Preconceito
13 ...Te perde é meu castigo
Notas iniciais
Na hora! xD
Espero que gostem ^^
Estavam todos reunidos, ninguém queria que aquilo tivesse acontecido, mas como não teve melhoras lá estavam eles envolta da cama a onde o loiro estava deitado, todos esperavam as suas últimas palavras.
O loiro por sua vez, sorrira. Dino Cavallone sempre sorria não importava o motivo ou situação. E aquele seu belo sorriso aquecia os corações chorosos dos mais novos.
A pobre menina japonesa ali estava desamparada, pelo que ela sabia seu pai de verdade estava na Itália e o loiro estava morrendo, então novamente ela estava entregue a própria sorte. Sentada ao lado da cama do loiro ela ouvia todas as preocupações que ele lhe dava, ela queria chorar, mas Dino havia dito que não queria vê lágrimas enquanto ele partia.
– Tsuna — O loiro chamou o castanho que estava perto da janela — Diga ao Kyoya para ele se cuidar — Um sorriu triste se formou naquele rosto tão sorridente.
O Guardião do Céu Vongola não respondeu, apenas balançou com a cabeça dando um sinal de positivo para o que estava deitado. Aquela a séria uma missão difícil.
Gokudera não agüentando mais aquele clima pesado se retirou, o albino não estava em condições de ficar num lugar como aquele e ainda tinha que cuidar do Lambo, Guardião do Trovão, afinal o menor havia se trancado no banheiro para chorar já fazia uma hora.
O loiro olhou para o lado direito, a onde estava a cômoda com a fotografia de Hibari e um amuleto japonês de boa sorte, que ele havia ganhado da mãe do moreno quando ela esteve em sua casa. Sorriu saudoso, como queria vê Hibari mais uma vez, como ele queria dizer mais uma vez "Eu te amo”, ou apenas olhar mais uma única vez aqueles belos olhos negros como a noite. Mas não podia, uma pontada de arrependimento foi sentida em seu coração, "Se eu tivesse ficado lá e deixando o Tsuna cuidar disso eu poderia cuidar de você Kyoya”.
Uma lágrima rolou no rosto do loiro quando este fechou os olhos e o último pensamento que teve foi "Me desculpe, Kyoya”.
xxx
Cinco anos havia se passado desde a morte de Dino, as coisas já estavam um pouco melhores. Hibari já havia se acertado com seus pais, que ficaram muito felizes em saber que sua filha passava bem, Azumi havia sido aceita na máfia e na família Cavallone, os Vongolas ajudavam em muita coisa em relação à menina e ninguém ousava discordar sobre aquilo.
O boato que havia sido espalhado sobre Dino não poder ter filhos e Azumi ser irmã da amante de Dino havia colado muito bem. E por isso ela era reconhecida como herdeira Cavallone, o que agradou a todos.
Hibari ficou sabendo mais tarde que Sakura havia morrido em um acidente de carro algumas semanas depois da morte de seu amado. E Takahiro havia cometido "suicídio" por ter atirado em Dino, algo que ninguém da Vongola discordou.
Enquanto andava pela casa dos Cavallones muitas lembranças voltaram à mente dele, boas ou más, engraçadas ou tristes, todo o tempo que havia passado com seu amado tinha voltado para ele.
– Deseja alguma coisa senhor Hibari? – A empregada percebeu que o japonês andava pela casa e tentou ser prestativa.
– Não, eu estou bem — Dizendo isso o moreno continuou seu caminho, não queria vê ninguém naquele dia.
Mas o japonês se sentia sozinho sem o seu loiro com ele, mesmo estando parcialmente curado ele ainda tinha que tomar os remédios, mas ultimamente não estava mais agradando ele. Na verdade os remédios tinham perdido o efeito, coisa que Hibari nem ligava.
Era engraçado pensar que justo ele, aquele que não gostava de pessoas a sua volta, havia se pegado tanto a um simples herbívoro chato e atrapalhado. Mas Hibari não tinha mais para aonde fugir, ele tinha amado Dino, ainda o amava com toda a sua força e, nada que alguém dissesse ia mudar aquele fato. Ele havia se acostumado com o loiro entrando em sua casa, com as risadas altas e até mesmo com os tombos do outro.
Sorriu tímido ao lembrar-se disso, sentando-se embaixo da árvore de seu jardim pensando no outro. Tinha certeza que ia morrer, sabia que ia morrer, ele sentia isso.
Olhou para o belo Céu azul e lembrou-se do outro. "Será que ele também olhou para o céu?" sorriu com aquele pensamento, o loiro era tão fofo...
Hibari podia não admitir, mas sentia-se triste em saber que durante esses anos que eles passaram juntos havia sido um idiota. Sim, um idiota. Nunca havia dito ao loiro quanto o amava, como ele ficava belo sorrindo ou como ele gostava dos beijos e carícias do maior.
As lágrimas rolavam naturalmente por seu belo rosto, odiava demonstrar fraqueza, mas naquele momento não se importava com isso. Sentia falta do outro e não podia mais viver sem ele.
Sua doença já bem avançada não deixaria vê sua filha crescer, mas sabia que Tsuna e os outros iam cuidar bem dela. Azumi estaria segura perto daqueles "amigos".
E ele estava feliz por poder passar cinco anos com ela, já que com a pequena mentira que o jovem Vongola havia espalhado ele pôde criar a filha na Itália, já que ela era a herdeira Cavallone.
E então, sentado embaixo de uma árvore, num país estrangeiro, Hibari disse suas últimas palavras.
xxx
O corpo dele foi encontrado horas depois por uma empregada, que as prantos alertou os outros.
Em menos de uma semana já estava acontecendo o enterro do jovem Hibari Kyoya. Tsuna estava um caco, após cinco anos da morte de Dino recebe a notícia da morte de Hibari, ninguém estava mais inconsolável do que o chefe Vongola.
O enterro foi algo simples, já que todos sabiam o quão discreto era o moreno. Depois de todos os Vongolas irem embora Azumi deixou a flor de tsubaki em cima do túmulo dele, e partiu.
E as palavras do Guardião da Nuvem Vongola voaram ao vento, ninguém nunca entenderia seus sentimentos.
“Se pudéssemos renascer, eu te diria obrigado”
“ — Arigato, Dino-san...”
Notas finais
Antes que me matem ainda vem surpresas xDD
Beijos :3
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