Notas iniciais
Olá! ^^Sim mais uma fic dessa chata chamada Misuki Shu ^^'Espero que gostem, casal da vez D18!

– Seu verme imundo! — disse o homem de cabelos negros pela quinta vez naquela manha — Sua mãe devia ter abortado você! — em suas mão segurava uma vara longa de bambu.

Um menino branco de cabelos e olhos negros vestido apenas de um kimono azul com algumas partes rasgadas estava caído no chão, sua pele branca estava manchada de vermelho, graças ao sangue do mais novo. Tudo mostrava que aquela vara na mão do homem tinha batido nele. Aqueles gritos de nojo do homem eram tão altos que todos os outros moradores da casa ouviam escolhidos, todos morriam de medo do chefe da família. Uma bela mulher, que aparentava ter 30 anos chorava pelo jovem a quem dera a luz, não acreditava que aquilo estava acontecendo em sua família, ela queria abraçá-lo e levá-lo para algum lugar seguro, mas não poderia ir lá porque estava sendo segurada pelas empregadas da casa. Aquela confusão já durava mais de duas horas.



– Deixe meu filho em paz Takahiro! — disse um senhor que havia chegado naquela hora.



Todos viraram a cara para ver o senhor que tinha interrompido aquela humilhação. Em seu corpo a sua pele era o que mais chamava atenção, era tão branca que chegava a brilhar no kimono negro que ele vestia, os cabelos e olhos negros chegavam a dar um ar sedutor a ele.



– Querido — a mulher se soltou das empregadas e correu para perto do amado beijando sua boca de leve.



– Filho? Tu chamas isso de filho? — Takahiro lançou um olhar zangado para o outro que o havia interrompido.



– Pai? — o jovem machucado olhou para seu protetor.



– Você sabe o que esse troço fez? Você tem ideia do que ele causou? — Takahiro berrava e balançava a vara com bastante raiva.



– Eu sinto muito por isso — o mais velho olhou para o menino e depois para o outro — Por esse motivo ele será banido do clã e não poderá mais frequentar a nossa casa.



O menino que devia ter uns 17 anos ficou apavorado, nunca havia pensado que seu castigo fosse ser tão cruel, era mil vezes melhor ser açoitado do que aquilo. Seus olhos negros se encheram de lágrimas e sua boca tremia.

A mulher também entrou em choque, ela amava aquele menino e não queria deixá-lo ir mesmo com toda desonra que ele fez o nome da família passar, afinal aquele relacionamento era algo desonroso. Mas Takahiro não pensava nisso, mesmo sendo parente do menino odiava aquilo e por isso começou a gostar da ideia.

– Está bem — foi Takahiro que quebrou o pesado silêncio — Você tem três horas para juntar as suas coisas e sumir daqui.



– Está certo — o homem mais velho fez uma pequena referência, mas não encarou nem o menino nem a mulher.



Vendo que seu destino não ia mudar resolveu aceitá-lo, mas antes que conseguisse levantar a sua mãe interveio, ou melhor, ela tentou.



– Não! Como pode falar isso? Ele é nosso filho! Nosso filho! — A mulher berrava agora, batia no marido com os punhos fechados, mas não adiantava já que ela não possuía força suficiente para fazê-ló sentir dor, suas lágrimas só pioravam mais a situação.



O menino se levantou mancando, se culpava pelo desespero da mãe e sabia que se ele continuasse ali ele ia acabar machucado ainda mais ela. Foi para seu quarto e guardou as suas coisas na mala. Em menos de uma hora já tinha guardado tudo e já estava no portão da casa indo embora, havia uma sacolinha de dinheiro na sua mala, cortesia de Keyko a empregada mais amável da casa. Os berros de sua mãe ainda podiam ser ouvidos e ele tinha certeza que nunca ia esquecer disso.



Hibari acordou assustado. Ele estava ofegante e suas mãos tremiam levemente, havia tido um pesadelo, um terrível pesadelo. Seu peito branco estava descoberto e ele subia e descia de forma impressionante , ele estava nervoso. O loiro que dormia ao seu lado acordou e olhou para ele.



– Tudo bem Kyoya? — Dino ficou preocupado com o amante ao ver ele nervoso.



– Está Dino. — Hibari mentiu, não era do seu feito mentir, mas ele não gostava de ver aquela face preocupada na cara de Dino.



– Não minta para mim Kyoya — Dino se sentou na cama ficando ao de Hibari — Qual foi o problema?



Hibari ficou em silêncio pensando sobre o que ia falar, não adiantava mentir já que o loiro sabia quando ele mentia. Dino já estava desistindo de receber uma resposta quando ouviu a voz do moreno.



– Eu tive um pesadelo — disse depois de muito pensar se era certo contar aquilo para o loiro.



– É? E acontecia o que lá? — Dino sabia que aqueles eram raros momentos que Kyoya era amável para contar o que sentia, afinal demorou anos para conquistar a confiança plena do amado.



– Algo terrível — Hibari não olhou para Dino, não ia contar o seu pesadelo.



Dino respeitava aquele momento sombrio dele, afinal ele também era um mafioso então também tinha pesadelos. Foi então que olhou para um canto do quarto, o canto da TV e DvD e riu. Não acreditava que o seu Kyoya era tão fofo assim.



– Você teve pesadelo por causa do filme Kyoya? — disse com um sorriso brincalhão.



– Não pertube — Hibari se deitou na cama e se lembrou do filme.



– Há! Kyoya você é tão fofo — Dino sorria com aquilo.



O filme que eles tinham visto contava a história de Hiroki, um jovem que se apaixona por uma serviçal de queixa e vive um amor impossível em meios de guerras e mortes, era um filme triste e sombrio que mexia um pouco com as lendas do país, dando um ar de terror ao filme. Dino tinha alugado este filme achando que ia ser uma linda história de amor sendo na verdade um terrível e dramática história. Afinal ele nunca pensou que uma família ia fazer aquilo com o próprio membro.

Voltou a se deitar e abraçou o moreno, e assim dormiam abraçados.

xxx



O dia estava lindo, Hibird cantava a canção predileta do japonês que o italiano tinha aprendio, leia-se obrigado, a gostar. Dino tinha convencendo seu amado a ir com ele até o aeroporto, para despedir-se formalmente dele.

O céu azul mostrava que a viagem ia ser tranquila, o que aliviava ambos e também os subordinados do loiro, que tinham o maior cuidado com o chefe desastrado. Dino comia um delicioso sorvete de chocolate naquele momento.

– Tem certeza que não quer Kyoya? — Dino tentava, inutilmente, colocar o seu sorvete na boca do moreno.



– Não estou com fome idiota — era verdade, estar perto de pessoas acabava com o seu apetite.



O loiro riu de leve com aquilo e desistiu, pois sabia que o japonês não ia comer nada que lhe fosse oferecido naquele momento. Estavam indo para o portão de embarque, afinal Dino havia praticamente arrastado o japonês até ali. De repente Hibari gelou, nuca pensou em ver aquilo novamente. Seu coração doeu e seu punho se fechou em um soco, e Dino percebeu que seu amado estava estranho.



– Que foi Kyoya? Qual o problema? — olhou para o menor.



Porém Hibari não respondeu, não tinha forças para falar. Dino ficava cada vez mais preocupado, Kyoya parecia doente.



– A quanto tempo Kyo-chan — uma mulher se aproximou deles, ela usava um kimono rosa e sua pele, que mais parecia porcelana, tinha um contraste gritante com seus cabelos e olhos negros — Você está bem? — ela sorriu para Hibari e olhou enojada para Dino, havia certa dor e raiva no olhar, foi o que Dino percebeu.



Hibari recuou, ele estava mais pálido do que o normal, a sua boca estava branca e seus olhos demonstravam medo, coisa que assustou Dino, afinal o seu Kyoya não teve medo de nada, nem do Xanxus. Hibari fez uma coisa que ninguém ali pensava que ele ia fazer, ele fugiu! Saiu correndo o mais depressa possível para bem longe, deixando Dino para trás gritando seu nome e aquela mulher com o olhar frio no rosto o fitando de longe.

Dino viu o seu amado correndo e não acreditava naquilo, olhou para a mulher que se distanciava dele com um leve requebrar de cintura, o loiro se perguntava o que eles tinham, será um antigo caso? Afinal ela era bonita, mesmo parecendo ter 35/40 anos. Se já foram amantes por que Hibari iria fugir? Seria vergonha de contar a Dino que já tinha se relacionado com mulheres? O loiro não gostava de saber isso, mas ele não ia brigar com Hibari apenas por isso, afinal ele também tinha tido mulheres, embora preferisse o Kyoya.

– Kyo-chan? — repetiu perplexo o apelido que a mulher tinha dado a o seu Kyoya.

Notas finais
Sei que está estranho, mas não briguem comigo.Eu até gosto desse casal, mas nunca fiz nada deles então peguem leve ^^'Beijos