O castelo funcionava da seguinte maneira: Iria por cada porta um grupo de 6 pessoas . O lugar era imenso mesmo!

E todos os participantes iriam seguir um caminho diferente para a saída, um percurso de uma hora, mais ou menos . Com muitos sustos, quem chegava ao final dentro desse horario, ganhava um prêmio do parque! Chegamos bem na hora que ia começar e felizmente conseguimos duas entradas.

- Você vão ficar no portão A — disse o instrutor — Fiquem de mãos dadas até o final de percurso, só corram quando... Necessário — E deu uma risada maléfica .

- E se a gente se perder? — perguntou Bia.

- Vão ter que encarar o castelo, sozinhos. MWAHAHA.

- Hehe...

- Brincadeira, não tem como se perder.

Ela riu e olhou pra mim, eu estava admirando o castelo e depois percebi a nuvem maléfica que estava sobre o local.

- Caramba...

- Alê ?

- Oi, oi ?

- Ih, tá aonde menina?

- Foi mal... Sim, moço, que horas vai começar isso?

- Só estamos esperando mais duas pessoas.

- Ah... Tá, a gente vai ter que esperar aonde?

- Podem sentar nesses banquinhos aí.Fizemos o que o rapaz disse, e ficamos olhando o resto do povo.

- Vai ser legal!

- Também acho, e eu nem vou me assustar.-

Também não .

- Sei, tens medo de barata!

- Eu NÃO tenho medo de barata, tenho nojo, é bem diferente.

- Aham, sei .

Fiz bico e ela riu . De longe eu vi Leonnardo... MAS QUE MERDA, ESSE MOLEQUE ME PERSEGUE? ELE TÁ AFIM DE MORRER?

- Oi meninas — ele cumprimentou — Eu trouxe um primo meu. O Edu. Ele é meio tímido...

- Oi primo do Leonnardo — eu disse, o garoto baixou a cabeça. Awn, que bunitinho.

- Diz oi pra ela, menino.

Bia riu de leve, e o cara chamou a gente.

- Esses dois aí vão entrar ?

- Hã ? Ah ! Nós vamos sim...
Logo que entramos, com as mãos dadas, ficou: Dois rapazes na nossa frente, Bia e eu ficamos no meio e logo atrás , Leonnardo e o primo dele.

- Boa sorte. — Disse o instrutor, sumindo nas sombras.Ouvir a porta do castelo fechando não era o melhor som, mas tínhamos que continuar.Andamos e andamos, o silêncio era o unico som que ouvíamos, além da nossa respiração. Estava uma névoa densa e mal conseguíamos ver alguma coisa, estávamos grudados na parede.Até que o da frente disse:

- William, pára de me beliscar!

- Mas, Junior, eu não tô te beliscando !

Wtf ? Quando olhei pro lado, forçando um pouco a vista, pude ver coisas se movimentando.

- Mano, mas que merda é essa ?

- Que horror, são mãos !

- AAAAAAAAA.

Acho que foi o Junior que gritou. PUTA QUE PARIU! ME ASSUSTEI MAIS COM O GRITO DO MOLEQUE DO QUE ESSAS MÃOS!

Tentamos correr de mãos dadas, o que foi tenso, já que o caminho ainda estava um pouco estreito .

Chegamos até uma sala enorme, o piso era liso, e tinha várias cruzes desenhadas no chão. Olhamos para cima e o teto faze o estilo "capela de Cistina", só que, com desenhos diabolicamente feitos com ... Sangue ?

- Tá, e agora ? — perguntou Leonnardo. — Olhem pra frente.Haviam três portas negras, a do meio era a maior. Vamos ter que nos...?

- Mas, o instrutor havia nos dito que não era pra —

- Ah, foda-se o instrutor, vamos nos dividir. Bia e eu va-

- Não, não. Eu vou com a Alê, você já tá com o seu primo.O garotinho estava segurando o braço de Leonnardo. Que coisa mais fofa gente, isso me dá idéia pra uma fic mais tarde.

- Tão tá. Eu vou com o Junior, na porta da esquerda.

- Eu fico com a do meio — disse Leo — E vocês, meninas, com a direita, então.

- Feito.

- Mas, como faz pra gente se encontrar?

- Celular funciona aqui não ?

- É... Peguem aqui meu número.

Anotei o numero de todo mundo e fomos para nossas respectivas portas.Quando abri senti um cheiro comum em.. Hospitais, mas ainda estava bastante escuro. Havia somente uma luz esverdeada no fundo, e então entramos na sala.A porta fechou sozinha.

- Andando sem parar ?

- Não, pera, sempre tem algo pra nos assustar e...Luzes acenderam-se do nada, deixando a mostra 12 corpos, sendo seis em cada lado.Estavam todos cobertos com lençóis brancos, deixando só os pés a mostra. Um cena realmente pertubadora. E tem um relógio marcando exatamente... Dois minutos para as ... pera aí, meia noite?

- Sabe que eu tô com a impressão de que...

- Os corpos vão se levantar se a gente der mais um passo?

- Não exatamente, que eles vão levantar quando der "meia-noite" em ponto.

- Nossa, quanta originalidade.

- Né.

Silêncio, um minuto havia se passado.

- Ok, temos que ir logo.

- Ei, se eles nos pegarem, o que a gente faz ?

- Não vão nos pegar, eles não podem, são normas.

- E como faz pra ser desclassificado ?

- Hã?

- Tipo...

- Ah entendi ! Não, acho que a gente fica preso no castelo até consegui sair.

-...

- É brincadeira minha — ri baixo. — Então, vamos?

- Bora.

Dei o primeiro passo, nada aconteceu.

Mais dois e nada. Mesmo assim, a porta de saída me parecia bem longe.

- Droga.

Um dos corpos levantou e apontou pra gente, logo mais, os outros 11 corpos levantaram-se da cama e começaram a andar em nossa direção, como se fossem zumbis atraidos pela carne fresca. Bizarro.

- COOOOOOORRE.

Apesar de sermos bem mais rápidas que eles, estavam todos fazendo meio que uma barreira na porta.

- Será que pode bater neles ?- Sei lá, são só figurantes.O piso era liso o suficiente pra eu escorregar por debaixo da perna de um, e empurrá-lo para frente, fazendo o cair . Nisso, Bia pulou por cima dele e saímos da sala, correndo feito loucas.

- Isso...Foi...Tenso.

- O que será que vem agora ? — perguntei.

- Ai, sei lá. Acho que foi péssima idéia a gente ter se separado. Me sinto desprotegida.

- Ah, que isso, tem eu aqui pra te proteger.

- Atá.

Ela começou a rir ali, eu mandei ela ficar quieta.

- Vamos logo.Peguei a mão dela e andamos tá uma porta que parecia a saída.

- Mas, já acabou e...

Tinha uma imensidão de zumbis horríveis na porta. A gente fechou ela imediatamente e corremos para as escadas. Descemos e descemos, até uq paramos em outra situação.Era um lugar todo escuro, Bia soltou minha mão e eu escutei seus passos se distanciarem.

- Bia?

Silêncio total.

- Bia!

Saí correndo mas, aí eu tropecei em alguém, caindo em cima da criatura.

- Alê...?

Nossos rostos estavam tão próximos, mas tão próximos que eu sentia seu hálito fresco e o calor do seu rosto, eu já estava até sentindo o cheiro delicioso do gloss de cereja dela, só mais um pouco e eu teria beijado ela...Mas aí...Uma luz se acendeu, iluminando um rosto horrível e assustador, a coisa começou a correr atrás da gente, mas, tipo, não era exatamente atrás da gente, ela tava correndo em movimento retilineo, a gente que tava desesperada.

- AAA, ali, ali!

Apontei pra uma outra porta, entramos e fechamos. Pra nossa sorte... Era um quarto branco, com uma grande cama que parecia mais um mausoléu. E lá tinha uma mulher branca, vestida de branco e aparentemente morta. O lugar era bizarro, mas aí a iluminação ficou roxa e começou a tocar uma musica MUITO TENSA e a mulher pulou da cama na nossa direção. E olha só, as luzes ficavam piscando e aquela musica, e a situação confundia a nossa cabeça.

Corremos e corremos, abrimos outra porta e nos vemos num corredor largo, vazio, e sem assombrações. Só era escuro.

- Ali a porta que dá acesso pra fora daqui.

- Ainda bem que acabou.

Engano nosso. Escutamos serra elétrica ligando, e do nada, um Jason apareceu em nossa direção, apontando para gente a sua arma elétrica, e saímos corremos feito loucas lá. Daí, fomos a primeira a sair do castelo, ganhando o prêmio.

- Ei... Onde estão os meninos?O celular começou a tocar.

- BIIAAA SOCORRO, AAAA A GENTE TÁ NUM LUGAR CHEIO, CHEIO DE MONSTROS ME AJUDA E...

- Leonnardo?

- Seu amigo não está mais vivo. Mwahahaha!

-...

- Tô de brimks... de novo. Ele perdeu o tempo, e estão tirando ele de lá, apenas...

- Ah sim...

- E então?

- Então o que?

- O que aconteceu de legal lá dentro?

A gente quase se beijou, esse foi o mais legal.

- Do inicio ao fim foi puro terror — respondeu Bia, para o rapaz.

Acho que ela nem percebeu, nem sentiu nada, nem... Se quer imaginou, ou seilá, que a gente ia se beijar naquela hora.

- É...Eu tive que concordar.

Mas, caramba, bem que... Ah, deixa pra lá.

Notas finais
[:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.