Premonição: o começo
7 Capítulo 7: Princesas de Concreto
Notas iniciais
Os dias que se passaram foram escuros e sombrios para todos, mas havia uma pessoa que estava mais abalada com tudo isso do que qualquer outra pessoa. Essa pessoa sem dúvidas era Cindy, uma menina comum, que nunca desejara passar por uma situação dessas. Mas afinal, quem desejaria passar por isso?
Cindy não conseguira dormir nas ultimas noites, não queria conversar com ninguém. Não tinha coragem de olhar para a cara de Justin e nem conversar com ele, pois achava que a morte do pai garoto era sua culpa. Sentia-se exatamente como aquela voz estranha e perturbadora disse – uma inútil – e não conseguia pensar diferente disso.
O apoio de seu namorado e de sua amiga Lucy, não estavam mais adiantando. Cindy estava totalmente abalada e o que mais perturbava a pobre garota, era que a história contada por Kate, realmente estava acontecendo com ela e Cindy sabia disso, então ela também sabia que ela e seus amigos correm risco de morte.
Isso era o que fazia ela ter um mínimo de vontade de sair de seu quarto e enfrentar o que estava acontecendo, mas pensava que não ia conseguir fazer nada para salvar ninguém. Só que a garota prometeu para si mesmo que quando chegasse a sua vez, ela seria forte e não iria embora do jeito que a morte bem entendesse.
Deitada em sua cama ela escuta passos que ficavam cada vez mais altos. A porta se abre e Lucy entra no quarto de Cindy, a amiga da garota gostava muito dela, e vê-la daquele jeito era horrível. Lucy também não estava se sentindo muito bem, ela pensava que a amiga escondera algo dela. Talvez Cindy achasse que a amiga não poderia ajudar – era o pensamento de Lucy – mas agora Lucy queria que a amiga abrisse o jogo e contasse tudo o que sabe.
—Cindy, sei que você não quer conversar... Mas preciso que você me diga algumas coisas. – Diz Lucy.
—O que você quer saber? – Diz Cindy olhando para o teto.
—Pra começar, eu nem sei o que está acontecendo! E acho que você esta me escondendo algo, você tinha me prometido que me deixaria ajudar você! – Exclama Lucy.
—Não tem como você me ajudar! Não tem como ninguém me ajudar! – Diz Cindy.
—Tem sim, você desistiu de lutar e acha que todos também vão fechar os olhos para o que está acontecendo? – Pergunta Lucy.
—Acorda, muitas pessoa morreram, não é coincidência! As pessoas querem respostas e elas tem que saber o que está acontecendo para ter a chance de se salvarem! – Continua a amiga.
—Como assim se salvarem? Acho que você sabe sim o que está acontecendo! – Diz Cindy.
A amiga abaixa a cabeça.
—Eu conversei com Justin, ele me disse sobre essa história de lista. – Diz Lucy.
—O pai do coitado morreu e você foi perguntar coisas desse tipo para ele? – Pergunta Cindy.
—Sabe, você ficou muito tempo trancada nesse quarto e não percebeu o que aconteceu ao seu redor. – Diz Lucy.
—O Justin realmente ficou horrível! Não queria falar com ninguém assim como você, mas depois de alguns dias ele começou a se lembrar que o pai dele sempre quis que ele fosse forte. – Continua a amiga.
—Mas o pai dele morreu. – Cindy diz.
—Por isso mesmo ora! Ele não queria ver Justin parando sua vida por causa dele, ele sempre fez questão de dizer que queria ver o filho bem. – Diz Lucy.
—E após alguns dias de muito choro, Justin decidiu enfrentar os problemas e acho que é o que você também deve fazer! – Continua.
Cindy fica em silencio, ela sentiu uma certa admiração por Justin, o pai do garoto morrera e ele conseguiu superar em questão de dias, Cindy nunca faria isso.
Por gostar muito da amiga e sentir pena de Justin, ela decide enfrentar o que estava acontecendo de uma vez por todas.
—Tudo bem, me desculpe... É só que eu não entendo porque isso está acontecendo comigo! – Exclama Cindy.
—Podemos descobrir todos juntos. – Diz Lucy.
As amigas se abraçam.
—Um menino veio conversar comigo e disse que queria falar com você, ele disse que sabia alguma coisa sobre o que estava acontecendo. – Diz Lucy.
—Que menino? – Pergunta a garota.
—Eu não o conheço, mas lembro que ele estava na rua perto da gente no dia do desabamento do shopping. – Diz Lucy.
—Bom, se ele sabe de algo é melhor conversarmos com ele! – Diz Cindy.
—Então eu passo seu numero a ele e vocês marcam um lugar para nos encontrarmos. – Diz Lucy.
—Tudo bem. – Concorda a amiga.
XXX
Os dias no orfanato estavam se tornando longos e insuportáveis, Ashley não aguentaria mais nem um dia naquele lugar, ela iria fugir no dia seguinte. Ela contava com a ajuda de sua amiga Bia, as duas pegariam as chaves no escritório da diretora do orfanato e Ashley sairia correndo procurando por Cindy, ela lembra da menina ter previsto o acidente então achava que ela poderia ter respostas.
Um dia atrás no colégio, um menino entregou a pulseira que James tinha dado para ela e ela tinha devolvido a ele. O menino se chamava Bob e disse que era amigo de James e que achava que tinha que entregar a pulseira para a irmã do garoto, porque sabia que tinha um significado somente para a família de James.
A amiga de Ashley gostava muito dela e não concordava muito com essa ideia de fugir, mas se era para o bem de Ashley, ela ajudaria.
—Você tem certeza que quer fugir? Talvez você esteja mais segura aqui. – Diz Bia.
—Eu preciso entender o que está acontecendo, essa menina é a única que pode saber de alguma coisa! Minha mãe e meu irmão morreram, eu já chorei demais é hora de saber o que realmente aconteceu! – Exclama Ashley.
—Tudo bem, eu só não queria ficar aqui sozinha. – Bia diz cabisbaixa.
—Vem comigo! Pode ser ótimo ter uma companhia! – Diz Ashley animada.
—Você está falando sério? – Pergunta Bia.
—É claro! – diz Ashley.
—Muito obrigada! – Exclama Bia.
As duas amigas se abraçam, Bia não havia feito muitas amigas no orfanato. Ashley era a única com quem ela gostava de conversar, então ela não queria perder a amiga e voltar a se sentir sozinha.
—Nós vamos descobrir o que está acontecendo! – Diz Bia.
XXX
Após Lucy passar o numero de telefone de Cindy para Tyler, ele ligou e marcou um encontro com as duas garotas. A sua namorada – Rebecca – também iria a esse encontro, a menina estava com muito medo e queria saber de tudo.
David iria junto com Cindy e Lucy e as duas também queriam que Justin fosse com elas.
—Você vai conversar com o Justin? – Pergunta Lucy
—Pedi para ele vir aqui em casa, espero que ele esteja melhor. — Diz Cindy.
Depois de alguns minutos Justin chega na casa de Cindy, ele estava com um rosto triste. Parecia incomodado com alguma coisa. Cindy sentia-se um pouco mal por pedir que Justin fosse com elas a esse encontro, mas ele ajudou Cindy a descobrir varias coisas então ela achava que ele merecia saber o que de fato aconteceu com seu pai.
—Oi – Diz Justin.
—Oi, você esta bem? –Pergunta Cindy.
—Sim, melhor do que alguns dias atrás...-Justin responde olhando para baixo.
—Se você não estiver se sentindo bem não precisa vir com a gente, eu só achei que...
—Cindy eu estou bem! Só não entendo porque uma pessoa inocente que se foi de uma forma tão horrível, e é por isso que estou aqui, porque quero descobrir. – Justin interrompe Cindy.
—Prontos então? – Pergunta David.
Todos dizem que sim e partem para o encontro.
XXX
Eles tinham combinado de se encontrar em uma praça um pouco menos movimentada, em um lugar que não iam muitas pessoas. O céu estava nublado, fazia frio e uma sensação de vazio ficava no ar, parecia que o dia tinha tomado a mesma forma dos pensamentos de Cindy, frios, vazios e curiosos.
A garota estava usando uma calça preta, all stars – que era seu tipo favorito de sapato – e um moletom rosa. Seus cabelos loiros estavam soltos sendo incansavelmente soprados pelo vento. Ela sai do carro de seu namorado e caminha até uma mesinha com bancos de concreto que ficava no centro da praça.
Atrás dela vinha Lucy, a garota usava uma calça vermelha e jaqueta preta. Achava que combinava com seus cabelos lisos e pretos com mechas vermelhas. Do seu lado estava Justin, Lucy estava começando a gostar dele, não só pelo fato dela achar ele bonito, mas ela achava ele determinado, inteligente e bondoso.
Justin era negro e não fazia muita questão de se vestir muito bem, não gostava de atrair olhares. Uma camiseta com um casaco qualquer por cima e calças jeans para ele já bastava, nunca teve vontade de mudar seu estilo.
David era o oposto de Justin, depois que ele voltou todos notaram uma diferença nele. Ele parecia mais forte, inteligente e queria chamar atenção. Ele não era assim, sempre fora o rapaz magrinho, branco feito leite, que usava óculos e era zoado na escola.
Agora ele parecia outra pessoa, seu olhar expressava algum sentimento de maldade, mas ele não era maldoso, isso de fato fazia ele se tornar misterioso. O que certamente podia se concluir é que ele começou a se sentir superior a algumas pessoas, aumentando muito sua auto estima e tornando sua personalidade bem forte. Não se importava mais com a opinião de ninguém, queria somente a sua felicidade.
Sentados no banco, eles observam um carro branco estacionar perto do carro de David, do automóvel sai duas pessoas, um menino e uma menina, certamente Tyler e Rebecca. Enquanto eles caminhavam até a mesa, Cindy tentava decifrar o que a aparência dos dois revelava sobre eles.
A menina usava o cabelo castanho claro amarrado, e usava um vestido curto branco. Usava uma sapatilha rosa e uma bolsinha também rosa, Cindy a achou um pouco parecida com Sarah, mas ela parecia mais delicada.
O menino era forte e tinha olhos pequenos, o que chamava a atenção de Cindy. Ela achava lindo esse formato de olho, ela achou que os dois eram muito diferentes uns dos outros, mas formavam um belo casal.
Quando os dois se sentam no banco ao lado, todos se cumprimentam e começam a conversar. Tyler é o primeiro a se pronunciar.
—Bom... Eu sei que é estranho mas eu acho que o que está acontecendo com a gente é algo sobrenatural.
—É óbvio, essas mortes não são coincidência. Há algo muito misterioso ocorrendo com a gente. – Diz Cindy.
—Talvez não tão misterioso assim. – Diz Rebecca.
—Como assim? –Pergunta Cindy.
—Bom, nós descobrimos algo sobre uma tal lista da morte quando assistimos um filme. – Diz a menina.
—A lista da morte, nós sabemos o que é. – Diz Justin.
—Bom, melhor ainda. Então é só ir nos avisando quem é o próximo e nós tentamos nos salvar. – Diz Tyler
—Não é tão simples assim, eu já tentei e não consegui. As partes da minha visão ficam vindo fora de ordem, eu só consigo lembrar depois que a pessoa, enfim... – Diz Cindy.
—Entendi – Tyler diz.
—Bom e o que faremos então? – Pergunta Lucy.
—Precisamos pensar em um jeito de quebrar essa lista, deve haver algumas maneiras.
—Bom, eu consegui entrar em contato com uma pessoa chamada Adam Felton. Ele disse que isso aconteceu com ele e seus amigos. – Tyler diz.
Cindy se lembrava dessa pessoa, era o que havia comentado no site da Kate. Ela fica curiosa e pergunta.
—Ele disse alguma coisa sobre como parar isso?
—Bom, ele disse umas coisas meio estranhas... – Responde Tyler.
—O que ele disse? – Pergunta Justin.
—Bem, nós devíamos ter morrido no shopping. Então nosso lugar não é aqui, é entre os mortos. – Tyler diz.
—Então se oferecermos a vida de uma pessoa em troca da nossa, ela ocupa o nosso lugar e nós roubamos a vida dela, todos os dias que ela viveria entre os vivos seria nós que viveremos e ela ficaria entre os mortos. – Tyler continua.
Cindy se arrepia.
—Isso é sinistro. – Justin comenta.
—Quer dizer que nós temos que matar alguém para nos salvarmos? Isso é loucura! – Exclama Lucy.
—Foi o que eu disse a ele. – Diz Rebecca.
Cindy nunca havia pensado em matar alguém, ela nunca teria coragem. Mesmo correndo risco de morte ela não faria isso, preferia morrer com consciência limpa, ao viver o resto de sua vida com culpa.
—Não há outra maneira? – Pergunta Cindy.
—Acho que não, ele disse que se nós nos salvarmos na nossa vez, a morte pula para o próximo e depois que a lista terminar, ela volta para nos pegar. – Tyler diz.
A cada palavra que Tyler dizia, Cindy sentia mais medo e tinha consciência de que não seria tão fácil assim acabar com essa lista.
—Não vamos desistir fácil assim, eu não vou deixar essa tal de morte vir e me pegar! – Diz Lucy.
—O que sugere que façamos então? – Pergunta Tyler.
—Vocês não conversaram sobre mais nada com esse cara? — Pergunta a menina.
—Ele disse coisas muito estranhas, tudo bem que a morte possa ser sim uma força sobrenatural mas as coisas que ele falou que ela faz não da para acreditar. – Diz Tyler.
—O que ele disse? Diga tudo de uma vez. – Cindy diz.
—Ele disse que sempre vai ficando mais difícil, a morte vai se tornando “poderosa”, passa a fazer coisas impossíveis. – Diz Tyler.
—Tipo o que? — Pergunta Lucy.
—Eu não sei, ele disse que seus amigos conseguiram encontrar um livro que explicava os “planos da morte”, ele disse que tudo isso não tem haver com a gente e sim com uma maldição que algumas pessoas desencadearam alguns anos atrás.- Tyler diz.
—Ele disse onde o livro está ? – Pergunta Cindy
—O problema é esse, uma vez ele e alguns de seus amigos foram se reunir em um prédio abandonado, para ler esse livro e conversarem. Não podiam deixar que ninguém os vesse, possivelmente achariam que eles eram loucos. – Tyler diz.
—Só que acabou ocorrendo uma confusão, um dos amigos dele acabou morrendo e na confusão para saírem de lá, acabaram esquecendo o livro. – O rapaz continua.
—Esse livro então é a nossa única chance de nos salvarmos ou pelo menos entender o que esta acontecendo. – Diz Cindy.
—O mais estranho é que esse prédio é aqui na cidade! Adam Felton morava aqui.- Tyler diz.
Cindy fica curiosa, ela nunca pensou que o que esta acontecendo com ela, acontecera com pessoas que não ficavam tão longe dela.
—Bom se é a única chance que temos, vamos ir logo a esse prédio pegar e o livro! – Exclama Lucy.
—Eu não faço questão de ir, sério, a gente tá correndo perigo e ir a um lugar abandonado não parece uma boa ideia nessa situação. – Diz Rebecca.
—Ela está certa. – Diz Justin.
—Bom, então vamos só alguns de nós, os outros tomem cuidado. – Diz Cindy.
—Acho melhor irmos amanhã, sei que não tem nada há ver mas o dia não esta com um clima legal hoje, está pesado... – Continua a garota.
Tudo bem, amanhã os que forem se reúnem aqui e depois a gente vai até lá, Adam me passou o endereço. – Tyler diz.
Os outros concordam.
XXX
Cindy veio pensativa na volta para casa, não tinha certeza se ir atrás desse livro era uma boa ideia, mas era a única opção. Para ajudar seus pensamentos confusos ela estava com muita dor de cabeça, a cada curva que o carro onde ela estava fazia, sua cabeça era jogada para um lado e para o outro e isso aumentava ainda mais a dor.
Um sentimento começa a tomar contar dela, um sentimento familiar e ela já estava aprendendo o que ele queria dizer, ele dizia que algo ia acontecer. Era horrível, primeiro dor de cabeça, depois calafrios, em seguida imagens da sua visão voltam e por fim acontece uma morte. Cindy estava no primeiro estagio desse ciclo que parece não durar muito, mas se repetir varias vezes.
Ela pensava que não era inútil, que era sim capaz de fazer alguma coisa. Todos tem que se defender quando são atacados e Cindy não estava a fim de levar mais golpes, o que tinha mais medo era de levar uma rasteira, mas sabia que ela se levantaria e não ficaria no chão.
Quando chegou em casa junto de David teve uma surpresa, Sarah estava lá junto com seu namorado Ryan. O olhar da garota estava fuzilando Cindy, como se ela esperasse que Cindy dissesse alguma coisa para só então derramar uma chuva de questionamentos sobre a menina.
Ryan estava como de costume, cabelo arrumado, roupas elegantes e despojadas e seus olhos azuis e discretos também se perdiam no rosto de Cindy, ele estava com cara de quem não queria estar ali.
—Olá. – Diz Cindy que se sentia mal, pois acaba de se lembrar que os dois que estão a sua frente correm risco de morte e ela não os avisou nada.
—Oi Cindy. – Diz Sarah.
—Por que vieram até aqui? – Pergunta a garota.
—Queremos que nos diga o que esta acontecendo. – Diz Sarah.
Ah, aquela maldita pergunta! Porque todos acham que a garota sabe a resposta para tal questionamento? Cindy não sabia o que acontecia, ela tinha ideia mas não sabia. Quem iria acreditar além de seus amigos que uma força sobrenatural está matando as pessoas que já deveriam ter morrido dias atrás?
A garota fica brava, com vontade de dizer que também gostaria de saber o que acontecia, mas preferiu ser educada e dizer:
—Acho melhor conversarmos no meu quarto, tudo bem para vocês?
—Tudo bem. – O casal concorda.
—Se possível, vamos acabar com esse clima ruim que está aqui e conversarmos como amigos por favor! – Diz a garota.
O casal caminha até o quarto seguido de Cindy, David também vai. Quando todos se acomodam na cama e nas cadeiras que tinham lá, Sarah pergunta novamente:
—E então Cindy, o que está acontecendo?
Ah como Cindy se sentia nervosa, a garota não queria dizer a verdade mas Sarah e Ryan merecem ter a chance de se defenderem da morte.
—Olha, prometam que vão escutar e tentar entender o que eu vou dizer, podem acreditar ou não mas os fatos estão aí para comprovar. –Diz Cindy.
—Pare de fazer suspense e conte logo! – Exclama Ryan.
Após alguns minutos a garota termina de contar toda a história, a lista, a visão, o livro, as mortes...
—Não sei o que dizer. – Diz Ryan.
Sarah tenta montar uma palavra para se expressar mas não consegue, por fim ela consegue dizer:
—Isso é...é...é bizarro! Mas...ao mesmo tempo é... verdade, eu...eu não sei o que dizer!
—Eu sei o quanto deve ser difícil acreditar nisso, mas não podemos descartar essa opção com todas essas pessoas morrendo, as sensações que ando tendo, isso não é coincidência! – Diz Cindy.
—Então, amanhã você vai procurar esse livro né? Eu quero ir junto! – Exclama Sarah.
—O que? Não, é perigoso! – Diz Cindy
—Eu não vou deixar você ir, não sozinha... –Diz Ryan.
—Tudo bem, vamos eu e Ryan. – Afirma Sarah.
Cindy fica sem palavras, não podia impedir que os dois fossem porque eles decerto pensavam que se encontrassem esse livro teria a confirmação de que o que Cindy diz é verdade.
—Cindy deixa eles irem, quanto mais pessoas mais rápido vamos encontrar esse livro! –Diz David.
Após pensar por alguns segundos Cindy decide.
—Então vamos todos nós amanhã, espero que não estejam cometendo um erro.
—Beleza. – Diz Ryan e em seguida da um selinho em Sarah que também fica contente.
XXX
Deitada em sua cama no quarto em que dividia com varias outras meninas, Ashley pensava em tudo o que estava acontecendo. Pensava quando iria rever sua mãe e seu irmão, se algum dia ela chegaria a encontrar seus primos Abby e Logan, ela sentia muita saudade de todos eles.
A pessoa que ela menos queria encontrar era Brianna, a raiva que ela sentira da mulher era imensa, se Brianna tivesse ficado com ela e seu irmão, James não teria morrido e ela não precisaria ficar nesse orfanato.
Ela pensava por onde andava essa mulher, o que estaria fazendo da vida. Teria ela feito com Abby e Logan o que fez com James e ela? Entregado eles para um orfanato? Ashley preferia acreditar que ela ainda cuidara dos dois.
Ela nunca gostou muita de Brianna, a mulher sempre fora muito estranha, como se escondesse algo. E parecia que ela tinha medo dessa coisa que escondia, como se fosse persegui-la para o resto da vida.
Ninguém sabia muito sobre o passado dela, ela era irmã do pai de James e Ashley que morreu faz alguns anos. Os dois sempre foram muito estranhos, cheio de segredos que sempre pareciam ser obscuros. Mas ao contrario de Brianna, o pai de Ashley, que se chamava Henry, era uma pessoa boa e sempre ajudava quem precisava.
Ele morreu tragicamente em um acidente de carro, para Jane — a mãe de Ashley – foi muito difícil superar. Ela e os filhos gostavam muito de Henry e ele não merecia morrer, pelo menos não daquela forma.
Henry e Brianna tinham mais uma irmã, essa que era mãe de Abby e Logan. Ela era alcoólatra e tinha problemas com drogas, entregou os filhos para Brianna e sumiu no mundo, nunca mais voltou. Ninguém nunca tentou procurar ela, provavelmente estaria morta.
A noite vai passando e Ashley percebe que ela tem que dormir se quiser mesmo fugir daquele orfanato amanhã, a garota não sabia se era uma má ou boa ideia levar Bia consigo, mas a garota não queria abandona-la e Ashley não iria deixar ela “sozinha” naquele lugar.
Os pensamentos desaparecem da cabeça de Ashley e a menina sente a cabeça pesada, era sono. Já passava da hora de dormir, então após virar para o lado, a garota decide dormir. O dia de amanhã promete emoções.
XXX
Já era de manhã e todos que iriam ao prédio abandonado estavam muito nervosos e também com um pouco de medo, principalmente Cindy. Ficou decidido que Cindy, Lucy, David, Tyler, Sarah e Ryan entrariam no prédio, enquanto Rebecca e Justin ficariam do lado de fora para observar se alguém estava vindo ou algum possível problema.
Cindy estava na porta de sua casa juntamente de Lucy, David e Justin. Eles estavam esperando Tyler os vi buscar pois só ele sabia o endereço, assim iria Tyler, Rebecca e Cindy em um carro. Lucy, David e Justin em outro e Sarah e Ryan iriam atrás com o carro de Ryan.
Alguma coisa naquela manhã parecia diferente, Cindy estava com uma sensação estranha, como se aquele ciclo fosse começar novamente. Foi questão de segundos até ela ter uma imagem de sua visão invadindo sua cabeça, não dava para ver muita coisa, ela só viu uma explosão, pregos voando e sangue escorrendo.
A garota fica tonta por alguns segundos quando a imagem sai da cabeça dela, David acode a menina que quase cai sentada no chão. Assustado ele pergunta:
—O que houve?
—Acho que a morte está vindo pegar mais alguém, precisamos andar logo! — garota responde.
—Como assim, você viu alguma coisa? – Pergunta David.
—Eu vi uma explosão, sangue, pregos... Não me lembro de mais nada. – Ela responde.
—É melhor irmos depressa! – David exclama.
Após alguns segundo os quatro jovens veem Tyler chegar.
—Já estava na hora! Algo me diz que corremos perigo. – Cindy diz.
—Então entra logo aqui! – Exclama Tyler.
A garota entra no carro de Tyler, no banco do carona estava Rebecca. Cindy senta-se no banco de trás e partem. David, Lucy e Justin vão atrás deles no carro de Justin e Sarah e Ryan que haviam chegado a pouco tempo, os seguem.
XXX
O céu estava nublado, fazia um pouco de frio e o lugar onde o prédio ficava era um pouco afastado de tudo. Ficava em um bairro onde a maioria dos prédios e casas também eram abandonados, as que tinham pessoas, eram todas velhas e sua estrutura ameaçava a cair.
Haviam alguns bares por ali mas nada muito movimentado, definitivamente não era um lugar bom de se morar. A não ser que você queira ter pesadelos constantemente e correr o risco de ser assaltado. Realmente aquele lugar dava medo.
Os três carros param um atrás da outro e em seguida todos descem e encaram o tenebroso prédio onde eles presumiam que ficava o tal livro. Como todos os outros, esse prédio era antigo e sua estrutura podia ceder a qualquer hora. Ironicamente ele estava ali a anos e nunca apresentara nenhum problema, — talvez precisasse de algum motivo – pensou Cindy.
O coração da garota estava em um ritmo muito rápido, sua boca estava seca e ela não queria entrar naquele lugar, porém precisava. Ela dizia para si mesma: Não seja covarde Cindy, é sua única chance de se salvar e salvar os seus amigos, você deve isso a eles! Eles não podem morrer!
A garota pensava que ela colocara todos os seus amigos na lista, pois foi ela que teve a visão. Mas também havia horas em que ele pensava que não tinha culpa de nada e a própria morte fizera aquilo com eles. Porem, de qualquer forma ela ajudaria todos que conseguisse, eles não merecem morrer em vão, isso tem que ter um sentido, a morte simplesmente não colocaria todos em um plano para depois mata-los. Não fazia sentido.
Os que vão entrar começam ir em direção a uma entrada que acharam, era uma das paredes que estavam quebradas. Aquilo era invasão, porem, ninguém estava ali para vê-los. Tyler se despede de Rebecca e diz para a garota ter cuidado, Cindy diz o mesmo a Justin.
Um a um, entram todos dentro do prédio. Era escuro lá dentro e eles presumiam isso então trouxeram lanternas, caso contrario, seria impossível se locomover naquele lugar. A visão que os jovens tinham não era algo muito animador, o prédio parecia dar sinais de que iria começar a desabar. Também havia vários ratos, aranhas e baratas, Cindy tinha pavor de Baratas. Mas apesar do medo, a garota não ia desistir.
Todos dão passos lentos, quem sabe o que podiam encontrar lá dentro. O pátio do prédio, que era onde eles estavam, já fora muito bonito algum dia. Mas hoje era horrível e parecia cenário de filme de terror, talvez até seja mesmo.
Eles notam varias portas e escadas, se quisessem achar o livro logo teriam que se separar. Porque senão nunca achariam o livro e todo esse medo que estavam sentindo seria em vão.
—Gente, sei que isso pode soar estupido na nossa situação. Mas acho que temos que nos separar! – Diz Cindy.
—Tudo bem, mas não podemos ficar sozinhos, nos dividimos em duplas ou trios. – Diz Tyler.
Todos concordam e começam a se separar. Cindy ficaria com David, Sarah com Ryan e Lucy com Tyler. A ideia era de cada dupla sair procurando pelo livro em cada sala do prédio, e assim que achassem deveriam correr para o pátio e chamar os outros.
Cindy e David sobem as escadas, seguidos das outras duas duplas. Os namorados caminham por um corredor escuro e com as luzes do teto estouradas, aquilo faz Cindy lembrar da morte de Stacy. A garota teve uma rápida vontade de chorar mas conseguiu se conter. Não chore, você não teve culpa e Stacy estará sempre viva enquanto for lembrada por você e seus amigos como uma ótima amiga.
Algo naquele prédio não estava fazendo bem a Cindy, ela sentia um clima pesado. Ela decide achar logo aquele livro. David e a garota acham uma caixa de papelão dentro da sala onde haviam entrado, eles levantam ela e debaixo havia uma aranha enorme que sai correndo por debaixo das pernas de Cindy.
A garota solta um gritinho, mas o medo vai embora quando varias pedras caem em cima da aranha e a esmagam. As pedras vinham do teto que estavam cedendo, o prédio realmente estava para cair.
—As pedras caíram bem no momento que a aranha passava, estranho. – Cindy comenta.
—Talvez ela estivesse na lista da morte. – Brinca David.
—Não brinque com isso! – Exclama a garota.
—Tudo bem, vamos sair daqui logo, isso aqui pode desabar a qualquer hora. – David diz.
XXX
Sarah e Ryan caminham em outro corredor daquele prédio, os dois acham duas portas. Uma do lado direito e outra do lado esquerdo, eles decidem cada um entrar em uma para não perderem tempo. Sarah entra na porta da direita e Ryan na da esquerda.
A sala onde Sarah havia entrado, tinha um cheiro desagradável e estava toda suja e empoeirada. Havia vários plásticos espalhados pelo chão, e também havia uma caixa um tanto quanto suspeita. Obviamente ela vai ver o que tem nessa caixa e percebe que não havia nada, mas atrás dela havia um buraco no chão um pouco grande.
Um calafrio toma conta de Sarah e ela sente uma presença, a garota olha ao redor mas não vê ninguém. Um vento muito morte passa pelo corredor e fecha as portas das duas salas com brutalidade. Ryan se assusta e quando vê que a porta emperrou se desespera a passa a chutar com força a porta. O rapaz estava mais preocupado com Sarah do que consigo mesmo, ele não podia deixar nada acontecer com a namorada.
Sarah que estava agachada analisando o buraco, se levanta assustada e acaba escorregando em um dos plásticos que estavam jogados no chão. A garota cai dentro do buraco e atinge o chão com muita força.
O lugar onde ela caíra era escuro e tinha vários ratos andando ao redor dela, ela fica apavorada. A garota tenta se levantar mas não consegue pois machucou a perna na queda, estava doendo muito. Ela olha para o lado e fica ainda mais apavorada do que já estava com o que vê, um cadáver. A garota solta um grita ensurdecedor que até Ryan que estava metros acima dela pode escutar, aquilo apavorou ainda mais o garoto.
XXX
Lucy e Tyler acabam que por coincidência se encontrando com Cindy e David, os quatro encontram uma sala onde havia varias prateleiras com folhas de papel rasgadas. Cindy vê um rato correndo perto de seu pé e se assusta o que faz com que ele esbarre em uma prateleira.
Quando ela esbarra na prateleira um livro cai de cima dela. Lucy rapidamente pega o livro. Todos começam a olhar para a garota e Cindy que se recompunha do susto pergunta:
—O que diz esse livro?
Lucy abre a capa, era um livro grande, antigo e pesado.
—Aqui diz: A maldição da lista da morte. Bem especifico não acham?- Lucy diz
Cindy se sente aliviada, era aquele o livro. Com esse titulo só podia ser ele.
—Me deixe ler. – Cindy diz e pega o livro.
Quando a garota pega o livro, uma espécie de carta cai. Cindy pega a carta do chão, abre o envelope e começa ler.
“Ah minha cara filha como queria te encontrar, deixar você foi um sacrifício mas não seria uma boa ideia você ficar comigo na situação em eu estava. O importante é que você saiba é que você salvou eu e os meu amigos de algo horrível. Eu lhe garanto que te entreguei em boas mãos e ao lado de seu pai estará segura. Se algum dia chegar a ler essa carta, saiba que eu nunca te abandonei, você continuou vivendo em mim. Mas ao meu lado você não seria feliz, por isso te deixei com seu pai, uma pessoa maravilhosa. Saiba que estou torcendo por você onde quer que esteja e obrigada por me salvar.
De sua mãe”
Cindy nem imaginava do que a carta se tratava mas queria descobrir, só que antes de dar qualquer palpite ela e os outros escutam Ryan gritando e saem correndo seguindo a voz dele.
XXX
Sarah começa a chorar e gritar sem parar, o desespero que a garota sentia era maior que a dor que sentia em sua perna. O teto da sala onde ela estava antes de cair começa a tremer e varias pedras começam a cair, e varias caem no buraco.
Sarah se apavora ainda mais, não queria morrer, mas principalmente não queria morrer em um buraco cheio de ratos. O teto começa a rachar e pedras maiores começam a cair, e algumas acertam a cabeça da garota que imediatamente se deita no chão.
Uma pedra cai diretamente em cima das suas pernas, esmagando-as. Sarah sente uma dor imensa, aquilo era sofrimento demais. Ela escutava os berros de seu namorado enquanto sentia aquela dor insuportável.
Ela cospe algum sangue e tenta se levantar, ela se assusta quando percebe que abaixo de sua cintura está uma massa vermelha e disforme, e aquilo eram suas pernas esmagadas. Mais e mais pedras caiam, algumas no corpo e outras no rosto da garota. Ela estava condenada, morreria ali.
Assim que ela aceita que vai morrer, ela deseja que morra logo. Aquilo estava demorando, a morte estava zombando da garota. Talvez uma vingança pelas meninas que ela sempre zombava na escola. Mas aquela vingança era dura demais.
Uma pedra esmaga suas mãos e a menina engasgada no próprio sangue nem consegue gritar, apenas sente a dor em silencio. O desespero aumentava quando ela ouvia os gritos de seu namorado chamando por ela, aquilo era a ultima coisa que iria ouvir em sua vida.
Desesperada porem convicta de que iria morrer, Sarah se lembra de todos os momentos bons que tivera em sua vida. Seja eles com sua mãe, com Ryan e até mesmo com Cindy. Aquelas imagens eram uma forma dela morrer se lembrando de coisas boas, ela não podia fazer mais nada para se salvar então não havia o porque de se desesperar para aumentar ainda mais a dor que sentia.
A pobre menina pensa que ela mesmo de alguma forma causou sua morte, se ela não tivesse ido atrás de Cindy, e ido a esse lugar, não estaria passando por aquela situação. Não piore as coisas, morra com dignidade. Ela pensava. É a sua vez, a morte te pegaria de qualquer jeito.
Os pensamentos, as lembranças, o sofrimento estava por acabar. Uma pedra enorme vem de encontro ao seu rosto e esmaga sua cabeça, o sangue espirra por todos os lados. Jorra sangue até mesmo no cadáver que estava ao lado do corpo deformado da garota, como se estivesse assistindo aquela morte.
Sarah se foi, mais uma da lista teve seu destino. Infelizmente nada a traria de volta, pelo menos ela iria rever Stacy. Quem sabe?
XXX
Cindy e os outros chegam no corredor onde os namorados estavam, Ryan chutava histericamente a porta. David e Tyler conseguem arrombar a porta e Ryan sai de lá furioso tentando entrar na sala onde Sarah estava, mas não dava. A sala estava desmoronando juntamente do resto do prédio, não dava para salvar Sarah.
Cindy lembra de sua visão, ela achava que Sarah era antes de Neil e quando o homem morreu, ela achou que a morte tinha cometido um erro. Mas quem cometera o erro foi Cindy, Neil era jogado da escada rolante e logo após Sarah era triturada.
Cindy só foi se lembrar disso após a infeliz e não totalmente aceita morte de Sarah, ela se segura para não chorar e ter forças para sair do prédio com vida. Lucy chorava e dizia para eles saírem de lá, David e Tyler traziam Ryan que queria ficar para trás.
Os cinco saíram correndo pelo prédio, desceram as escadas rapidamente. O livro nos braços de Cindy. Ryan chorava, ele sentia que estava deixando uma parte de si para trás, uma parte que ele nunca mais teria.
Assim que eles saem do prédio, Rebecca e Justin se assustam. Justin pergunta por Sarah e Cindy faz um sinal de negativo com uma cabeça, Justin fica em choque. Eles entram nos carros e saem correndo daquele lugar.
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O coração de Ashley estava acelerado, a garota suava e não conseguia pensar em nada direito. Ela iria até Cindy, certo, mas e depois? Onde ficaria? E se Cindy a levasse de novo para o apartamento? São riscos que ela teria que enfrentar.
A garota estava do lado de fora da casa do orfanato, em um tipo de jardim que só havia grades e um muro o separando do resto da cidade. Ashley precisaria de uma corda e estava esperando bia com a mesma.
Assim que a amiga chega com a corda Ashley sussurra para ela:
—Porque demorou tanto?
—Eu custei achar essa corda sem fazer barulho! Vamos logo! – A outra responde também sussurrando.
As duas se aproximam do muro e Bia joga a uma das pontas da corda para o lado de fora com muita cautela, ninguém poderia as escuta-las. Ashley amarra a ponta da corda que tinha ficado do lado de dentro em uma barra de ferro que saia da parede e Bia faz um tipo de apoio com os braços e as mãos para Ashley pular o muro.
Ashley consegue pular o muro e sente câimbra nas pernas, mas se recompõe logo. Ela amarra a ponta da corda que estava do lado de fora em sua perna e fixa seu pé na parede, a garota também segura a corda com as duas mãos.
Agora com uma ponta da corda amarrada em uma barra de ferro do lado de dentro e a outra ponta sendo segurada por Ashley do lado de fora do orfanato, Bia poderia escalar o muro usando a corda.
Com muito esforço a garota chega no topo só que a corda se solta da barra de ferro e é impulsionada para o lado de fora já que Ashley a puxava com muita força. Como Bia já tinha chegado no topo do muro, só bastava pular assim como Ashley fez.
A garota pula e assim como Ashley sente uma câimbra rápida nas pernas. As duas saem correndo para um lugar onde possam se esconder só que Ashley ainda estava com a corda amarrada na perna e o resto da corda estava no meio da rua sendo arrastado por ela.
As duas garotas presenciam o momento em que um carro desgovernado vem em alta velocidade na direção delas. Bia consegue sair da frente do carro, mas é Ashley é atingida na cintura pelo carro que não parou de andar em alta velocidade após atropelar a menina.
Bia vai tentar socorrer a amiga mas a corda que estava amarrada na perna de Ashley se embaraça no pneu e nas rodas do carro, e ele sai arrastando Ashley pela perna. O motorista provavelmente estava bêbado e não tinha controle do carro.
Bia grita ao ver uma cena terrível, Ashley vai tendo sua pele esfolada no asfalto quente. A pele de suas pernas e rostos que estavam em contato com o chão sumiu rapidamente, por onde Ashley passava ficava um rastro de sangue.
As pessoas que nem entendiam direito o que estava acontecendo olhavam apavoradas para aquilo. Os ossos do rosto de Ashley iam ficando a mostra a medida que os outros ossos do seu corpo também ficavam. Aquilo queimava, ardia, era uma dor insuportável.
O carro finalmente se choca violentamente contra um poste de concreto, Ashley para de ser arrastada quando seu corpo bate violentamente no carro todo destruído. Como se o sofrimento da garota já não tivesse sido o bastante, o carro começa a pegar fogo em seguida explode, incendiando Ashley e seu último suspiro de vida. Bia grita e sem poder fazer nada sai correndo.
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