerreira viking. Por trás daquela Hofferson existe uma grande mulher. Encantadora, carinhosa, doce e gentil. Ela é incrível. E sabe como me fazer feliz...
Era o meu aniversário de 20 anos. Pelo menos naquele ano era realmente no dia 29 de fevereiro. Eu ter nascido nesse dia, em um ano bissexto, não era algo muito impressionante sobre mim quando eu era um pouco menor do que eu já sou normalmente.
Eu era magrelo, pequeno e não conseguia nem ao menos segurar um machado. A minha vida apenas mudou quando eu conheci o Banguela quando eu tinha 15 anos. E quando todos me aclamaram como herói por mudar o pensamento de todos os vikings de Berk. E quando eu trouxe paz para todos.
Mas eu vim falar sobre um episódio em minha vida com Astrid, certo?
Eu nunca fiquei muito animado com festas, muito menos quando elas eram para mim. Porém meu pai insistia em dizer que um futuro líder deveria ter uma festa à altura e tudo mais. E isso tudo para mim era uma grande besteira.
E era esse o motivo que justificava o fato de eu estar trabalhando em algumas selas mais leves para o Banguela ao invés de estar na festa/ banquete do meu aniversário. Uma hora dentro do Grande Salão e eu já não aguentava mais aquilo tudo.
-Você não deveria estar na festa senhor Strondus? — uma voz doce e melodiosa, tão inconfundível soou atrás de mim, fazendo um sorriso surgir em minha boca.
-O ambiente não estava me agradando muito — virei-me para ela. — Milady.
Astrid sorriu e entrou na pequena sala da Ferraria (e consultório dentário de dragões, com o Bocão como responsável) de Berk. Todos os meus projetos foram feitas naquela pequena sala.
-Não pode simplesmente ir embora da sua própria festa de aniversário Soluço — ela deixou o seu machado encostado na parede e aproximou-se da minha mesa, se encostando nela de costas para a mesma.
-Você me conhece. Eu não gosto de tudo aquilo. Festas. Bebidas. E gritos. E gosto muito menos de uma festa feita para mim — eu levanto da minha cadeira e coloco a sela inacabada em um armário.
-Você será o futuro líder da tribo. Tem que se acostumar com toda essa atenção — ela disse calmamente para mim.
-Eu sei. E é isso o que mais me assusta Astrid — eu digo e me viro novamente para ela. — E se... Se eu não estiver preparado... — minha voz saiu quase como um sussurro.
-Você será o melhor líder que Berk já teve Soluço — eu me aproximei dela. Eu coloquei minhas mãos em sua cintura e ela entrelaçou seus braços em meu pescoço. — Você já fez coisas incríveis pela ilha. Você tem que aprender a confiar em si mesmo senhor Strondus — o olhar azul dela desviou toda a minha atenção naquele momento. Eu não prestava toda atenção em suas palavras. – E eu sou sortuda sabia?- ela perguntou sorridente e eu voltei a minha atenção para o que ela dizia.
-Você é sortuda? Mas por que você é sortuda garota viking? — eu perguntei também sorridente. Ela juntou mais os nossos corpos e aproximou sua boca do meu ouvido.
-Porque você é meu, menino dos dragões – eu senti o seu sorriso em meu ouvido.
-E você é minha — eu afirmei igualmente em um sussurro em seu ouvido. – Minha Astrid Hofferson.
Ela voltou a me olhar nos olhos. O seu sorriso me desconcertava. O seu olhar. Seu jeito carinhoso e doce de ser. Eu a amava como nunca amei e nunca amarei qualquer outra pessoa em minha vida inteira.
E eu havia planejado aquilo durante muito tempo...
-Você passaria o resto das nossas vidas comigo Astrid? Você seria a minha senhorita Strondus? — ela sorria. Os seus olhos brilhavam com as lágrimas que ela tentava reprimir a todo custo. — Você se casaria comigo senhorita Hofferson? Você seria minha para sempre?
Ela pegou o meu rosto em suas mãos e abriu o maior sorriso do mundo inteiro. Ela puxou minha boca para perto da sua. Mas antes que nos beijássemos, ela falou:
- Hoje é o seu aniversário, mas fui eu que ganhei o maior dos presentes. Feliz aniversário Soluço. O meu presente para você é um ''sim''.
Finalmente encostei minha boca na sua. Apoiei minhas mãos na mesa e ela continuou com suas mãos em meu rosto. Aquele beijo foi diferente. É aquele tipo de beijo que pede outro, e outro e mais outro...
Eu puxei sua cintura para cima e a sentei em cima da mesa. Ela me olhou nos olhos, hipnotizando-me. Aquele seu olhar tinha poder sobre mim e ela sabia disso.
Ela colocou suas mãos em meu ombro e eu coloquei as minhas mãos em seu pescoço e a puxei pra mim. Minha boca necessitava da sua. E eu sentia que ela estava na mesma situação. Nós nos separamos por falta de ar e suas mãos apoiaram-se na mesa.
-Eu acho melhor nós pararmos por aqui senhor Strondus. Afinal qualquer um pode vim te procurar por aqui. Já que você fugiu da sua festa de aniversário — ela disse pulando da mesa.
Ela não tinha tanta firmeza na voz ao sair daquele nosso momento ali. Como eu também não queria que acabasse.
-Certo — eu disse. — Vamos voltar para o Grande Salão então.
Eu peguei sua mão e a puxei para fora. Banguela estava adormecido do lado de fora da ferraria.
-Hey amigo — eu chamei a sua atenção. Ele acordou num pulo e eu e a Astrid rimos. — Vá para casa amigão. Aquilo tudo vai demorar muito ainda.
Ele comemorou e recebeu o meu carinho. E eu o observei, enquanto eu ia para o Grande Salão, chegar em casa e se deitar na frente dela. Ele me esperaria chegar para definitivamente entrar.
*****
A festa em si estava bem animada. Mas não procurei estar no foco dos assuntos do mesmo modo. Eu apenas permaneci em um canto, observando o meu pai, alegre, rindo para os representantes dos clãs. Ele era um homem incrível.
Astrid me achou e sorriu para mim, aproximando-se.
-Está muito difícil te achar viking — ela disse. Ela se encostou ao meu lado na parede. — E olha que é o seu aniversário.
-Costumo evitar ser o centro das atenções — eu digo simplesmente.
-Como é vergonhoso — ela riu. — Mas você é o centro das minhas atenções sempre — eu me viro para ela e sorrio.
-Eu te amo — eu digo a ela.
-Eu sei disso Soluço. Pois eu sinto — ela disse. Estávamos de lado, olhando um para o outro. — Porque eu te amo também.
-Eu poderia te beijar agora, mas acontece que nós estamos em público — eu digo rindo.
-Eu acho que nós podemos dar uma escapada querido noivo- eu sorrio com as suas palavras.
-E eu acho que essa é uma ótima ideia querida noiva.
Meu pai estava distraído com os outros. E ninguém sentiria a minha falta também. A maioria dos berkianos estava tão bêbada que não repararia na nossa pequena escapada.
Nós saímos do Grande Salão e ficamos parados um instante do lado de fora. Nenhum dos dois sabia como levar aquela ideia adiante.
-Bom – nós falamos ao mesmo tempo e caímos na risada.
-Nós podemos ir para minha casa, se você quiser- ela disse, sem me olhar nos olhos.
Os pais de Astrid não moravam mais com ela, já que ela tinha seus 20 anos já. Eu morava com meu pai ainda, mas era por escolha minha. Meu pai ficaria sozinho sem a minha mãe, que sumira há tantos anos.
Ela virou-se para mim e sorriu. Naquele sorriso eu vi toda a sua força e confiança.
-Eu estou com medo que você não queira o mesmo que eu quero — ela me confessou, dando de ombros.
Eu mesmo estava um pouco assustado com aquela ideia então não questionei nada. Mas quando eu me inclino para beija-la, não havia mais dúvidas do que nós dois desejávamos...
Nós entramos na casa de Astrid e ela trancou a sua porta. Ela encarou meus olhos e a observei por um instante. Ela era linda e eu poderia ficar o tempo inteiro observando-a. Andei até ela, que estava encostada na porta.
-Eu nunca vi os seus cabelos soltos Astrid- eu digo. Era algo improvável que eu pensasse no momento, eu sei. Mas ela sorriu e começou a retirar sua trança.
Os cabelos dela caíram em cascatas onduladas, moldurando a sua face. Ela mais parecia um anjo encantado em minha frente do que qualquer outra coisa e eu sorri com a sua beleza.
-Você é linda — eu digo num sussurro.
Eu a beijei, prensando-a na porta. Ela nos mantém ainda mais próximos e eu aproveito cada segundo daquele beijo. Aos poucos ela me empurra em direção à escada que levava ao seu quarto.
Eu pego ela no colo com cada uma de suas pernas em um lado do meu corpo. Ela beija o meu pescoço e eu tento concentrar-me nos degraus, pois a minha perna falsa (que eu perdi em uma batalha) não me ajudavam muito no quesito equilíbrio.
Quando nós chegamos ao topo da escada, eu lembrei que não sabia onde era o quarto da Astrid. Olhei para ela de modo indagativo e ela riu.
Ela saiu do meu colo e nos guiou até o seu quarto. Seus cabelos em cascata mais pareciam uma áurea iluminada ao seu redor enquanto eu a seguia pelo corredor.
Ela abriu a porta seu do quarto e fez sinal para que eu entrasse primeiro. O quarto dela parecia muito com o meu, porém havia machados pendurados nas paredes. Eu virei-me para ela, encostada na porta fechada.
-Você realmente gosta de machados — eu digo ironicamente.
-Eu sou uma pessoa perigosa — ela disse, e eu me aproximei dela.
-Então eu estou correndo perigo? — eu pergunto num sussurro em seu ouvido.
-Você está correndo muitos riscos — ela responde do mesmo jeito. — Você arriscaria corrê-los Soluço? -olhei nos seus olhos azuis seguros e sorridentes.
-Eu seria um louco se eu não os corresse — eu respondo.
Coloco-a novamente em meu colo, prensando-a na porta do seu quarto. Ela puxa o meu pescoço e trás a minha boca até a sua. Minhas mãos seguram a sua cintura.
Quando nos separamos devido à falta de ar, suas mãos buscam os fechos da minha armadura. Mas seus olhos continuavam cravados nos meus. Como a minha armadura tinha um milhão de fechos, ajudei-a a tira-la.
Ela jogou a em algum lugar no chão e eu fiquei apenas com a minha blusa verde de mangas curtas. Concentrei-me no zíper do seu casaco marrom, tirando-o lentamente. Quando ela o jogou em algum canto, voltamos a nos beijar com mais intensidade. Com mais desejo.
Eu fui conduzindo-a até a cama, deitando-a nela. Passei uma perna em cada lado do seu corpo, olhando-a nos olhos. Ela colocou suas mãos em meu rosto, aproximando- me do dela. Mas ela não me beijou.
-Eu te amo — ela disse perto da minha boca.
-Eu te amo — eu respondi e aproximei minha boca de seu ouvido. -Senhorita Strondus.
Ela riu no meu ouvido. Risada doce e encantadora. Eu finalmente a beijei. E aquele beijo que pedia muito mais do que apenas outro beijo...
Astrid Hofferson é mais do que uma guerreira. Ela é que eu amo. Ela é a pessoa mais perigosa que eu conheço e que tem o poder de me enlouquecer.
Eu a amo. Ela é linda e sabe que é. E eu nunca me cansarei de olhar pra ela. Eu amo a sua força, a sua garra, sorriso verdadeiro e olhar hipnotizante.
Eu a amo e nunca me cansarei de dizer isso para ela. De sentir isso por ela.
E a partir daquela noite ela tornou-se minha. Minha Astrid Hofferson.
Notas finais
Amores, espero que tenham amado como eu amei escrever. E agradeço a quem pretende comentar, favoritar e recomendar...
Até uma próxima anjinhos!
Temp ♥
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