Notas iniciais
Gente, postei esse pra fic iniciar com mais graça e entretenimento. Espero que curtam, o próximo vem em breve!

O ônibus acabara de sair de frente à escola, seguindo seu trilho pela cidade. Como Bardam, vários outros alunos moravam na parte rural, sendo que eram os últimos a saírem do ônibus. Todos desciam no ponto após a imensa e amedrontada serra “The End”.

– Acho que vou pedi-la em namoro. – Bradley cochichou aos ouvidos de Bardam, que estava ouvindo músicas no MP3 e nem ligava para o que o amigo dizia. Apenas acenava como desentendido. – Bardam!

– Que foi? – O jovem olhou com impaciência ao amigo, que aproximou-se dele e o contou tudo novamente, apontando os dedos para Clarisse, uma patricinha loira que sentava no primeiro banco do ônibus, ao lado de outra menina. – A Clarisse? Você é louco, quer levar um fora?

– Olha cara, eu trenei muito isso. – Bradley assentiu. – Depois que descermos a serra, só vai ter eu, você e outras 5 ou 6 pessoas no ônibus. Então, vai ser a hora perfeita.

– Ah, tá bem. – Bardam ligou novamente o aparelho e o colocou nos ouvidos. – Mas se levar um fora, não venha chorando para o meu lado! – O jovem disse ironicamente, passando os olhos pelo corredor.

Chocante, ficou quando viu seu rival, Trent, com uma menina fogosa da sua sala, Sue, abraçados. Ela estava sentada no colo do rapaz, abrindo sua pequena blusinha branca e mostrando tudo para Trent, que olhava com um sorriso malicioso.

– Uha, Uha, Uha... – Bardam tentou se conter, porém entrou em uma crise de tosses, quando se engasgando com a própria saliva. – Olha aquilo, Bradley!

– Olhar o quê? – O amigo se virou curioso, olhando a direção aos dedos de Bardam. No entanto, viu o dedo do meio de Trent na sua direção, olhando-o seriamente. – Me chamou pra olhar aquilo?

– Não... – Respirou fundo, observando que os dois já tinham se desapegado. – Você perdeu cara, ela mostrou tudo.

– Droga! – Bradley cutucou Bardam nos ombros, ficando triste por perder a situação. – Por que você não me gritou mais alto, sua mula? Eu queria tanto ver... Apesar de ser bem safadinha, ela também é muito gostosa!

– O quê? – Trent falou, esbravejando, e Sue também olhou para Bradley, enfurecida. – Você está falando que a minha namorada é gostosa? É isso?

– Me chamou de gostosa? Safada? – Sue deu um olhar irônico para Bradley, mas todos sabiam que no fundo ela era mesmo uma rapariga.

– Não... Não... – O rapaz balançou negativamente com a cabeça. – Eu estava falando de outra safada gostosa!... Quer dizer, outra garota!

Bardam não se conteve e começou a rir do amigo, que estava suando desesperado. Sue se levantou do colo de Trent, ficando em pé ao corredor.

– Só não te bato, porque eu sei que sou muito gostosa! – Ela deu uma rebolada e voltou a se sentar em seu lugar de origem.

– Tá feliz agora, bocão? – Bardam cochichou nos ouvidos do amigo, que ainda estava endurecido e todo gelado. O rapaz novamente sentiu lhe alguém tocar nos ombros, virando curioso.

– Oi... De novo! – Era a mesma menina de antes, que parecia estar aflita com algo. – Você pode me ajudar um pouco? É minha primeira vez nesse ônibus, eu não sei onde é que vou descer. Moro depois da serra “The End”, sabe se tem algum ponto lá perto?

– Eu desço lá! – Bardam sorriu. – Quando eu for sair, te chamo também.

– Obrigada... – O tom meigo de Stephanie foi interrompido por uma brusca frenagem no ônibus, que fez o dedo de Bardam furar-se em uma pequena ponta de prego.

– Ai! – O rapaz colocou o dedo da boca, chupando o sangue. Ao virar pra frente, notou o motorista se levantando do seu lugar e parando em meio ao corredor. Uma placa de “perigo”, atrás do motorista, na parede, começou a piscar. Bardam estranhou, porém deu mais atenção ao dedo, que ainda ardia bastante.

– Para não ter o mesmo problema de ontem, estou sendo encarregado de avisar que esse é o último ponto antes da serra. – Deu uma pausa, para tossir. – Os alunos que moram aqui, desçam aqui. Esse ônibus só vai parar lá embaixo depois desse ponto!

Enquanto alguns alunos desciam, Bardam ficou pensativo na última frase do motorista. Ela parecia estranha; Fazia-o parecer que algo muito estranho iria acontecer.

– Tá bom, se já desceram todos... – Hutney andou de volta ao seu assento e sentou-se, fechando a porta do ônibus e o ligando. – Vamos seguir!

Notas finais
Comentem!!!! :-)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.