Premonição
1 P 1 - Prólogo.
Notas iniciais
O sol das 17hs refletia nas paredes frontais da escola Mclinkey. Alguns poucos seguranças acabavam de liberar todos os portões, dando sinal de positivo para que outra funcionária puxa-se o sino.
“Piii”. Os alunos, loucos pra saírem logo, se tumultuaram nas escadarias, formando uma grande aglomeração. O jovem de 15 anos, Bardam Palmer, estava ali no meio.
- Andem logo! – O apressado gritou, empurrando os que estavam em sua frente. O estudante, que nunca gostara de escola, tinha ficado de provão em química, fato que implicava nele ter ainda que vir na semana que vem.
- Ei, não acha melhor andar mais devagar? – Seu amigo Bradley estava ao seu lado. Porém, como era bem mais calmo, já tinha passado o apressado e descia a caminho do portão. – Se ficar nessa pressa, vai morrer cedo!
- Tá bom... – Bardam sorriu ironicamente para o amigo, que já tinha saído pelo portão da escola. Com mais alguns empurra-empurra e o jovem chegou ao pátio da escola, local onde alguém esbarrou as mãos nas suas costas.
- Ã? – Ele se virou, curioso.
- Oi, Bardam. –Uma menina branca, visivelmente tímida deu um sorriso ao jovem. Ela era novata na escola, porém esbanjava notas ótimas e muita inteligência. Tinha chegado a 1 semana da sala de aula do amigo.
- Ah, oi... – Bardam coçou a cabeça, pensando “que diabos essa menina quer comigo? Jamais trocamos 1 só olhar...”. – Aproposito, seu nome é... Stephanie, né?
- Sim. – A jovem baixou o olhar, baixando a cabeça e tocando timidamente seus próprios dedos, um ao outro. – Bom... É... Você ficou de provão, não é?
- É... – Bardam assentiu, sem está entendendo coisa alguma. – Por quê?
- Eu... Eu queria te ajudar nos estudos; Isso se você quiser, é claro. – Claramente a jovem ficou toda rosa quando fez a pergunta e Bardam a olhou sorridente, respirando aliviado. – Então, quer ajuda?
- Ah, claro. – Ele se recordou do ônibus que o esperava na saída da escola. – Se não for muito incomodo à você, eu adoraria a sua ajuda!
Os dois ficaram rosa e em silêncio por vários momentos.
- Bardam! – Bradley gritou, aproximando-se de ambos. – Desculpem estragar a conversa, mas nosso ônibus já está partindo. Vamos depressa.
- Ok, ok... – E Bardam deu um leve sorriso para a garota, a qual ele nem mais lembrava o nome, e saiu com o amigo. Em seguida, a jovem pálida também foi na mesma direção.
- Que “climinha” era aquele que tava rolando ali? – Bradley foi irônico com Bardam, batendo na lateral do ônibus, pedindo pra esperar. – Você e ela... Ela e você?
- Claro que não, é louco? – Por alguns instantes Bardam ficou completamente cego. Tudo ficou escuro em sua visão e sua audição foi rompida de repente, o deixando perdido e desorientado.
Ao voltar a si, o jovem olhou em volta com medo e preocupação, entretanto só encontrou dezenas de alunos conversando entre si, saindo dos portões do colégio.
- Bardam? – Bradley chamou novamente, dando um tom meio cansativo. O amigo o olhou, vendo-o já na porta do ônibus, esperando-o. – Você vai vir ou não?
- Claro que vou. – Bardam deu um pequeno sorriso de lado, indo na direção da porta. Ao olhar na lateral do ônibus, viu em grande escala o número “180”, que estava reluzido e parecia piscar com sua cor avermelhada e rubra. Balançou a cabeça, ignorando aquilo, e entrou na portaria do ônibus, dando um pequeno tremor ao pisar no último “degrauzinho” de metal, que deu um rangido de quebra.
- Tá pesado, hein? – Hutney, o motorista, brincou.
- É... – Bardam suspirou fundo, chegando ao corredor do ônibus. Todos os alunos já estavam ali. Ele foi para perto de Bradley, sentando ao lado dele, e logo a viagem foi iniciada...
Mas eles não sabem o quão trágico será o final...
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