O cais onde há dois dias a trás, Christopher vira a sua morte e a dos seus
amigos, estava iluminado. Muitas famílias estavam naquele local, Kate deu o
braço a Christopher, reparam que estavam mal vestidos. A maior parte deles
estava vestidos de roupas pretas e cinzentas, enquanto eles se encontravam de
azuis e vermelhos. Um grande placard encontrava-se estendido com fotografias de pessoas que haviam morrido, em baixo flores e velas. Christopher reparou numa senhora gorda jovem a deitar flores na água, ele lembrou-se que fora a primeira a saltar do barco. Dennis e Herman ajudaram-na a sair da água
-Obrigada mais
uma vez. –agradeceu a senhora.
-De nada. – disse Dennis

Christopher ia dar um paço quando alguma coisa lhe bloqueou o andar, ele olhou e viu um Shi Tzu, assim que se virou viu Elle num vestido preto e com um chapéu grande cheio de efeitos florais, também negro.
-Olá a todos! – cumprimentou ela. Deu dois passos em frente e beijou Christopher nas faces.
-Obrigada por me teres salvo a mim e á Lilly.
-Está tudo bem Elle? – perguntou Kate.
-Está querida!
Está tudo bem. Aliás, eu vim com a sua prima e o namorado. –disse ela. –Acho que eles devem estar perto do cartaz.

Kate e Christopher avançaram para o
cartaz enquanto Dennis e Elle ficavam a conversar. Carleen e Travis estavam lá
assim como a loira lhes tinha dito. Travis abraçou Christopher.
-Obrigado pah! Obrigado…
Carleen também lhes agradeceu, Christopher agora senti que
ele havia salvado aquelas pessoas e por momentos a arrogância de tal ato
subiu-lhe á cabeça. Mas depois lembrou-se de Kate a ser carbonizada.
-Como é que vieste que nós íamos morrer? – perguntou-lhe Carleen discretamente quando
estavam afastados de Kate e Travis.
-Não sei. Um déja vó. Como dizem.
-Por acaso é déja vu. Uma premonição! – conclui ela. – Ouvi dizer que o Presidente
Lincoln também viu a sua própria morte antes de ir para o teatro.
-A sério?
-A verdade é que…ainda bem que Deus te presenteou com este dom. Mal ou
bem sobrevivemos todos.

Kate voltou para ao pé de Christopher sentaram-se
num banco, sabiam agora que o comandante Herman ia fazer um discurso e depois haveria uma palavra com o pastor local.
-Mas dizem que houve uma pessoa que viu o acidente e salvou os amigos. –comentou uma mulher com o marido.
-Não acredites nisso, é só treta.
-É verdade! Dizem que se passou e atirou com um
cão para debaixo de um carro e depois ainda tentou cortar um braço a uma
rapariga.
-Não ligues querido as pessoas reagem demasiado e inventam! –aconchegou Kate.
-Mas a quem é que eu cheguei a querer arrancar um braço?! – exclamou ele espantadíssimo. Kate sem demoras puxou a manga e mostrou o braço arranhado.
-Não arrancaste mas estavas quase! Sacaninha … ahahaha –ela beijou
de modo confortável.
-Paul Hackey! – Christopher viu uma mão estendida. Olhou
para cima e viu que era o oficial que tinha sido salvo. Assim que se levantou o
homem abraçou.
-Obrigado! Se não fosses tu agora tinha a minha cara estampada
naquele cartaz. – o comentário causou sorrisos entre eles. –Quando saímos do
barco apetecia-me partir o pescoço agora só não te beijo porque és uma rapaz.

-A sério? É bom ouvir que hoje nenhum homem me beija. Aahaah!

OComandante Herman viu Christopher e além de lhe agradecer pelo que fizera pediu-lhe se podia mencionar no que acontecera ao que Christopher respondeu negativamente, pois pelo o que ele havia ouvido deveria ser uma má experiencia!
Possivelmente diriam que ele tinha causado o acidente que era terrorista ou
outra coisa parecida. Antes de Herman falar Andrew apareceu cumprimentou
Christopher mas depois apenas tomou toda a sua atenção para Kate. O Comandante falou de como temeu pela vida ao ver tal acidente e como se sentiu ao ver aquele horror. O pastor deu uma palavra para confortar todos aqueles que tinham perdido os seus familiares. Mary Jane não tinha aparecido, Elle fora-se embora antes de Herman falar.
-Sei que ficaste abalada! Por isso, sempre que quiseres é só
telefonares que eu estou sempre lá ok? – antes de Kate dizer que não precisava
ele continuou. – Amanhã eu começo a trabalhar no part-time, mas depois já
sabes.
-Ok, adeus! –despediu-se Kate.
Carleen e Travis despediram-se também, assim como toda a gente. Todos abandonavam o memorial.
-O Dennis, vem daqui a pouco! -disse Kate enquanto deu um beijo profundo a Christopher.
Christopher abraçou-a, olharam para o lado e viram Paul a entrar para um jipe
preto.
-Adeus! – cumprimentou o casal.
-Adeus! – Paul apoiou um emblema
da marinha no tecto do carro. –Sabes o que te digo? Amanhã despeço-me. Tenho uma conta bancária choruda, por isso… Vou tirar umas férias grandes, afinal isso é a vida. – abriu a porta do carro. –A vida são umas férias que a morte nos dá.

Paul entrou para o carro e dirigiu para fora dali. Dennis finalmente chegara.
-Vamos? –interrogou-se Kate.
-Sim! Está a ficar tarde, e ainda perco o meu programa preferido! –disse Dennis chegando ao pé deles.
-A Mansão das Coelhinhas. –sussurrou Christopher á namorada.
-Han? O quê? –indagou
Dennis.
- Nada. Vamos andando,

Christopher virou numa curva e parou
nos sinais. Quando olhava para trás já não se sentia culpado pelo o que acontecera. O sinal ficou verde ele arrancou com o carro, de repente vindo do
nada um cabo de electricidade cortado a faiscar passou por eles.Christopher parou o carro abruptamente.
-Chris!!
-O cabo.
-Que cabo, não há cabo nenhum. –disse-lhe Kate.
O jipe de Paul, parou nos sinais de uma avenida.
Ligou o rádio, estava feliz pois havia sobrevivido e estava Félix pois estava
disposto a por todo o acidente para trás das costas. Ligou o rádio e aumentou o volume…