Predestinadas
3 Evelyn
Notas iniciais
e da Bruuh~
Ás 2:30 da tarde o despertador, em cima da mesa de cabeceira do quarto que divido com Heaven, começou a tocar. Ainda morrendo de sono, virei para o lado e o desliguei da forma mais violenta que pude, o que mostra que eu nunca gostei de acordar cedo, mas na cama ao lado ouço a Heaven levantar e dizer:
– Evelyn acorda! Você vai se atrasar!
– Que droga! – respondi
– É eu sei que é uma droga, mas temos que fazer esses ridículos estágios então vamos se levante! – disse ela
Levantei da cama fui até a cômoda, vesti minha blusa azul favorita e minha terceira melhor calça jeans, fui ao banheiro, lavei o rosto e fiz tudo aquilo que se faz quando acorda e quando sai do banheiro Heaven estava em frente ao espelho vestindo uma medonha blusa verde e uma saia ainda mais feia.
– O que é isso? — perguntei
– Uniforme – respondeu ela – você teve sorte de não precisar usar um também.
– Ter que passar a tarde cuidando de três pestinhas não é bem o que eu chamaria de sorte.
– É, acho que você esta meio certa, aqui... – disse ela e me passou um cartão – este cartão tem o endereço do restaurante onde vou trabalhar caso você precise de mim.
– Obrigado Heaven – disse já saindo do quarto
Desci as escadas e fui para fora do dormitório das garotas continuei andando ate a entrada da escola onde um homem gordinho e ruivo estava.
– Evelyn Cole? – o homem perguntou
– Sim sou eu – respondi
– Meu nome e Justin Smith eu sou o jardineiro da casa onde você vai trabalhar e fui encarregado de vir buscá-la.
– Ah, claro! Obrigado – falei e o acompanhei ate uma picape verde.
Não prestei a mínima atenção no caminho que ele tomava e então ele parou em frente a uma simpática casa feita de tijolos vermelhos, a casa não era muito grande, mas parecia acolhedora.
– Você não parece muito empolgada em trabalhar aqui não é? – perguntou Justin, enquanto eu observava a casa como uma idiota.
– Não gosto muito de crianças – respondi.
– As crianças não são tão ruins assim, os gêmeos, Caroline e Collin, são meio briguentos mais o outro menino Henry é um doce.
– Mas provavelmente eles vão ficar com medo de mim, você sabe, pelo fato de eu ser uma novata.
– É talvez. Mas vamos ser otimistas certo? Bom vou levá-la até a cozinha, a Sra. Simon esta esperando por você.
Eu o acompanhei para dentro da casa e então até a cozinha onde uma mulher loira estava lendo o jornal, ela levantou o olhar de sua leitura e me viu então falou de um jeito simpático.
– Ah! Ai esta a vampira! Ótimo quero ter uma palavrinha com você!
Legal...para melhorar o meu dia a minha “patroa” é preconceituosa com vampiros!há anos esse medo dos humanos foi suspenso e se tornou apenas uma desconfiança mas era o suficiente para que os novatos e os vamps. Não precisem mais cobrir as marcas para sair na rua, mas ainda existiam pessoas com ódio mortal dos vampiros.
– Ah, eu vou deixar vocês sozinhas – disse Justin, assim que ele saiu a Sra. Simon começou a falar ou melhor me ameaçar.
– Olha aqui garota, o meu marido pode até confiar em gente como você mais eu não e lhe digo isso, se você machucar os meus filhos eu acabo com você! Entendeu?
– Não se preocupe Sra. Simon – eu disse me controlando para não começar a gritar com aquela ditadora – seus filhos estarão seguros comigo.
– Acho bom! Agora vá eles estão lá em cima no segundo quarto a direita.
Morrendo de raiva, subi as escadas pisando duro e entrei no quarto. Ok, quando abri aquela porta, imaginei que encontraria um quarto bem arrumado mas ao invés disso encontrei uma enorme bagunça, dois pirralhos de 4 anos brigando e outro esfregando a barriga de um enorme cachorro babão. “legal” pensei e então comecei a trabalhar.
Passei a tarde toda praticamente separando os dois mini-lutadores e arrumando todo o quarto quando eles disseram que era a hora da soneca. “Graças a Deusa” pensei enquanto colocava pijamas nos pestinhas e os colocava nas camas. Peguei um cd de canções de ninar e o coloquei para tocar em um aparelho se som no balcão e então depois de um tempo junto com as crianças eu adormeci.
Acordei com os gritos dos pestinhas que choravam no canto do quarto, quando me aproximei deles eu senti um cheiro estranho, um cheiro de fumaça.
– Ah não! – eu disse enquanto eu abria a porta do quarto e a fechava na mesma hora, a casa estava pegando fogo
– Temos que sair daqui – falei enquanto pensava como, a janela tinha grades de proteção então era impossível o único meio de sairmos seria atravessando o fogo ou esperar pela morte, então peguei as crianças e sai do quarto.
O fogo era muito forte mas conseguimos chegar até a sala de estar onde não havias mais brechas entre as chamas, não dava para sair e o fogo estava chegando até nós, eu empurrei as crianças para trás de mim fechei, os olhos e estendi as mãos diante do meu rosto e esperei e então...Nada, nada estava acontecendo, abri os olhos e vi que uma passagem estava bem diante de nos, eu mexi as mãos e o fogo acompanhou meus movimentos
– O que está acontecendo? – perguntou a garotinha Caroline em meio ao choro.
– Você esta fazendo isso? – perguntou Collin
– Eu não sei – respondi – eu não entendo.
Comecei a abrir passagem até chegarmos à porta,onde os bombeiros humanos já estavam lá. Assustada eu perguntei qual foi o motivo do incêndio e o bombeiro disse que alguém havia deixado o forno ligado e este explodiu. Então eu deixei as crianças com eles, tomei um taxi e voltei para a House of Night.
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