Prazer, a estranha
1 O que é mesmo o amor?
Notas iniciais
Tantas pessoas falam sobre o amor, uns que o amor existe, outros que dizem que o amor é a maior piada, mas afinal, o amor existe? Creio que isso tá mais que comprovado, com certeza o amor existe, o amor está nos simples detalhes que às vezes não damos tanta importância. Naquele aperto de mão, naquele abraço apertado ou até mesmo naquele simples beijo na bochecha.
Há diversos tipos de amor, cada um sente de um jeito, uns em excesso, outros que não demostram. Ou por medo de se machucar, ou por medo de não o valorizarem. O amor é lindo, mas também machuca, se você nunca se machucou, desculpa, mas tenho que informar que você nunca amou verdadeiramente. Sim, o amor machuca mesmo, e dói, dói pra caramba! Não é atoa que há pessoas que estão sempre sofrendo por amor, talvez por não souber lidar, talvez por tá em falta a quem amar, ou até por não o valorizarem.
Tantas qualidades, como também há as consequências, talvez esse seja o amor, que a cada passo se modifica, que em cada ‘eu’ age de uma forma diferente, é ele que une as pessoas, como também pode ser ele quem as enfurece. Mas não se engane o amor não tem nada haver com o ódio, com a raiva, com a ganância, o amor, o amor mesmo, é puro, é bonito, e só sofre mesmo quem não sabe lidar, ou até mesmo quem sabe. O amor é assim, cheio de surpresas, cheio de expectativas. E olha, já vou avisando, ele não costuma bater na porta pra entrar, e quando entra meu caro, você vai se sentir nas nuvens, é como se saísse várias estrelinhas de você, suas pupilas serão trocadas por corações, seu ódio será trocado pelo o carinho, seu nervosismo será trocado pelas famosas borboletas no estômago.. Mas, infelizmente nem todos os amores terminam em histórias felizes!
~ imagine aqui uma música ~
Desde pequeninos sempre ouvimos falar sobre os grandes finais felizes que ocorriam nos contos de fada, e isso servia, ou serve apenas para alimentar as doces imaginações inocentes, diria assim, como eu. Doce, ingênua (sim, sou muito boba pras pessoas, digamos que sofro antecipadamente, risos), estranha (assim que sou conhecida), meiga, muito intuitiva, e também forte, ah! Mas forte mesmo, sou daquelas que aguentam o trampo, que quando a solidão bate na porta e chega pela noite, eu apenas fico ali em minha varanda, olhando pras estrelas e imaginando que sim, também há alguém no mesmo estado que eu, que mesmo com lágrimas escorrendo consigo pôr um sorriso no rosto, nem que seja de canto, ah! Obrigada imaginação. Não vou mentir, sinto falta, sinto falta de tudo, não tenho amigos, a não ser meus “colegas” que sempre me procuram em épocas de prova, sim, sou nerd. Gosto de séries, livros, filmes, cálculos (me chamam de louca por isso, mas ok), gosto de carinho, mas poxa, o que eu tenho que as pessoas não percebem isso? O que eu fiz? O que eu sou na verdade? O que eu tenho diferente na minha vida, na verdade, em mim mesmo que as pessoas não querem se tornar meus amigos? Foram questões como essa que sempre me perguntei durante os meus 16 anos de vida. As pessoas riem de mim, fazem graça, mas eu apenas sorrio e desconto em meu travesseiro, tadinho, pobre travesseiro. E não, eu não me corto, não seria burra o suficiente pra fazer isso, não que eu tenha amor próprio, na verdade mesmo é que eu ainda tenho coração, e nem que seja lá no fundo no fundo, sei que se eu não me amar ninguém fará isso por mim, a não ser minha mãe. Então vamos lá Milley Carter, você aguenta mais um pouquinho (repito isso todos os dias da minha vida quando acordo e me olho no espelho, então vamos lá, só mais um pouquinho!)
Fale com o autor