Predestinados

10 Antes da noite esperada (parte 2)


Notas iniciais
Caramba, uma verdade será descoberta neste capítulo? beijo para todos que comentaram no capítulo anterior ♥ Boa leitura ♥

Escola Mundial/São Paulo

Pov Vick

Todas as aulas haviam acabado de terminar, eu arrumava minhas coisas enquanto o idiota de Diego me esperava encostado na porta da sala, acho que Pedro e Rebeka também me esperavam do lado de fora.

— Oh menina lerda. – resmungou Diego assim que coloquei a mochila em minhas costas, revirei os olhos e lhe dei a língua.

Assim que sai irritada pela porta vi Pedro e Rebeka caminhando na frente e conversando, ótimo, nem o meu namorado me espera, mais o chato do melhor amigo dele tem que esperar né?

— Ei? Vocês dois aí na frente, esperem pela gente. – gritou Diego e os dois pararam para nós esperar.

— Você já sabe com quem você vai para o baile Rebeka? – indagou Diego assim que nós aproximamos de Pedro e Rebeka.

— Acho que eu nem vou para o baile, nem par eu não tenho. – disse a minha prima naturalmente.

— Você quer ir ao baile comigo Rebeka? – perguntou Diego sorrindo eu e Pedro arregalamos os olhos surpresos com o pedido.

— Pode ser. – respondeu Rebeka sorrindo para ele, Diego retribuiu o sorriso, senti minhas bochechas arderem de tanta raiva.

— Diego só está convidando você Rebeka porque não tem outra garota que queira ir com um idiota feito ele. – gritei irritada.

— Engano seu, estou convidando a Rebeka porque eu gosto dela Vick, ela é uma garota legal, diferente de você. – Diego respondeu grosso.

Apenas apressei meu passo e saí batendo o pé, ignorando as coisas que Diego resmungava atrás de mim, eu estava me sentindo estranha, não sei, mais o fato de Diego ir ao baile com Rebeka me incomodava bastante, deve ser apenas coisa da minha cabeça.

Praça Central/São Paulo

A maioria dos alunos da escola Mundial estavam na praça ali perto, alguns meninos conversavam uns com os outros, outros ouviam música e andavam de skate e a maioria dos alunos tomavam sorvete, em uma mesa estava Edy, Marcelina, Alicia, Mari, Lana, Thalyta e Niel.

— Caramba, até agora o Vinicius não convidou ninguém ainda, será que ele está aguardando uma ocasião especial? – disse Marcelina sorrindo.

De repente Vinicius pegou um violão e começou a tocar na frente de todos ali presentes, as meninas já esperavam que fosse para a sortuda que ele iria convidar, afinal, o garoto sempre fazia o pedido mais romântico, Vinicius logo começou a cantar:

( Coloquem: https://youtu.be/CTUbr65oULk )

“Quantas vezes seu olhar

Se cruzou com o meu e me deixou sem graça

Já não consigo evitar, sua beleza fez o meu coração viciar

Se não é amor, é o que então?

Se não é amor, é o que então?

Eu não consigo tocar, no teu nome, sem o meu olho brilhar “

As meninas encaravam aquela cena abismadas, Vinicius sorria feito um bobo e cantava olhando diretamente para a mesa de Thalyta.

“ Mas que sentimento doido

Lembrar de você me faz abrir um sorrisinho bobo

Se não é amor, é o que então?

Não tem mais o que fazer

Não dá pra correr, não dá pra negar

Já sei preciso de você, pra sobreviver

Vou ter que te amar

Não tem mais o que fazer

Não dá pra correr, não dá pra negar

Já sei preciso de você, pra sobreviver

Vou ter que te amar

Te amar, amar, amar! “

Assim que Vinicius parou de cantar, o garoto caminhou em direção a Thalyta e sorriu para a garota que ficou vermelha de vergonha.

— Cantei essa música para você, desde que eu te vi não paro de pensar em você Thalyta, aceita ir ao baile comigo? – perguntou Vinicius.

— Bom, eu aceito, mais não pense que eu sou o tipo de garota que se ilude com essas declarações. – falou Thalyta sincera.

— Eu sei que você não é igual as outras, é isso que me encanta. – confessou Vinicius sorrindo de lado.

Os dois acabaram saindo para conversar um pouco, as meninas que estavam ali ficaram morrendo de inveja da sorte que Thalyta, enquanto os anjos haviam achado tudo aquilo muito fofo e romântico.

— Galera, quem quer mais sorvete? – perguntou Mari gritando enquanto tomava sua terceira taça de sorvete.

— Eita Mari, parece que faz anos que você não toma sorvete. – falou Alicia, é realmente fazia anos mais isso não era da conta de Alicia.

— O que eu tomo ou deixo de tomar não é da sua conta, seu eu quiser comer essa sorveteria inteira eu como. – respondeu Mari arrogante.

— Nossa que garota mais arrogante. – comentou Alicia cinicamente.

— Não é nada pessoal Alicia, é que a Mari é assim mesmo, eu até já me acostumei. – disse Edy se lambuzando com seu sorvete.

Alicia e Marcelina se levantaram e saíram da mesa, deixando apenas os anjos-cupidos, Niel estava concentrado lendo algumas coisas para o trabalho de história, enquanto Mari revirava os olhos com cara de tédio.

— Edy? Coloca mais cobertura no meu sorvete por favor? – perguntou Lana com uma voz doce sorrindo e piscando para o garoto.

— Tá bom, e você em Mari? Quer mais cobertura? – perguntou Edy enquanto colocava a cobertura no sorvete de Lana.

— Eu te pedi por acaso? Não né, e mesmo se eu quisesse eu mesma pegava, não sou fresca que nem a Lana. – respondeu Mari brutalmente.

— Será que dá pra você ser menos ignorante? O Edy só te fez uma pergunta sua louca. – gritou Lana indignada com a arrogância da amiga.

— Se nem o pateta se importou porque você se importa? Não tenho culpa se você é toda apaixonada por ele. – falou Mari grosseira.

— E VOCÊ GOSTA DO JAIME! – gritou Lana irritada, fazendo todas as pessoas da praça olharem a confusão.

— É claro que eu gosto dele sua tonta... afinal, ele é meu irmão. – disse Mari disfarçando a burrada que Lana havia acabado de fazer.

— Para a confusão aí, comam o sorvete de vocês e pronto, parecem que são mais barraqueiras que os humanos. – Edy gritou irritado.

— Toma seu sorvete então pateta. – falou Mari derramando a taça de sorvete em cima da cabeça do garoto que se revoltou.

— Toma o seu então. – Edy jogou a taça em cima de Mari, os dois começaram uma briga assustando todos os clientes.

Mari pegou uma bola de sorvete com a mão e arremessou em Edy, porém ele desviou e a bola acabou caindo em cima da cabeça de Alicia, ela ficou irritada e jogou em Mari que desviou, Mari pegou outro sorvete e jogou em Edy novamente, e dessa vez acertou o dono da sorveteria.

“Logo uma confusão imensa começou, foi guerra de sorvete para tudo que era lado, a maioria dos clientes participaram da confusão, enquanto os outros cidadãos saíram apressados “

— GUERRA DE SORVETE! OBAA! – gritou Edy causando a maior revolução no local, logo uma das mesas foram derrubadas.

— CHEGA! – gritou o dono da sorveteria fazendo todos o olharem e ficarem em silêncio. – vocês dois que começaram tudo isso! – apontou para Edy e Mari que estavam rindo que nem loucos.

— Qual foi carecão? O restante do pessoal também participaram da confusão. – argumentou Marisol totalmente descontrolada.

— Cala a boca garotinha insuportável, o que eu sei é que se não fosse pela briguinha de vocês nada disso teria acontecido. – falou o dono da sorveteria enquanto discava algum número do celular.

— Não manda ela calar a boca, insuportável é você, será que não vê que não foi só a gente que fez a confusão? – perguntou Edy irritado.

— Já liguei para a polícia, se expliquem para eles. – falou o dono da sorveteria com um sorriso sínico.

Edy e Mari se olharam por alguns instantes, Mari balançou a cabeça e Edy entendeu o recado da amiga, os dois correram em disparada, sendo seguidos pelo dono da sorveteria, Lana e Niel gritavam mandando os dois voltarem, porém eles correram o mais rápido ainda.

— Caramba, a gente está ferrado Mari. – gritou Edy enquanto corria um pouco na frente da garota.

— Rápido se esconde, ele não está mais seguindo a gente. – alertou Mari e os dois se esconderam dentro de uma livraria qualquer.

— Todo mundo tá olhando para a gente. – falou Edy quando eles entraram na livraria e se esconderam atrás de uma prateleira.

— Também né o bocó, se esqueceu que nós estamos melados de sorvete da cabeça aos pés? – perguntou Mari revirando os olhos.

— Pera aí... aquele não é o Paulo? – perguntou Edy apontando para Paulo que beijava uma garota completamente desconhecida.

— Uau, acho que esse flagra veio parar em nossas mãos né? Já sei até o que vou fazer. – falou Mari tirando uma foto da cena.

— Ficou maluca? O que você pretende fazer com isso? – perguntou Edy sem entender a atitude da garota.

— Não seja tolo, vou mandar isso para a Alicia claro né? Vou acabar com esse romance deles hoje mesmo. – respondeu Mari gargalhando.

— Pra quê Mari? Coitada da Alicia. – falou Edy receoso.

— Estou apenas fazendo meu trabalho, se esqueceu que o Paulo e a Valéria são o amor épico? Então, tenho que ajudar eles, além do mais a Alicia merece saber a verdade. – falou Mari já mandando a foto.

— Tá bom, manda logo antes que ele perceba que a gente tá aqui, aliás esses dois não param de se beijar. – comentou Edy.

Mari puxou Edy pela gola da camisa fazendo os dois se esconderem atrás de uns livros, a garota mostrou para ele a foto que havia mandando para Alicia, juntamente com a seguinte legenda:

“Olha só o que o seu namorado anda aprontando as escondidas, muito errado da parte dele né? O que você acha disso? “

Notas finais
Gostaram? Como será que a Alicia vai reagir? um beijo para a minha amiga Jack kkkkkkk, comentem meus amorecos