Premonição 2- Experiência Mortal
9 Capítulo 9-Acidentes...
Notas iniciais
Daniel chega a sua casa.
Para variar, seu pai não estava lá.
Ele, Ellen e Anna decidiram ir ver James e Jennifer amanhã.
Eles acharam que, como a Morte já havia pegado três num dia só.
Já estava “abastecida”.
Ele pega um hambúrguer na geladeira e começa a fritá-lo. No meio de tudo isso, seus pensamentos estavam: “Olha o que eu estou passando todos esses dias! Vendo tantas pessoas morrerem! Uma atriz de sucesso, um professor pacifista, amigos... Quando isso vai acabar?”.
Quando ele “acordou” para a vida, o hambúrguer já estava torrando.
-Merda!
Ele pega e joga no lixo.
-Vou ter que fazer um macarrão... –ele decidiu, pra variar.
Preparou, comeu, assistiu um pouco de TV e subiu para seu quarto.
-Droga!-ele disse, olhando a bagunça.
Pegou suas roupas, abriu uma gaveta e enfiou tudo dentro.
Mexeu um pouco no seu PC. Ele estava muito cansado.
Capotou em sua cama.
Ele estava um pouco mais aliviado, talvez por receber a notícia de que os policiais limparam sua barra.
Resolveu tomar um banho.
Por alguma razão, não estava com um pingo de sono. Resolveu tomar uma ducha.
No banho, ele pegou um pouco de água em sua mão. Seus pensamentos voltaram: “Essa pode ser a última vez que tomo banho... Pode ser última vez que pego nessa água de chuveiro... A última vez que lavo o meu corpo! Meus braços, pernas, peito... Amanhã a Morte pode tentar matar todos, James, depois de cinco segundos matar Jennifer, Vicent, Anna, Ellen... Eu... Eu nunca mais posso ver o mundo, esse banheiro, o meu reflexo. E tudo por causa dessa maldita premonição! Dessa maldita Morte!”.
Terminou seu banho. Estava cansado. Deitou.
Teve um sono pesado.
Virava-se a noite toda.
Acordou pelo barulho de uma britadeira na construção vizinha.
Desceu as escadas. E deu de cara com seu pai.
-Pai? O que faz aqui?-Daniel perguntou-Não era para estar no trabalho?
-Era!-seu pai respondeu-Mas tenho que ir à São Francisco! A ponte desmoronou, tenho que ir ajudar a recolher os corpos. E interrogar um garoto que disse ter tido uma visão...
-Puxa... –ele se lembrou de SUA visão.
-Vou indo filho... –ele disse, pegando seu chapéu de policial, e confessou- Justo hoje que iríamos ir aquele parque de diversão...
Daniel ficou confuso, ele não sabia que o pai tinha planejado esse passeio.
Estava um calor danado.
Daniel estava com vontade de ir à uma piscina gelada refrescante.
Mas não podia.
Pegou uma caixa de cereal.
Estava escrito:
“Mate Sua Fome Agora!”
Daniel ao abrir, acabou rasgando o pedaço da “Sua Fome”, ficando: “Mate Agora”.
Ele estranhou, colocou um pouco de cereal numa tigela, pegou leite e comeu seu café da manhã.
Ligou a TV da cozinha. A notícia da ponte de São Francisco estava em todos os canais.
-Estranho... –ele murmurou para si mesmo.
Ele lembrou que seu pai disse que um garoto havia tido uma visão.
-Será que... –ele disse, deixando a frase no ar.
Tomou o resto do seu café da manhã. Desligou a TV.
Subiu novamente para o quarto. Ainda estava de pijama.
Usava um calção leve, com listras verticais azuis e brancas. Uma camisa verde escuro com mangas curtas. Tirou a camisa do pijama e a jogou na sua cama.
Abriu o armário e se inclinou para pegar outra camisa. Achou uma camisa branca sem mangas e com um capuz atrás.
-Melhor não... –ele disse, colocando-a de volta no armário.
Achou uma camisa branca, sem mangas. Leve. Ótima para aquele calor infernal.
Achou uma bermuda jeans para substituir o listrado.
Estava pronto para encontrar James e Jennifer.
Desceu as escadas. A TV estava ligada. Na mesma notícia da ponte.
-Eu não tinha desligado?-se perguntou, desligando-a-Estranho... –concluiu.
Saiu, trancou a porta e pegou um ônibus.
Sentou bem ao fundo.
Percebeu que uma garota olhava muito para ele. A garota estava com uma blusa branca, um colete roxo. Uma saia da mesma cor, só que menos chamativo. Tinha o cabelo comprido e preto. Era mais ou menos da mesma idade que ele.
“Por que será que essa garota olha tanto para mim?” ele se perguntava. “Será que estou com leite na boca?”
A garota olhou para ele mais uma vez, e começou... A rir?!
“O que está acontecendo?” ele se perguntou.
A garota se levantou. Daniel olhou para ela com uma cara “Por que está rindo de mim?”. Antes de descer, ela olhou mais uma vez para ele e riu mais um pouco. Quando as portas se abriram, ela hesitou em descer, então apontou para a bermuda de Daniel.
“O que tem de errado?” ele se perguntou, olhou para baixo e percebeu o motivo dos risos. Seu zíper estava aberto. Dava pra perceber sua cueca vermelhinha. Ele se sentiu quente, percebeu que estava corando, ficando vermelho igual sua cueca.
Fechou o zíper rapidamente. Olhou para os lados para ver se não tinha mais ninguém percebido. A garota já havia descido do ônibus.
O sinal abriu. O ônibus avançou.
Quando um carro deslizou em algo e bateu com uma força incrível em vários carros, até chegar ao ônibus.
Os dois bateram de frente. Os passageiros caíram no chão.
Daniel se levantou rapidamente. O motorista do carro não havia se machucado. Muito...
O ônibus não estava com tanta força.
Os xingamentos começaram. Palavras envolvendo a mãe, desgraça e outras coisas maravilhosas.
Uma mulher do ônibus começou a ligar para polícia, ambulâncias...
Daniel começou a pensar: “James e Jennifer podem passar por aqui, o carro pode explodir e mata-los!”. Mas logo afastou esses pensamentos.
A rua ficou parada. Carros amassados. O motorista do carro que causou tudo estava inconsciente dentro de seu carro. Com arranhões na cabeça e nos braços.
A polícia chegou rapidamente.
Uma mensagem chegou ao celular de Daniel. Era de Ellen:
“Onde você está? Eu e Anna já estamos no ponto marcado! Cadê você?”
Daniel desceu do ônibus.
-Ei garoto!-o policial advertiu-Você não pode ir!
-O que?
-A ambulância já está vindo! Você tem que fazer exames!
-Não, não... Eu estou bem!-Daniel disse.
-Nada disso!-o policial gritou-Você pode não sentir, mas algum osso pode estar quebrado!
-Que?-Daniel disse-Não! Eu tô bem!-ele reafirmou, colocando as mãos no abdômen e depois do lado das coxas, mostrando ao policial que estava bem.
Mesmo assim o policial o fez esperar.
A ambulância demorou muito tempo para chegar. Já estava quase passando da hora do almoço. Ela chegou era umas 13:15 horas.
Ele fez todos os exames direitinho.
-Merda!-ele disse, correndo para chegar à loja de ferramentas onde Jennifer provavelmente estava com James.
A loja estava um pouco longe, mas ele teria que correr, pois o ônibus acabou estragando várias partes.
Ele começou a correr.
Chegou lá era umas 14: 38 mais ou menos.
Ellen e Anna o esperavam.
-O que aconteceu?-Daniel perguntou.
-Hoje a loja só vai abrir às 19:00 horas!-Anna explicou.
-Como eles querem vender assim?-Daniel debochou, Anna deu de ombros.
-Eles não vão vender, só vão arrumar coisas!-Ellen explicou.
Eles caminharam até uma lanchonete.
Lancharam e começaram a voltar para a loja.
-Vocês viram o acidente na ponte de São Francisco?-Daniel comentou.
-Vimos... –Ellen respondeu-O que tem ela?
-Meu pai foi investigar ela, e disse que um garoto disse que a ponte desabaria! Que ele teve uma premonição, um visão...
-Espere!-Ellen interrompeu-Você está querendo dizer que ele teve uma premonição, como você?
-Acredito que sim...
Eles seguiram em silêncio até a loja.
Chegaram numa parte onde tinha uma grade. Uma grande sala estava para dentro. Escadas, prateleiras, pedaços de madeiras.
-Quanto perigo... –Ellen exclamou.
Eles viram James e Jennifer chegando. Jennifer carregava um cinzel e uma pistola de pregos automática.
-Vamos logo!-James a apressava.
-Me deixa terminar né o apressado!-Jennifer devolveu.
Ela colocou a pistola numa prateleira elevada e o cinzel numa mais baixa. O cinzel era extremamente grande. Sua ponta era muito afiada.
-Não aguento isso daqui!-James irritou.
-Ninguém tá pedindo pra você ficar!-Jennifer devolveu.
-Com licença!-Ellen gritou, fazendo Jennifer pular de susto.
-Que susto!-ela confessou.
-O que vocês querem?-James perguntou.
-Primeiro entrar!-Anna devolveu.
Jennifer abriu a cerca. Então Daniel começou.
-Nick, Nathan, Valéria, Ling, Érica e Dennis estão mortos!-Daniel disse.
-Azar deles!-Jennifer disse, colocando uns espetos numa prateleira-E quem era Nick?
-O cientista do laboratório!-Anna respondeu.
-E vocês não acham muito estranho?-Ellen perguntou.
-De certa forma... –James respondeu. Ele estava apoiado numa parede, sua perna esquerda estava levantada, apoiada na parede também.
-E nós temos o que a ver com isso?-Jennifer perguntou, segurando um guarda-chuva.
-E vocês são os próximos na lista da Morte!-Daniel explicou.
-Ah, não começa!-James exclamou.
Jennifer ia reclamar algo, quando o guarda-chuva se abre sozinho.
Ela dá um grito agudo. Todos ao seu redor se espantam.
-Calma gente!-ela disse, forçando para fechá-lo-Ele só está estragado!-ela coloca num cilindro de ferro numa mesa, a alguns metro da prateleira.
Daniel vê a foto de Jennifer e James. Um garoto havia puxado a blusa tomara que caia de Jennifer. Seu peito esquerdo saiu, e estava sendo tampado pela sua mão direita. Seu braço esquerdo estava levantado, ameaçando bater no garoto. Um guarda-chuva feito de EVA grudado na parede estava perto da sua cabeça.
Já James estava rindo da cena. Um caminhão de EVA estava inclinado, apontando para ele.
-Vamos logo gata!-James disse.
-Bom, tenho que ir mesmo!-Jennifer disse indiretamente para os três irem embora-Merda! Esqueci de arrumar aquelas caixas!
-Tem que fazer isso hoje?-James perguntou.
-Minha chefe me mata se não!-Jennifer disse.
Os três saíram.
-Amanhã tentaremos de novo... –Ellen decidiu.
-Amanhã não poderei ir com vocês. -Anna se desculpou-Tenho que ir ao oftalmologista... Ele tem que examinar o meu olho. Vocês sabem, é mensal.
O casal entendeu...
Cada um foi para sua casa.
Daniel chegou na sua. Seu pai ainda não havia chegado. Ele subiu as escadas e foi para o banheiro.
Tomou um banho rápido para refrescar. Ouviu um barulho. Desligou o chuveiro e ficou em silêncio. Nada.
-Deve ser coisa da minha cabeça!-ele disse a si mesmo.
Enrolou-se numa toalha branca. Começou a andar. Parou em frente ao espelho.
-Minha barba está crescendo!-ele disse, examinando o rosto.
Começou a procurar a gilete. Achou. Levantou sua cabeça e olhou novamente para o espelho e observou a janela. Algo aterrorizante estava se aproximando na noite escura. A Morte teria trapaceado?
A “coisa” chegou mais perto e Daniel deu um grito abafado ao descobrir o que era...
Notas finais
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=17382986615377921666
A história dele:
http://www.fanfiction.com.br/historia/143820/Destino_Final_-_Voce_Nunca_Sabera
E ele liberou para minha fic. Valeu!
Bom,até o próximo capítulo!
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