Notas iniciais
Vocês merecem uma explicação, mas só lá no final... boa leitura!

Carlos

– Paulo, você vai ver TV sozinho hoje, vou na casa da Luiza.

– Ah, você tá brincando, à essa hora?

– É. A essa hora, para com a paranóia, eu fico com você o dia inteiro, todos os dias, preciso ver ela, to com saudade.

– Marica

– Você vai apanhar cara — estava me irritando então resolvi colocar um ponto final — eu vou, você fica, fim de papo!

– Você nem lembra mais que eu existo depois que começou a ficar com essa garota, ta ficando idiota — Paulo gritou — você esqueceu de tudo à sua volta!

– Para, chega! Tchau, vai se tratar e me deixa, droga! — sai e bati a porta. Fui andando até a casa da Luiza já que são só algumas quadras depois da minha. Cheguei lá e toquei a campainha, e lá estava ela, perfeita como sempre.

Luiza

Passou uma semana até eu poder vê-lo novamente, a noite havia sido maravilhosa, mas minha mãe teve uma viajem de emergência no serviço e eu fiquei responsável pela casa, me virei bem, mas a saudade do Carlos me doeu na alma.

No sábado, lá para as oito horas da noite, estávamos eu e o Pedro deitados no sofá assistindo Frozen, quando o filme terminou vi que Pedro havia pegado no sono, o peguei no colo e levei para a cama dele, quando estava fechando a porta do quarto ouvi a campainha e desci correndo para atender, e lá estava ele, um blazer marrom de couro, calça jeans azul escura, sorriso contagiante. Fui até o portão e o abri, ainda sem falar nada, ele me abraçou e beijou meu rosto.

– Ah amor, me desculpa vir a esta hora, mas se eu ficasse mais um segundo longe de você ia perder a cabeça. O Paulo quase me matou quando eu disse que viria aqui, mas, e você, está bem?

– Louca de saudade — eu disse o abraçando novamente — ta tudo bem, a Ju ta trancada no quarto e o Pedro dormiu, quer entrar? Tá frio aqui.

– Vamos, você está fria. — ele pegou a chave da minha mão e trancou o portão, subimos e sentamos no sofá, um olhou para o outro. Logo estávamos nos beijando.

Paulo

Carlos me deixou aqui sozinho para ir até lá, ficar com a namorada dele, cara, que mancada, que tipo de amigo é esse?

Saí na rua para esfriar a cabeça, tive uma recaída hoje e meu braço estava sangrando muito, andei até a praça que tem perto de casa e sentei em um balanço, ele tinha mesmo que me trocar por essa garota? Cara, estou parecendo um gay, que merda, a morte parece mais fácil. Puxei meu estilete do bolso e fitei a lâmina afiada me olhando de volta, fiz mais um corte, foi mais fundo do que desejado, gritei. Corri em direção à minha casa mas não consegui chegar lá. Uma luz forte me atingiu e desmaiei na hora.

Carlos

Trim, trim.

– Alô?

–Senhor Carlos?

– Eu mesmo, quem gostaria?

– Conheçe o senhos Paulo Michel?

– Sim, porque?

– Está internado aqui no Hospital Central, foi atropelado por um carro, o senhor poderia vir até aqui?

– Ai meu Deus! Estou a caminho.

Clic.

Notas finais
Bom, gostaria de pedir milhares e mais milhares de desculpas, mas essa fic estava me desanimando muito... pooorem, Paulo veio animar nossas vidas (ou acabar com elas muahuahua) mas voltei, e quero rewiews pleeaseeeee! Beijocas ♡♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.