Presente de Aniversário
2 Desejos
Notas iniciais
Entraram no quarto ainda aos beijos. Sherlock parecia com pressa, com medo talvez que o momento passasse que o desejo fosse embora, era tudo tão confuso para ele. Nunca havia sentido desejo dessa forma, quer dizer, esteve parecido assim com A Mulher, porém o sentimento com Molly somava algo em seu peito que parecia explodir e ele não conseguia decifrar. Que sentimentos eram esses? Já Molly estava praticamente entregue a sua grande paixão, não podia acreditar que uma pequena iniciativa, que não foi tão forte e nem tão inocente terminaria no quarto de Sherlock Holmes. – Sherlock... – tentou chamá-lo enquanto ele se perdia nos beijos dados na morena, mas seu sussurro atiçou ainda mais o detetive que a mordia fortemente agora. – Devagar... – ela conseguiu dizer lentamente. A voz de Molly soou profunda e aveludada, Sherlock se sentia totalmente perdido nos desejos e na química dos seus corpos. Ela o puxou pelos cabelos para olhar nos olhos dele. – Hey, você irá me deixar marcada. O detetive sorriu com essa possibilidade, talvez quisesse a deixar marcada, ela era sua naquela noite e queria que ela se lembrasse disto também. Aproveitou para recuperar o fôlego e tentar assimilar tudo o que estava acontecendo. — Te mordi lá na sala, porque não aqui também? – disse com um olhar travesso. Molly se derretia a cada ação ou palavra dele, se sentia tão surreal ali nos braços dele, com aquela intensidade que ele usava tanto para casos, agora usando para que ela ficasse com ele. – Se fizer isso novamente terei que revidar – disse a legista passando sua mão na parte bem baixa da calça de Sherlock. Esse ato fez o detetive estremecer, Molly parecia tão inocente como somente amiga de laboratório e agora era a mulher que o desejava. Ele teve que admitir que estava em desvantagem, ela entendia de corpos melhor do que ele gostaria de admitir para si, então ela tinha armas. – Não me provoque ainda mais Molly – disse de forma sedutora. Ele também tinha as suas armas e iria usar os sentimentos da legista a seu favor. Molly sorriu com o jeito desafiador dele, estavam prestes a ter uma guerra, uma guerra de prazer. Não precisou de mais palavras, o sorriso da legista era a confirmação de que ela queria provocar e queria ser provocada. Sherlock a puxou novamente para os beijos enquanto deitavam na cama. Molly era ágil, como se conhecesse os pontos fracos do detetive. Como ela consegue deixar tanto calor onde sua mão passa? Era somente o Sherlock conseguiu formular em sua mente. A legista rapidamente se livrou das roupas do moreno e ele percebendo essa rapidez resolveu torturá-la com o inverso, tirando em câmera lenta as roupas da legista, beijando devagar pontos os quais ele sentia que a morena correspondia com suspiros. Porque raios ele estava demorando tanto? Os pensamentos de Molly explodiam, seus desejos pediam por Sherlock loucamente. Ela estava por um fio. – Eu quero você, Sherlock – disse por meio as carícias do moreno. – Diga de novo – disse o detetive em meio a toda aquela tortura, estava adorando aquela guerra. Molly sentia as pernas tremerem ao simples toque com as pernas de Sherlock. Aquilo tudo eram as preliminares? O amava tanto a ponto de sucumbir assim? – Diga de novo, Molly – repetiu o detetive ao pé do ouvido da legista enquanto suas mãos exploravam seu corpo. Molly estava tomada por loucuras, sentia que sua voz jamais sairia novamente. A única coisa que conseguia fazer era suspirar e deixar beijos em Sherlock. – Você...você está me torturando – conseguiu dizer. – Você é tão maravilhosa, alguém já te disse isso? – Sherlock agora beijava seus seios. Era o fim, não podia ser, Molly sentia que seu coração iria saltar pela boca. Ela apenas o provocou de leve, nem havia tido coragem de tocá-lo exatamente. Suas mãos tremiam entre o peitoral e a cintura do detetive. Mas se ele poderia torturá-la, ela também faria o mesmo com ele. Não havia mais que segurar o pudor, já estavam nus, trocando as mais longas carícias, Molly mostraria do que era capaz. Os beijos de Sherlock foram rapidamente trocados por suspiros e gemidos, Molly o tocava de forma firme e ao mesmo tempo doce. Suas quentes mãos novamente, a culpa era toda delas, pensou o detetive. – Molly... – a chamou se rendendo a essa investida da morena. Esse ato fez Molly ativar ainda mais seu lado confiante e torturar com vontade o detetive. O vendo tão rendido, trocou de posições e ficou observando as reações do seu amado enquanto aumentava seus movimentos. – Molly... – gemeu novamente o detetive, oh céus toda vez que ele fazia isso ela perdia a razão e o queria ainda mais. – Não...estou...aguentando... — murmurou Sherlock a beijando fortemente, seu instinto estava alto e rápido assim como o de Molly. Ela se derreteu nesse beijo e ele a envolveu. – Te quero agora – disse Molly entre mordidas. Sherlock a obedeceu como nunca obedeceu ninguém. A tomou por completo, se sentia em êxtase como se tivesse com drogas no sistema, Molly era tão poderosa quanto uma overdose? Sherlock pensou o quanto ela o domou muito mais do que havia esperado, sua vontade era que ela sentisse tão louca quanto ele. Então fez suas investidas assim como ela, forte e doce ao mesmo tempo. Molly gemia de um jeito que o fez questionar porque isso não aconteceu antes. Todas as explicações eram banais assim como os medos, só havia desejo e um desejo grande dos dois. Não havia mais como negar o que Molly fez com os sentimentos de Sherlock. Ele estava entregue e ela também. – Eu te amo, Sherlock – Molly suspirava entre a dor e a delícia. Sherlock só conseguia acompanhar sua respiração, seu corpo estava pulsando forte contra o de Molly – Você me deixou louco – disse por fim. Molly sentiu toda a eletricidade do corpo do moreno e o abraçou com as pernas, o deixando ainda mais insano e o chamando para mais. Sherlock de novo obedeceu, e Molly se perdeu nos sentidos. Os dois chegaram ao ápice e terminaram a noite com carinhos suaves e troca de sorrisos. Molly era uma verdadeira droga e Sherlock o perfeito usuário.
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