Pray for the world
2 Estimulo
Mavis fitou a amiga, pediu para a mesma levar a humana para um dos dormitórios. Sophie sorriu, arrastando Maya em direção à um cômodo pequeno, com um guarda-roupa de metal com portas de correr do lado direito da porta e uma cama de casal macia e confortável de frente para a porta. A morena caminhou a passos lento até o móvel, deitou-se e se encolheu. Pode-se ouvir a barriga da recém-chegada roncar após isso.
– Está com fome senhorita?
– Sim... — Ela disse timidamente.
– Venha, vamos comer! E há um banheiro nesta porta aqui se precisar usar! — A robô disse, olhando a jovem. — Eu fiz um bolo de morango, acho que vai querer.
A líder do grupo olhava tudo de longe, com um certo ciúmes do envolvimento entre ambas as moças. Ela as chamou, vendo que a humana devorava 3 pedaços de bolo ao mesmo tempo. A mais velha surpreendeu-se com tal ato da menor.
– Esfomeada você em Intrusa... – O brincalhão do grupo soltou uma de suas piadinhas.
– AUSTIN! Perdoe meu irmão, ele não sabe o que diz.
– Não tem problema... — Respondeu a morena. — Mas o que querem dizer com "está encarregada de criar outros humanos"?
– Ora, terá que reproduzir, entende? — Disse o inteligente.
– Desculpe... — Maya comentou, se levantando. — Mas ainda não tenho capacidade para isso, sabe, ainda não sou fértil.
Sophie, Mavis e Trent arregalaram os olhos. O que fariam? Teriam de esperar? Não havia tempo, o mundo poderia acabar. A menos que estimulassem a garota biologicamente. Austin apenas revirou os olhos, ficando de pé e sorrindo de canto, como se aquilo tivesse graça.
– Escutem, que tal tirarmos umas férias hein? — Começou o piadista. — Se o mundo acabar, beleza, morreremos e ficaremos quietos lá em cima.
– Você acha graça?! — Começou a de cabelos vermelhos. — Temos que salvar este mundo da tirania do Rei Elser e trazer os humanos de volta!
– Qualquer coisa estarei no meu quarto. — Disse o de cabelos vinho.
A maior suspirou, voltando ao seu trabalho. Maya estava perdida, não sabia o que fazer e apenas podia confiar naqueles robôs. Sua vida nunca fora fácil: Aos 3 anos foi expulsa de casa pela polícia e teve de viver com a mãe, o pai e o irmão mais novo nas ruas. Perdeu o pai primeiro por conta da fome, em seguida, o irmão mais novo de frio e a mãe pegara uma doença.
Sophie sorriu singelamente para ela, pegou no pulso da menina e a levou para uma área que era, aparentemente, o laboratório do local. A que possuía heterocromia disse para a outra se sentar na maca, iria lhe retirar um pouco de sangue para estudar a genética dela.
– Para que isso?
– Precisamos de mais humanos na Terra, temos que vencer a tirania e aplicar a justiça.
– Mas, para que tirar meu sangue?
– Precisamos estudar sua genética e quando ficará fértil.
A robô colocou o sangue no computador, havia todos os dados de Maya. A mesma só ficaria fértil 3 meses depois de fazer 15 anos. Demoraria um bocado, precisaria estimular seu corpo e seus hormônios para que isso ocorresse logo.
A de cicatriz não entendia nada, os pais não lhe explicaram nada, nem descobria em bibliotecas antigas com livros ainda de papel. A morena perguntou se já poderia ir e a outra assentiu. Ela saiu, indo para seu quarto tomar um banho.
Enquanto isso, Mavis tomava um café, tentando pensar melhor em sua vida. Desde pequena achava que encontraria um homem para amar, mas quando viu Sophie pela primeira vez, sentiu que era ela a escolhida para amar. Mas, uma garota? Isso lhe soava um pouco estranho. O inteligente do grupo sentou-se na mesa também, tomando um pouco de café também.
– Mavis, iremos encontrar outros?
– Humanos? É claro! É nosso dever salvar os outros, eu sinto isso!
– Certo, mas nós só encontramos uma menina infértil ainda, quer dizer, ela ainda não menstruou!
– Eu sei Trent, mas ela vai, isso é natural, em algumas demora em outras não.
Sophie não demorou para se juntar aos dois, mostrando o resultado do exame de sangue. Demoraria muito até ela tornar-se fértil. Ambos tiveram de se reunir, pensar em algo para estimular a garota a menstruar. Era estranho falar desta forma, mas era isso que teriam de fazer.
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