Notas iniciais
Sendo gentil, essa tá longe de ser o meu melhor trabalho, mas eu realmente queria escrever alguma coisa pro aniversário da Hazel. A história só cobre O Filho de Netuno porque foi o único livro que eu tive tempo de reler e eu não queria errar nada.

Hazel Levesque nasce em um dia frio e chuvoso. Ela é um bebê excepcionalmente quieto, de grandes e tristes olhos dourados, como se soubesse o destino que a aguardava. Queen Marie segura sua filha nos braços e sorri, encantada. Ela não sabe ainda que passaria a odia-la, que passaria a considera-la uma maldição; por enquanto, ela segura sua filha nos braços e se sente como a mulher mais sortuda do mundo.

Hazel cresce cercada de magia, algumas reais e outras nem tanto. Ela tem 7 anos quando sua maldição começa a se manifestar — não é uma maldição ainda, não até os desastres começarem a acontecer. A clientela de sua mãe começa a diminuir e ela se torna irritadiça e rude. Hazel aprende a manter a cabeça baixa e a boca fechada mas isso nem sempre funciona. Mas nem tudo é horrível, ela costumava dizer a si mesma como um mantra; ela tem Sammy, que não a chama de bruxa, que não implica com ela pela cor de sua pele, que não joga garrafas nela quando ela passa, então nem tudo é horrível. Ela aprende a ser feliz em Nova Orleans mesmo com a maldição, com o desprezo e escárnio de sua mãe e da população, mas felicidade nunca dura muito quando ela está envolvida (nunca dura muito para heróis, especialmente para aqueles tão poderosos quanto ela)

Hazel e sua mãe se mudam para o Alasca, a terra além do controle dos deuses, e tudo vai por água abaixo. Ela morre com os braços de sua mãe ao seu redor, os pulmões cheios de petróleo e a consciência de que, por bem ou por mal, ela tinha feito sua parte

A pós vida é diferente do que ela pensava. Os Campos Asfóledes são infinitos — ela anda e anda mas nunca encontra sua mãe entre as almas. Ela não se ressente (você poderia ter sido uma heroína, os juízes disseram, mas Hazel sabe que suas ações não foram aquelas de uma heroína, apenas a de uma menina assustada), mas ela se lembra. Algumas vezes ela deseja esquecer.

Não há como saber quanto tempo se passou. Talvez anos, talvez segundos, talvez séculos (70 anos transcorreram enquanto Hazel estava morta, mas ela não sabe disso até mais tarde). Nico vem buscá-la e ela está viva de novo. Ela sempre quisera um irmão — alguém que a amasse não importa o que, que compartilhasse seus fardos. Ele é o irmão que ela desejava, mas ela não é a irmã que ele queria. Hazel o ama de qualquer maneira, com todo seu coração, porque Nico di Angelo é família e ele tinha a trazido de volta para a vida em mais jeitos do que apenas o literal. Ele a leva até o Acampamento Júpiter e ela tem uma casa, um lugar onde ela deveria se encaixar (a verdade é que ela nunca se encaixaria em lugar nenhum, ela pensa. mas ela vai, mais tarde). As coisas são diferentes agora — Hazel pode ir no banheiro que quiser, sentar-se no banco que quiser. Ela não precisa mais manter a cabeça baixa e a boca fechada mas o faz porque a cor de sua pele só era parte do problema (mesmo se fosse, as coisas não mudaram tanto assim).

Ela faz amigos, ganha sua tatuagem, conhece Frank e as coisas estão boas para uma filha de Plutão que deveria estar morta. Então Percy Jackson aparece e ela volta para o lugar onde morreu para lutar contra o gigante que ela ajudou a criar. É um tipo de justiça poética, ela imagina.

Ela sobrevive. Ela não tinha sobrevivido da última vez, mas sobrevive a essa e a todas as outras batalhas também. Último dia, o corvo tinha grasnado na noite que ela morreu pela primeira vez. Último dia, ele tinha dito novamente quando ela voltou para o Alasca. Mas Hazel Levesque já tinha passado por muitos últimos dias e passaria por muitos outros ao longo de sua vida.

Ela vive, e isso é o suficiente.

Notas finais
Isso nem começa a mostrar o quanto eu amo a Hazel, mas foi o que eu consegui em tão pouco tempo. Com sorte, ano que vem eu possa fazer alguma coisa um pouco melhor.

Feliz aniversário Hazel Levesque, meu bolinho

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!