Premonição
14 Capítulo 14
Lily e Dalton se aproximam de Edi:
– Se vieram falar sobre aquela história patética de morte podem ir embora. — diz Edi.
– Mas Edi... — diz Lily.
– Olha Lily, eu...
– Você é o próximo. — diz Dalton.
– Claro! Eu vou morrer. Como descobriu isso? — ele pergunta em deboche.
– Escuta aqui, viemos aqui tentar salvar sua vida, pra você vir debochar da gente?! — pergunta Dalton.
– O que vocês estão dizendo não tem cabimento! — diz Edi organizando os folhetos pelo museu.
– Eu sei que parece loucura Edi, mas quatro pessoas que saíram daquele ginásio, que sobreviveram àquela noite estão mortas então... — diz Lily.
– O que? Como assim quatro? — pergunta Edi.
– Jim também está morto, nós tentamos avisá — lo, mas chegamos tarde demais. — diz Dalton desapontado.
– Ainda acha isso loucura? — pergunta Lily.
– Eu não sei... Eu não sei o que pensar. Hum, certo, vamos supor que vocês estejam certos e tenha algo por trás dessas mortes. O que faz vocês pensarem que eu vou morrer? Logo eu, saíram outras três pessoas daquela quadra além de nós e por que logo eu vou morrer? — ele pergunta se virando para os amigos enquanto arrumava os panfletos em um balcão.
– Na minha premonição nem todos nós morríamos ao mesmo tempo. Ao sairmos continuamos na lista da morte...
Edi interrompe Dalton:
– Lista da morte? Agora tem uma lista?
– Era para termos morrido naquele desabamento Edi, ao sairmos enganamos a morte, destruímos todos os planos que ela tinha para cada um de nós, agora ela criou novas jogadas para os que sobreviveram enganando -a. — diz Lily.
– Olha o que vocês estão dizendo é doentio...
Um vento frio bate e faz uns panfletos voarem, um deles atinge uma garrafa d' água do balcão de trás preenchida com menos que a metade. Do lado havia um pequeno painel de controle do museu que controlava as partes mecânicas da exposição. Outros panfletos atingem a garrafa por causa do vento e ela cai em cima de uma alavanca derramando água no painel. Segundos depois, ele solta faíscas.
Lily olhava para Edi como se não se conformasse com o que ele estava dizendo enquanto ele terminava de falar:
– ... Estão dizendo que a morte é uma pessoa que vem nos pegar?
– Não é uma pessoa, é como uma força, uma energia... — diz Dalton pausadamente. Edi ri e continua a organizar os folhetos pelo museu. Um guindaste segurando uma bola de metal que uma estátua segurava se move. A estátua era Zeus que estava em uma posição como se fosse arremessar a bola que era do tamanho de um pneu de uma caminhonete. Os três nem percebem pois se movia muito lentamente.
– Como eu já expliquei contando a minha premonição: a Lanna era a primeira a morrer, em seguida o Leo, a Margot, o Jim e então você. Por isso achamos que você é o próximo. Estão morrendo na ordem em que deveriam ter morrido no desabamento. — diz Dalton.
Com o peso da bola um prego se desprende do guindaste e cai perto de um balcão com a ponta para cima. Edi vai até esse balcão e organiza os folhetos do mesmo. O prego estava bem atrás de seu calcanhar, se ele levantasse um pouco o pé e abaixasse novamente, fincaria em cheio.
– Apesar de essa história de vocês ter um mínimo de sentido, eu não acho que isso esteja acontecendo com a gente. Olha, relaxem certo, é mais fácil encontrarmos uma figura com uma capa preta e uma foice ensanguentada do que essa história ser verdade. — diz Edi rindo. Ele levanta o pé para sair, em cima do prego. Ele quase pisa, mas um centímetro lhe salva.
– Acha que ligamos por estar rindo? — pergunta Lily.
– Viemos aqui salvar sua vida e se você... — diz Dalton quase gritando.
– Escuta Dalton, eu saí daquele ginásio, eu vou continuar minha vida normalmente. Se eu estou vivo é porque eu mereço. Eu não vou morrer! — diz Edi gritando.
Nesse momento, a bola se desprende com um pêndulo e vai na direção de Edi.
– Cuidado! — grita Dalton. Edi sai do caminho da bola e cai em frente a estátua da Atena Parthenos. A bola atinge uma caixa de vidro onde havia uma estátua de um sátiro e depois bate na Atena Parthenos deixando — a inclinada, sendo segurada pelas cordas em volta. A bola vai parando de balançar e Lily e Dalton que haviam caído se levantam lentamente.
– Você tá bem? — pergunta Dalton à Lily.
– Estou. — ela responde.
Edi já havia se levantado e estava em frente à estátua comemorando sua vitória:
– Viram? Eu não vou morrer! — ele grita pausadamente.
As cordas que seguravam a Atena Parthenos se rompem, Edi olha para cima apenas para ver a estátua caindo em sua direção. Ela o esmaga fazendo espalhar pedaços de carne e sangue pelo chão, além de espirrar sangue nas caras de Dalton e Lily.
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