Saímos dos túneis e procuramos um táxi urgente. Tivemos que pegar dois, pois era muita gente. Kyouya – o único empregado e com renda – pagou.

Chegando à House of Night, saímos voando dos táxis, igual morcegos famintos. Passamos por todas aquelas caras confusas e familiares, ignorando-as.

– Agüenta ai, Cibele. – soou a voz da Heaven.

Tai-muuh-hef... – é nisso que dá você ser espancada. Ela estava nos braço de Kyouya, claro.

– Sua anta! Você não tá falando bosta com bosta Cibele!

– Erm, senhorita Rae, eh, Marie, você no lugar dela estaria igualzinha. – defendeu o professor e em seguida entramos na enfermaria.

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– Tá aqui sua água, roomie. – dei-lhe um copo d’agua. Agora que ela estava consciente e pensando direito, estava na hora de desvendarmos o que aconteceu. – Roomie, o que exatamente aconteceu lá embaixo?

– Foi o Eros, Nosso Eros, que fez isso comigo. – ela se aconchegou mais no colo do professor – Mas, apesar de tudo, ele me contou o que Kassandra pretende fazer!

– Diga Cibele! – ouvi Evelyn, que estava cuidando do Dean, também seriamente ferido, mas já se recuperando.

– Bem, a vagaba provavelmente já esta a caminho da Itália, para achar nossos pais... – silencio. Meu coração acelerou. – e matá-los.

– O quê que essa piranha quer com minha mãe e pai?! Vou matar essa vagabunda! – explodiu Marie.

– Calma Marie, também estou morrendo de raiva dela. – a acalmei – Tem mais, né...?

– Sim, tem. – continuou minha roomie – Ela vai reviver os pais, Kalona e Neferet.

– Não...

– Sim, Bru. E depois vai atacar toda a raça humana que ela tanto despreza. – apertei a mão do Jesse ao ouvir isso. Quando nós fossemos atrás dela, e tenho certeza que iríamos, não poderia levá-lo. De jeito nenhum.

– Depois ela vem atrás de nós, imagino. – disse Heaven. Mesmo sendo a Heaven, você não precisava ser nenhum gênio pra descobrir isso.

– A menos que nós fossemos atrás dela. – sussurrei mais para mim mesma.

– Estava esperando alguém sugerir isso. – Aparentemente o Kyouya me ouviu.

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Passaram-se pouco mais de meia hora, e já estávamos nos preparando para outra viagem, dessa vez de avião, não táxi. Estava quase na hora do embarque para a Itália, então peguei Jesse pelos ombros e o empurrei na parede.

– O que foi linda? – perguntou, pego de surpresa.

Fiquei encarando seus lindos olhos negros. Se eu não voltasse, o que seria dele? Não, o que seria de mim? Eu não conseguia me imaginar sem ele mais. Nós viramos um conjunto. "Compre uma Bruna e leve um Jesse de graça!"

O beijei. Demorei o tanto quanto pude. Eu não estava “saciada”, mas tinha que soltá-lo.

– Tchau amor. Até a volta. – forcei um sorriso.

– Como assim? – ele riu – Você pirou Bru? – e me beijou de novo. Ele não estava entendendo...

– Jesse... – falei me soltando – tenho que ir... e você não vai...

Mal terminei de dizê-lo isso e ele já estava furioso.

– Como que você se atreve a pensar que vou deixá-la para morrer em outra bosta de país?!

– M-mas Jesse, ninguém vai morrer.

– Heh, Bruna, eu sei o que essa mulher pode fazer. Eu já vi! Nem fudendo que deixo você largada na Itália com aquela louca querendo te matar!

– Jesse, você não vê? – eu comecei a chorar – Se você for, só a Deusa sabe as coisas que vão fazer com você se te pegarem!

Senti seus braços me envolverem e senti aquele cheiro delicioso dele, mas me contive.

– Bru, só porque sou humano não quer dizer que não agüento o que vier. Pelo contrário, vou agüentar só por sua causa. O simples fato de eu ser humano e ter coragem de ir enfrentar a Kassandra com vocês mostra o quanto te amo e te quero... para sempre! Eu faria qualquer coisa por você.

- Então fica... – choraminguei e ele riu.

– Menos isso minha linda. — pegou minha mão e entrou no avião.