Notas iniciais
Não avança muito com a história. Mas mesmo assim achei importante metê-lo. É um tempo para conehcermos mais o nosso "herói".

Após o acidente Christopher atendeu várias chamadas de familiares e amigos sobre

o acidente, pois ele havia avisado que partiria naquele dia. Já há dois dias que

quase não saia de casa. Christopher partilhava a casa com Dennis, enquanto o

amigo parecia ter ultrapassado o acidente até muito bem, Christopher sonhava

todos os dias, com aquilo. A visão, Kate a ser engolida por chamas, os bombeiros

a chegar e retirar outros sobreviventes da água que escaparam em botes e a nado.

Ele sentia-se culpado por tudo o que acontecer.

Christopher estava

deitado no sofá, Dennis tinha saído para ir ás compras e depois ia para o

trabalho com tudo isto cancelou as férias que tinha tirado assim como Andrew seu

colega, ambos trabalhavam no Centro de Lazer de Buldworth.

Christopher

estendeu o braço e apanhou o comando abriu a televisão e o rosto desfigurado de

Freddy Krueger apareceu a ameaçar mais um jovem. “Estranho “ pensou ele, “ é

meio dia e já estão a dar filmes de horror”, mudou de canal para um talk show

com uma apresentadora apelativa e uma plateia cheia de mulheres. Ele agradecia

por Kate não ser adepta de tais programas. Mudou o canal e voltou a mudar por

fim desligou. Inclinou-se para trás e fechou os olhos, começou a dormitar quando

tocaram á campainha. Era Dennis, pensou ele.

Levantou-se meio sonolento e

abriu a porta para encontrar Kate.

-Querido! – disse ela cumprimentando-o

como um beijo e entrando em casa.

-Tudo bem?

-Tudo. Já contigo nem por

isso… — respondeu ela enquanto poisava a mala num banco do balcão da

kitchinette. – não sais de casa á dias.

Christopher gemeu.

-Vai-te

arranjar. Vamos dar uma volta. – pediu ela.

-Tem mesmo de ser?! – Kate era

teimosa por isso ir contra ela não era bom resultado. – Vai fazer a barba, e

penteia-te.

Os dois saíram para almoçarem, Christopher mandou uma

mensagem a Dennis para este não trazer comida para ele e avisá-lo de que ia

almoçar com a namorada. Os dois escolheram um restaurante italiano mas estava

sobrelotado, por isso sem mais nem menos contentaram-se com uma ida ao Burger

King.

-Queres ir aquele bar ao pé da marinha? – perguntou ela. Christopher

queria responder afirmativamente, mas de repente a sua felicidade varreu-se

quando ele se apercebeu da palavra marinha, o que significava que estar ao pé de

água.

-Pode ser. –respondeu relutante.

Os dois atravessaram duas ruas

e o mar começou-se a avistar. Kate estacionou o carro, da sua mãe. No bar ela

pediu um Long Island Ice Tea e ele uma simples cerveja. O bar era moderno as

paredes de vidro duplo do lado da marinha davam uma clara visão para o mar e

para os barcos na marinha.

Os dois ficaram sem nada para dizer, esboçaram uns

sorrisos mas nada mais, o céu estranhamente estava cinzento. Nublado.

-Hoje

vou lá dar uma espreitadela! Também só por cortesia. – falava um homem gordinho

sentando no balcão.

-É aonde no cais do barco? –respondeu a mulher.

- É

sim senhora.

-Quem diria! Uma pessoa já não está segura em lado nenhum os

aviões caiem, os carros esbarram-se, pontes desfazem-se, os barcos... –continuou

a mulher.

-Aquilo foi uma desgraça! Uma desgraça. – respondeu o

homem.

-Olhem eu tive uma neta minha. – disse um idoso que se meteu na

conversa. –Escapou com sorte, 20 e poucos anos.

-Obrigado a Deus! Foi obra

Dele. Coitada morrer com 20 anos que coisa horrível…- comentou a mulher enquanto

limpava uns copos de uísque.

-Vamos embora Kay.

-Espera. Chris tu tens

de preceber uma coisa… não foi culpa tua. Tu sabes disso.

-Cá para mim foi

aquela cigana da feira á dias atrás.

-Nãos ejas parvo.

-Tu acreditas mesmo

em mim?

-Depois do que se passou…-ela fez uma pausa e rodou o copo –

acredito.

Ele sabia que para a maioria das pessoas aquilo custava a

acreditar e muito.

Ele próprio ainda não acreditava.

- Tens razão.

–desabafou ele. –Acho, que não foi culpa minha.

-É verdade, aliás tu

salvas-te nos eu tenho a impressão que se não fosses tu eu tinha morrido.

Por momentos Christopher lembrou-se de ver Kate a ser devorada por chamas e

ele impotente sem fazer nada.

-Ele sestavam a falar do quê? – pergutnou

ela.

-Como assim?

-O mais gordo disse que ia passar por lá, no cais do

barco…

- Não sei.

Kate virou-se para trás e indagou:

-Psst! Peço

desculpa, hoje acontece alguma coisa no cais a ver com o acidente de

ferryboat.

-Acontece xim xenhora! Vão fazer um memorial. Hoje pelas

21:00.

- Ok!

-Hoje ás nove queres passar por lá.

-Acho que devíamos

ir! Acho que realmente devíamos ir.

Voltaram a casa, e Christopher sentiu-se

solto a saída tinha-lhe feito muito bem. Quando Dennis chegou-se a casa

deparou-se com os dois a beijarem-se, eles contaram que iam ao memorial e por

sua vez Dennis rapidamente avisou Mary Jane, contudo no telejornal o pivot abriu

com a notícia do acidente.

“ Ainda não estão averiguadas as causas de

origem que provocaram o acidente fatal no ferryboat 180McKinley, que causou a

morte a 85 pessoas num total de 111 passageiros dos quais 26 sobreviveram.

Contudo hoje á noite será feito um memorial pela morte de um dos piores

acidentes que sem dúvida marcará a história.

O memorial ocorrerá hoje para

consolo das famílias das vitimas, a cerimónia terá também uma palavra dada por

um pastor. Os organizadores pedem pela comparência dos sobreviventes, aqueles

que já passaram pelo acidente ou querem por tudo para trás das costas.”

Eram

20:57 quando os três amigos entraram para o carro de Kate e dirigiram para o

cais.