Premonição: O Último Dia 2
5 Vida ou morte
Notas iniciais
Cecília, Fernanda e Ben se encontraram de baixo da grande árvore centenária no parque.
–Hoje tive um pesadelo terrível! Havia uma pessoa morrendo e cera, praticamente da mesma forma que a Amanda morreu. Estou muito assustada porque me lembrou o dia do acidente. Amanda saiu do ônibus e se isso acontecer com a gente também? – falou Cecília
–Acontecer o que amiga? – indagou Fernanda.
–A morte vir atrás de cada um de nós. – respondeu.
–Acho muito difícil Cecília. Saímos daquele ônibus porque não era nossa hora. – disse Ben.
– Amiga, vamos tomar cuidado. Fica tranqüila, nada vai acontecer com mais ninguém. – falou Fernanda segurando as mãos de Cecília.
– Então resolvido? Vamos pra casa fazer almoçar? Porque eu estou varado de fome... – exclamou Ben.
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Uma semana depois...
– Lavar roupa é um saco! – exclamou a professora Joyce.
Ela pegou as roupas sujas do sexto, passou na cozinha, abriu uma cerveja Hice Pale Ace e leu seu rótulo que dizia: “Hice Pale Ace é a primeira e última de uma vida.” Como morava sozinha, sem marido e sem filhos, ela lavava suas roupas a cada duas semanas. Ela ligou na rádio 0.81 que estava tocando Disturbia da Rihanna. Jogou as roupas na máquina, colocou sabão em pó e deixou-o aberto em cima da lavadora. Tirou seu anel do dedo, quando uma pomba bateu em sua janela e a fez derrubar o anel dentro da máquina.
– Merda de pomba! Toda semana é a mesma coisa! – berrou.
Ela colocou a cabeça dentro da máquina procurando o anel, cantando a música:
“Sem gasolina no tanque, não consigo nem dar a partida
Nada ouvido, nada dito, não consigo nem falar sobre isso
Toda a minha vida na minha cabeça, não quero pensar nisso
Sinto como se estivesse ficando louca, yeah
É um ladrão no meio da noite que chega e te pega
Pode arrastar-se para dentro de você e te consumir
Uma doença na mente pode te controlar é tão perto do conforto...”
Quando encontrou o anel, outra pomba bateu na janela da lavanderia. Ela assustou e bateu a cabeça dentro da máquina fazendo seu cabelo ficar preso. Joyce apoiou suas mãos na parte externa da máquina de lavar. Ela conseguiu colocar sua boca pra fora, sentindo certa sensação de alívio até que o sabão em pó em cima da máquina virou, derramando sabão na boca de Joyce. No desespero ela acabou apertando o botão iniciar da máquina, sua cabeça começou a girar com o movimento centrifugo da maquina e seus cabelos estavam sendo arrancados. Ela não conseguia nem gritar, sentindo sua cabeça sendo puxada de seu pescoço, até que a lavadora começou a dar curto circuito e a cabeça da professora explodiu...
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– Acorda Cecília!! – gritou Fernanda sacudindo a amiga.
– Aiii, minha cabeça... O que aconteceu? – reclamou Cecília.
– Você estava gritando desesperada aí na cama. – respondeu.
– Merda, tive outro sonho daqueles. Agora eu vi a pessoa. Era a professora Joyce morrendo. Temos que encontrá-la agora! — disse Cecília pulando da cama.
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Cecília e Fernanda chegaram à casa da professora Joyce bateram na porta e não obtiveram nenhuma resposta, apenas ouviram um barulho estranho abafado, parecia algo explodindo. Cecília deu a volta e entrou pela porta do fundo, andou até a lavanderia e quase vomitou vendo aquela terrível cena, até que desmaiou.
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– Oi Filha! Até que enfim você acordou! – falou o Sr, Harper.
– Ai pai. Eu tenho que falar com a Fernanda.
– Calma filha, vou chamá-la. – respondeu.
– Oi amiga! – disse Fernanda entrando no quarto.
– Viu! Agora você acredita em mim? Primeiro a Amanda, agora a professora Joyce! – exclamou Cecília.
– Certo, estou preocupada! O que vamos fazer? – indagou Fernanda.
– Temos que avisar a todos. Chame o Ben, o Jonny e até o Peter pra vim aqui em casa! Fala que é caso de vida ou morte!
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Naquela tarde...
– Desembucha logo! Quero saber logo o que é caso de vida ou morte... – disse Peter zombando.
– Olha aqui idiota! Não é brincadeira não! Aquele dia em que saimos do ônibus, nós enganamos a morte. – explicou Cecília.
– Certo, mas como você sabe disso? – indagou Peter.
– Porque Amanda e a professora Joyce morreram, e eu tive um sonho com a morte de cada uma. – respondeu Cecília.
– Tá certo. Então quem é o próximo? – perguntou Ben.
– Observando a ordem das mortes do meu sonho do acidente do ônibus, o próximo é o Ben e a Fernanda, Peter, Jonny e por último sou eu. – respondeu Cecília.
– E o que vamos fazer? – perguntou Fernanda.
– Não sei! – disse Cecília.
– Gente, pelo o que a Cecília disse, há um padrão. Se conseguirmos desfazer esse padrão, podemos acabar com isso. – falou Jonny.
– E como fazemos isso? – indagou Cecília.
– Salvando o próximo. – respondeu Jonny.
– Ou se o último da lista morrer primeiro os outros serão salvos. – falou Peter encarando Cecília.
– Cala boca seu idiota! – berrou Fernanda.
– Agora só temos que esperar a Cecília ter outro sonho e enquanto isso cuidar do Ben. – disse Jonny.
– Agora tenho babá! Mas tá bom, quero viver bastante! – falou Ben.
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