Pray For Love

23 Capítulo 22 - Three Little Birds


Notas iniciais
Estou atrasada na resposta dos reviews de novo T.T Obrigada por serem tão carinhosos e comentarem tanto, isso me deixa imensamente feliz, de verdade ;D Graças a vocês, essa fanfic vai terminar um número de reviews record pra mim, eu acho... Talvez não, não tenho certeza, mas pelo menos de recentemente, certamente é um record :3 Boa leitura! (Título: Três pequenos pássaros) ➢ Dia 27: Three Little Birds - Bob Marley

— Então, você sabe onde eles estão — começou Erza, cruzando os braços enquanto Virgo acenava positivamente com a cabeça. — E quem te mandou foi o Loki?

— Loki-sama é o único de nós espíritos que pode viajar livremente do nosso mundo para este — explicou polidamente, o semblante inexpressivo. — Ele usou a minha chave para me chamar também. Hime-sama corre grave perigo, e enquanto ele pretendia tentar salvá-la de dentro do esconderijo inimigo, quis que eu viesse guiá-los. Parece que não tem tanta confiança assim que será capaz de vencer, mas servirá ao menos como uma distração inicial.

— Isso não é bom... Podem querer matá-lo também! — pontuou Bisuka, franzindo as sobrancelhas verdes em preocupação pelo ruivo.

— Nós, espíritos, podemos voltar ao nosso mundo quando quisermos — informou Virgo, direcionando seus grandes olhos azuis para a mulher. — Isso não será um problema, mas ele pode fracassar em salvar a Hime-sama, e nesse caso os inimigos podem decidir terminar com a vida dela de uma vez.

— Romeo... — começou Macao, ao fundo do corredor, as sobrancelhas grisalhas contraídas em esperanças silenciosas. — Meu filho está vivo?

— Desconheço esta informação — confessou o espírito, inclinando um pouco a cabeça cordialmente. — Sinto muito. Mas Hime-sama está viva, isso posso sentir, já que caso contrário nosso contrato seria desfeito.

— Você tem certeza? A Lucy tá bem? — perguntou Happy, aproximando-se um pouco da empregada. Conhecera-a mais ou menos na mesma época que conhecera à Lucy, o que a tornava uma figura extremamente nostálgica.

— Não sei se está bem, mas viva com certeza — disse a empregada. Então, contrariando todas as suas atitudes de indiferença, agachou-se e fez um carinho na cabeça azul do gato, soltando um suspiro. — Se nos apressarmos, talvez possamos salvá-la antes que aconteça algo com ela.

— Então vamos! — exclamou Cana, pela primeira vez falando desde que cumprimentou todos ao chegar.

Ao ver de Natsu, ela devia estar se sentindo meio deslocada depois de chegar em uma situação tão tensa. Levy trancada num quarto com Wendy, Lisanna e Mirajane, provavelmente entre a vida e a morte — dela e do bebê —, Gajeel andando de um lado para o outro impaciente, Lucy e Romeo desaparecidos e com grandes chances de estarem mortos ou morrerem durante as próximas horas, todos extremamente quietos e reservados, até Natsu e Gray, sempre tão escandalosos.

Nem Juvia estava tentando fazer qualquer movimento em direção ao amado para consolá-lo.

— Temos que ir — concordou Erza, seus longos cabelos vermelhos balançando de um lado para o outro enquanto lançava aos companheiros um olhar encorajador. — Temos que ir salvá-los! É nosso dever como Fairy Tail.

— Podemos ir agora... — começou uma voz vinda da dobra do corredor. Virgo fechou os olhos, como se já esperasse por isso, enquanto todos os outros observavam boquiabertos à figura pequena surgindo sob as luzes esbranquiçadas, que tornavam suas roupas surradas e suas rugas um pouco mais visíveis. — No entanto, não acho que seja uma boa ideia.

~*~

Lucy e Romeo estremeceram quando, de repente, a porta ao fundo da sala, a qual os dois haviam deliberadamente ignorado desde que a conversa morrera havia pelo menos duas horas, foi aberta. Através dela, um rapaz vestido em um terno, agora surrado, rasgado e sujo, foi jogado, o corpo amarrado fortemente por algumas cordas grossas, mais grossas que as que prendiam a loira.

A Heartfillia prendeu a respiração ao reconhecer os cabelos alaranjados. Quis ir até ele, tocar seu rosto, perguntar se estava tudo bem, no entanto, tudo o que seu corpo fez foi se contorcer contra a barreira física que a impedia de se mover.

— Loki! — chamou, inutilmente enterrando seu rosto contra o piso branco.

Os olhos negros de Romeo seguiam confusos de sua figura caída para o membro da Fairy Tail e então de volta para ela. Parecia querer dizer algo, mas a loira sinceramente não se importava naquele momento.

— Ei, Lucy — cumprimentou o espírito de leão, a voz com um leve toque de dor, mesmo que estivesse tentando soar brincalhão. — Parece que a minha tentativa de herói de armadura brilhante não deu muito certo.

A maga estelar traçou com os olhos o caminho de machucados no rosto dele quando o virou para poder vê-la. Loki sempre tivera tanto orgulho de sua aparência atrativa... Agora tinha uma bochecha inchada, um nariz sangrando e alguns cortes na testa, destruindo sua figura impecável. Deu a ele um sorriso triste, tentando conter o impulso de chorar que vinha novamente com força total.

— Você não usa uma armadura, seu bobo — brincou, deixando o queixo se apoiar contra o piso frio enquanto tentava se acalmar. — O que está fazendo aqui?

— Eu vim. Posso atravessar o portão sem a sua permissão, lembra? — explicou, parecendo se contorcer um pouco, tentando inutilmente se livrar das cordas que a loira já sabia que não ia sair de jeito algum.

— Como eu lembro. Você me traiu bem na prova de classe S, lembra? — reiterou, rindo um pouco. Seu hálito quente fez embaçou o piso ao lado de sua face.

— Você não estava concorrendo, então é perdoável — se defendeu o ruivo, continuando a se contorcer.

Lucy estava preparada para dizer a ele que era uma má ideia e não daria certo quando, por algum motivo, as cordas ao redor de seus pulsos afrouxaram. Ele afastou as mãos, deixando o objeto cair no chão frio agora como uma inofensiva corda cortada ao meio, e não como o inimigo particularmente difícil como a loira a estava tratando.

Observou boquiaberta quando ele retirou uma faca de punho dourado da manga. Usando uma das mãos, posicionou-se sentado e começou a trabalhar na destruição das cordas que prendiam seus pés.

— C-como... — começou, mas foi interrompida:

— Eles vão vir aqui atrás de vocês, a Fairy Tail. Virgo foi avisá-los e conseguiu sair sem ser notada. Pelo que pude observar, eles estão montando algumas estratégias e armadilhas para o pessoal — explicou, jogando suas cordas para longe. Levantou-se com sucesso, arrumando os punhos rasgados de seu turno e batendo na sujeira para limpá-lo. — Natsu e os outros provavelmente vão esperar até de noite ou mais tarde pra vir aqui, assim vão pegá-los de surpresa. Enquanto isso, vocês tem que ser bonzinhos e aparentar que estão presos e indefesos.

Dizendo isso, seguiu até a loira, se abaixando e aproveitando sua posição de bruços para cortar as cordas que a prendiam com cuidado. Lucy virou o rosto, os cabelos esvoaçando um pouco ao redor de seu pescoço frio, para olhá-lo de perto.

— Se temos que fingir, por que você está cortando as cordas?

— Lucy, querida, já é de noite — explicou, dando um sorriso reconfortante para ela, mesmo que seu lábio estivesse cortado e sangrando, o que a fez estremecer. — Já é hora de vocês dois saírem dessa jaula.

— Não é uma jaula... — discordou Romeo, a voz meio chorosa. Lucy direcionou o olhar para ele, acompanhada do espírito de agosto, que inclinou a cabeça de modo atencioso. — Isso aqui é o inferno... — terminou, a cabeça baixa.

Por um momento, Lucy sentiu o coração apertar. Quanto medo aquele pequeno garoto não devia ter sentido preso lá por dias, provavelmente recebendo uma péssima alimentação e passando necessidades básicas?

— Está tudo bem, Romeo. Você vai pra casa — assegurou, dando o sorriso mais confiante que conseguia antes de ver-se livre das cordas e correr para o lado do garoto, agachando-se e bagunçando seus cabelos enquanto Loki trabalhava em libertá-lo também.

— Então... O que temos que fazer? — perguntou o moreno, tão logo conseguiu se sentar ereto, recebendo um abraço apertado da loira enquanto o fazia. Por cima de seu ombro, Lucy também olhou para o ruivo, que os observou seriamente, balançando a faca numa das mãos.

— Fairy Tail vai começar a atacar a qualquer momento, então é bom vocês saírem daqui antes, caso contrário podem ser usados como reféns. Por isso estou aqui, na verdade — comentou, passando a mão livre pelos cabelos. — Eu queria ajudá-los mais, mas o meu poder mágico está acabando e vou ter que voltar ao mundo dos espíritos agora — confessou, franzindo os lábios, como se quisesse poder evitar essa parte do discurso. — Preciso que vocês saiam daqui o mais rápido possível.

— E como nós devíamos fazer isso? Deve ter gente vigiando lá fora. — Romeo esfregou os pulsos vermelhos após tanto tempo presos. Parecia sujo, casando e incomodado, mas de algum modo, Lucy sabia que ele faria o necessário para que saíssem de lá vivos.

— Preciso pegar minhas chaves de volta também — acrescentou, ao que Loki acenou com a cabeça.

— Não se preocupe com as chaves, você pode pegá-las depois — disse, apontando um dedo para ela. Então mudou a direção e mirou em Romeo. — Vocês vão sair pela ventilação.

— A que eu não vou alcançar nem subindo na Lucy-nee? — ironizou o garoto, apontando para o gradeado da ventilação no teto de três metros do cômodo. A Heartfillia levantou a cabeça para observar o achado: nem havia dado atenção à presença do túbulo de ventilação, mas claro que ele era importante, uma vez que não havia nenhuma janela naquela saleta.

— Por isso estou aqui, espertinho. — Loki deu uma pequena risada cansada e estendeu uma mão para o moreno, a qual ele tomou para ser erguido. Logo após, a palma suada foi oferecida à Lucy, que a tocou suavemente, sentindo suas peles se moldarem antes de ser puxada para cima, equilibrando-se em seus saltos pretos.

O espírito de leão agachou-se, permitindo que Romeo se equilibrasse sobre seus ombros e quando segurava firmemente as canelas do garoto, se levantou. Faltava meio metro para que a cabeça do garoto tocasse o teto, espaço que ele cortou com os braços, acendendo uma chama com a mão e colocando-a contra o gradeado branco, começando a derreter as barras.

— Cuidado para não derrubar esse metal quente aqui, hein — avisou o ruivo, ao que Romeo aquiesceu antes de terminar seu trabalho silenciosamente. Quando o espaço era grande o bastante para que ele e a loira passassem, usou as mãos para rapidamente se puxar para cima, para dentro da ventilação.

Assim que seus pés desapareceram no buraco escuro, Lucy começou a escutar barulhos altos vindos do lado de fora. Estendeu uma mão e agarrou a manga de Loki, os olhos arregalados perguntando silenciosamente aos dele o que estava acontecendo. O espírito simplesmente balançou a cabeça, dizendo a ela que não se preocupasse com nada, mas antes de deixá-la subir em seus ombros para sair, levantou a faca com o cabo dourado virado para a maga.

— Por precaução — murmurou, o olhar preocupado. — Aquelas cordas tinham alguma propriedade que drena e impede o uso de magia, nem sei de onde Romeo conseguiu a que usou pra abrir o teto — explicou, ignorando a hesitação da garota e segurando seu pulso para colocar a arma em sua mão trêmula. — E você está sem as chaves e sem o chicote.

Escorregou os dedos até o antebraço dela, e então às costas, dando à garota um abraço carinhoso. Seu rosto estava no pescoço dela antes que percebesse, e tudo o que Lucy conseguiu fazer foi ficar parada enquanto ele murmurava contra sua pele:

— Por favor, tome cuidado, todos estão preocupados com você...

Soltou-a rápido, colocando as mãos em seus ombros e dando uma risada envergonhada, o rosto ainda machucado agora um pouco corado.

— Você se preocupa demais — brincou Lucy após alguns segundos. Era seu amigo, afinal, e podia entender perfeitamente as motivações dele: se sentira do mesmo jeito em relação à Romeo. Na Fairy Tail, todos eram uma grande família.

— Não seja boba, se algo acontecer com você, o Natsu me mata — informou, acenando com a cabeça para indicar a convicção em suas palavras. — Se é que ele já não matou alguém. Tenho certeza que já deve ter arrancado tanto cabelo agora que deve estar careca.

— Não exagera — repreendeu. Olhou para os ombros dele por um instante, então se abaixou e arrancou seus saltos, jogando-os para o lado. Seria difícil escalar sobre o espírito e depois se esgueirar pela ventilação. — Tenho certeza que ele está sendo civilizado, essa é a especialidade dele.

— Tão civilizado quanto um dragão consegue ser — zombou Loki, abaixando-se para permitir que a garota subisse nele. Lucy colocou a faca recebida no cinto, tomando cuidado com a ponta afiada, e subiu no amigo, alcançando a ventilação os dedos e içando o próprio corpo para dentro.

Tão logo estava no escuro, atrás de Romeo, que tentava iluminar o tubo com uma chama discreta, ouvi um “puf” indicando que Loki havia retornado ao mundo dos espíritos. Estava um pouco aliviada que o rapaz não iria se envolver na batalha: parecia realmente cansado e com dor, algum tempo de descanso faria milagres a ele.

— Lucy-nee? Tudo bem? Podemos ir? — perguntou Romeo, virando o rosto sujo para a garota, que assentiu com a cabeça antes que continuassem pelo corredor fino.

Pareceu demorar um tempo infinitamente longo, a viagem de engatinhar dos dois. Subiam, às vezes desciam, Romeo guiando o caminho com sua luz fraca. O garoto havia tido a inteligente idéia de seguir contra o fluxo do vento — afinal, o ar viria do exterior, que era provavelmente onde o motor da ventilação se encontrava.

Ou esperavam que fosse.

Surpreendentemente, após algum tempo, encontraram o final do caminho. O motor trabalhava calmamente, balançando os cabelos do par. Provavelmente acima havia a saída, mas quando Romeo derreteu o teto do túbulo, havia uma parede maciça de concreto.

— Não tenho poder pra quebrar isso agora — praguejou o garoto, balançando a mão para apagar o fogo. Continuou murmurando coisas para si mesmo antes de Lucy interromper:

— Vamos por baixo então. Estamos no andar da saída, com certeza — intuiu, dando batidinhas leves no metal da ventilação para enfatizar suas palavras.

Romeo pareceu assentir com a cabeça, mas de sua posição a loira não podia ter certeza. Alguns segundos depois, ele pulou por um buraco recém-aberto no metal. Engatinhou até a ponta, olhando-o de baixo e avaliando a altura antes de se contorcer para virar de posição e cair de pé — afinal, ela não era nenhuma acrobata como seus amigos, que faziam qualquer movimento louco no ar (alguns até voavam!).

Aterrissou sobre os pés duros e seus joelhos cederam com o impacto, fazendo-a cair sentada no chão.

— Lucy-nee! — Alarmou-se o moreno, parando ao lado dela em um segundo e se inclinando para ver o rosto da maga melhor. — Tudo bem?

Então parou e encarou o outro lado da sala com os olhos arregalados.

Lucy franziu a testa, esfregando o traseiro com uma mão enquanto virava o olhar na direção que o garoto fitava, aproveitando para averiguar seus arredores. Encontravam-se num corredor de paredes brancas meio acinzentadas devido à iluminação precária. Da ponta do corredor para a qual o menino olhava, podia perceber três silhuetas voadoras se aproximando rápido com a ajuda de asas brancas.

Pareciam três pequenos pássaros, mas não era muito difícil adivinhar exatamente quem eram.

— Happy! — exclamou, assim que o gato estava perto o bastante para poder olhá-lo nos olhos inchados e lacrimejantes.

— Lucy! — gritou o gato, jogando-se no peito da garota, fazendo-a cair de costas em sua posição sentada, seus cabelos se esparramando no chão a seu redor.

A Heartfillia riu, passando os braços carinhosamente ao redor do corpo pequeno do gato, sentindo seu pêlo macio contra a pele. Abaixou o rosto, esmagando sua bochecha contra a cabeça do amigo e sentindo algumas lágrimas quentes alcançarem seus olhos pela terceira ou quarta vez naquele dia, não sabia ao certo.

— Você tá viva, Lucy! — afirmou o óbvio, o rosto enterrado contra a pele da loira, suas lágrimas molhando a roupa surrada que ela vestia. Mas nenhum dos dois se importava com isso, nem com os olhares agradavelmente condescendentes que Romeo, Charle e Lily deram a eles até que finalmente se separassem.

— Claro que estou viva — falou, limpando o rastro de lágrimas dos olhos rapidamente, sentindo a cabeça doer de tanta choradeira num mesmo dia. Ergueu-se sobre os pés nus, segurando o gato no colo por falta de vontade de soltá-lo, e Happy pareceu mais do que feliz em apenas se aninhar contra seus seios e observar os amigos de cima.

— Ok, podemos ir agora? Cumprimos nossa parte — resmungou Charle, dando uma risada, como se estivesse tentando conter os sentimentos que pareciam querer aflorar em suas palavras.

— O que vocês estão fazendo aqui? — perguntou a loira, ouvindo o barulho de sua pele tocando o piso frio a cada passo que dava, torcendo para não haver nada como cacos de vidro pelo caminho. — Vocês não estão lutando, estão?

— Ainda não — assentiu Lily, a voz grossa ecoando pelo corredor vazio, preenchido com os sons baixos da batalha que devia estar acontecendo em outras salas do andar. — Nós fomos mandados para encontrá-los, estávamos procurando vocês.

— Pra dizer que vai ficar tudo bem — murmurou Happy, as pequenas patas ao redor do pescoço da maga estelar e modo reconfortante. — Pra também termos certeza que não tem nada pra se preocupar agora. Vai ficar tudo bem.

— Aham, claro — zombou a loira, virando a dobra do corredor no encalço dos gatos. — Diga isso quando estivermos sãos e salvos no hotel novamente.

— Claro, eu vou dizer isso de novo quando a gente conhecer o bebê da Levy — concordou, mudando de posição para poder observar o caminho. Lucy tossiu, pega de surpresa, e quase perdeu o passo por um instante.

— O-o bebê da Levy-chan? Levy-chan está...

Mas não teve tempo de terminar, porque pode focalizou novamente o caminho à frente a tempo de ver o motivo pelo qual Charle havia acabado de gritar. Um homem grande, com pelo menos um metro e noventa, segurando um machado grande que emanava poder mágico havia surgido de um salão ao final do grande corredor.

Ele abaixou o machado, tentando machucar a gata tão logo a percebeu. Ela foi mais rápida, no entanto, desviando de seu caminho e caindo para trás, tropeçando e rolando no chão, já que estava sem as asas.

— Charle! — chamou Happy, ativando seu poder mais do que rapidamente sumindo dos braços da loira em segundos. Lily tomou sua forma grande, preparado para enfrentar o homem, que pareceu achar Lucy e Romeo mais interessante, por outro lado, ao pular na direção do garoto moreno e preparar a arma.

Não havia como Romeo impedir aquilo! O cérebro de Lucy gritou contra todos os seus receios, seus ouvidos pareciam tampados para qualquer som externo enquanto observava o garoto converter a pouca magia que tinha numa pequena chama alaranjada na palma da mão direita.

Não ia dar, não ia dar!

Pulou para frente, sem medir quaisquer consequências.

~*~

— A resposta de todas as suas perguntas está lá dentro — respondeu Makarov, indicando com a cabeça o prédio pequeno, escondido em meio a todos os outros. Parecia inofensivo, na verdade, e as poucas janelas visíveis não emanavam qualquer luz, embora já estivesse escurecendo do lado de fora. — Cobweb, hm. Bem a cara do nome, se esconder e esperar para pegar as presas quando elas menos esperam.

— Isso não importa — rosnou Natsu, a mão já em chamas ao lado do corpo. Não podia ver nada lá dentro, mas que fosse tudo para o inferno, Lucy e Romeo estavam lá dentro esperando por sua ajuda, e ele já havia esgotado sua paciência aguardando o maldito dia escurecer.

E que ninguém perguntasse por que isso era tão necessário, porque normalmente já não era bom em entender coisas complexas demais, muito menos quando estava uma pilha de nervos daquele jeito. O mestre apenas baixou a cabeça, soltando um suspiro baixo, e provavelmente algo como “essas são minhas crianças” devia estar passando por sua cabeça.

Mas isso não fazia diferença, de qualquer jeito.

Eles iam entrar lá e trazer Lucy de volta e dessa vez ele definitivamente não ia deixar qualquer um tirá-la do seu alcance!

Notas finais
Essa música... Me deu um pouquinho de dor de cabeça. Primeiro porque, venhamos e convenhamos, não gosto dela. Nada contra quem gosta, claro, mas quando vi ela na lista de música do desafio, já fiz careta kkkkkk. Me sinto uma criança mimada reclamando. Foi, então, um desafio pra mim ouvir a música e ler a letra e fazer o capítulo, que, como vocês devem ter percebido, praticamente não tem nada de "don't worry, be happy" kkkkkk. Ok, tem Happy, e ele diz pra ninguém se preocupar, serve? kkkkkkk (trocadilho fails) Estou meio chateada que isso vai acabar hoje (bem, do jeito que ando, provavelmente amanhã? kkkkkkk). Estou adorando isso aqui e um mês foi tão pouco pra conviver com vocês, seus leitores lindos... Sempre me apego aos meus leitores de algum modo, talvez não pareça, mas eu lembro de vocês quando leio os comentários, reconheço os leitores novos, e sempre me deixam todos tão feliz :) Quando isso aqui terminar, eu espero sinceramente que a gente possa se encontrar em outros projetos! (vocês gostam de Jerza e GaLe? Porque estou planejando fics desses casais kkkkkkk). De qualquer jeito, obrigada a todos, todos que estão lendo, sem exceção, por estarem aqui n.n Beijitinhooooooooooos PS: Partindo para a longa e agradável viagem de responder reviews aqui ;D PS²: Pra quem não sabe, Cobweb significa teia de aranha em inglês. Vou explicar o porquê desse nome no capítulo seguinte, mas quem quiser pode dar palpite kkkkkkkk o/