Prelúdio do Som

1 Prólogo - A noite que ele nasceu


Notas iniciais
Olá! Essa historia é um spin-off de uma história que estou escrevendo. Aceito sugestões e críticas =)

*1994, 3 de fevereiro, Coreia do Sul*

A mãe tocou seu cabelo, sentiu-se afortunada. Dera ao seu amado um filho homem. Sentia-se orgulhosa, os pequenos olhos negros lacrimejantes. Não cansava de acaricia-lo, de sentir a pequena pele macia sob seus dedos.

O pequeno Park Yoo bocejou e ela sentiu o coração se encher. nunca mais estaria sozinha. Enquanto seu querido amor viajava a trabalho sempre teria uma parte real dele consigo. Ela não era capaz de imaginar sentimento melhor.

— 내 사랑하는 아들 … (meu querido filho…)

Era a mulher mais feliz do mundo.



*1994, 6 de Setembro, Coreia do Sul*

Park In-Na não sabia mais o que fazer. Sete meses que se passava e o que ela acreditava ser uma benção transformou-se em uma maldição. Algumas vezes ela chorava. O amava incondicionalmente, em seu coração de mãe ela tinha a maior certeza desse mundo. Mas também não sabia o que fazer. Seu pequeno bebe, seu lindo bebe, havia algo nele que ela não reconhecia. Seu choro, como facas a torturava, ela sentia que tinha seu cerebro arrancado cada vez que ouvia qualquer som da pequena boca.

Já conversara com o sacerdote de sua comunidade, já tentara todos os mantras. Acreditava que seu bebe estivesse possuído por um ser das trevas, mas já atestara que esse não era o problema. Sequer os médicos de sua comunidade foram capaz de dizer a ela o que realmente estava acontecendo, era um misterio. A única coisa clara é que ela não aguentava mais.

Os vidros se quebravam, o ar ao redor de seu amado filho era turvo. Ele a olhava, os olhinhos negros tão parecidos com os seus. Ela o amava. Muito.

Amava, amava, amava, seu pobre filho fora amaldiçoado. E sua pobre mãe estava fora de sua mente.

Park In-Na chorou. Ela chorou, chorou, chorou.

O que fizeram para merecer tamanha sina? Ela se odiou, seu utero tão amaldiçoado que dera a luz a um monstro. E dentro de seu peito materno ela o amava.

Park In-Na chorou.

Ela sabia o que tinha de fazer, e seu coração jamais seria o mesmo.

*1994 , 8 de Outubro, Coreia do Sul*

Era um vulto na noite, a beira do rio. Ela o acariciou. Sentia-se dilacerada.

— 내 사랑하는 아들 … (meu querido filho..)

Logo logo seu esposo chegaria. E ela lhe contaria a verdade. Ele a odiaria. Mas pelo menos aquela noite ela gostaria de ter em paz.

Ela chorou, seu amor de mãe em pedaços. Resignada depositou o pequeno pacotinho enrolado em uma manta marrom em um dos barcos abandonados do cais. Adeus, meu pequeno. Ela se odiou, caminhou para longe.

Fora amaldiçoada e tudo o que podia fazer era selar o próprio destino.



*1994, 9 de Outubro, Coreia do Sul*

Era madrugada, o cais estava vazio. A informação estava correta, não foi difícil de encontrar. O pequeno pacote se mexia em um dos barcos velhos. Ele chegou perto e observou. Tão pequeno, já nascera com um dom. Sua pobre familia jamais entenderia. Mas aquele homem podia ser capaz de ajuda-lo a achar a si mesmo uma vez que tivesse idade o suficiente.

O pequeno bebê se encaixava perfeitamente em seus braços. O homem injetou o conteudo de uma pequena seringa no bracinho do pequeno e este imediatamente dormiu. Som… Fazia um tempo que não encontrava alguém com uma talento tão diferente. Cuidaria para que crescesse e alcançasse sua plenitude.

O avião para o exterior estava com sua passagem comprada para o dia seguinte. Tinha 24horas para conseguir os documentos que garantiriam que mais um de sua espécie não se perdesse. Ele cuidaria de tudo.

Notas finais
E assim começa a jornada de Glenn!
♥ não se esqueçam de comentar ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.