Notas iniciais
Olá a todos.
Esta é a primeira fic que posto sobre o anime Naruto embora tenha sido uma das primeiras que escrevi.
Ela está sendo postada graças a duas grandes amigas que embora não conheçam o anime realmente se encataram com a história e me incentivaram a postar e por isso, dedico esta história a elas:
- Mari minha amorzinha, a você com muito carinho por ser uma grande amiga e me apoiar em todos os momentos;
- Sion Neblina minha DIVA, meu muito obrigada por ser minha amiga, minha mentora e agora minha BETA. Esta postagem só está sendo possível graças a sua generosidade em me ceder um pouco de seu tempo, para que esta história fique perfeita!
- A Maru minha amora que foi a primeira pessoa a ler esta história e que independente da idéia que surja em minha cabeça, está sempre disposta a ouví-la e me acompanha na criação de praticamente todos os capítulos!
Amos vocês meninas! Muito obrigada por fazerem parte de minha vida e me aceitarem na de vocês!
Boa leitura a todos.
Lothus

Notas BETA: Bem, eu me arrisquei a escrever essas notas iniciais por ter tido o prazer de ajudar, muito pouco sim, mas mesmo assim ajudar na construção dessa obra de arte que é Pra você guardei o amor. Fiquei muito emocionada a cada linha e mesmo não conhecendo Naruto a história me cativou. Sinto-me uma pessoa privilegiada por ter contribuído de alguma forma com essa linda história, sinto-me uma privilegiada por ter tido a sorte de encontrar em você Lothus uma amiga mais que especial. A todos que passarem por aqui, delicie-se com a sensibilidade impar dessa autora.
O link da bela música que escolhemos para a fic é esse: http://letras.terra.com.br/nando-reis/1491960/
Ouça, garanto que vale muito a pena. No mais, boa leitura, deliciem-se!
Sion Neblina

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vem dos meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

(Pra Você GUardei o Amor — Nando Reis)

Chovia. Não, não chovia simplesmente... Chovia forte... Um temporal. Era como se Deus estivesse em prantos e derramasse suas lágrimas sobre o mundo e por mais que não demonstrasse os sons estrondosamente fortes dos trovões o apavorava. Apavoravam mais do que os berros histéricos de seu pai no andar de baixo. Suspirou fechando os olhos. Como estava cheio daquilo tudo!

Seu nome era Itachi Uchiha. Era o primogênito de Fugaku Uchiha, o criador do Grupo Uchiha de Segurança Privada, a maior empresa do ramo na atualidade. Tinha quinze anos e estava terminando o ginásio. Sim, isso mesmo! Estava no último semestre do Ginásio. Era simplesmente um prodígio, dono de um Q.I. considerado genial e no próximo estaria na faculdade. Pelo menos era isso o que provavelmente aconteceria até sua mais recente briga com seu pai. Fugaku tinha trinta e dois anos e era a pessoa mais fria e desagradável que conhecia. Vivia falando que sua vida era devotada ao bem estar e futuro de sua família... Mera hipocrisia em sua opinião. Ele não gostava de ninguém a não ser de sua mãe omissa e de seu irmão tolo. O restante da família ele apenas aturava; o que realmente lhe agradava era ter construído do nada uma empresa que hoje era referência mundial e ter praticamente todos os familiares debaixo de sua asa através de folha de pagamento e, se possível, casualmente jogar isso na cara deles. Itachi era muito diferente; era muito sério para sua idade, mas era uma pessoa prestativa e gentil. Nunca desfazia ou desmerecia ninguém e isso irritava seu pai profundamente. Não que ligasse muito para o que seu pai dizia, pelo contrário. Simplesmente, com o passar dos anos, aprendeu a ignorá-lo, mas como já não conseguia atingi-lo diretamente, Fugaku resolveu jogar baixo; colocou seu irmão caçula contra si. Sasuke estava com doze anos e havia sido desprezado por toda a sua infância pelo pai por causa da genialidade de Itachi e agora que o pai entendera que não conseguiria manipular o filho mais velho, o maldito resolvera fazer a cabeça do menino de que ele poderia sim superar Itachi, e Sasuke, ávido por merecer o reconhecimento do pai, estava se tornando tão sórdido, frio e egoísta quanto Fugaku. Desperdício! Sasuke fora a criança mais meiga e adorável que já conhecera! Havia sido a razão de sua vida e agora...

O clarão de um raio o fez encolher-se todo. Isso significava um tremendo trovão e não demorou muito o mesmo veio, silenciando até seu pai. Só então notou a voz tranqüila de um outro homem vindo do andar de baixo. Até então imaginava que Fugaku estivesse, uma vez mais, descarregando seu ódio por ele em sua mãe. Franziu as sobrancelhas estranhando a situação. Quem poderia causar mais estresse em seu pai que ele mesmo? Abriu a porta, ouvindo mais atentamente a voz e arregalou os olhos. Madara estava lá! Madara era seu tio e sempre foi considerado um rebelde por Fugaku, seu irmão mais novo, pois nunca se interessou pelo grupo e nem possuía a mania de grandeza do irmão caçula. Havia caído no mundo e vencido sozinho... Criara uma empresa conceituadíssima de Segurança de Informação, ou seja, proteção aos softwares das empresas e não era raro seus caminhos se cruzarem com os do irmão profissionalmente. Entretanto, sempre se instalava um clima estranho quando eles se encontravam. Itachi massageou as têmporas pensando que ironicamente a história de rivalidade fraterna se repetia entre ele e Sasuke e isso o deixava com enxaqueca. Desceu as escadas da mansão em silêncio e parou nos degraus antes da curva que dava para o corredor e a sala de estar, ouvindo a conversa.

— Pela última vez, Fugaku, essa sua resistência a um contrato entre nossas empresas é patética! Será que não vê que é inevitável trabalharmos juntos? Nosso ramo de atividade é o mesmo! Uma empresa complementa a outra e ...

— Não diga bobagens, Madara! O Grupo Uchiha não precisa da sua empresinha de garagem para nada! Admira-me que meus clientes escolham os seus serviços também! Se quer minha opinião, eu acho sinceramente que eles associam o seu nome ao meu e acham que você merece credibilidade!

Madara gargalhou com as palavras do irmão. Mas era uma gargalhada seca, sem nenhuma alegria. Itachi congelou ao ouvir a risada do tio. Ele jamais fora grosseiro ou cruel consigo, como seu próprio pai costumava ser, pelo contrário, era sempre educado e atencioso, um verdadeiro cavalheiro, mas percebia que ele era ainda mais implacável que Fugaku nos negócios. Se fosse sincero consigo mesmo, seu tio sempre lhe despertara mais respeito e admiração que o seu próprio progenitor e se sentia feliz como uma criança quando ouvia simplesmente o nome dele e quando por algum milagre ele aparecia. Sentia-se enfim com sua família e assim que ele ia embora, um buraco gigantesco se abria em seu peito, doendo horrores. Ele era mais velho que se pai apenas um ano, tinha trinta e três anos, mas seu jeito era muito mais jovial e era irremediavelmente bonito. Algumas pessoas da família costumavam dizer que Itachi era muito parecido com Madara e sentia uma paz estranha vinda destes comentários. Já chegara a pedir a Deus que sua mãe tivesse traído seu pai com o tio e que realmente fosse filho do outro, mas sabia que não era, para sua tristeza. Tais comentários deixavam Fugaku doente de raiva!

Voltou a si com a resposta do tio.

— Ora, Fugaku, não seja prepotente! Você é bom no que faz e eu sou bom no que faço. Somos aliás os melhores. Qual o problema em reconhecer isso”?

— Simples... Orgulho e inveja em excesso... — respondeu baixinho Itachi.

— Ninguém te ensinou que é feio isso que está fazendo? — perguntou Sasuke atrás de si dando-lhe um baita susto, mas Itachi permaneceu com ar indiferente.

— Escutei vozes alteradas e pensei que papai poderia estar brigando com a mamãe. Resolvi descer para ver. — explicou indiferente.

— Peso na consciência Itachi? Afinal papai só briga com a mamãe por sua causa...

— Sasuke... Não tenho culpa se não concordo com os princípios dele. Não sou como ele e nem nunca serei!

— Você é deprimente, Itachi! Tanta inteligência para droga nenhuma! — tornou o outro dando mais prova do ressentimento que nutria pelo irmão.

— Deveria me agradecer e não me criticar, irmãozinho... Afinal se eu não fosse avesso às idéias do papai, você jamais teria seu tão desejado status de filho preferido!

Sasuke o fuzilou com os olhos. Sabia que ele tinha razão e isso o irritava profundamente. Durante o tempo que levou pensando em uma boa resposta puderam ouvir novamente a discussão dos mais velhos.

— Por que você é um traidor! Sempre se achou bom demais para fazer parte da família, Madara! Você se afastou, criou seu próprio negócio, recusa-se a incorporá-lo ao Grupo Uchiha... Nunca aceitou que sou o melhor de nós dois!

— Melhor em que, Fugaku? — perguntou Madara apoiando as mãos na cintura.

— Em tudo! Sou o mais novo, mas sou casado, tenho filhos, montei um grande grupo comercial que é o orgulho da família... E você, Madara? O que fez da sua vida além de se sentir afrontado com minha capacidade? Ah e claro! Ter montado uma micro empresa aproveitando-se do nome que eu tornei importante”?

Madara ficou calado olhando por alguns segundos para o irmão. A vontade que tinha às vezes era de dar-lhe a surra que seus pais nunca haviam dado! Criaturazinha pedante e cega! Entendeu naquele momento que era perda de tempo continuar discutindo com o caçula; jamais se entenderiam.

— Você é completamente demente, Fugaku. É tudo o que posso concluir. Não vale a pena discutir com você.

— Vai fugir sem me dar uma resposta, Madara? Ora mas você é sempre tão cheio de opinião... — provocou Fugaku.

— Expresso minhas opiniões quando vale a pena. Com você é desperdício de saliva e neurônios. Tenha uma boa noite!

— Covarde... Você não vale simplesmente nada Madara!

Madara travou e sentiu um arrepio gelado subir por sua coluna. Fechou o punho esquerdo pronto para socar Fugaku mas lembrou-se do único motivo que o impedia de fazer algo assim... O único motivo que o fazia se dirigir àquela casa e tentar ter algum contato decente com aquela criatura nojenta: Itachi. Era completamente louco pelo sobrinho. Ele era a única luz naquela família. Era inteligente, gentil, responsável e não havia sido contaminado pela mania de grandeza do pai e nem pela omissão tediosa da mãe. Diferentemente dele, Sasuke era a cópia do pai. Não era culpa do menino... A culpa era do seu irmão como sempre, já que o rejeitara quando pequeno e embora fosse fofo e meigo tinha aprendido a invejar e cobiçar tudo que Itachi era e tinha. E, mesmo sabendo que o outro não tinha culpa de nada, não sentia o mesmo amor por ele. Entre o bom e o mau exemplo, ele tinha escolhido se espelhar no mau.

Um trovão absurdamente alto soou e junto foi possível ouvir o estrondo de algo caindo. Fugaku caminhou para a escada e viu os dois filhos ali; Itachi estava branco feito papel.

— O que estão fazendo aí? — a pergunta soou extremamente ríspida.

Madara decidiu quando o irmão se afastou que iria embora mas virou-se ao ouvir o sobrinho. Se visse ainda que por um segundo a Itachi, já valeria a pena o estresse que tinha passado. Todavia, logo descobriria que só se estressaria mais.

— O Itachi estava ouvindo toda a sua conversa com o tio Madara, pai. Eu estava o repreendendo por isso quando deu o trovão e ele se assustou derrubando o vaso da mamãe. Medroso! — Sasuke respondeu tentando com isso tirar sarro do medo do irmão para assim fazer o pai gostar ainda menos dele; saiu melhor do que ele previra.

— Desde quando você resolveu ser bisbilhoteiro Itachi? Não se interessa por nada que diz respeito à empresa ou a sua família e agora isso? — falou Fugaku aumentando a voz.

Madara caminhou lentamente até a escada mas se manteve afastado.

— Não pretendia ouvir a conversa. Imaginei que estava discutindo com a mamãe e por isso vim ver o que se passava.

— Nem em minhas discussões com sua mãe você tem direito de se intrometer. Simplesmente não é da sua conta! — rosnou o pai.

— Estranho. Imaginei ter ouvido a pouco o senhor dizer que eu não me interesso por nada relacionado à família. Então quando resolvo zelar por minha mãe não é da minha conta? — falou completamente calmo arrancando um sorriso do tio.

— Não me desafie, garoto! Não estou bom para isso!

— Não estou te desafiando... Nunca estou embora imagine o contrário. — respondeu de forma seca e virou-se para subir a escada.

— Aonde vai? Não lhe dei permissão para sair!

— Até onde sei não me deu permissão nem para descer, então vou voltar ao meu quarto e... — como já havia subido alguns degraus conseguiu ver seu tio e simplesmente esqueceu o que diria. Madara estava com uma blusa vermelha de lã com gola V, calça preta e sobretudo preto. Os cabelos longos soltos e rebeldes como adorava. Tentou ao máximo não sorrir, mas ao ver o sorriso lindo e sincero que seu tio lhe dirigiu, perdeu a batalha e sorriu quase imperceptivelmente de canto. Claro que Fugaku percebeu!

— O que ainda faz aqui Madara? Devia ter aproveitado e saído de fininho como o covarde que é?

Madara voltou a ficar muito sério. Quando seu sorriso sumiu o de Itachi sumiu também, sendo substituído por uma leve mordida no lábio inferior que expressava sua apreensão com a situação. Madara sentiu toda vontade de retrucar esvair-se; ele não merecia isso.

— Em respeito ao meu sobrinho não vou mais discutir com você, Fugaku. Se você não o respeita, eu respeito e isso pára por aqui! — falou com ar cansado saindo novamente para a sala. Parou uma vez mais e olhou novamente para Itachi — Desculpe... Você não precisava assistir isso.

Itachi moveu levemente os lábios em um discreto sorriso e acenou que sim com a cabeça.

— VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE FALAR ASSIM COM MEU FILHO! SE QUER UM FAÇA, MADARA! A NÃO SER QUE NEM PARA ISSO VOCÊ TENHA COMPETÊNCIA!

— Não é preciso ter competência para fazer filhos, Fugaku. É preciso ter para criá-los.

Sasuke que estava de braços cruzados engolia avidamente cada troca de farpa que saía ali. Estava até se divertindo mas quando notou a clara preferência do tio por seu irmão mais velho não se conformou. Era demais! Até quem não convivia com ele o idolatrava! E então notou o sorriso de Itachi e percebeu que era a hora de dar o troco pelas palavras que o irmão dissera a si pouco antes.

— O QUE QUER DIZER COM ISSO? QUE EU NÃO SEI CRIAR MEUS FILHOS?

— Acho que é isso sim que ele quer dizer pai.

— Não piore a situação, Sasuke. — pediu Itachi descendo a escada e segurando fortemente o braço do menor com medo que sobrasse inclusive para o caçula.

— AH! ENTÃO ATÉ MEUS FILHOS CONCORDAM COM ISSO? QUE ÓTIMO! — Fugaku estava no limite da irritação.

— Eu não concordo, mas o Itachi sim...

O silêncio foi geral. Itachi olhava com os olhos levemente arregalados para o irmão que estava com a carinha mais inocente do mundo. Madara estava com a sobrancelha levantada, e Fugaku com cara de ódio.

— O... O que diz Sasuke? — perguntou o pai sentindo o chão sumir debaixo de seus pés. Amava Itachi. Do jeito dele, mas amava. Isso seria a pior crueldade do mundo; a maior traição.

— É! A pouco o tio Madara perguntou o que tinha demais em você reconhecê-lo. O Itachi disse que era excesso de orgulho e inveja. Como uma pessoa assim pode criar bem os filhos?

O choque pela maldade de Sasuke, porque Itachi sabia que era tudo fruto de maldade, para se vingar do que havia dito antes de serem descobertos, paralisou o adolescente por um momento, e Itachi recebeu um tapa violento no rosto que o jogou longe.

— SEU DELINQÜENTE, BASTARDO! COMO PODE ITACHI? EU FIZ TUDO POR VOCÊ! TUDO! E VOCÊ ME RETRIBUI ASSIM?

— Itachi! — Madara correu até ele para socorrê-lo e se assustou ao ver o rosto do menino lavado de sangue. — Calma... Vamos dar um jeito nisso, está bem?

— AFASTE-SE DO MEU FILHO! A CULPA É SUA, MADARA! ONDE VOCÊ PISA VOCÊ LEVA DESORDEM!

— Cala essa droga dessa sua boca, Fugaku!

— NA MINHA CASA...

— ITACHI, ESTÁ FERIDO SEU CRETINO! — tornou Mandara entre dentes tamanha era sua indignação.

Fugaku calou-se ao absorver esta informação. Aproximou-se e percebeu o filho zonzo e confuso sendo amparado por Madara que trazia um lenço consigo e tentava estancar o sangramento.

— Meu Deus o que fizeram com meu filho? — perguntou uma aflita Mikoto que descia as escadas temerosa. Sasuke foi até ela e a abraçou como se estivesse com medo.

— Fala comigo, Itachi... Vamos, olha para mim! — pedia Madara percebendo que Itachi mirava o nada.

— Sai! — falou Fugaku se aproximando de Itachi. O primogênito voltou a si nesta hora e olhou com ar revoltado para o pai. Antes que ele se aproximasse demais se escorou na parede e saiu de perto dele.

— Deixe-me ver isso... — continuou Fugaku tentando tocá-lo.

— Não! Espero que tenha apreciado o contato pois foi a última vez que tocou em mim, Fugaku. Nunca mais ouse sequer pensar em repetir isto! — Fugaku percebeu, assim como Madara, que aquele era o último erro que o patriarca cometeria com o jovem Uchiha. Havia uma determinação fria na voz de Itachi e sua postura sempre tão elegante e tranqüila agora exibia um quê de altivez.

— Você provocou isso! Onde já se viu falar assim do seu pai? Do homem que te deu a vida? Eu fiz o melhor por você! Tenho feito o impossível para te encaminhar na vida! E você me agradece com este tipo de conceito sobre mim?

— Orgulhoso e invejoso sim! Hipócrita, ganancioso, pedante, egoísta, inescrupuloso, nefasto... Você não faz nada por amor a ninguém a não ser a você e ao nome que você tanto presa! Seu desejo de poder e superioridade é doentio, Fugaku. Você não tem limites, sua mente está distorcida; você está louco!

Mikoto tapou a boca com a mão, e Sasuke arregalou os olhos. Madara ficou atento ao próximo movimento de seu irmão e ainda bem que o fez pois Fugaku avançou novamente contra Itachi. Desta vez, Itachi empinou o nariz em claro desafio, pronto para tomar um segundo tapa, mas Madara fora mais rápido e entrara na sua frente a tempo de segurar o pulso do irmão caçula.

— Já chega Fugaku! Se encostar novamente nele não respondo por mim!

— Deixe vir! Eu avisei que aquela seria a última vez. Que ele tente! — Itachi continuou a desafiar o pai.

Fugaku ficou pasmo. O filho mais velho era sempre tão racional e educado; tão prestativo e tranqüilo. Em que momento ele mudara e se tornara tão... Impetuoso e forte? Não importava! Não iria se intimidar por um fedelho! Sabia o que fazer para colocá-lo no lugar dele!

— Saia desta casa! — pronunciou com voz assustadoramente baixa. — Saia e nunca mais pise aqui! Você não é mais meu filho!

Notas finais
Bem pessoal eis o primeiro capítulo.
Agradeço imensamente a todos que leram e peço que fiquem a vontade para comentar, a casa é de vocês!
A quem se interessar e quiser conferir meus outros trabalhos, tenho duas fic´s do anime CDZ e uma fic original; segue abaixo os links para leitura.
http://www.fanfiction.com.br/historia/65364/Eu_Preciso_Dizer_Que_Te_Amo
http://www.fanfiction.com.br/historia/79748/Encontro_De_Almas
http://www.fanfiction.com.br/historia/99473/Mad_Love
Um final de semana perfeito para todos para abrir as portas para uma magnífica semana!
Até a próxima,
Lothus.