Todos estavam abismados e sem nenhuma palavra e reação, duas feras enormes latindo e atacando estavam lá. Magali chorava e gritava como um bebê, Marina estava para desmaiar, Franja não conseguia acreditar no que via, Cascão andava para trás, como os outros cães e Mônica, a líder da turma não conseguia se mover estava paralisada no tempo, sem nenhuma palavra, sem reação alguma.

— Agarrem-nos! Não deixem escapar! Essas feras irão... — Dizia Watson abismado também, enquanto Floquinho e Bidu corriam desnorteados para a mata, até que Watson atirou vários tranquilizantes, tudo em vão. — São... Uma ameaça à todos e... Eu deixei... Você! É tudo culpa sua!

( Cebola ) — Hã, mas eu...

( Watson ) — Que direito você tem de invadir, fingir ser outra pessoa, liberar essas feras? Ah, garoto... Seus pais estarão muito, muito encrencados!

( Cebola ) — Não são feras!Aquilo é meu e só meu cachorro! Não importa o estado em que esteja você é que não tem direito de capturá-lo e fazer sei lá o que!

( Watson ) — Seu cachorro é uma ameaça à sociedade... Precisa de análises, de estudos e de ser trancado, preso, sacrificado para nunca mais ameaçar ninguém!

( Franja ) — Hey! Era meu cachorro também! Não representa ameaça, isso nunca aconteceu!

( Watson ) — Por isso precisávamos dele, precisávamos estudá-lo, ver quais eram as causas... Mas isso nunca será possível, agora que eles fugiram e por culpa de vocês!

( Franja ) — A coleira do Bidu ainda tem GPS... Podemos aju...

( Renato ) — Ajudar? Creio que já ajudaram o bastante

( Zé Esquecido ) — Cara... Que coisa! Ainda bem que chegamos atrasados... Estão levando o maior sermão...

( Watson ) — Vocês são crianças... Apenas crianças! Agora vão fazer o que deveriam ter feito para evitar isso... Vão cuidar de seus e só seus assuntos.

( Cascão ) — Crianças? E aquele papo de “Eles cresceram e estão dife...” Ai !

( Mônica ) — Cascão! Agora não!

( Cebola ) — Estamos cuidando de nossos assuntos, talvez você não entenda, mas cães são nossas mascotes... Queremos protegê-los, queremos tê-los por perto... Queremos eles de volta... E não desistiremos, por mais difícil que seja!

Watson gelou ao ouvir isso... Ele já tinha perdido, há muito tempo, alguém especial e aquilo fez com que sua pose de autoritário desmoronasse.

( Watson ) — Vão... Apenas vão embora daqui!

E todos se foram, não adiantava mesmo ficar discutindo, todos foram para suas casas e Watson deu uma folga para os funcionários, que estavam arrasados.

( Raide ) — Cara! Dá pra acreditar nisso?

( Lorenzo ) — Né? Ele dando uma folga é a coisa mais estranha!

( Raide ) — Folga? Eu estou referindo-me à fuga dos cães

( Lorenzo ) — Pra falar a verdade... Até que eu estou mais feliz... Aqueles cães me assustavam. Foi só esquisito o jeito que tudo aconteceu...

( Raide ) — Sem dúvidas! Quem diria que aqueles monstros teriam donos

( Lorenzo ) — Eu fiquei com a maior pena deles... Afinal, já tive um bichinho, é duro quando ele parte. Mas se eram cães... Como foi que se transformaram?

( Raide ) — É o que pretendo descobrir...

( Lorenzo ) — Como é que vai fazer isso?

( Raide ) — Ainda não sei... Talvez seja melhor deixar eles capturarem.

( Lorenzo ) — Ah... Mas é melhor que lhes capturem logo! Ou vamos ver várias reportagens sobre “cães-monstros aterrorizam a cidade”

( Raide ) — O garoto falou alguma coisa sobre ter GPS na coleira do cão... Talvez dê pra rastrear

( Lorenzo ) — Se a gente soubesse onde encontrá-lo, talvez...

( Raide ) — E, além disso... O outro cachorrinho que estava em sono mesmo antes do calmante... Ele parecia um cachorro normal... Depois de certo tempo ele ficou assim, será que foi por causa do outro ? Será que é uma praga ou epidemia?

( Lorenzo ) — Melhor nem pensar nisso! Vou pra casa... Já está ficando tarde...

( Raide ) — Eu também... Estou bem impressionado com o que aconteceu hoje. Preciso mesmo descansar...

( Lorenzo ) — Até mais!

( Raide ) — Até mais!

A hora de dormir já estava chegando e Cebola não conseguia parar de pensar em Floquinho...

( Cebola ) — E agola? Quer dizer... Agora? Meu cachorro está mesmo um... Monstro! Cheio de patas e. Isso é terrível! E ele me atacou, nem sequer me reconheceu! Isso me faz lembrar de uma vez que o Franja inventou a máquina que deixava os cães prestativos, como cavalheiros... Quase perdi o Floquinho, e Ele perdeu o controle sobre si... — Cebola parou para pensar em quantas vezes quase perdeu Floquinho, mas ainda sim, conseguiu capturá-lo, que os dois conseguiram no fim, ficarem, enfim juntos. — Teve aquela vez que um E.T quis levar ele embora de mim! Justo no natal! Achavam que ele era o Murano...E teve também aquela que eu reuni a turma para acharmos ele ( Laços )... Depois de tanta coisa! Nada de desanimar agora! Eu vou dar um jeito de conseguir Floquinho! Nem que tenha que enfrentar aquele Watson.

Com Franja a situação não era muito diferente

( Franja ) — Hum... Encontrei! Mas que estranho, não está em movimento... Porque será que pararam?

— Filho, vai dormir!

— Já vai, mãe! Uaaah! Amanhã vou ver se acho um jeito de encontrar depois do trabalho... Agora é hora de dormir...