Premonição 2- Experiência Mortal

11 Capítulo 11-Apunhalada Pelas Costas!


Notas iniciais
O nome do título já diz um pouco sobre o capítulo...

A Morte se mostra cada vez mais cruel. Carbonizados, eletrocutados, prensados...

Várias maneiras de matar...

Daniel e Ellen estavam se encaminhando novamente para a loja de ferramentas. Jennifer acabara de voltar para lá.

Havia chorado muito ao ver James morto.

Voltou para a loja arrumar algumas coisas e escrever uma carta de demissão.

Ela realmente o amava.

A loja estava vazia. Estava tudo escuro. Apenas algumas lâmpadas nas pontas do prédio iluminavam um pouco do chão cheio de pedras.

A cada passo, as pedras fazia um barulho. Um crec.

Na escuridão, o lugar parecia assustador. Daniel e Ellen entraram pelo portão central. A porta estava fechada.

Decidiram entrar pela abertura onde havia aquela grade.

Jennifer acabou de pôr um balde em cima de uma madeira comprida numa prateleira acima dela.

Na última prateleira havia um grande saco de areia. Ela coloca outro, menor, com a ajuda de uma escada. Um pouco de areia saiu e ficou perto da mesa onde o guarda-chuva está.

Ela colocou um martelo numa madeira que estava feita uma “gangorra” em cima de um bloco de gesso.

Ela pegou a pistola de pregos na outra prateleira. E terminou de pregar umas madeiras soltas de uma caixa.

Colocou-a de volta, inclinada para cima porque estava em cima de um pequeno cubo de gesso.

Ela colocou o cinzel na mesma prateleira que a pistola, só que duas prateleiras abaixo. Mas mesmo assim estava alto.

Vários cubos de gessos estavam na prateleira acima da pistola. Uma “pirâmide” de cubos de gesso estava do lado da pistola. A luz que iluminava a sala pisca. Jennifer sente um arrepio na espinha.

-Jennifer!-Ellen gritou.

Jennifer tomou mais um susto.

-O que fazem aqui?-ela perguntou, olhando para baixo.

-Agora você tem que acreditar na gente!-Daniel exclamou.

-Por quê? Só porque o meu namorado morreu?-Jennifer perguntou-Essa morte já levou várias pessoas de quem eu gostava! De quem eu amava de verdade!

-Olha Jennifer, eu sinto muito... –Ellen disse baixo.

-Se sentisse muito salvaria James-Jennifer devolveu-Minhas primas morreram! Acabei de saber que um parente meu escapou da ponte de São Francisco...

-Olha Jennifer, abre aqui... Vamos conversar melhor!-Ellen disse, apontando o cadeado que impediam eles de entrar.

-O.K!-Jennifer disse, pegando as chaves e girando-as nos dedos.

Ela para perto da mesa.

-Ei, o que é isso?-ela disse, se agachando para ver a areia. Ela coloca os dedos e examina-Ah, é só areia!

Um vento entra, Daniel percebe o guarda-chuva e mostra para Ellen o guarda-chuva de EVA na foto.

-Jennifer, cuidado!-Ellen gritou.

Jennifer levanta a cabeça, o vento faz o guarda-chuva cair. A parte pontuda do guarda-chuva se aproxima do olho verde de Jennifer.

Jennifer se assusta e solta um grito agudo. Ela se afasta rapidamente, e acaba caindo e deslizando até uma das prateleiras.

Ela se sente tonta. A prateleira está balançando.

-Jennifer, você está bem?-Daniel perguntou.

-Acho que sim... –ela disse baixo. Nesse instante, o cinzel e um cubo de gesso caem.

O cinzel cai nas costas de Jennifer. O cubo cai em cima, fazendo o cinzel ficar cravado nas costas de Jennifer.

-Ai!-ela grita de dor.

-Jennifer!-Ellen grita ao ver a cena. Sangue está escorrendo de suas costas.

-Precisamos abrir isso aí!-Daniel disse, pegando uma pedra e tentando arrombar o cadeado.

Jennifer cambaleia, tentando alcançar o cinzel. As prateleiras continuam balançando.

-Droga! Não abre!-Daniel disse, vendo a frustação.

Um bloco de gesso da “pirâmide” cai em cima da pistola, que se ativa. Vários pregos são disparados contra o saco grande de areia. Que começa a vazar.

A areia cai no balde. Que se enche rapidamente.

Jennifer ainda tenta alcançar o cinzel. Mas não consegue.

O balde cheio de areia cai. E cai em cima da madeira “gangorra”, que lança o martelo.

-Jennifer! Cuidado!-Ellen grita.

É tarde demais. O martelo atingiu com uma força incrível o cinzel nas costas de Jennifer. Ele é empurrado mais fundo nas costas de Jennifer.

O cinzel atravessa o peito de Jennifer, perfurando o coração.

-Oh meu Deus!-Ellen diz, colocando as mãos na boca.

Sangue sai de Jennifer. Ela então cai no chão, formando uma poça de sangue.

O cadeado se abre...

***

-Aquilo foi um horror!-Ellen quebrou o silêncio.

Ela e Daniel estavam num banco, no parque do lado da loja.

James olha novamente para a foto de James e Jennifer. Um lápis feito de EVA estava no alto da parede e apontava as costas de Jennifer.

-A próxima é a Anna... –Daniel disse.

-Cadê a foto dela?-Ellen perguntou.

-Aqui. –Daniel deu lhe a foto de Anna.

Nela, Anna estava agachada, vendo o machucado no joelho de seu irmão mais novo. O Tyler.

A foto foi tirada no mesmo local onde Jennifer e James estavam. Só que um pouco mais para o lado direito. Então aparecia o mesmo lápis.

Só que um elemento novo aparecia. Um óculos preto. Igual de Anna. Além de um carro de EVA em cima de sua cabeça.

-O oftalmologista!-Ellen concluiu.

-Mas ela foi hoje! Então escapou certo?-Daniel disse.

-Acho que sim... -Ellen disse. Ela pegou o celular para ver se tinha alguma atualização.

Uma mensagem.

-Tem uma mensagem da Anna!-Ellen disse.

-E o que diz?-Daniel perguntou curioso.

-Que ela não pôde ir ao oftalmologista porque ele estava de folga, e vai amanhã... –Ellen disse, pensando a mesma coisa que Daniel.

-A Morte tentará pegá-la amanhã!-Daniel disse.

-Calma. Daniel!-Ellen disse, passando as mãos em seus ombros e iniciando uma massagem-Você está tenso, vamos para casa, dorme bem...

-Tá certo... –ele disse.

Ellen deu um beijo de despedida e foi para sua casa.

Daniel ficou ali, pensando em várias coisas.

Ele se levantou, e começou a ir para casa.

No caminho, começou a chover.

Homens de ternos correndo com pastas na cabeça.

Mulheres se protegendo com as mãos.

Muita correria.

E Daniel continuava a andar em passos demorados e pequenos. Com as mãos no bolso.

O cabelo abaixado e molhado por causa da chuva.

A camisa branca transparente e com um capuz estava colada ao corpo.

Mas ele não ligava.

Ele demorou uns vinte minutos para chegar a casa.

Estava encharcado. Tirou seus tênis e suas meias e jogou atrás da porta. Subiu as escadas.

Tirou sua camisa e jogou em sua cama.

Foi tomar um banho.

O barulho dos pingos da chuva caindo sobre o chão ecoava no banheiro.

Terminou seu banho, enrolou-se numa toalha e colocou uma roupa fresca. Apesar da chuva, o ar estava abafado.

Deitou, pensando na Morte. A próxima era sua melhor amiga. Depois vinha sua namorada, e então, ele.

Acabou dormindo.

Amanhã podia ser o último dia da sua vida.

Notas finais
Obrigado por lerem,sim, faz tempo que eu não postava, próximo capítulo domingo,a não ser por algum imprevisto... Até logo!