Notas iniciais
Oia, oia, oiaaaa!

O dia se passava e o americano corria de um lado para o outro, passando de loja em loja e se esforçando ao máximo para achar o presente perfeito. Depois que presenciou Arthur lhe dar um presente enquanto corava e desviava o rosto, achando-o tão fofo e tão diferente do Arthur chato, ranzinza e com taturanas na testa, pois na cabeça que tinha que retribuir de alguma forma.

Passou também em lojas das melhores, procurando algo que o lembrasse, mas de maneira especial. Pensou em dar uma camisa escrito “I love NY” ou “I love USA”, ou quem sabe “I love Alfred F. Jones, the hero”, mas não cabia no embrulho velho e empoeirado que achou em casa no meio das coisas.

– “Hmmm, e agora? O que eu dou? Já está ficando tarde e ainda não achei nada que sirva!” – O tempo se passava e nenhum sucesso.

O americano voltava para casa, sem presente, desanimado e com uma cara meio moída. Olhou para o relógio... ainda dava tempo de preparar alguma coisa, talvez algo simples ou quem sabe feito a mão, um desenho, um jantar? Difícil escolher, mas...

– “Haha!! Já sei!!” – Correu e pegou lápis e papel, caneta e tintas. Uma hora se passou e estava tudo prontinho! – “Ótimo! Agora só é esperar ele chegar!” – Ansioso, sentou-se no sofá, cruzando os braços e as pernas, com um sorriso enorme tomando conta do seu rosto alvo.

Mas não imaginava que Arthur iria demorar tanto para chegar. Cansado, seus olhos pareciam pesados, quase se fechando como se pedissem um descanso demorado. A visão escura e embaçada, vendo as coisas se distanciarem devagar, mas teimava consigo mesmo e tentava se manter acordado. Havia andando de um lado para o outro durante toda à tarde sem parar um segundo. O sono foi mais forte. Agora dormia tranquilamente.

Horas continuavam a passar e bateu onze e meia da noite. Arthur chegou em casa, abrindo a porta sem presa alguma, esperando receber um grito animado vindo do americano, como todos os dias, algo que queria dizer: “bem vindo de volta!”, mas nada escutou. – “Alfred?” – O chamou achando estranho o tamanho silêncio no local. Adentrou-se um pouco mais na sala para se deparar com a figura adormecida do outro. Porém, o que lhe chamou atenção foi a cor vibrante e marcado do embrulho azul, branco e vermelho, sobre a mesa. – “Mas o que é isso?”— Aproximou-se do embrulho, analisando com uma expressão de quem via algo de outro mundo. Notou que ao lado desse encontrava-se uma carta... Do Alfred.

O americano havia tentando escrever uma carta mais de cinco vezes, mas nunca essa parecia boa o suficiente, pelo contrário, apenas parecia um monte de palavras juntas que no fim não diziam nada. Chegou a uma conclusão que as únicas palavras que puderam dizer tudo o que queria dizer e tão brevemente foram:

“Caro Arthur.

Obrigado por tudo... Eu te amo.

Assinado: Alfred F. Jones”

O inglês leu e releu a carta mais de uma vez, como se quisesse ficar certo do que acabará de ler. Sentia o rosto começar a queimar intensamente e instantaneamente, completamente sem jeito. Com todo cuidado do mundo guardou aquele papel olhando para os lados... desconfiado, de um modo ou de outro aquelas palavras tão simples eram mais do que importantes e faziam uma felicidade estranha crescer dentro de si.

Agora o embrulho: tirou de dentro dele uma bela xícara para chá pintada à mão. – o que explicava a toalha de mesa melada de tinta. – Ele teve todo esse trabalho para fazer um presente para si? Apenas porque um dia lhe deu um presente sem data especial? Arthur apenas avermelhou-se mais, sem saber como reagir exatamente. Mas talvez apenas pudesse agradecer por uma coisa... Por sempre ter ele ao seu lado, exageradamente grudado consigo mesmo com todas as confusões que tinham de vez em quando.

Aproximou-se devagar do americano adormecido e beijou levemente sua testa em gratidão. – “Eu também te amo, Alfred... Agradeço por existir. Durma bem.”

De manhã...

– “Arthuuuuuur!!!!!!” – Um berro com um tom de americano. – “Você viu meu presente???”

– “Aaaargh, idiota! Cale-se! São 6 da manhã ainda!!”

Notas finais
Espero que goste, Neko!! FELIZ ANIVERSÁRIO ATRASADO.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!