Dalton chega em casa do memorial e vai para o seu quarto. Toma um banho rápido e coloca uma roupa.

Ele liga seu computador e entra na internet, no primeiro site que ele abre, uma janela de uma propagando vem junto. Era uma propaganda de um apartamento onde havia uma piscina em um pátio coberto, embaixo havia a foto da piscina e os preços. Aquilo ganha a atenção de Dalton, parecia que algo queria que ele visse aquilo, ele observa atentamente, mas não consegue decifrar nada então, esquece.

Lanna colocava seu maiô e sua touca, ia treinar seu salto na piscina. Quando ela fica pronta, sai para o pátio e encontra sua treinadora que a esperava com uma prancheta:

– Você é a próxima. Lembra: concentração, respiração e foco são muito importantes. Quando saltar, precisa ter certeza do movimento.

Uma outra garota saltava da mesma altura e da mesma prancha que ela ia saltar. Lanna se assusta:

– Ai, será que eu vou conseguir? — ela pergunta insegura e nervosa.

– É claro que vai, chegou até aqui. Lanna, escuta: você é capaz, vai dar tudo certo e além do mais é apenas um treino, tenho certeza de que na hora você vai impressionar. — diz a treinadora. Lanna balança a cabeça como se estivesse aceitando o que ela disse, tentando parecer confiante.

– Vamos é a sua vez. — diz a treinadora.

Lanna concorda com a cabeça ainda insegura, mas caminha em direção as escadas que levam à prancha. Ela sobe lentamente como se estivesse com medo, mas quando chega ao topo o medo desaparece e uma pontada de alegria e adrenalina toma conta do seu corpo. A água fria que tinha em cima da madeira das outras garotas que saltaram revigora Lanna.

– Vamos, arrasa! — ela diz baixinho, dessa vez ela estava realmente confiante. Suspirando, ela segue pela prancha, que faz uns rangidos a medida que dá os primeiros passos.

Um vento frio bate e quando Lanna chega à ponta, ela olha para a frente determinada e a base da prancha racha, ela nem percebe.

– É isso aí Lanna, vai arrasa! — grita a treinadora.

Lanna estica os braços para os lados e depois para cima, ela dá o primeiro pulo para dar impulso, o segundo é com a mesma intenção. A medida que ela toca na prancha a rachadura aumenta. O terceiro pulo é o último impulso e o quarto é tão forte que a prancha se rompe .

Ela cai gritando e agonizando, mas seus gritos não duram muito tempo, pois quando chega na piscina sua testa quica na borda com tanta força que espirra sangue. Seu corpo é empurrado para trás com o impacto.

– Lanna! Aí meu Deus! Não toca nela! — diz a treinadora impedindo uma garota de ajudá — la. Enquanto isso o corpo de Lanna boiava na água da piscina, enquanto formava um rubro vermelho que parecia fumaça se dissipando, em volta de seu corpo devido ao sangue.